Feliz dia internacional da mulher! Aqui na Armênia o dia 8 de março é feriado: isso é um legado do período Soviético já que, em 1917, foi instituído o feriado nacional em comemoração às mulheres. A data foi celebrada predominantemente pelo movimento socialista e pelos países comunistas, até que a Organização das Nações Unidas adotou a comemoração em 1975. Hoje é um dia para celebrarmos nossas conquistas individuais e coletivas, e também para refletirmos sobre o quanto ainda precisamos avançar nas nossas lutas pelos nossos direitos.

Captura de Tela 2018-03-08 às 16.00.56
foto: @emmawatson

Acho que todas podemos concordar que uma das maiores lutas pra qualquer mulher é contra o espelho: nós temos dificuldade de reconhecer a nossa beleza e a nossa força, e a nossa autoestima costuma ficar bem abaixo do nível do mar. Em determinadas conjunturas, os resultados acumulados na nossa vida não são positivos porque nos enxergamos de uma forma muito negativa. Quando nos enxergamos por uma ótica negativa, é impossível crescer e estimular nossos talentos corretamente; ainda que sem perceber, quem se enxerga com olhos depreciativos acaba revogando um número infinito de possibilidades, afastando inúmeras conquistas e vitórias que poderiam ser escritas na sua história.

A autoestima é o resultado final de um conjunto de percepções que a pessoa tem de si, abrangendo a forma de pensar, agir e sentir, que podem ser negativas ou positivas, oscilando de acordo com o que vivemos. Se não conseguimos perceber que somos merecedoras de coisas boas, que somos capazes e que as nossas habilidades podem nos levar aonde quisermos chegar, tendemos a nos enxergar e compreender o nosso eu de forma depreciativa e até mesmo desrespeitosa; o resultado pode ser a propagação de uma forma amarga e insegura de se viver e se perceber. Nessas circunstâncias, a mulher pode desenvolver um quadro de auto rejeição em que ela não aceita a si mesma, vivendo em busca da aprovação e do elogio dos outros para poder se sentir bem.

Há coisas que precisamos desenvolver dentro de nós, que não podem ser conquistadas por elogios ou aprovação alheia. A reconstrução da nossa autoimagem deve partir do nosso eu, resgatando a verdade das nossas virtudes e belezas, com um olhar gentil e carinhoso pra nós mesmas, e jamais depender das vozes distorcidas que ouvimos ou dos traumas que nos marcaram.

Infelizmente, muitas mulheres alimentam uma autoimagem distorcida, em que a autodesvalorização nos impede de olhar com gentileza pra nós mesmas. É verdade que todo ser humano tem defeitos e falhas, mas não é isso que nos define. A mulher poderá trazer o seu melhor à tona, emanando a luz que vem de dentro de nós, depois de passar por um trajeto de cura: nesse trajeto, transformamos o significado que damos às experiências que nos impediam de enxergar a nossa beleza, a nossa capacidade de amar e de concretizar nossos sonhos. Nós somos poderosas, e um dos jeitos de impulsionar a nossa autoestima é trabalhando com o real e o imaginário, aproximando, tanto quanto for possível, o nosso ideal do que é factível.

Algumas perguntas objetivas podem nos ajudar a refletir e converter o ideal em real, e as respostas nos ajudam a construir nossa autoestima de maneira positiva. Por exemplo: Você sabe o que a faz feliz? Quais são as suas metas para esse ano? Quais são os seus projetos de vida? O que me faz me sentir realizada? No que eu gasto a maior parte do meu tempo?

Muitas vezes, passamos grande parte do nosso tempo cumprindo atividades que não nos proporcionam prazer nem realização. Mas é importante que nossas atividades diárias nos tragam felicidade, mesmo que seja nas menores coisas: ao sabermos o que nos faz felizes e realizadas, podemos investir mais tempo nisso e nos sentirmos satisfeitas com nossas escolhas, passando a nos enxergar como uma mulher que sabe pra qual direção a vida está indo, dona do seu destino.

Nós somos fortes, bonitas, poderosas e audaciosas, e nós temos o direito a esse autorreconhecimento. A coragem em reconhecer as nossas qualidades nos torna ainda mais capazes de transformarmos nossos sonhos em objetivos, e os objetivos em realidades. Nossa independência e liberdade só depende de nós mesmas. A audácia nos leva longe.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s