7 dicas para investir no luxo de maneira inteligente

Quem me segue no Instagram já notou que meus looks do dia costumam ser pontuados por bolsinhas lindas de algumas das renomadas maisons de luxo. Isso porque, desde 2010, eu comecei a “investir na bolsa” e escolher com cautela cada acessório que entra no meu armário, que é pra usar muito as coisas que tem uma qualidade singular e que podem durar muito muito muito tempo na minha vida (preferencialmente, para sempre).

Sou uma entusiasta desse tipo de compra, e gosto de pesquisar modelos incríveis que poderão fazer a diferença no meu vestir diário, mas cada compra desse tipo é feita de maneira super consciente! Resolvi dividir aqui com vocês um pouquinho do meu processo que leva a cada compra de luxo, em 7 dicas para investir de maneira inteligente.

1- Conheça o seu armário

Mais uma vez, a dica de ouro, fundamental pra qualquer compra inteligente: é preciso conhecer o seu armário, saber o que vai fazer a real diferença na hora de montar seus looks. Se isso vale pra qualquer compra, para compras de luxo isso é ainda mais importante, já que a meta é ter a tal peça para sempre e usar muito. Se a sua compra de luxo se encaixar perfeitamente no seu estilo de vida e combinar com tudo do seu armário, você certamente multiplicará os usos, o que diminui o custo por uso daquela peça.

2- Namore MUITO o que você quer antes de comprar

Você TEM QUE AMAR MUITO aquela coisa que você quer comprar, porque é um investimento. Quando você compra uma coisa cara, de luxo, a meta deve ser ter aquela peça PARA SEMPRE e pra usar MUITO – o que não significa comprar só coisas básicas (até porque o conceito de básico é subjetivo). Na minha opinião, é mais fácil aplicar esse princípio aos acessórios, por isso eu prefiro as bolsas. Pesquise muito sobre o item que você quer comprar, inclusive indo na loja pra ver ao vivo e experimentar. Não tenha vergonha de entrar numa loja de luxo e pedir para experimentar uma coisa (ou duas, ou três) e não comprar imediatamente. Olhe-se no espelho vestindo aquela peça, tire fotos, e depois saia pra dar uma volta antes de fazer a compra definitiva.

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experimentando a nano belt na Céline do Le Bon Marché

Já aconteceu comigo, por exemplo, de namorar muito uma bolsa da Céline – a mini luggage -, definir que queria comprá-la e, quando eu cheguei na loja e a experimentei, ela simplesmente ficou horrível pra mim. O formato da bolsa e o tamanho da alça crossbody ficaram péssimos pra minha altura e tipo físico, e então eu acabei não comprando a bolsa. No mesmo dia, experimentei a nano belt mas decidi não comprar naquele momento; quando voltei na loja 2 dias depois, experimentei a nano belt de novo e também a large trio, e foi justamente a large trio que ganhou meu coração e voltou comigo pra casa. Não é que eu não tenha gostado da nano belt, eu gostei e, inclusive, quando vejo essa foto me dá vontade de comprar uma, talvez um dia quem sabe (mas em outra cor) mas, naquele momento, foi a large trio que fez meu coração de fato bater mais forte. Aliás, nessas horas, tirar foto portando a peça (conselho: sempre peça autorização ao vendedor, por uma questão de cortesia e educação) é muito útil, porque você pode rever aquela foto muito tempo depois e considerar se ainda seria uma compra inteligente, se ainda combina com o seu estilo e o seu armário.

3- Pense o propósito da sua compra

Investir numa peça de luxo não pode ser uma compra leviana – aliás, nenhuma compra deveria ser leviana, porém quanto mais dinheiro envolvido na peça, aí é que a gente precisa pensar mesmo na compra. Itens de luxo costumam ter informação de moda, mas um acessório com informação de moda em excesso pode complicar os seus usos no dia a dia. Por isso, as dicas 1 + 2 + 3 andam muito juntinhas, já que conhecer o seu armário e namorar a peça que você quer ajudarão a definir o propósito da sua compra, aumentando as chances de acertar em cheio e não se arrepender nem por um segundo.

4- Estude as marcas e procure aquela com a qual você mais se identifica

Se você quer comprar alguma coisa bacana, mas você ainda não sabe exatamente o que você quer, pense na marca. Saber um pouquinho de história de cada maison de luxo pode ser um ótimo meio de saber se aquela peça se encaixa na sua vida, se tem a ver com o seu estilo, se você se identifica. Essas compras mais pensadas precisam envolver pesquisa. Por exemplo, quando o Alessandro Michele entrou na Gucci, ele revolucionou a marca e foi um boom de Gucci por tudo quanto é lado: lembro que, quando comprei minha primeira bolsa da maison italiana (lá nos idos de 2010), a marca não tinha a mesma potência fashion que tem hoje, tanto que eu escolhi um modelo bem basicão; já a minha última compra da Gucci, no ano passado, foi uma bolsa cheia de informação de moda, em camurça azul com couro vermelho no modelo Ophidia, que foi resgatado pelo Michele nos arquivos da maison de Florença da década de 1970 e tem uma pegada vintage que eu adoro.

