Palais Galliera: Margiela 1989/2009

Dei uma sumidinha por aqui, mas quem me acompanha no instagram sabe bem o porquê: estava em Paris, aprendendo a cidade com um novo olhar sob a tutoria de Dione Occhipinti e Valeria Doustaly, as professoras que criaram e organizam, desde 2014, o Paris Style Week!

Um dos pontos altos da nossa programação foi a visita ao Palais Galliera para ver a exposição “Margiela 1989/2009“, que fica aberta ao público até o dia 15 de julho de 2018. Esta exibição, a primeira que faz uma retrospectiva em Paris em homenagem ao designer belga Martin Margiela, registra a carreira de um designer que não só questionou a estrutura das roupas mas também desafiou as estruturas do sistema fashion nas suas coleções. Com mais de 130 silhuetas, vídeos dos desfiles, arquivos da maison e instalações especiais, a exibição oferece um olhar sem precedentes sobre um dos mais influentes designers contemporâneos.

Martin Margiela se formou no departamento de moda da Royal Academy of Fine Arts da Antuérpia, em 1980. Depois de passar um tempo como assistente de Jean Paul Gaultier, entre 1984 e 1987, ele passou a ser uma das referências da chamada “Antwerp School” e se tornou o único designer belga da sua geração a fundar sua própria maison em Paris. A abordagem conceitual de Margiela desafiou a estética de moda da sua época. O seu jeito de construir as roupas envolvia a desconstrução, exposição dos interiores, dos forros, e das partes inacabadas, revelando diferentes estágios da manufatura, como pregas, ombreiras, estampas, entre outros.

Margiela desafiou ao extremo a escala das roupas, aumentando as proporções em 200% na sua “Oversize Collection” (Margiela pode ser considerado o pai do oversized como conhecemos hoje), ou adaptando roupas de bonecas para medidas humanas reais na “Barbie Collection“. Ele estampou fotos trompe-l’oeil (ilusão de imagem) em vestidos, suéteres e casacos, e criou um novo tipo de sapato inspirado nos tradicionais tabis japoneses, separando o dedão do pé dos outros dedos. O estilista questionou a obsolescência das roupas com sua “Artisanal Collection“, criando uma coleção artesanal a partir de roupas vintages e materiais recuperados que foram transformados em peças únicas, feitas à mão. Por sua vez, na coleção “Replica“, diversas roupas vintages recuperadas de todas as partes do mundo foram reproduzidas de maneira idêntica.

Margiela continua sendo um criador sem rosto, o homem que não dá entrevistas, e cujas roupas são vendidas com uma etiqueta branca e sem nome da marca. Esse homem que celebra o anonimato é famoso não só pelo uso do branco, uma cor que ele aproveita em diversos tons, mas também pelos seus desfiles em lugares pouco comuns, como estacionamentos, depósitos, estações de metrô, etc.

O ingresso para a exposição custa €10, que fica aberta de terça a domingo, entre 10h e 18h, e excepcionalmente até 21h às quintas. O Palais Galliera fica na 10 Avenue Pierre Ier de Serbie em Paris. A bilheteria fecha 45min antes do encerramento diário. O museu fica fechado às segundas feiras e estará fechado no dia 01 de maio.

Carnaval 2018: Baile da Vogue

Acordei hoje e o Baile da Vogue 2018 ainda estava rolando! A diferença de +6 horas no fuso horário entre Brasil e Armênia tem dessas coisas: tomei meu café da manhã acompanhando os stories em tempo real e já fui elegendo as minhas fantasias favoritas – e as minhas não tão favoritas também.

O tema do Baile da Vogue 2018 foi “Divino Maravilhoso“, uma celebração do Brasil, das nossas tradições e da nossa cultura. A minha cabeça musical já associa o tema à Gal Costa, Secos e Molhados, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes. Vamos aos looks?

Baile da Vogue 2018 - Valesca Popozuda

Valesca, essa maravilhosa, eu não esperava nada diferente dela! A fantasia não só é super adequada ao tema, ao celebrar a fauna brasileira, mas também combina muito com a personalidade dela!

