Análise cromática e a Coloração capilar

Ah, o cabelo. O drama de tantas mulheres, e também de alguns homens. A cor do cabelo é algo que nós não deveríamos copiar de ninguém, nem seguir modas ou tendências porque o segredo das cores mais adequadas e que mais valorizam nossa beleza está em nós mesmas! A análise cromática revela a nossa harmonia e contraste naturais de tons de pele, cabelos, sobrancelhas e olhos. É por isso que, na hora da mudança, não devemos nos espelhar em ninguém!

Já sabemos que, quanto mais fiéis somos à nossa cartela de cores, mais amenizamos os efeitos negativos das cores sobre nosso rosto e podemos até mesmo diminuir o uso da maquiagem sem nos arriscar a ouvir que estamos abatidas e/ou cansadas.

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Fernanda Paes Leme e um dos maiores (talvez o maior) erros da história recente da coloração capilar (nada contra FêPa, inclusive admiro desde os tempos de Sandy & Junior na TV)

O cabelo é a moldura do nosso rosto, e isso que minha vó dizia (e provavelmente a sua também) é a mais pura verdade. Quando escolhemos as cores erradas para o cabelo e ignoramos a harmonia e contrastes naturais, caímos numa cilada! Com todo respeito aos profissionais cabeleireiros, muitos simplesmente assassinam a beleza de suas clientes ao tingir com cores frias cabelos que deveriam manter tons quentes, ou que sequer prestam atenção ao contraste.

A análise cromática ajuda muito a evitar esse tipo de erro e garantir que haja coerência no seu rosto. Na consultoria de estilo, devemos nos guiar sempre pelo rosto, pois é o nosso principal cartão de visitas; portanto, é importante valorizar o seu contraste para garantir a harmonia visual 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Cabeleireiros, nada contra vocês, muito pelo contrário, sou admiradora do trabalho que realizam nos cabelos das mais diferentes texturas.  Mas, além de garantir a harmonia do rosto das clientes, é preciso que cabelos sejam pensados para a vida real: eu já perdi a conta de quantas vezes cortei meu cabelo e saí com ele belíssimo do salão só pra chegar em casa, lavá-lo e deixá-lo secar naturalmente (quem me acompanha no instagram sabe do ranço que eu tenho de secador!) pra ver que ficou absolutamente diferente do que eu queria e que só funcionaria mesmo arrumado daquele jeito (coisa que jamais fiz). Eu (ainda) não pinto o meu cabelo, então por experiência própria só posso falar dos cortes frustrantes que já fiz; mas, como consultora de estilo, posso avaliar estes erros de coloração e dar meus dois dedinhos de contribuição para que quem pinta o cabelo evite cair nestas ciladas.

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a definição de “ruivo Weasley”

A harmonia do seu rosto tem a ver com todas as suas características físicas. Por exemplo: uma pessoa muito alta provavelmente não ficaria bem com um cabelo chanel, do mesmo modo que uma pessoa muito baixa não ficaria bem com um cabelo ultra longo; uma pessoa de coloração fria e altamente contrastada (pele muito clara + olhos escuros + sobrancelha escura) dificilmente teria sua beleza natural valorizada por um cabelo ruivo Weasley, enquanto uma pessoa de coloração quente tem sua harmonia assassinada por cabelos platinados. Não significa que são cortes ou cores feios, mas é preciso avaliar individualmente qual corte funciona para as suas proporções e os seus traços e feições, se a coloração está compatível com a sua e, principalmente, avaliar se o todo (corte + cor) combina com a sua personalidade e com o seu estilo de vida.

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Sandy, que eu amo desde que me entendo por gente, tem errado muito no contraste! Mesmo com maquiagem, dá pra notar que o cabelo um pouco mais escuro deixa a pele dela mais viçosa e a aparência mais jovem, enquanto as madeixas platinadas a deixam com cara de bem mais velha!

Um cabelo que requer alta manutenção (babyliss, escova, etc) jamais funcionaria para mim porque eu simplesmente não tenho paciência. Acho que foi por isso que fiquei tão frustrada da última vez que cortei meu cabelo curtinho: ele só ficava bom com babyliss ou quando usava o secador para dar volume, e é óbvio que se eu me dei esse trabalho 3 vezes foi muito. Esse corte foi feito em outubro de 2016, e foi só em janeiro que eu comecei a gostar do corte, porque o cabelo já tinha crescido um pouco e harmonizava melhor com as minhas feições e estilo de vida.

Eu tenho a ligeira impressão de que erros de cortes são mais fáceis de contornar porque “cabelo cresce”, enquanto corrigir um erro de tintura pode agredir e comprometer a saúde do seu cabelo. É claro que esperar o cabelo crescer requer paciência (ou extensões dos fios), mas não compromete a saúde dos seus fios, e você não precisa ficar horas sentada numa cadeira de salão.