5- Faça a matemática do custo por uso

Se você compra uma coisa muito barata e não usa nunca, o custo por uso desta peça foi altíssimo. Se você compra uma coisa cara (do tipo do investimento que estamos falando aqui) e usa muito, o custo por uso dessa peça cai. Eu gosto de pensar no custo por uso como uma versão aprimorada do custo-benefício porque, na verdade, custo-benefício é uma coisa ainda mais relativa e que eu acho que não presta muito para compras de luxo. Por sua vez, o custo por uso é bem mais objetivo: se eu compro uma bolsa de US$1000 e uso 100 vezes, o custo por uso foi US$10; mas se eu compro uma bolsa de US$50 e uso duas vezes, o custo por uso foi de US$25.

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A vasta maioria das minhas bolsas tem um custo por uso baixíssimo, porque eu as uso muito, e eu compreendi que, particularmente, não adianta eu ficar comprando bolsas muito baratinhas, porque eu perco o interesse rápido e o custo por uso delas fica muito alto; já as bolsas mais caras, que tem uma qualidade superior e costumam carregar uma história herdada da maison, despertam muito mais o meu interesse e me fazem ter muito mais vontade de escrever a minha própria história tendo-as como acessórios. O mesmo aconteceu com meu trench coat da Burberry (por enquanto, minha única roupa de luxo): ele foi caro sim, porém o custo por uso dele ficou baixíssimo já nos 5 primeiros meses, pois eu o uso muito desde que o comprei.

6- Não descarte os outlets

Seja em viagens ou mesmo no Brasil (que agora tem marcas renomadas em alguns outlets pelo país), não deixe de pesquisar nos outlets as muitas opções de luxo. De novo, a compra tem que ser pensada, estudada, que tenha um propósito na sua vida e, preferencialmente, com um custo por uso maneiro. Se a ideia é ter aquela peça para a vida toda, não precisa comprar na loja com preço cheio, e o outlet tem a redução do preço simplesmente porque não são mais da estação, enquanto as peças continuam sendo incríveis. É fato que no outlet é mais difícil de planejar tanto, porque nem sempre a gente sabe o que vai encontrar por lá, e aí o conhecimento profundo do seu armário vai te ajudar e muito a definir se a compra vai encaixar no seu estilo de vida.

7- Se o orçamento permitir, siga o seu coração

É, eu sei, eu falei tanto no planejamento, na importância de pesquisar, etc, etc, pra agora falar pra você simplesmente seguir o seu coração? Sim, e isso é absolutamente coerente com todo o resto que escrevi! Basta olhar o exemplo que dei na dica nº 2: eu experimentei 3 bolsas na Céline (me recuso a escrever sem o acento agudo) pra acabar comprando aquela que, no fim das contas, fez o meu coração bater mais forte. É lógico que eu fiz isso porque já tinha pesquisado a história da maison, estava querendo há muito tempo adicionar uma bolsa dessa marca francesa ao meu armário, mas no fim das contas o modelo que eu tinha planejado comprar não funcionaria pra mim e, ao invés de simplesmente desistir da compra, experimentei outros modelos e deixei meu coração decidir – tudo dentro do orçamento, sem a menor chance de me deixar no vermelho.

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o meu chapéu da D’ESTRËE

Algo semelhante aconteceu com o chapéu da D’ESTRËE que é o meu xodó. Eu amo chapéus desde que me entendo por gente e, ao conhecer essa marca francesa super chique e cool, eu não resisti e comprei um chapéu azul. Naquele dia, eu não tinha a menor intenção de comprar mais um chapéu pra minha coleção, muito menos um de uma marca de luxo, mas ele era lindo demais e combinava demais com as outras coisas que moram no meu armário pra eu simplesmente ignorar as palpitações do meu coração ao experimentá-lo. Mesmo tendo sido uma compra cara, o custo por uso dele já se tornou baixíssimo porque eu o uso muito. Por isso que é importante, também, seguir o coração se o orçamento permitir. Assim, a sua compra ainda será consciente e inteligente, e você viverá a sensação luxuosa de comprar algo incrível sem tanto planejamento.

Sempre prove as roupas!

Tem muita gente que não gosta de provar roupas. Já vi muitas pessoas entrarem em lojas e simplesmente pegarem as peças, olharem o tamanho e se dirigirem direto ao caixa; ao questioná-las, me responderam que “já sabiam sua numeração” e “não precisavam perder tempo provando as peças”.

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no provador da Eva, um dos mais fotogênicos do Brasil!

