Análise cromática: o que é e pra que serve?

Quando eu fiz meu curso de formação na London College of Style, tive a maravilhosa oportunidade de aprender sobre as cores e como fazer a análise cromática com Jules Standish, autora de 2 livros e referência no assunto. Com ela, aprendi o método chamado Colourflair system of image consultancy, que foca na genética e na personalidade de cada indivíduo para descobrir quais são os tons e as cores que mais valorizam cada pessoa.

Durante uma consultoria de estilo e análise cromática, é preciso avaliar a pele do rosto com o mesmo cuidado que um cirurgião e/ou dermatologista teria para melhorar a aparência individual: a escolha correta das cores para cada tom de pele pode rejuvenescer instantaneamente, e o objetivo é garantir que a sua aparência e os seus traços sejam o mais saudáveis e atraentes quanto possível!

As paletas de cores são divididas em 4 estações (primavera, verão, outono e inverno), e cada uma destas 4 estações tem 3 subdivisões: primavera leve, primavera clara, primavera quente, inverno profundo, inverno claro, inverno frio, outono profundo, outono suave, outono quente, verão leve, verão suave, verão frio. Por ser altamente complexa, a única maneira de descobrir a cartela de cores de uma pessoa é por meio de uma análise cromática presencial!

roda de cores

Como eu falei no primeiro parágrafo, não é só a genética que importa na análise cromática: a personalidade também é um fator muito importante. A análise cromática tem uma relação intensa com a psicologia e é importante considerar as características psicológicas de cada indivíduo quando se está analisando a cartela de cores pessoal. Sociabilidade, humor, entusiasmo, curiosidade, teimosia, lealdade, criatividade, otimismo, perfeccionismo, disciplina e autoconfiança são algumas das características psicológicas que precisam ser avaliadas para ajudar na definição da cartela de cores de um indivíduo.

psicologia das cores

A cartela de cores só é realmente importante nas áreas próximas ao rosto, então é importante observá-la quando estiver escolhendo maquiagem, cabelo, acessórios (gorro e cachecóis podem fazer toda a diferença!), blusa, camisa e vestido. Com exceção do branco e do preto, as cartelas de cada estação tem pelo menos algum tom de cada cor. Ninguém precisa amar todas as cores que estão na sua cartela: afinal, você não é obrigado a usar todas elas! Aliás, dependendo do seu contraste, o ideal será evitar algumas destas cores perto do seu rosto. No mais, as restrições podem ser contornadas: quem tem tom de pele quente, por exemplo, deve evitar preto muito perto do rosto, ou então  “errar com consciência”, buscando amenizar os efeitos ruins da cor preta com os acessórios e/ou batom, por exemplo.

O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida: o contraste depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções. O contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele: o contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio.

A análise cromática existe para indicar quais cores valorizam os traços e características pessoais, e é importante coordenar a cartela de cores com o contraste. O contraste é uma ferramenta importante na consultoria de imagem porque o personal stylist te ensinará a manter o equilíbrio de cores perto do rosto. Além disso, o profissional, com seu olhar treinado, poderá indicar se o seu contraste atual é realmente a sua melhor versão, já que o contraste pode não estar completamente equilibrado. Nesse caso, é possível ajustar o contraste – como eu falei no parágrafo anterior, o contraste depende das mudanças capilares, do bronzeamento, da sobrancelha, etc.

Uma das coisas que a Jules disse, e que eu acho que nunca vou esquecer, é que, acima de tudo, a gente quer é deixar o cliente feliz: sempre vai existir aquela cor UAU, que vai causar um sorriso no rosto e uma felicidade impossível de conter. E é esse o meu objetivo como personal stylist: fazer cada pessoa sentir uma felicidade impossível de conter quando estiver de frente pro espelho, trazendo o melhor de dentro pra fora!

12 respostas para “Análise cromática: o que é e pra que serve?”

  1. […] Uma cartela de cores é muito conveniente na hora de montar um look tom sobre tom, já que muitas delas tem as variações das cores e facilita visualmente a escolha dos tons que mais nos agradam e/ou temos a nossa disposição. Um look tom sobre tom não é só elegante mas pode ser até mesmo “calmante” não só para quem tá usando mas também pra quem encontra conosco – não podemos nos esquecer nunca da psicologia das cores. […]

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  2. […] Eu poderia fazer um texto (ainda mais) extenso sobre a história do carré, que é uma peça tão fascinante e cheia de história, mas agora vou direto ao ponto: o mais interessante é que esta peça icônica pode ser usada de mil maneiras diferentes, o que traz muita personalidade ao look. Os carrés de Hermès podem ser usados como foulards ao redor do pescoço em noites frescas de primavera, como cintos, como bolsas, ou até mesmo como um top/bustiê. Mas o tema deste post é o uso dos lenços nos cabelos! E é por isso que eu trago algumas imagens da Hermès para inspirar você a pensar fora da caixa e emoldurar seu rosto com muitas cores. […]

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