Se você pode fazer a análise cromática e pode ter a ajuda de um consultor de estilo na hora de mudar a cor dos cabelos, maravilha. Mas se você ainda não sabe sua cartela de cores, uma dica fácil para saber se um determinado tom de cabelo ou de reflexos fica bom para você é observar os outros fatores que determinam o seu contraste em relação ao seu tom de pele: as cores dos seus olhos e suas sobrancelhas. O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida, porque depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções.

Já falei por aqui, mas não custa lembrar: o contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele. O contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio. Pensando em mudar a cor do cabelo, restam os outros três fatores a serem analisados, levando-se em consideração se você é uma pessoa que se bronzeia muito e/ou com facilidade (porque aí seu tom de pele muda com alguma frequência e pode influenciar no seu contraste) e aí você pode ter um direcionamento para qual tom de cabelo favorecerá mais a sua beleza natural!

Sempre prove as roupas!

Tem muita gente que não gosta de provar roupas. Já vi muitas pessoas entrarem em lojas e simplesmente pegarem as peças, olharem o tamanho e se dirigirem direto ao caixa; ao questioná-las, me responderam que “já sabiam sua numeração” e “não precisavam perder tempo provando as peças”.

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no provador da Eva, um dos mais fotogênicos do Brasil!

Muita gente considera provar roupa, sapatos ou acessórios uma perda de tempo. Olha a peça na arara ou na prateleira, gostou, acha que vai vestir bem, é do tamanho que está habituado a comprar, vai direto pro caixa pagar. Ignorando os provadores, leva a roupa pra casa sem experimentar. E aí, quando vai vestir em casa, muitas vezes muito tempo depois de ter expirado o prazo pra troca, ou sem nem mesmo saber onde foi parar a nota fiscal, ou ainda na hora de sair de casa para algum evento, se dá conta de que a roupa não era bem aquilo que se esperava.

Além da falta de tempo (a desculpa mais comum), não gostar dos provadores de lojas pode ser resultado de vários fatores: iluminação e espelhos ruins que parecem ressaltar apenas as coisas que ainda não aprendemos a gostar em nós (ou mesmo que queremos mudar), equipe de vendas despreparada para lidar com o público, cabines apertadas e/ou pouco confortáveis, e até mesmo provadores e espelhos sujos (eca!), entre outros.

As compras online são uma alternativa interessante para provarmos as roupas com calma, na nossa casa, combinando com as nossas outras roupas (que também devemos experimentar!), tendo a opção de trocarmos ou ainda de devolvermos e sermos reembolsados.

Experimentar o que se pretende comprar é parte fundamental do processo de escolha e compra. Os provadores das lojas não devem ser lugares de muitas dúvidas ou de nos deixarmos levar pela emoção ou pela pressa. Se já sabemos o que nos veste bem e quais as cores nos favorecem, por exemplo, nossos critérios ficam mais objetivos, tanto quanto se tivermos uma lista do que realmente precisamos, tornando o processo um hábito automático porém consciente. Assim, fica mais fácil e mais rápido passar pelos provadores das lojas!

Parte do processo é, por exemplo, observar a etiqueta interna e ler a composição do tecido, bem como quais cuidados específicos aquela peça requer. Eu, por exemplo, já leio a etiqueta de composição antes mesmo de olhar o preço ou remover a peça da arara: assim, se ela não corresponde aos meus desejos, eu já descarto. Só aí eu olho o valor cobrado, e faço mentalmente a conta do custo x benefício, para então tirar a peça da arara e ir para o provador.

Este processo também fica mais fácil se você conhece a sua cartela de cores. A cartela de cores não serve para limitar, mas sim para guiar suas escolhas para um armário mais coerente, com combinações mais fáceis. Conhecendo as suas cores, fica mais fácil escolher o que levar pro provador. Se as cores das suas roupas se coordenam facilmente, você invariavelmente consegue se arrumar mais rápido no dia a dia.

Observar o caimento é outra questão importantíssima no provador. Ao analisar se a roupa vestiu adequadamente, você também avalia se precisará considerar ajustes; se a loja tiver uma costureira, ótimo, mas se não tem, você invariavelmente vai gastar um pouco mais com aquela peça. É importante notar se as costuras dos ombros estão onde deviam estar (essa parte é dificílima de ajustar!), se a gola fica no lugar, se os botões estão bem presos ou mesmo se deixam espaço aberto entre as casas, se me aperta em algum lugar ou se limita meus movimentos.

