O exercício diário de vestir-se

Vestir-se é um exercício diário, que nos permite aprofundar o autoconhecimento e detectar traços da nossa personalidade que são externalizados nas peças que escolhemos usar. Esse exercício diário nos propõe criar, a partir do que temos no armário, os looks que reflitam muito mais do que tendências ou modismos, mas sim o nosso verdadeiro estilo.

Definir seu próprio estilo pode não ser tarefa simples, seja porque você se identifica com mais de um estilo universal ou mais de uma categoria de estilo contemporâneo, seja porque você precisa de uma ajudinha nessa caminhada (e ninguém melhor do que um personal stylist para te dar a mão nesse processo).

Um armário recheado pode ser uma faca de dois gumes na hora do exercício diário de vestir-se. Se você já se conhece muito bem e sabe exatamente quais estilos formam o seu próprio estilo, tudo ótimo, fica muito fácil se arrumar para qualquer ambiente ou ocasião. Mas se você ainda não consegue ter clareza do seu estilo individual, um armário abarrotado pode mais confundir do que ajudar.

Esse exercício diário de vestir-se se torna mais prazeroso quando a gente começa a questionar cada etapa do processo, começando pela busca do autoconhecimento: quem eu sou? Essa roupa mostra quem eu sou? O que essa roupa fala de mim? Como eu estou me sentindo hoje? Qual a mensagem que eu quero passar para o mundo?

No mundo globalizado em que vivemos, é claro que tendências e modismos sempre vão interferir na nossa maneira de pensar sobre as roupas que vestimos. Um olhar crítico para o nosso próprio armário faz parte desse exercício diário, que nos ajuda a nos vestir de acordo com o que somos de verdade. Roupas e acessórios são muito mais do que o que se veste, mas o que de fato demonstram as suas vivências e a sua personalidade da maneira mais adequada possível para o resto do mundo; isso é estilo.

Muito mais importante do que usar uma tendência, é analisar se ela combina com você ou não, se ela pode ser adequadamente incorporada ao seu dia a dia sem que você se torne uma caricatura do que está na moda (ou seja, sem que você se torne um fashion victim que consome desenfreadamente sem refletir).

O exercício diário de vestir-se requer, além do autoconhecimento, paciência e bom humor. Escolher no seu armário o que você vai vestir pode ser uma experiência completamente diferente se você começa pela escolha de uma calça ou se o seu ponto de partida é um cinto, por exemplo. Se a gente entende que óculos (escuros ou não) são muito mais do que lentes corretoras e/ou protetoras contra raios UV, podemos usar esse acessório para nos expressar. Quando a gente se veste, é bom perder um pouco o medo de ousar e permitir-se externar pro mundo quem nós somos de verdade aqui dentro.

Em busca do #aerolook perfeito

Bem, pra começo de conversa, a perfeição pode ser discutível; afinal de contas, o que é perfeito pra mim pode não ser perfeito pra você por diversos motivos.

Entretanto, podemos pensar em algumas linhas gerais que ajudam a montar um #aerolook elegante & confortável – afinal de contas, é sempre bom vestir-se com elegância e conforto.

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meu #aerolook voltando do Rio agora em maio

Quando eu penso em #aerolook, penso em confortáveis camadas de roupa, preferencialmente em cores escuras. Já aconteceu de cair bebida, molho e comida nas minhas roupas em vários aviões e aeroportos desse mundo, e roupas de cores escuras escondem melhor esse tipo de acidente, uma vez que a próxima oportunidade de tomar um banho e trocar-se ainda pode estar a horas de distância.

Ao vestir-se para um vôo, as camadas de roupa são úteis porque podemos enfrentar diferentes temperaturas desde a hora que saímos de casa ou do hotel até o momento de chegar ao destino. No verão, por exemplo, eu geralmente viajo de t-shirt de manga curta, com um casaco quentinho sempre à mão. Se o destino for de inverno, o casaco mais pesado já vai na mão/corpo, economizando espaço na mala. Eu lembro de uma época em que o Galeão estava sem ar condicionado funcionando na área de embarque internacional, eu estava levando grupo pra Orlando em janeiro (ou seja, inverno nos EUA), e o único jeito de sobreviver ao calor do Rio em pleno verão foi tirando os casacos e cachecóis até a hora de entrar no avião.