Baile da Vogue 2018 - Patrícia Poeta

Patrícia Poeta também celebrou a fauna brasileira num vestido justíssimo e muito elegante. A interpretação dela do tema me pareceu muito condizente com a figura de jornalista/apresentadora/mãe, sensualizando mas sem exageros. Amei o conjunto da obra.

Baile da Vogue 2018 - Dudu Bertholini

Dudu Bertholini de Elke Maravilha é, pra mim, um dos grandes destaques da noite. Os anéis de sol e lua de Elke deram aquele toque pessoal sensacional à fantasia. Elke é patrimônio nacional e a homenagem é mais do que justa.

Baile da Vogue 2018 - Ticiane Pinheiro

Tici Pinheiro foi de brigadeiro! Achei justo: se tem uma coisa do Brasil que é divino and maravilhoso é brigadeiro! E, em todas as fotos/vídeos que eu vi, ela parecia estar mesmo se divertindo, aproveitando cada segundo. Me senti representada: falou em comida, principalmente comida tradicional brasileira, eu já tô celebrando o patrimônio nacional!!

Baile da Vogue 2018 - Débora Nascimento

A gravidíssima Débora Nascimento compareceu representando Oxum, orixá feminino das águas doces, rios, cachoeiras, da riqueza, amor e prosperidade. Achei a fantasia chique, porém tem algo na maquiagem dela que me incomoda – possívelmente a sombra. Em todas as fotos que vi, ela me pareceu pálida, sem o brilho característico da gravidez. Uma pena, porque ela é linda demais!

Baile da Vogue 2018 - Marina Ruy Barbosa

Uma das rainhas do Baile da Vogue, Marina Ruy Barbosa também optou pelo look chique, e a referência lúdica ao tema ficou por conta do cocar adereço da cabeça. Andei lendo por aí que a fantasia era de arara azul, mas achei confuso! Eu adoro a Marina Ruy Barbosa, acho que ela acerta muito nas produções, mas tem algo nesse longo que me pareceu errado – talvez a cor? Se esse vestido fosse de uma cor quente (pensei em vermelho, laranja, dourado), acho que ficaria mais exuberante.

Baile da Vogue 2018 - Thássia Naves

Agora, falando em acertar nas produções, Thássia Naves está sempre de parabéns: ela não erra uma! Chegou no Baile fantasiada de Maria Bonita, e é provavelmente a minha fantasia favorita da noite. Não sei se eu amo mais o “chapéu” ou o cantil; talvez ame os dois igualmente. A fantasia de cangaceira está adequada ao tema, e a sensualidade velada deixou o conjunto da obra ainda mais elegante; a maquiagem tá com cara de saúde, e ela tá brilhando. Eu reciclaria essa fantasia numa boa então, Thássia, pode mandar aqui pra Armênia que eu aceito! Hihihi!

Baile da Vogue 2018 - Lari Duarte

Achei a fantasia da Lari Duarte apenas deslumbrante. A inspiração em Tarsila do Amaral e esse tanto de folhagens verdes resultaram numa fantasia elegantíssima, que também dá pra ver que é muito condizente com o estilo dela. Roupas com transparências de tule me incomodam 98% do tempo, mas não foi o caso nesse vestido: tá tudo em harmonia, e extremamente elegante.

Baile da Vogue 2018 - Helena Bordon

Falando em elegância e fantasia deslumbrante, Helena Bordon sempre incorpora esses adjetivos, e neste ano não foi diferente: a fantasia de arara azul ficou espetacular. Exaltou a fauna brasileira da maneira mais elegante possível, e esse tom de azul é maravilhoso pra ela.

Baile da Vogue 2018 - Lu Tranchesi

Lu Tranchesi acertou muito na fantasia de Jaci (a deusa da Lua na mitologia Tupi),  que cria a ilusão de uma pintura corporal Tupi. Tá linda, tá chique, e ela mesma contou que se fantasiou de índia muitas e muitas vezes na infância: ou seja, tem memória afetiva envolvida, e isso certamente deixa tudo mais especial.