E aí vamos para os detalhes: observar se a costura está bem feita, se o acabamento é bem executado, se as costuras laterais se encontram nas estampas ou não, se tem alguma transparência, se o forro tem o tamanho correto,  se eu me sinto acolhida pela peça, se tem alguma imperfeição (manchas, furos, rasgos), etc.

Outra coisa importante no provador é ter um olhar criterioso para o que os vendedores nos oferecem. Já virou praxe que os vendedores das lojas tragam para o provador muito mais do que pedimos, então é preciso termos clareza do nosso estilo e do que verdadeiramente queremos para fazermos escolhas coerentes com nosso estilo de vida e com nosso bolso. Ademais, é fundamental não comprar simplesmente porque passou muito tempo nos provadores e sentiu constrangimento por ocupar o vendedor: não podemos ter vergonha de simplesmente agradecer pela ajuda e dizer que vamos pensar mais um pouco, caso seja exatamente isso que queremos fazer. Se você sentir algum tipo de pressão, agradeça e explique que é uma pessoa minuciosa, atenta aos detalhes, e que precisa daquele tempo para realizar uma compra verdadeiramente satisfatória. Do mesmo modo, o ideal é evitar fazer compras com outra pessoa, a menos que seja um personal stylist que está ali para te atender: o profissional deve ter calma no atendimento e respeitar o seu tempo.

Experimentar as roupas que já temos em casa também é importantíssimo. Por vezes, pode ser muito produtivo e também divertido abrir seu armário e provar suas roupas como se você estivesse numa loja. Coloca uma música que você goste e, peça por peça, você reflete: eu compraria essa peça hoje? Eu estou realmente usando isso? Esta roupa mostra para o mundo quem eu realmente sou? É esta imagem que eu quero projetar? Esta peça precisa de algum ajuste para atender melhor minhas necessidades? Está faltando alguma coisa no meu armário? Consigo ver todas as minhas peças? Uso tudo o que eu tenho?

Claro que algumas dessas perguntas são mais facilmente respondidas com a ajuda de um consultor de estilo, mas você também é capaz de refletir e responder a algumas destas perguntas numa jornada de autoconhecimento. Ao provar as peças que estão no seu armário, você valoriza o que você já tem e não precisa fazer compras por hábito ou simplesmente para se distrair, além de ter a chance de escolher algumas peças para doar ou até vender, deixando a energia circular no seu armário e consumindo de maneira consciente.

Final de ano é uma boa hora para reconciliar-se consigo mesmo

Final de ano, verão no Brasil, aquele calorão, todo mundo querendo aproveitar as belas praias. Por aqui, eu tô só no frio, mas acompanhando pela internet as altíssimas temperaturas brasileiras! Mas, em qualquer lugar do mundo, muita gente costuma aproveitar este período para rever o que aconteceu de bom e de ruim, e estabelecer suas metas e objetivos para o novo ano.

metas & objetivos para o ano novo

No verão, o natural é que as roupas diminuam para deixar mais pele à mostra, mas tem muita gente que sofre com essas questões porque vivemos uma cultura de construção de imagens que privilegia a “boa forma”, com incontáveis formas de emagrecimento e alternativas para que alcancemos o “corpo perfeito”.

As mulheres, naturalmente, são as que mais sofrem com estas imposições de buscar uma perfeição corporal inexistente. Quanto mais perto do verão, mais aumenta a pressão para alcançar o “corpo do verão”: barriga zerada, celulite zero, bumbum durinho, braço magrinho, pernas definidas (se esqueci de alguma parte do corpo, complete nos comentários!). Com isso, progressivamente deixamos de amar a nós mesmas e passamos muito tempo da nossa vida brigando com nossos corpos.

“A aparência do corpo exerce grande influência em nossas vidas, afinal, a forma como nos apresentamos para os outros determina a maneira como nos relacionamos, as oportunidades que temos socialmente, as reações e atitudes dos outros para conosco, bem como nossa vida afetiva e profissional”

(Stenzel IN Nunes e Appolinario, Transtornos Alimentares e Obesidade, Artmed, 2006).

Os padrões de beleza impostos pela nossa sociedade e a consequente escravização a que nos sujeitamos tem sido um dos principais fatores associados ao aumento da incidência de transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia. E podemos afirmar, com segurança, que as redes sociais tem contribuído muito para este movimento. Se, antigamente, éramos influenciados apenas pela televisão e pelas celebridades que estampavam as revistas, hoje vemos “corpos perfeitos” e “vidas perfeitas” nas telas dos nossos celulares.

Nas redes sociais, seguimos perfis de homens e mulheres com corpos esculturais e uma beleza dentro do “padrão” que, em geral, aproveitam para vender os segredos para que todos nos tornemos belos dentro destes mesmos padrões. O desejo da padronização torna a sociedade cada vez mais frustrada e doente, porque simplesmente não conseguimos alcançar aquela imagem. E aí nos torturamos porque comemos uma sobremesa, jantamos uma massa e tomamos um vinho.