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óculos escuros + casaco quentinho + tricô + calça de moletom + all star

Eu SEMPRE viajo de calça porque, além de ser friorenta, acho que as calças nos dão mais liberdade de movimento nesse lugar desconfortável que é o avião. Entretanto, eu particularmente não gosto de viajar de calça jeans; prefiro calças de moletom (tenho sempre uma ou duas calças de moletom pretas da Hering novinhas em casa!), ou de tencel, ou outros tecidos molinhos e quentinhos. E eu sempre carrego uma echarpe/cachecol dentro da bolsa, que eu consiga pegar fácil e rapidamente, que faz as vezes de manta quando o ar condicionado do avião está gelado demais.

Roupas muito apertadas não são amigas de longos vôos, porque nós costumamos inchar enquanto voamos. Quando inchamos, roupas apertadas não só incomodam como também atrapalham a circulação – que já sofre nas alturas. Para garantir o bem-estar do nosso corpo, outra boa dica é escolher tecidos respiráveis (alô fibra natural!) que, além de garantirem o conforto, reduzem as chances de odores indesejados e são mais elegantes. E, falando em elegância, as roupas apertadas não só são menos práticas como também são escolhas menos elegantes.

Saltos altos não tem espaço na minha vida por conta de uma dor crônica que eu tenho no tornozelo direito, mas mesmo pra quem pode andar de salto eu não recomendo essa escolha para encarar aeroportos e aviões. Nos aeroportos, a gente nunca sabe o quanto vai andar, ou quanto tempo vai ficar em pé, e nem mesmo se vai conseguir um carrinho para empurrar as malas. Para viajar, é preferível usar tênis, ou então optar por sapatilhas. Se você for sair do avião direto pra um compromisso profissional e você queira muito usar salto, recomendo ir de sapatilha e levar o salto na bolsa.

Outro item indispensável num #aerolook é um bom par de óculos escuros. Além de proteger do sol, inclusive nas alturas durante os vôos diurnos, pode esconder as olheiras depois de uma noite mal dormida (ou nada dormida).

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Particularmente, eu não gosto de viajar de mochila, porque me cansa muito mais rápido; já que eu tenho MUITA dificuldade de dormir em avião, eu tento salvar toda a energia que eu puder guardar nessa “rotina de aeroporto”. Isso não significa que eu não viaje de mochila, pelo contrário, tem acontecido até com frequência ultimamente. Mas o jeitinho que eu mais gosto de carregar minhas coisinhas na bagagem de mão é numa mala de rodinhas (preferencialmente daquelas que giram 360˚) com uma bolsa Longchamp Le Pliage, que vai embaixo do banco da frente. Eu sou MUITO FÃ do modelo Le Pliage da Longchamp, tenho de várias cores e tamanhos porque eu uso MUITO; eu confesso que fico até meio perdida quando viajo sem uma delas!

Para os homens, o  #aerolook também deve seguir a máxima do conforto + elegância, e a dica das cores escuras nas roupas também tá valendo. Carregar seus itens pessoais numa bela mochila de couro pode elevar seu look, e também não esqueça seus óculos escuros.

Tarde de estilo na Eva

Depois de férias deliciosas no Brasil junto dos nossos familiares e amigos, é hora de voltar pra programação normal! E nada melhor do que retomar nossos papos por aqui contando um pouquinho sobre a tarde de estilo que rolou na loja Eva de Icaraí enquanto eu estava em Niterói!

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Sim, eu trabalhei durante as férias! Foi uma tarde ótima junto da equipe querida da Eva de Icaraí, às vésperas do dia das mães, quando pude orientar um pouquinho as clientes quanto às melhores modelagens e cores para seus tipos físicos e tons de pele em papos descontraídos no provador.

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Em meio aos lindos looks da coleção de outono/inverno, inspirada no Marrocos, escolhi um vestido longo de seda com estampa de oncinha para essa tarde: a delicadeza da seda combinada ao animal print criavam o equilíbrio de que eu precisava para falar de estilo. E a coincidência foi que eu e Rogéria Félix, supervisora geral das lojas da marca, acabamos vestindo a mesma estampa para esse dia, cada uma do seu jeitinho!

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Nessa tarde de estilo, ofereci uma experiência personalizada para cada cliente da loja, procurando entender rapidamente as expectativas e desejos pessoais, sugerindo looks e maneiras especiais de usar cada peça, tornando cada compra uma experiência única!

Uma das clientes da marca é a minha amiga Natália Côrtes, com quem tomei um cafézinho e bati papo antes de montar um look bem fofo pra ela, usando a saia que ela já estava usando com uma t-shirt maravilhosa que tinha acabado de chegar na loja!