Baile da Vogue 2018 - Camila Coutinho

Essa fantasia da Camila Coutinho me deu preguiça, e pareceu que ela também teve preguiça ao pensar no look carnavalesco. A justificativa é o sincretismo religioso e a fé brasileira, mas pra mim foi mais uma vontade de sensualizar ao extremo do que seguir o tema e/ou fantasiar-se. Talvez se trocasse a capa por uma saia armada, ainda que desta mesma renda transparente, eu conseguiria ver uma baiana carnavalesca, que também tem essa tradição de sincretismo religioso, e ficaria menos incomodada.

Baile da Vogue 2018 - Julia Faria

Julia Faria escolheu homenagear a Timbalada, e eu gostei bastante: tá adequada ao tema e ainda faz referência à Bahia que ela tanto ama.

Baile da Vogue 2018 - Rafaella Brites e Felipe Andreoli

Rafa Brites, acompanhada do marido Felipe Andreoli, também foi de cangaceira. Essa fantasia de cangaceira tá bem mais roots do que a da Thássia, e não menos bela. Tem sensualidade na medida certa, e tá bem elegante. E ela, que é super gente como a gente, disse que prefere abraçar as coisas deliciosas da vida do que vestir tamanho 36. Maravilhosa!

Baile da Vogue 2018 - Thaila Ayala e Renato Góes

Mas no quesito casal, não tem pra ninguém: Thaila Ayala e Renato Góes arrasaram como Rita Lee e Sergio Dias! A referência aos Mutantes foi um tiro certo, eles ficaram extremamente elegantes e eu adoro quando os homens entram no clima e também vão além do smoking. Thaila ainda teve o bônus da franjinha, que cortou recentemente para interpretar uma Letícia no cinema (franja é tão Letícia, gente hihihi), e que é uma marca registrada da Rita Lee. Esses aí tão mesmo divinos e maravilhosos, exaltando uma das maiores parcerias do rock nacional, meus parabéns.

Baile da Vogue 2018 - Sabrina Sato

E é claro que eu tinha que deixar o melhor para o final: ela, Sabrina Sato, fantasiada de Miss Amazonas, é uma visão deslumbrante. Essa fantasia poderia facilmente ser um dos seus trajes como rainha de bateria: está luxosa, sexy, exuberante. Eu confesso que tenho um girl crush na Sabrina desde que a vi sambando pela Sapucaí pela primeira vez, lá nos idos de 2012, principalmente porque ela ama mesmo o carnaval e nunca decepciona nas fantasias, na alegria e no rebolado. Ela veste mesmo a fantasia que escolhe, brilha muito, bota o corpão pra jogo, e deixa todo mundo no chinelo. É como eu sempre digo: Sabrina é rainha, o resto é princesinha.

O Baile da Vogue 2018 contou com um super buffet com diversas comidas tradicionais brasileiras, e eu confesso que fiquei babando, morrendo de saudade de um torresminho, uma goiabada, uma bolinha de queijo, uma coxinha, um pão de queijo e, principalmente, de uma água de côco!

Fantasias de Carnaval

Quem aí gosta de carnaval? Eu amo! Sempre adorei carnaval, desde pequenininha! É claro que as maneiras de curtir o carnaval foram mudando ao longo dos anos – quando era criança, me esbaldava nas matinês! – mas uma coisa não mudou: minha paixão pelos desfiles das escolas de samba!

Algumas cidades já estão tomadas pelos bloquinhos, e as escolas de samba já tomam as ruas com seus últimos ensaios. E, em meio à tanta folia, há muitas possibilidades para brincar o carnaval cheia de estilo!

Já faz alguns anos que algumas marcas cariocas têm investido pesado em coleções de carnaval com fantasias lindíssimas. Por 2 anos consecutivos, recorri à Farm para me vestir de foliã e fui fantasiada pra Sapucaí! Infelizmente passarei mais um ano longe da Avenida, mas não deixei de bisbilhotar as coleções carnavalescas e eleger minhas fantasias favoritas – o que foi bem difícil, já que TODAS pareceram atender a um padrão que não agrada muito meu gosto pessoal!