Quem me segue no instagram viu nos meus stories semana passada um alerta sobre esse tipo de cobrança que nos fazemos, e que muitos influenciadores acabam postando em seus perfis. Se você ainda não viu, estes vídeos estão salvos nos meus destaques. Essa minha reflexão foi desencadeada por ter ouvido uma pessoa que eu sigo dizer que foi “um horror” jantar massa, tomar vinho e comer um tiramisù de sobremesa. Foi aí que eu propus a reflexão de que comida nunca é um horror, mas é sempre um privilégio. Nós vivemos num mundo com tanta gente passando fome! Não podemos nos dar ao luxo de achar nenhuma comida um horror.

A nossa relação com a comida está diretamente relacionada ao modo como enxergamos nosso corpo. Toda vez que comemos algo que foge do que é saudável, nos condenamos, e a nossa insatisfação com nosso corpo parece aumentar progressivamente. Chegamos ao ponto de nos perguntar, por exemplo, quanto tempo precisamos andar/correr na esteira para poder comer um hambúrguer.  Nossa insatisfação com nosso corpo influencia a maneira como os outros nos vêem: se estamos felizes e satisfeitos com as pessoas que somos, naturalmente teremos uma imagem mais leve e transmitiremos segurança, e os outros vão nos perceber também desta maneira. Estamos constantemente oscilando entre o olhar ruim que nos destrói, e o olhar bom, que nos constrói. Isso tudo tem um enorme peso, também, na construção da nossa imagem e estilo pessoal.

“Por uma internet mais verdadeira
Com menos maquiagem 
Com mais comida de verdade
Com menos culpa
Com mais amor próprio 
Com menos padrões inatingíveis 
Com mais empatia e muito mais sorrisos sinceros”

Cada corpo tem sua potencialidade, e reflete todas as experiências que vivemos. Não podemos querer vestir um corpo que não temos, mas podemos vestir da melhor maneira possível o corpo que nós temos e amamos. Não precisamos responder a um padrão imposto para que nossos corpos sejam os melhores possíveis: o melhor possível não pode ser o que a mídia ou as redes sociais impõem, mas o que nos deixa verdadeiramente felizes.

Olhar para si mesmo com carinho é o primeiro passo para reconciliar-se consigo mesmo, ganhar auto-confiança e construir o seu estilo verdadeiro. É importante identificar quem eu realmente sou, e não aquilo que eu acho que o outro pensa sobre mim. É importante olhar no espelho e amar cada pedacinho do que somos, cada marca individual que temos, pois isso nos torna únicos. A construção de uma boa auto-estima não é um caminho fácil ou rápido de se percorrer, mas é importante darmos o primeiro passo.

No final de cada ano, muita gente costuma estabelecer metas e objetivos para o ano que vai começar. Eu proponho que você comece hoje mesmo a realizar a importante meta de reconciliar-se consigo, amando quem você é por inteiro.

Midi, o comprimento mais chique

Que me perdoem os curtos e os longos, mas o midi é o comprimento mais chique para os nossos looks! Se o tecido tiver um belo caimento, o visual sofisticado está garantido, mesmo que façamos escolhas simples e práticas! Quer ver?

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chapéu Parfois, t-shirt Zara, óculos Ray Ban, saia Forever 21, tênis Converse All Star (e mochila Fjällräven Kånken)

No último final de semana, fizemos uma road trip até Tbilisi, a capital da Geórgia. Mais do que aplicar os conceitos da mala inteligente, eu realmente não queria levar muita coisa pra um final de semana rapidinho de verão! Então advinha qual foi a peça chave que eu escolhi? Isso mesmo, uma saia midi!!

Essa saia midi azul marinho da Forever 21, que eu comprei há uns 3 anos, tem a cintura de elástico (= conforto!) e umas pregas bem suaves, que garantem o caimento perfeito do tricoline. E ela tem bolsos, que são sempre bem vindos em viagens!

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chapéu Parfois, óculos Ray Ban, t-shirt Alhma, bolsa Gucci, saia Forever 21, sandália Usaflex

Nessa outra foto, a mesma saia (e o mesmo chapéu) com outra t-shirt e outro sapato, num combo escolhido pra ficar super confortável no carro (a viagem entre Yerevan e Tbilisi dura cerca de 5h!!) e que ficou bastante adequado pra paradinha que fizemos no Lago Sevan.

 “Ah, mas midi é um comprimento ingrato! Nem todo mundo pode usar!”