Muita gente considera provar roupa, sapatos ou acessórios uma perda de tempo. Olha a peça na arara ou na prateleira, gostou, acha que vai vestir bem, é do tamanho que está habituado a comprar, vai direto pro caixa pagar. Ignorando os provadores, leva a roupa pra casa sem experimentar. E aí, quando vai vestir em casa, muitas vezes muito tempo depois de ter expirado o prazo pra troca, ou sem nem mesmo saber onde foi parar a nota fiscal, ou ainda na hora de sair de casa para algum evento, se dá conta de que a roupa não era bem aquilo que se esperava.

Além da falta de tempo (a desculpa mais comum), não gostar dos provadores de lojas pode ser resultado de vários fatores: iluminação e espelhos ruins que parecem ressaltar apenas as coisas que ainda não aprendemos a gostar em nós (ou mesmo que queremos mudar), equipe de vendas despreparada para lidar com o público, cabines apertadas e/ou pouco confortáveis, e até mesmo provadores e espelhos sujos (eca!), entre outros.

As compras online são uma alternativa interessante para provarmos as roupas com calma, na nossa casa, combinando com as nossas outras roupas (que também devemos experimentar!), tendo a opção de trocarmos ou ainda de devolvermos e sermos reembolsados.

Experimentar o que se pretende comprar é parte fundamental do processo de escolha e compra. Os provadores das lojas não devem ser lugares de muitas dúvidas ou de nos deixarmos levar pela emoção ou pela pressa. Se já sabemos o que nos veste bem e quais as cores nos favorecem, por exemplo, nossos critérios ficam mais objetivos, tanto quanto se tivermos uma lista do que realmente precisamos, tornando o processo um hábito automático porém consciente. Assim, fica mais fácil e mais rápido passar pelos provadores das lojas!

Parte do processo é, por exemplo, observar a etiqueta interna e ler a composição do tecido, bem como quais cuidados específicos aquela peça requer. Eu, por exemplo, já leio a etiqueta de composição antes mesmo de olhar o preço ou remover a peça da arara: assim, se ela não corresponde aos meus desejos, eu já descarto. Só aí eu olho o valor cobrado, e faço mentalmente a conta do custo x benefício, para então tirar a peça da arara e ir para o provador.

Este processo também fica mais fácil se você conhece a sua cartela de cores. A cartela de cores não serve para limitar, mas sim para guiar suas escolhas para um armário mais coerente, com combinações mais fáceis. Conhecendo as suas cores, fica mais fácil escolher o que levar pro provador. Se as cores das suas roupas se coordenam facilmente, você invariavelmente consegue se arrumar mais rápido no dia a dia.

Observar o caimento é outra questão importantíssima no provador. Ao analisar se a roupa vestiu adequadamente, você também avalia se precisará considerar ajustes; se a loja tiver uma costureira, ótimo, mas se não tem, você invariavelmente vai gastar um pouco mais com aquela peça. É importante notar se as costuras dos ombros estão onde deviam estar (essa parte é dificílima de ajustar!), se a gola fica no lugar, se os botões estão bem presos ou mesmo se deixam espaço aberto entre as casas, se me aperta em algum lugar ou se limita meus movimentos.

E aí vamos para os detalhes: observar se a costura está bem feita, se o acabamento é bem executado, se as costuras laterais se encontram nas estampas ou não, se tem alguma transparência, se o forro tem o tamanho correto,  se eu me sinto acolhida pela peça, se tem alguma imperfeição (manchas, furos, rasgos), etc.

Outra coisa importante no provador é ter um olhar criterioso para o que os vendedores nos oferecem. Já virou praxe que os vendedores das lojas tragam para o provador muito mais do que pedimos, então é preciso termos clareza do nosso estilo e do que verdadeiramente queremos para fazermos escolhas coerentes com nosso estilo de vida e com nosso bolso. Ademais, é fundamental não comprar simplesmente porque passou muito tempo nos provadores e sentiu constrangimento por ocupar o vendedor: não podemos ter vergonha de simplesmente agradecer pela ajuda e dizer que vamos pensar mais um pouco, caso seja exatamente isso que queremos fazer. Se você sentir algum tipo de pressão, agradeça e explique que é uma pessoa minuciosa, atenta aos detalhes, e que precisa daquele tempo para realizar uma compra verdadeiramente satisfatória. Do mesmo modo, o ideal é evitar fazer compras com outra pessoa, a menos que seja um personal stylist que está ali para te atender: o profissional deve ter calma no atendimento e respeitar o seu tempo.

Experimentar as roupas que já temos em casa também é importantíssimo. Por vezes, pode ser muito produtivo e também divertido abrir seu armário e provar suas roupas como se você estivesse numa loja. Coloca uma música que você goste e, peça por peça, você reflete: eu compraria essa peça hoje? Eu estou realmente usando isso? Esta roupa mostra para o mundo quem eu realmente sou? É esta imagem que eu quero projetar? Esta peça precisa de algum ajuste para atender melhor minhas necessidades? Está faltando alguma coisa no meu armário? Consigo ver todas as minhas peças? Uso tudo o que eu tenho?