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Foi uma tarde muito gostosa nessa loja que eu adoro e que tem roupas com as quais eu me identifico muito. Adorei a experiência de poder colocar meus conhecimentos em prática com mulheres reais, de muitos tipos físicos, tons de pele, gostos e vontades! Aquele agradecimento especial aos gerentes mais do que queridos Bernardo Rangoni e Carolina Porto pela confiança e amizade!

Moda X Estilo? Estilo + Moda!

Tenho recebido alguns pedidos por email/inbox/direct/etc para fazer uma lista de coisas a serem evitadas na hora de fazer compras, ou até mesmo abordar questões muito específicas que dependem do tipo de vida de cada um (por exemplo, o que serve para uma pessoa que trabalha em home office certamente não vai servir para quem trabalha em um ambiente corporativo altamente formal; ou o que serve para uma mãe e/ou uma gestante pode não dar certo para todas; etc).

Como eu sempre tento destacar, o trabalho de um personal stylist é muito pessoal – tá no nome! – e fica difícil ditar regras gerais do que evitar ou o que adotar. O armário vai variar de acordo com cada tipo físico, cartela de cores e, principalmente, rotina e gostos pessoais. É por isso que, antes de qualquer consultoria, o ideal é que haja interação entre o personal stylist e o cliente, seja apenas por meio dos formulários que o profissional enviará para que sejam preenchidos, seja para um café, seja por uma amizade estabelecida há anos. É muito importante que o cliente saiba exatamente quem é o profissional que está contratando e qual a metodologia usada.

O personal stylist bem treinado não vai dizer o que você tem que fazer e nem deixará que o gosto pessoal interfira na consultoria de imagem e estilo: o papel do profissional é apresentar quais são as melhores opções disponíveis para que você seja sempre a sua melhor versão, de acordo com a sua personalidade, seus gostos pessoais e seu estilo de vida, mas quem vai fazer a escolha final do que entra ou não entra na sua vida será sempre você.

“A roupa veste, a moda comunica e o estilo personifica.” – Alice Ferraz

Tem gente que tem medo da moda, e acaba perdendo uma parte muito divertida do processo de descoberta do seu estilo pessoal: identificar, entre as muitas tendências ofertadas nas passarelas e que chegam até as fast fashions, o que se adequa ao seu estilo e o que é melhor deixar de fora da sua vida.

Não existe uma guerra entre moda e estilo: ao contrário, a moda deve complementar o estilo harmonicamente, pra que você possa se sentir mais confiante e se divertir quando está se vestindo. Seu estilo será a manifestação visual da sua personalidade, enquanto a moda deverá ser usada, a seu favor, com itens sazonais que darão um frescor ao seu armário, respeitando o seu estilo.

A moda poderá acrescentar ao seu estilo, mas o seu estilo é resultado de um treino diário, em que a sua personalidade se manifesta na imagem que o mundo vê. É neste quesito que o consultor de imagem pode ajudar muito: por conta da experiência, este profissional está capacitado para instruir o cliente, de um modo divertido e funcional, como expressar a sua personalidade através das suas roupas.

Uma vez que você estiver confortável com o seu estilo, saberá vestir-se com mais segurança, confiará mais nas suas escolhas, tendo a certeza de que tudo o que está no seu armário está de acordo com a sua própria personalidade e humor. Seu estilo ficará claro nas suas roupas de trabalho, nas suas roupas de festa, e até mesmo nas roupas que você usa pra ficar em casa.

Ao invés de ter um armário cheio de roupas das quais você não gosta e falar constantemente a célebre frase “não tenho nada pra vestir”, você terá um armário que verdadeiramente reflete quem você é, com peças que você ama e que contribuem pra sua autoestima ficar sempre lá em cima. Outro dia, uma cliente me perguntou sobre o que eu achava de ter muitas cores de uma mesma peça; na minha resposta sincera, disse pra ela que, se é uma peça que você realmente ama e usa muito, com uma modelagem incrível, com um tecido de qualidade, e que de fato usa todas as cores disponíveis, não tem o menor problema: é uma manifestação legítima do quão segura esta pessoa é sobre os seus gostos, preferências e estilo. É claro que um armário cheio de peças repetidas tem sua versatilidade reduzida, e eu não recomendaria isso numa fase inicial de definição do seu estilo, como no closet cleaning e na consultoria de imagem e estilo.

A definição do seu estilo ajudará a comprar menos e menor, peneirando as ofertas da moda e adotando somente o que verdadeiramente complementa o seu estilo.