Gentes, eu tenho 1,62m – ou seja, não sou exatamente alta! – e adoro usar saia midi! E minhas pernocas são bem roliças também. O comprimento midi definitivamente faz parte da minha vida, e se encaixa perfeitamente no meu estilo e no meu dia a dia. Para escolher o midi correto pra você, aqui estão algumas dicas interessantes, que independem do seu tipo físico:

  • escolha um comprimento que fique ligeiramente acima da metade da sua panturrilha;
  • opte por um tecido leve e com caimento perfeito, que não adicionará muito peso ao seu look. Nesse caso, é melhor evitar malhas! As malhas costumam ser mais pesadas e marcar tudo o que (geralmente) queremos esconder;
  • marque a sua cintura! Mesmo se você pensar que não tem uma cintura, ela existe, e está só esperando ser descoberta;
  • e escolha uma silhueta A, que costuma ficar bem em todo mundo e cria uma silhueta perfeita com muita elegância.

Ao escolher uma saia ou um vestido midi, você garante uma certa elegância sem precisar de muito esforço. O comprimento midi chama a atenção positivamente, mesmo sem muitos acessórios! É como se fosse um atalho para um look chique!

Melania Trump e a mensagem que as nossas roupas transmitem

Não se falou em outra coisa nessa última sexta feira (ok, talvez o assunto tenha dividido um pouco os holofotes depois da vitória sofrida do Brasil) a não ser sobre o casaco que Melania Trump, Primeira Dama dos Estados Unidos, usou para visitar os abrigos onde estão as crianças imigrantes que foram separadas de seus pais enquanto tentavam cruzar a fronteira dos EUA. O famigerado casaco – uma peça de US$39 da Zara – traz, nas costas, a mensagem “I really don’t care. Do u?” (ou, em bom português, “Eu realmente não me importo. E você?”).

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Todas as roupas que nós usamos comunicam uma mensagem. Em menos de 3 segundos, a nossa imagem causa um impacto visual e, se não temos controle absoluto da mensagem que queremos transmitir com o que estamos vestindo, podemos ser percebidos da maneira errada. Isso vale para qualquer pessoa, pública ou anônima, em qualquer ambiente.

A assessora de comunicações da Sra. Trump, Stephanie Grisham, disse, em comunicado a imprensa, que era “apenas uma jaqueta” e que “não havia mensagem oculta.” De fato, a mensagem não estava oculta; estava ESTAMPADA e muito VISÍVEL para todo o mundo (literalmente). Se foi uma escolha deliberada ou não, fato é que foi um erro grotesco. Aliás, na minha humilde opinião, eu acho que o erro começa pela Primeira Dama dos EUA ter essa peça no armário dela – não pelo preço ou por ser de uma marca fast fashion, mas justamente pela mensagem que a peça comunica.

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A diretora de moda do New York Times, Vanessa Friedman, deu uma entrevista ao The Guardian dizendo que não tem dúvidas de que esse episódio não foi um acidente, e que Melania tomou a decisão de usar aquela jaqueta. Friedman ainda nota que é sabido que a Primeira Dama dos EUA compra suas próprias roupas, e dá a palavra final sobre seus looks, mesmo se forem selecionados por um stylist.

Toda a polêmica envolvida nos serve para refletir, mais uma vez, sobre a importância das decisões e escolhas que fazemos quando nos vestimos. Neste episódio infeliz, a frase “I really don’t care. Do u?” se tornou ainda mais inadequada pelo contexto político em que está inserida – mas, na verdade, não acho uma mensagem como essa adequada para ninguém porque nós sempre temos algo (ou alguém) com o que nos importar.

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arte de @justinteodoro

Melania Trump já foi muito criticada pelas suas escolhas de roupas, muitas vezes tidas como inacessíveis, o que tornaria a própria Primeira Dama dos EUA inacessível. No caso dela, em meio de um closet recheado de marcas de luxo, um toque de fast fashion pode fazer bem como estratégia de aproximação – e, certamente, não foi o que esse casaco fez.

Seja uma camisa da Balmain de US$1.380 ou uma jaqueta da Zara de US$39, devemos  sempre fazer uma escolha consciente do que entra no nosso armário e do que nos veste. Assim, poderemos nos expressar, de maneira autêntica, por meio das peças que escolhemos, assumindo o controle da nossa imagem e tendo a certeza de que o mundo nos enxergará do jeito que nós queremos ser vistos.

Tarde de estilo na Eva

Depois de férias deliciosas no Brasil junto dos nossos familiares e amigos, é hora de voltar pra programação normal! E nada melhor do que retomar nossos papos por aqui contando um pouquinho sobre a tarde de estilo que rolou na loja Eva de Icaraí enquanto eu estava em Niterói!