Claro que algumas dessas perguntas são mais facilmente respondidas com a ajuda de um consultor de estilo, mas você também é capaz de refletir e responder a algumas destas perguntas numa jornada de autoconhecimento. Ao provar as peças que estão no seu armário, você valoriza o que você já tem e não precisa fazer compras por hábito ou simplesmente para se distrair, além de ter a chance de escolher algumas peças para doar ou até vender, deixando a energia circular no seu armário e consumindo de maneira consciente.

Black Friday e o seu armário

Promoção: quem não gosta? Tão bom pagar menos do que o preço regular indicado nas etiquetas, não é? No início do ano, fiz um post com 10 dicas para fazer compras inteligentes nas liquidações, e hoje quero conversar um pouquinho sobre nossos armários e a black friday. Afinal de contas, o que vale mesmo a pena?

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Bem, como tudo na vida, cada um sabe bem onde o seu calo aperta, quais as suas necessidades e quais os seus limites. Particularmente, desde que eu comecei a olhar pro meu armário com mais cuidado e a enxergar mais potencial em cada peça que eu tenho, eu não tenho tido impulsos loucos de comprar coisas que eu realmente não necessito. Nós somos bombardeados o tempo inteiro com propagandas que criam em nós falsas necessidades e, quanto mais conectados ficarmos com nossos armários, quanto mais cientes estivermos das cores e formas que nos favorecem (ou que mais gostamos), essas falsas necessidades terão menos efeito sobre nós.

Aproveitar a Black Friday (ou qualquer promoção verdadeiramente boa) pra comprar uma coisa que se ama e que se tem certeza de que vai usar muito é um super negócio.  Naturalmente, temos que ficar atentos às promoções fajutas, do tipo “pague a metade do dobro”. Ano passado, por exemplo, eu estava em Londres na Black Friday, e consegui comprar uma bota da UGG que já estava na minha wishlist com 40% de desconto. Como eu sinto muito frio nos pés, e atualmente moro num lugar onde o inverno é rigoroso, pra mim fez todo sentido essa compra, e eu economizei boas libras por conta do desconto.

O melhor a se fazer, nesta época e também antes de qualquer compra, é avaliar o seu acervo de peças, notar se falta alguma coisa que vá realmente fazer diferença quando você for vestir-se, e fazer a conta do custo x benefício. Por exemplo:

  • peças de fibra natural, que geralmente custam mais;
  • peças básicas e/ou curingas (atenção: curingas pra você, e não que os outros dizem ser) que ajudem a multiplicar os usos das peças que você já tem;
  • roupas para ocasiões especiais, e aí entra de novo a necessidade de relativizar o que é ocasião especial para você: pode ser festa, pode ser ir à praia, pode ser até um tailleur caso seu guarda-roupa de trabalho seja mais informal;
  • acessórios, que ajudam a compor e até mesmo modificar os looks;
  • sapatos confortáveis e de boa qualidade;
  • peças de marcas que admiramos e que nem sempre entram no orçamento, mas que tem tudo a ver com o nosso estilo.

Também é uma boa aproveitar esse tipo de promoção pra repor ou renovar o enxoval – afinal, lençóis e roupas de banho costumam ficar no armário também, né? Muitas lojas especializadas em artigos para a casa também reduzem significativamente o preços quando é época de promoção, então vale a pena ficar de olho e, depois de avaliar o que já se tem, buscar nos preços mais baixos boas opções para suprir as necessidades.

Não custa lembrar da importância de estar sempre ciente sobre as políticas de troca de cada loja, principalmente em períodos de promoção, antes de fechar a compra. Afinal de contas, não há compra pior do que aquela da qual a gente se arrepende e ainda fica privado da possibilidade de troca ou devolução.

O consumo consciente é resultado da nossa calma e clareza para avaliar se as nossas escolhas estão sendo guiadas por necessidades reais, ou se estamos deixando nos levar pela excitação generalizada!

Tecido plano X Malha

Já conversamos por aqui sobre a importância de ler a etiqueta de composição do que já temos no nosso armário, e do que estamos pensando em incorporar ao nosso guarda-roupas. Esse conhecimento é muito útil e definitivamente nos ajuda a fazer escolhas melhores na hora das compras, mas a experiência fica muito mais completa quando sabemos diferenciar tipos de tecidos para além das etiquetas de composição.

Se as etiquetas de composição contam uma história para nós (de onde a peça veio, com qual fibra foi feita, quais os cuidados devemos ter com ela), os tecidos contam uma história para o mundo – afinal, as pessoas não vêem o que está escrito na etiqueta interna das nossas peças, e sim a própria peça que vestimos.

Vamos começar por um conceito bem simples: todo tecido que não estica quando a gente puxa duas pontas em direções opostas é um tecido plano, enquanto um tecido que “deforma” e “cresce” quando esticado é malha. Tecidos planos e malhas podem ser feitos tanto de fibras naturais e não-naturais. Mas qual é a utilidade prática de saber diferenciar malhas de tecidos planos?