A Farm mais uma vez caprichou na coleção de carnaval e fez fantasias lindas – embora muito curtas e/ou cavadas pro meu gosto pessoal.  Além de apostar pesado nos bodies, há muito tule e transparência, que eu pessoalmente tenho dificuldade de usar. Eu até poderia dar a desculpa de que estou ficando velha, mas a verdade é que desde criança eu não me sinto confortável com roupas que deixam muito à mostra! Lembro que, no carnaval de 1999, eu usei uma fantasia à la É o Tchan no Hawaii e fiquei SUPER incomodada por que era um biquíni! E isso foi há 19 anos atrás #velha

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Mas esta foi a minha fantasia favorita da coleção de carnaval 2018 da Farm! Amei a simplicidade e o frescor da jardineira, o chapéu fundamental pra proteger do sol e, principalmente, porque foi a única fantasia que não deixou o bumbum em evidência. Eu entendo que o body, o tule e tudo mais façam parte e sentido quando pensamos no empoderamento feminino que nossa sociedade tem vivenciado, mas, particularmente, eu escolheria essa fantasia um pouquinho mais vestida porque é mais do meu jeitinho. Além disso, acho que daria pra reaproveitar a jardineira jeans pros looks de verão!!

A Dress To também criou sua coleção de carnaval e o investimento também ficou para os muitos bodies! Essa fantasia de sereia roubou meu coração! Imagina com uma saia longa branca, bem leve? Ficaria chique até pra um baile de carnaval mais classudo!!

Mas a minha fantasia favorita da Dress To foi, sem a menor dúvida, essa Carmen Miranda bem fresquinha, com uma saia tão fofa que daria até pra usar depois do carnaval.

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Se no RJ eu estivesse, acho que reciclaria minhas fantasias de borboleta e melindrosa! E também recorreria ao truque maravilhoso de usar algum adereço na cabeça pra dar aquela cara de foliã a uma roupa comum, como um conjuntinho de short e/ou saia + camiseta.

Acima, alguns cliques meus na Sapucaí ao longo de 3 anos: teve fantasia de borboleta no carro alegórico da Alegria da Zona Sul, teve saia de plumas + adereço de flores na cabeça, teve top de paetê com mais de 20 anos de história, teve melindrosa e teve blusa de soldadinha reaproveitando a cabeça de baiana!

O importante mesmo é curtir bastante o carnaval, seja nos blocos, nas matinês, nos bailes classudos ou na Sapucaí! E, lembrem-se: depois do NÃO, tudo é assédio! Se, por acaso, vocês virem alguém numa situação de assédio, mesmo que de longe, finge que é sua prima, ou sua amiga, e já chega no “ai menina quanto tempo!!” – afinal, todo mundo sabe que é horrível passar por essas situações, e #mexeucomumamexeucomtodas!

Moda tradicional da Geórgia

A Geórgia, país vizinho da Armênia, também tem uma cultura riquíssima (e uma culinária deliciosa!). Embora ainda não tenhamos visitado o país, a proximidade entre eles nos permite conhecer bastante da cultura georgiana mesmo do lado de cá da fronteira. E foi um pouquinho disso que aconteceu dia desses, quando fomos a uma exibição de roupas tradicionais georgianas, organizado pela Embaixada da Geórgia na Armênia.

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Na exibição, pude aprender um pouquinho mais sobre os trajes tradicionais georgianos, de acordo com as regiões históricas do país.

Mtskheta-Mitianeti

As roupas femininas eram relativamente lisas, com predominância da cor preta, e o tecido tingido naturalmente. O padrão de costura dos vestidos era em formato de túnica, com a frente decorada com longas peças prateadas, e o conjunto das roupas femininas era inimaginável sem acessórios prateados. Na cabeça, um lenço duplo de lã; para sobreposição, uma capa quente com mangas falsas; nos pés, meias listradas de lã.

As roupas masculinas, por sua vez, consistiam de uma blusa (juba) e um casaco, que parece uma túnica do Cáucaso. A vestimenta é decorada com bordados. Tecidos coloridos, com apliques, listras e cruzes. No inverno, os pachiches eram usados para aquecer e proteger os joelhos, costurados com lã e decorados com bordados. Na cabeça, um chapéu de pele de ovelhas, típico dos pastores.