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Sim, eu trabalhei durante as férias! Foi uma tarde ótima junto da equipe querida da Eva de Icaraí, às vésperas do dia das mães, quando pude orientar um pouquinho as clientes quanto às melhores modelagens e cores para seus tipos físicos e tons de pele em papos descontraídos no provador.

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Em meio aos lindos looks da coleção de outono/inverno, inspirada no Marrocos, escolhi um vestido longo de seda com estampa de oncinha para essa tarde: a delicadeza da seda combinada ao animal print criavam o equilíbrio de que eu precisava para falar de estilo. E a coincidência foi que eu e Rogéria Félix, supervisora geral das lojas da marca, acabamos vestindo a mesma estampa para esse dia, cada uma do seu jeitinho!

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Nessa tarde de estilo, ofereci uma experiência personalizada para cada cliente da loja, procurando entender rapidamente as expectativas e desejos pessoais, sugerindo looks e maneiras especiais de usar cada peça, tornando cada compra uma experiência única!

Uma das clientes da marca é a minha amiga Natália Côrtes, com quem tomei um cafézinho e bati papo antes de montar um look bem fofo pra ela, usando a saia que ela já estava usando com uma t-shirt maravilhosa que tinha acabado de chegar na loja!

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Foi uma tarde muito gostosa nessa loja que eu adoro e que tem roupas com as quais eu me identifico muito. Adorei a experiência de poder colocar meus conhecimentos em prática com mulheres reais, de muitos tipos físicos, tons de pele, gostos e vontades! Aquele agradecimento especial aos gerentes mais do que queridos Bernardo Rangoni e Carolina Porto pela confiança e amizade!

O que vestir na chuva, no frio e na neve?

A temporada outono/inverno começou no Brasil e acho que é um momento propício para conversarmos sobre as diferenças entre roupas de chuva e roupas de frio. Sim, elas são diferentes! Embora existam roupas que atendem ao frio e à chuva, nem todas as roupas de frio são adequadas para a chuva, e nem todas as roupas de chuva são adequadas para o frio!

Como o Brasil é “um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, tem muita gente que acaba confundindo um pouco as bolas e usa, por exemplo, jaqueta de couro pra sair na chuva. A menos que seja couro sintético, e que também esteja fazendo um friozinho (pensemos em algo em torno dos 17ºC), é quase um crime sair de couro na chuva! Ou então compra um trench coat jeans, que já é errado por definição: a função do trench coat é proteger da chuva, e jeans não é um tecido impermeável. Embora esses erros sejam comuns ao dia a dia dos brasileiros e brasileiras, eles ficam muito evidentes quando estamos fora do Brasil e nos sujeitamos aos climas completamente diferentes do nosso.

A história da minha vida é pautada em me proteger da chuva, do frio, da chuva e do frio e, mais recentemente, do frio e da neve. Eu não me lembro de uma única fase da minha vida em que eu não tivesse pelo menos uma capa de chuva e pelo menos uma galocha no meu armário. Eu amo o inverno, mas detesto passar frio. Eu sinto MUITO FRIO (muito muito mesmo) nas pernas e nos pés: são as primeiras partes do corpo a serem cobertas no outono, e as últimas partes do corpo a serem descobertas na primavera. Eu acho que não tem coisa que eu odeie mais na vida do que ficar molhada – e, principalmente, ficar com os pés molhados. E é por essas e outras que eu resolvi escrever um guia definitivo pra te ajudar a se vestir de acordo com a meteorologia, evitando passar frio, se molhar e até mesmo ficar doente!

ROUPAS DE CHUVA

São as peças impermeáveis, que vão impedir que você molhe seu corpitcho maravilhoso e seu lindo look do dia. Trench coats de gabardine, como o clássico da Burberry (amor eterno e verdadeiro), é um típico exemplo de roupa pra se usar na chuva. Trench coats de nylon também resolvem a vida nessas situações. As capas de chuva voltaram à moda recentemente, então você pode aproveitar esse momento e escolher uma bem linda pra fazer parte do seu armário. Capas de chuva sem forro são melhores para enfrentar as chuvas de verão, enquanto as capas de chuva forradas são melhores para primavera ou outono.

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capa de chuva amarela com forro

O linho e o algodão são materiais ótimos pra usar nos dias de chuva, porque secam bem rápido caso molhem um pouquinho. A viscose também pode ser sua amiga nesses momentos. Eu sou muito fã de calças de linho e liocel, que ficam elegantes sem esforço, e são frescas o suficiente pra serem usadas em temperaturas mais quentes.