Bem, esses dois tipos de tecidos tem efeitos diferentes na nossa silhueta, e esses efeitos variam de acordo com as partes que cobrem, além de render sensações diferentes para quem os usa! Ademais, cada um tem uma função a desempenhar, e cada um desses tecidos se encaixa melhor em alguns ambientes e situações do que em outros.

As peças em malha são extremamente maleáveis e acompanham as formas de quem veste, podendo marcar mais quaisquer gordurinhas e volumes extras. Já as peças em tecido plano tem um caimento mais reto (mesmo quando são maleáveis, como a seda), e por isso criam formas mais lisas e estruturadas, que podem ser ideais para quem quer disfarças as próprias formas, “desarredondando” a silhueta.

Os tecidos planos quase sempre parecem mais sofisticados e formais, enquanto as malhas parecem ser sempre mais confortáveis e esportivas. Eventos elegantes, como festas e casamentos, e ambientes profissionais muito formais não são lugares adequados para se usar peças em malhas, ao passo que as peças feitas de tecido plano podem ir para qualquer lugar – e, de quebra, garantir um visual sempre mais sofisticado.

Mas não se assuste: a malha não é vilã nem inimiga do povo! Na verdade, são inúmeras as situações em que ela é o investimento mais certo. Por ser maleável e mais confortável, a malha é uma ótima companheira de viagem, uma vez que amassa menos e é mais fácil de “desamassar” do que tecidos planos. A malha também veste bem em momentos quando todo o resto do armário nos aperta, sendo especialmente boa para as grávidas, pra quem tá amamentando, pra quem se movimenta muito em função dos filhos e/ou animais de estimação, etc. A malha é também o tecido perfeito para o homewear. As peças de malha geralmente são (ou, pelo menos, deveriam ser) mais baratinhas.

Existem, também, algumas maneiras de deixar a malha mais refinada. As peças em malha podem ter modelagens mais interessantes, ou podem ser mais fininhas e ter uma leve transparência, ou podem ter cores mais neutras. Pode reparar que quase todas as marcas mais caras fazem camisetas em malhas finas, com cortes e recortes que as transformam em algo além de uma simples camiseta.

Já as peças em tecido plano, que em geral são bem mais elegantes e mais refinadas, podem também parecer mais modernas quando as modelagens são menos óbvias e/ou menos clássicas, tem mais cores e/ou estampas, e também mais texturas. As peças em tecido plano geralmente custam mais, mas também duram muito mais se adotarmos os cuidados indicados na etiqueta de composição.

Misturar peças de malha e tecido plano em um único look é uma outra maneira bastante interessante de refinar um pouco mais a malha e circular por diversos ambientes sem estar desarrumada ou arrumada demais. É o tipo de truque que pode, por exemplo, fazer render ainda mais uma mala inteligente!

O nosso armário tem que atender às necessidades do nosso dia a dia

Roupas bonitas não necessariamente significam que são as roupas certas para a nossa vida. Ter uma identidade visual segura e consistente não significa usar a mesma coisa todos os dias, como se fosse um uniforme, mas também não significa ter as roupas mais fantásticas do mundo que não saem de dentro do armário. Um armário bom tem que combinar com a vida que a gente leva!

@chapolinsincero

Um bom armário tem um monte de peças lindas, que a gente ama usar, e que combinam de verdade com a vida que a gente leva. Se o seu armário é cheio de peças incríveis, mas vestir-se toda manhã é um martírio, o diagnóstico pra isso é um só: tem muita gente que compra roupas pra vida que gostaria de viver, e não pra vida que vive! Quando este é o caso, acabamos usando sempre as mesmas 5 ou 10 peças que realmente se adequam à vida que vivemos e, quanto mais compramos, menos opções temos.

Vivi uma época assim, de armário abarrotado de peças lindas que ficavam apenas lá, desperdiçando espaço e dinheiro. Muitas roupas foram doadas ou vendidas ainda com etiqueta, porque elas simplesmente não se encaixavam no meu estilo de vida! É por isso que uma edição de armário é tão importante: é muito mais fácil um consultor de estilo enxergar que essas roupas não terão oportunidades reais de sair de casa, porque não temos o envolvimento emocional! Do mesmo modo, o consultor de estilo orienta as suas compras para o que realmente será funcional, ao invés de continuarmos insistindo em comprar o que não cabe no nosso estilo de vida.