Os criadores deste tipo de roupa tentaram fazê-las de uma maneira prática, bonita e que refletisse o seu espírito de mundo e a natureza que os cercava.

Kakheti

As roupas da região de Kakheti, tradicionalmente de viticultura e vinícolas, é caracterizada principalmente pelas saias masculinas relativamente curtas, ajustada logo abaixo da cintura, e presas por um cinto. Na cabeça, um pequeno chapéu preto. Era a roupa dos habitantes de uma região fazendeira, adequada para os trabalhos na vinícola.

Samtskhe-Javakheti

As roupas tradicionais são inspiradas nos retratos seculares preservados nas pinturas medievais Georgianas, com pedaços característicos de plásticos, e as roupas da corte real da Geórgia, principalmente da Rainha Tamar, registrada em afrescos.

Achara

A silhueta dos vestidos femininos é simples, ajustada ao corpo, marcando a cintura, com uma ampla saia, e frente triangular. A estampa do vestido é tipicamente Georgiana, mas abaixo da cintura é enrolado decorativamente de modo efetivo, amarrado na cintura com uma longa corda multicolorida. Na cabeça, o bashlyk (qabalakhi) é usado amarrado em torno da cabeça. Este tipo de adereço é usado pelos homens nas regiões de Achara e Guria.

Guria

Os homens usavam, em geral, a chakura, uma túnica curta, e calças com um amplo gancho, e peças especiais para os joelhos costurados nesta altura. A estampa tradicional é parecida com as roupas tradicionais dos homens na região de Achara. As roupas eram costuradas a partir de lã, linho ou veludo. Estas roupas eram sempre usadas com um bakhlyk, decorado com outro e prata.

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As roupas das mulheres de Megrelian consistiam de duas partes: um colete curto de veludo, com longas mangas falsas e fechos prateados (chaprastes) eram usados com uma longa saia, com mais tecido na parte de trás. Nas cabeças, em geral usavam apenas um véu, livremente colocado sobre a cabeça.

Kvemo Kartli

A chokha também era muito usada nessa região, e pode ser considerada a sucessora dos vestidos masculinos. Na Geórgia, existem variedades de chokhas, diferenciadas de acordo com as regiões, seus comprimentos, número de lapelas, formato das mangas, bolsos de pólvora decorativos, etc. O material das chokhas é a lã, geralmente nas cores preta, terra, azul, ou outros tons escuros. Em Kartli, a chokha era costurada com uma estampa mais festiva. Era usada com o cinto de couro, decorado com prata, e atributos necessários como espada ou adaga.

Os vestidos femininos tinham uma frente lisa que, para ocasiões festivas ou casamentos, eram ajustados na cintura e decorados com bordados ou pedras preciosas. A principal decoração do vestido é o cinto. Uma jaqueta curta, feita basicamente de veludo, com mangas falsas, era por vezes usada sobre o vestido. Um dos principais elementos dos vestidos femininos era a chikhiti-kopi, uma peça usada na cabeça como uma faixa, geralmente feita de veludo e brocados. Acima desta feita, usava-se um lenço ou véu, comumente feito de seda ou outro tecido fino.

  

Imereti

Um grande casaco chokha era o tipo de roupa mais comumente usado em todo o Cáucaso. Tornou-se uma roupa secular no século 17. Na Geórgia Ocidental, as chokhas eram mais compridas, usadas com um cinto prateado ou de couro para ajustada-las. Alguns acessórios necessários para o casaco eram bolsos para cartuchos, que, antigamente, eram usados para armazenar pólvora e, posteriormente, se tornaram apenas adereço decorativo das chokhas. Por baixo das chokhas, usava-se uma túnica com botões e ajustada ao corpo.

Shida Kartli 

Diversas peças compunham os trajes femininos. Uma saia e uma jaqueta longa e com mangas falsas; as mãos eram cobertas com um fino tecido transparente; nas cabeças, um chapéu alto, decorado com bordados, e um véu ou um longo pedaço de seda ou cetim, decorado com pedras aplicadas ou bordados. Acessórios de prata eram sempre usados com esse tipo de roupa na região.