Sapato de chuva é GALOCHA! Sim! Não é a toa que elas chamam rain boots! As melhores galochas são, sem dúvida, da Hunter, mas outras marcas também fazem galochas interessantes. Se você quiser fugir das rain boots, botas impermeáveis também são uma opção. Mas tem que conferir se é impermeável mesmo! É difícil de achar bota impermeável nas lojas de sapatos brasileiras, então eu recomendo o investimento numa UGG (não estou falando daqueles modelos horrorosos de uns 8 anos atrás e que ainda são vendidos, mas das versões muito mais adequadas para o dia a dia que protegem nossos pés sem perder o estilo) ou Sketchers.

Vale também prestar atenção na diferença entre waterproof e water resistant: waterproof é impermeável de verdade, que não vai deixar seus pés ficarem molhados de jeito nenhum (dependendo do modelo do sapato, podem até transitar pra neve), enquanto um modelo water resistant é resistente à água, mas que, dependendo da intensidade e do período de exposição à chuva, pode deixar passar água pros pés. E a altura da galocha também é importante: galochas de cano mais alto protegerão também sua calça ou suas canelas, se você estiver de short/saia, de ficarem molhadas.

Dependendo do dresscode do seu ambiente de trabalho, é perfeitamente aceitável que você proteja seus pés da chuva com galochas ou outros sapatos impermeáveis ou resistentes à água e troque seus sapatos quando chegar no trabalho. O que é deselegante mesmo é ficar com os pés e roupas molhados e passar um tempão reclamando disso – e ainda arriscar ficar doente.

ROUPAS DE FRIO

Eu sou friorenta, então eu considero frio qualquer coisa abaixo de 16ºC; imagina o meu sofrimento no inverno de 2017 aqui na Armênia, quando fez -20ºC! Sofri sim, porém aprendi muito também. A gente aprende a se vestir adequadamente ao frio nas suas diferentes temperaturas! Então nesse item vou falar de um frio médio – pensemos em algo entre 10ºC e 22ºC (afinal de contas, 22ºC pra carioca já é frio pra caramba) – e vou deixar pra falar sobre roupa de frio mais intenso mais pra baixo. Uma calça de veludo ou de lã são bem vindas, bem como casacos de tricô quentinhos e jaquetas revestidas de pelos.

No “frio seco” (sem neve e sem chuva), o couro tem sua vez, nas calças, jaquetas e botas. Pela durabilidade, o couro natural é uma compra muito mais inteligente do que o couro sintético (que, se for de má qualidade, ainda vai ter um cheiro esquisito).

As coleções de inverno das principais marcas brasileiras costumam ser abarrotadas de peças de tricô de acrílico. Essas peças são suficientes para esquentar no inverno brasileiro, mas não encha sua mala para um destino invernal com roupas feitas dessa fibra porque você vai passar frio! O acrílico nunca vai te aquecer e nem será confortável como a lã, e ainda pode fazer bolinhas com o tempo, mas é aceitável ter peças diferentes e coloridas feitas a partir dessa fibra sintética nos armários brasileiros porque raramente vivemos temperaturas negativas.

Vocês já sabem que eu sou fã das fibras naturais, e a cashmere e a lã são as melhores fibras pra esquentar nas baixas temperaturas. No Brasil, é bem mais difícil de encontrar roupas feitas a partir dessas fibras do que nos países do Hemisfério Norte (onde de fato faz mais frio e a demanda por roupas para enfrentar essas temperaturas é bem maior). Se você estiver com viagem marcada pra Europa ou pros EUA e quiser uma (ou mais de uma) peça de cashmere de qualidade no seu armário sem entrar no vermelho, não deixe de conferir as opções da Uniqlo: eles tem suéteres maravilhosos de cashmere tanto pra homens quanto pra mulheres, além de cachecóis e estolas. Já no quesito lã, a GAP também tem ótimas peças em lã merino, que é super leve e esquenta na medida. Vale a pena ficar de olho nas etiquetas de composição da Zara que, vira e mexe, coloca peças de lã à venda por preços amigos no Brasil também.

E os sapatos? Bem, eu sou fã das UGG e vocês já me viram por aqui usando alguns modelos da marca (bem que eles podiam me patrocinar)! Elas são muito confortáveis e, se forem revestidas, não vão deixar os pés esfriarem de jeito nenhum. Eu não sobreviveria ao inverno (nem ao começo da primavera ou o final do outono) sem elas! Mas se a temperatura sobe um pouquinho e já fica entre 14ºC e 20ºC, eu já calço logo um tênis!