Se você é uma mulher com uma carreira que toma conta de grande parte da sua vida, não adianta só comprar peças confortáveis de usar no final de semana. Se você é uma mulher que mal sai à noite, não adianta lotar o armário com peças de noitada. Se você trabalha em home office, não vale a pena encher o armário de roupas formais. Ou ainda: se você é uma mulher que não gosta muito das próprias coxas, não adianta ter só saias, vestidos e shorts curtos. Se você é um homem que trabalha de terno e não suporta usar camisa social aos finais de semana, não adianta ter o armário cheio de opções assim. É um pouco daquela conversa que já tivemos sobre o armário cápsula, já que é preciso avaliar cada atividade da nossa rotina pra que o nosso armário atenda às necessidades do dia a dia e facilite o nosso vestir.

Mais uma vez, nós precisamos fazer um exercício de autoconhecimento. Pra construir um armário que funcione de verdade pra gente, é bom começar fazendo as seguintes perguntas:

  • qual é a vida que eu levo?
  • qual é o “código de vestir” do meu trabalho?
  • quais são as minhas atividades aos finais de semana?
  • eu sinto mais frio ou calor?
  • onde eu moro, as estações do ano são bem definidas?
  • eu sou mais do dia ou da noite?

Tudo isso não significa que uma pessoa que é workaholic precise ter somente roupas cinzas e pretas e chatas, ou que quem passa seus finais de semana cercado de crianças não possa ter um pouco de glamour nas suas roupas casuais, ou quem adora uma noitada só vai ter sapatos de saltos altíssimos. O importante é, como sempre, encontrar o equilíbrio pra não desperdiçar e nem acumular o que não tem necessidade!

Esses são alguns exemplos de uma linha de raciocínio pra fazer com que a gente reflita e analise o nosso estilo de vida junto com a nossa personalidade e o nosso gosto pessoal. Desse modo, será mais fácil montar um armário inteligente, que funcione de verdade pro nosso dia a dia, sem deixar de lado o que faz o coração bater mais forte e o olho brilhar, mantendo o foco na função e na versatilidade!

Pra fazer boas compras em brechós

Há algum tempo atrás, fazer compras em brechó só era cool se fosse na Europa. Graças a Deus, observo que essa mentalidade está mudando e tem cada vez mais gente comprando em brechós brasileiros, e que os brechós brasileiros tem oferecido cada vez mais peças muito boas para o consumidor!

preloved is the new love

Uma das coisas importantes da consultoria de estilo é trabalhar o consumo consciente, evitando compras impensadas e armário entulhado, facilitando o processo de vestir-se e exercitando o raciocínio e a criatividade. E falar em consumo consciente é também falar de ética e sustentabilidade: é consumir menos, gerar menos lixo pro mundo, e pensar pra quem estamos dando o nosso dinheiro.

Quando a gente se dispõe a visitar brechós na busca de peças para incrementar nossos armários, as vantagens não são só individuais, mas impactam também pro bem do mundo todo. As araras lotadas dos brechós podem desanimar um pouco na hora das compras, mas permitir-se um tempo pra fuçar esses espaços pode ser uma verdadeira caça ao tesouro, encontrando peças únicas e absolutamente incríveis!

Nos brechós, é impressionante a quantidade de roupas boas que são descartadas pelas pessoas: muito mais do que coisas velhas e puídas, as araras dos brechós costumam ser abastecidas com peças das marcas que a gente deseja, e que usam bons materiais, com bons acabamentos e caimentos muito melhores do que a média. Bons brechós selecionam as suas peças a partir de critérios como boa conservação e manutenção, boa aparência e pouco uso, o que resulta num uso esperto do nosso dinheiro. Afinal, mesmo quando foram muito pouco usadas, as peças de marcas boas, e que tem ótima qualidade, são vendidas nos brechós por um preço muuuuuito mas muuuuuuiito menor do que o praticado nas lojas convencionais.

Se as araras dos brechós estão sempre lotadas, isso se deve muito à velocidade insana da produção da indústria, dos preços baixíssimos praticados às custas da precariedade de materiais e da falta de dignidade dos trabalhadores, das propagandas que incentivam as pessoas a comprarem muito e com muita frequência, e a falta de difusão de conhecimento relacionado à responsabilidade que temos que ter ao descartar roupas (e qualquer outra coisa). Quando a gente se compromete a não consumir o que não faz diferença na nossa vida, a gente pára de produzir desperdício e não contribui mais com esse esquema consumista. Pra consumir de modo consciente, é importante parar de levar mais do mesmo e deixar o nosso armário com mais variedade, mais possibilidades de coordenação, mais versatilidade e mais praticidade.

Os brechós também nos ajudam a aperfeiçoar as nossas escolhas, treinando o nosso olhar e dando espaço pra novas ideias surgirem, exercendo a nossa criatividade e verdadeiramente colocando pra fora a nossa identidade na hora de se vestir. Quando uma marca lança uma coleção, ela é pensada para facilitar as coordenações, e a gente acaba se sujeitando àquelas fórmulas prontas que os estilistas propõem. No brechó, a gente acaba sendo o estilista de nós mesmos: pensamos em combinações inusitadas, expandimos as possibilidades e ultrapassamos o limite da zona de conforto ao procurar o que faz sentido pra nossa vida e o que vai, de fato, adicionar ao nosso armário algo de positivo.

Na hora de fazer compras, o planejamento é sempre importante, e a caça aos tesouros nos brechós também requer um planejamento, que deve ser ajustado pra esse tipo de loja. Além de verificar o armário pra ver o que tá faltando e fazer uma lista (tão específica quanto possível) do que precisa ser adquirido, vale a pena saber se há um dia específico em que as araras são abastecidas e programar a visita na sequência desse abastecimento, saindo de casa com uma roupa simples e descomplicada que não vai te desestimular caso os provadores sejam precários.

É importante sempre fiscalizar a conservação da peça (pra não comprar nada furado/rasgado/puído), e, mais do que nunca, ficar de olho nas etiquetas internas das peças, já que os bons tecidos vão durar muito mais, e o preço precisa ser condizente. Etiquetas internas devem estar bem nítidas, principalmente no caso de peças delicadas, que é pra gente saber direitinho todas as instruções de lavagem e cuidado. Se for uma peça bordada e/ou com aplicações, a fiscalização tem que ser ainda mais cuidadosa. Também é bom pensar fora da caixa e prestar atenção no potencial das peças: muitas vezes, uma boa costureira pode transformar aquela roupa e dar maior versatilidade pro nosso vestir diário. Nesse caso, é importante pensar se o gasto total (valor da peça + ajuste) compensa.

Acho que já falei disso por aqui, mas não custa nada lembrar: quando estamos comprando, é fundamental só comprar peças que possam render looks com pelo menos outras 3 peças que já estão no closet. É essa matemática que faz o nosso armário render! Além disso, em qualquer compra é MUITO IMPORTANTE experimentar TUDO. Em qualquer loja, mas principalmente nos brechós, os números das etiquetas não são um guia definitivo pra sabermos o que veste bem, porque a numeração e a modelagem varia muito de marca pra marca, e roupa de segunda mão pode ter sido ajustada, encolhido na lavagem ou cedido com o uso… por isso é muito mais importante prestar atenção ao caimento do que ao número escrito na etiqueta. E jamais compre coisas que não vestiram super bem e que não despertam entusiasmo: a gente tem que amar tudo o que a gente compra, que a garantia de que a gente vai vestir logo e muito!

Ademais, é bom evitar roupas que tenham cheiro forte: os brechós costumam higienizar as peças antes da sua exposição e, se o cheiro não saiu, pode ser que nunca mais saia. É recomendável lavar/vaporizar/higienizar as compras feitas no brechó mais uma vez antes de usar. E, se o seu estilo não combina com o que é vintage, dá pra achar muita coisa atemporal nos brechós: quanto menos cara de tendência datada a roupa tiver, maiores as chances de render bons looks com o que a gente já tem no armário.

Eu adoro o termo “preloved”, usado em inglês para definir o mercado de segunda mão e que, em tradução livre, seria algo como “previamente amado”. Quando colocamos no nosso armário algo que já foi previamente amado, a gente não só ganha um novo amor, mas também prolonga a vida de todas as histórias que aquela peça já viveu.

Como fazer uma versão real do Armário Cápsula?

Muito tem-se ouvido falar em capsule wardrobe, essa ideia que apareceu nos anos 1970, em Londres. Susie Faux, dona da boutique “Wardrobe” que ficava no West End, pensou num grupo de peças essenciais, e que nunca saem de moda, para ser um fundamento do guarda-roupa funcional e que poderiam ser usadas em todas as estações. Esse grupo de peças seria atualizado com peças sazonais, garantindo que seria possível vestir-se bem para qualquer ocasião sem precisar comprar muitas novas peças de roupa. Susie Faux sugeria que o guarda-roupa feminino fosse composto de, pelo menos, 2 pares de calças, um vestido ou uma saia, uma jaqueta, um casaco, um tricô, 2 pares de sapatos e 2 bolsas. Anos depois, em 1985, Donna Karan, designer americana, lançou uma coleção cápsula com 7 peças de trabalho que combinavam entre si, chamada “7 Easy Pieces” (ou, em bom português, 7 peças fáceis). O objetivo de Donna Karan era criar um guarda-roupa prático e estiloso para a mulher trabalhadora.

Ao longo dos anos, o conceito de capsule wardrobe tem sido revisitado com fórmulas prontas, sugerindo montar um guarda-roupa super completo com 30 a 37 peças. Particularmente, eu acho que o guarda-roupa cápsula não precisa ficar encaixotado num número limitado de peças ou categorias prontas: a partir do closet editing, é possível montar um armário só com itens que a gente ama, que funcionam bem pra nossa vida e pro nosso corpo. Além disso, no caso de um país tropical como o Brasil, o armário cápsula não precisa ser refeito a cada 3 meses como em países onde as estações do ano são bem definidas e, consequentemente, as temperaturas variam muito: a partir de um bom e bem pensado closet editing, qualquer conjunto de peças poderá ser incrementado de acordo com necessidades específicas, não se atrelando necessariamente às estações do ano. Mas se você, como eu, mora em um país onde as estações do ano são bem definidas, é possível também pensar em capsule wardrobes sazonais.