ROUPAS DE FRIO E CHUVA

Em muitos lugares, chuva e frio andam juntos em algumas estações, em que as temperaturas costumam ficar entre os 4ºC e 12ºC. Neste caso, os trench coats forrados serão os seus melhores amigos. Mas não estou falando de qualquer forro, e sim do forro corta-vento, geralmente matelassê, que vai proteger na medida e com muita elegância. Há alguns trench coats que são feitos com esse forro removível, então são um bom investimento para dias de chuva e dias de frio e chuva. No Hemisfério Norte, a melhor época para comprar trench coats é na primavera, quando as lojas oferecem muitos modelos e versões diferentes dessa peça. Outra opção, mais esportiva, são os casacos matelassê (eu só chamo esses casacos de “boneco da Michelin”, ainda que algumas marcas estejam investindo em modelos mais leves e ajustados), que costumam ser impermeáveis e também são ótimos pra neve.

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trench coat (nesse dia, usado com forro, porque tava uns 8ºC!) + bota forrada e impermeável

Aqui, acho que a roupa térmica é indispensável, e quem sente muito frio deve evitar o jeans e investir nas calças de lã, veludo e até moletom, que vão se comportar melhor abrigando uma camada (ou mais) de roupa térmica. Em dias de chuva e frio, a calça térmica vai ajudar a manter seu corpo seco, caso a calça externa molhe. É bem difícil achar calça impermeável… Eu já vi que a Uniqlo tem umas calças water resistant da linha blocktech, mas infelizmente ainda não consegui comprar nenhuma dessas pra mim.

Nessas temperaturas, os cachecóis também começam a ser usados. Eu prefiro optar por cashmere, porque é mais leve e esquenta bem, ou até mesmo algodão.

Já no quesito sapatos, as galochas ainda tem vez, mas só se forem combinadas à meias adequadas para esquentar bem os pés (há boas opções na Uniqlo e na própria Hunter). Jamais cometa o erro de usar galochas sem proteger bem os seus pés com meias térmicas e/ou grossas o suficiente! O plástico das galochas não é um isolante térmico, e ninguém quer ficar com os dedinhos congelados, não é? Nesse clima, eu prefiro usar as botas impermeáveis, variando os tamanhos dos canos (canos mais altos protegem mais as calças e ainda criam mais uma barreira de proteção pras pernas friorentas).

ROUPAS DE FRIO E NEVE

Pensemos no frio intenso, entre 4ºC e -20ºC (ainda não peguei temperatura mais baixa do que -20ºC). Quando chegamos na Armênia, no final de janeiro de 2017, ficamos mais de 1 mês sem saber o que era temperatura positiva: só foi fazer 0ºC no começo de março! E foi aí que eu constatei que há mesmo diferentes roupas para diferentes frios, e que eu só aguento enfrentar essas temperaturas com 3 calças (ou mais).

Para esse frio intenso, que muitas vezes vem acompanhado da neve, os casacos precisam ser impermeáveis e forrados. E não é qualquer forro: o forro do frio intenso que segura a onda, ajuda a prevenir doenças e garante que você possa sair por aí e cumprir a agenda do dia é o forro de pelos, muitas vezes também em matelassê.

Sobretudos também se tornam protagonistas, somados aos cachecóis bem quentinhos, preferencialmente de lã mais grossa e em tamanhos maiores (que chegam a parecer mini-cobertores quando abertos).

As roupas térmicas viram mesmo as nossas melhores amigas, e é impossível sair de casa sem elas. No frio intenso, eu uso uma camada de roupa térmica + uma camisa (geralmente de flanela xadrez) e um suéter de lã ou cashmere + calça legging e calça de veludo ou lã ou moletom. Ou seja: 3 camadas de roupa acima da cintura e mais 3 camadas de roupa abaixo da cintura.

As botas waterproof são indispensáveis, com solas antiderrapantes e também forradas de pelos. De novo, eu recomendo a linha da UGG que é pensada pra esse clima extremo. As meias térmicas também ajudam muito pra que nossos pés não congelem.

SAIAS, SHORTS E VESTIDOS NO FRIO

Usar short no inverno é coisa de carioca; seria impensável usar short num frio de verdade, mesmo com muitas camadas de meia calça! Não me levem à mal: eu já usei muito short com meia calça em Orlando, mas é porque o frio por lá é tipo frio do Rio, então até que faz sentido (e pode ser bem mais confortável pra passar um dia no parque temático). E todas as vezes que eu estiver num “frio tropical” eu posso ser tentada a usar e abusar desse styling que faz parte das minhas raízes.

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de saia (Animale) porém com 2 meias calças térmicas – e casaco “boneco da Michelin” – da Uniqlo!

Saias e vestidos conseguem transitar melhor para as baixas temperaturas, com meias calças térmicas e/ou de lã. As texturas e tecidos como neoprene, lã, couro, chamois e suede fazem sentido aqui. Mas eu acho que tudo depende do frio que você sente e das ocasiões que vai frequentar: eu só me sujeito às pernocas “expostas” (entre aspas porque jamais conseguiria sair com menos de 3 meias calças no frio) se for pra um evento muito importante e chique.