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se eu fizesse um capsule wardrobe de inverno pra mim, estas seriam as minhas roupas!

Ao invés de estabelecer um número específico de peças que ficarão no armário, e que será invariavelmente arbitrário – afinal, cada pessoa é única, tem necessidades específicas, gostos e preferências únicos, e estilo individual – um armário cápsula real deve começar pela diminuição de todos os excessos, deixando só o que tem uma qualidade sensacional, o que tem um caimento impecável, o que realmente funciona no seu estilo de vida, e o que se ama sem ressalva alguma. Pra isso, é preciso experimentar tudo, absolutamente TUDO o que está no armário, e fazer uma triagem honesta. Pense que você entrou numa loja, pegou um item de cada peça disponível, e levou tudo pro provador; já que a gente não deve comprar nada sem experimentar antes, será como se você estivesse fazendo compras no seu próprio armário.

Não se atenha à números, mas sim tente pensar no que cada peça de roupa te faz sentir quando você veste e se olha no espelho (mas se olhe com amor, ok? Afinal, esta deve ser uma experiência para fazer você se sentir melhor consigo). Nesta triagem honesta, é preciso ficar de olho no que pode e deve ser ajustado, obedecendo às premissas do armário cápsula. Do excesso retirado, a gente separa o que pode ser doado ou vendido, e o que pode ser guardado longe dos olhos para reavaliar depois, seja numa mudança de temperatura ou só até ganhar segurança pra doar ou vender. Nessas horas, o personal stylist tem papel fundamental: munido dos seus conhecimentos e informações profissionais, e isento dos sentimentalismos que nos atrelam às nossas próprias coisas, poderá opinar e sugerir honestamente o que deve ficar e o que deve sair do seu armário – lembrando que a decisão final será sempre sua.

O primeiro fundamento do armário cápsula é ter menos coisas, e o segundo é ter variedade: pra este conceito, não adianta ter bem menos coisas mas ter peças repetidas ou equivalentes. Nesse sentido, é melhor ter 1 tricô, 1 camisa, 1 camiseta, 1 calça jeans, 1 blusa, 1 short, 1 saia, 1 vestido, do que várias de cada uma dessas peças, mesmo que em cores diferentes. No armário cápsula, é muito eficaz ter proporcionalmente mais tops (partes de cima) do que bottoms (partes de baixo), diversificando ao máximo as combinações, e também com modelagens variadas já que o terceiro fundamento do capsule wardrobe é, exatamente, restringir o grupo de cores pra facilitar a coordenação entre as peças. Nesse ponto, o armário cápsula se parece muito com a mala inteligente, onde a gente só coloca peças que realmente ama e vai poder usar várias e várias vezes durante a viagem; no caso do armário cápsula, a viagem é o nosso dia a dia!

Quando a gente restringe as cores que se usa, montamos um grupo coerente de peças que funcionam entre si na sua plenitude: tudo combina com tudo. Nessa escolha, se a gente puder levar em consideração as cores que mais favorecem o nosso rosto, melhor ainda. Ao escolher as cores do grupo coerente de peças, é bom pensar num grupo de cores de base, num grupo de cores de suporte, e num grupo de cores pra pontuar. É claro que isso vai variar de pessoa pra pessoa: uma pessoa pode preferir tons neutros enquanto outra prefere tons coloridos, tons claros ou tons escuros. Do mesmo modo, tem gente que gosta mais de peças lisas, enquanto outros preferem estampas. É essa personalização que tornará o seu capsule wardrobe único e funcional para a sua vida!

O armário cápsula precisa atender ao seu estilo de vida, em todas as suas individualidades e preferências, com uma quantidade proporcional de peças do tipo que você mais usa para as atividades que preenchem a sua vida. É interessante pensar na sua rotina de se vestir, e identificar quais atividades tomam mais tempo dos seus dias, pensando também em ocasiões não muito frequentes, mas que, quando acontecem, são importantes. Se o seu dia a dia é preenchido por muitas horas de trabalho e poucas horas de lazer, seu armário cápsula terá mais peças de trabalho do que de lazer; se você mora num lugar onde as temperaturas costumam ser mais altas e o frio menos constante, seu armário cápsula terá mais peças de calor do que de frio. Se você é uma mãe que cuida dos filhos em tempo integral, seu armário cápsula deverá ter mais peças confortáveis e práticas (e não menos lindas). Se você trabalha em home office, seu armário cápsula deverá ter mais peças adequadas pra essa rotina do que para reuniões formais. Todas as suas atividades tem que estar representadas no seu armário cápsula, em quantidade proporcional à frequência de cada uma delas.