Você deve ter uma peça nobre

A “peça nobre” (ou hero piece, como diria um dos meus professores na LCS) é um detalhe essencial que te valoriza da cabeça aos pés, que eleva o seu guarda-roupa, que te deixa mais confiante, que te dá a certeza de que você pode conquistar o mundo.

Mas não se engane: quando a gente fala em “detalhe”, podemos pensar que a peça nobre se restringe a algo pequeno, como um acessório. Na verdade, a hero piece pode ser basicamente qualquer coisa que você usa quando precisa se sentir forte.

Também não pense que a peça nobre precisa custar uma fortuna: você pode encontrá-la num brechó ou, com sorte, recebê-la como uma herança de família. Pode ser até que você a encontre numa fast fashion. A peça nobre é rara, bem conservada e, acima de tudo, imponente: pode ser um trench coat espetacular, um incrível par de sapatos, um vestido com caimento perfeito, um terno bem cortado, uma bolsa de couro de qualidade inquestionável, uma joia atemporal.

A peça nobre deve te vestir maravilhosamente bem, com um caimento perfeito, sem limitar seus movimentos mas ajudando a tornar os seus gestos em amplos, ágeis e graciosos. A sua peça nobre quer durar muitos anos na sua vida. O material da sua hero piece é impecável e o acabamento é perfeito, mas jamais será um manifesto.

Ao contrário do que a princípio possamos pensar, a hero piece não deve ser chamativa, mas quase um segredo; sua peça nobre deve ser atemporal, acima da moda, sem exageros, sem exibir marcas ou logotipos. Há quem diga que o luxo não deve exibir o seu nome.

A hero piece tem o poder de transformar-nos em verdadeiros heróis e heroínas: invencíveis.

O “french tuck” e a sua silhueta

Aproveitando que estamos falando sobre o je ne sais quoi francês por aqui, queria abordar um truque de styling muito simples que pode fazer maravilhas pela sua silhueta: o french tuck ou tucking in. Infelizmente eu não conheço uma tradução perfeita dessa expressão para o português, mas significa, simplesmente, enfiar apenas um pedacinho da sua camisa/blusa pra dentro da calça/saia/short/bermuda, geralmente na direção do umbigo.

Eu já falei por aqui que a silhueta mais proporcional, no caso feminino, é a ampulheta e, no caso masculino, trapezóide. Em geral, na consultoria de imagem, um dos objetivos principais é criar uma silhueta proporcional, que resulta num visual mais harmônico. É claro que este objetivo, como qualquer outro propósito dentro da consultoria de imagem (que, como eu sempre reforço, é algo absolutamente pessoal), pode ser ajustado de acordo com a projeção de imagem desejada.

Numa sociedade que está constantemente nos lembrando de que estamos fora do padrão e que precisamos nos encaixar, é muito comum que, tão logo ganhemos uns quilinhos a mais, recorramos a roupas mais largas, porque anos e anos de opressão nos levaram a acreditar que isso disfarça o que queremos esconder. Se você ainda não sabia, isso é uma mentira gigantesca.

Quando você usa roupas maiores e mais largas, o efeito causado é justamente o oposto: ao esconder a sua silhueta verdadeira, você perde perde a oportunidade de ressaltar as suas melhores características e apropriar-se de quem você é.

Eu mesma devo confessar que tenho passado por uma fase estranha quanto a isso: por ter um bumbum acima da média europeia, e por ter engordado um bocadinho durante o período de isolamento, precisei comprar algumas calças e shorts novos (meu closet definitivamente não estava preparado pro calorão que fez no verão por aqui). Ao comprar calças/bermudas/shorts, eu muitas vezes recorro a tamanhos maiores que podem de fato acomodar as minhas características físicas mas que, ao mesmo tempo, acabam adicionando volume onde não existe de verdade. Ideal seria se eu mandasse ajustá-las – fica aqui a nota mental para mim mesma.

E é aí que o french tuck também se torna uma ferramenta poderosa porque permite realçar a parte mais fina do meu corpo – que, em geral, é a parte mais fina do corpo de muita gente, mesmo que você não perceba isso em si mesmo.

Se você, como eu, tem uma barriguinha cultivada com carinho, uma pancinha charmosa de quem não se priva de um chocolate ou de um vinho, ou simplesmente ganhou uns quilinhos no período de isolamento, estou aqui para te dizer que, ao esconder o seu corpo dentro de roupas largas, você pode parecer até 2 tamanhos maiores do que você realmente é.

Não acredita? Então vou te propor um exercício: vá para a frente do espelho. Deixe a sua camisa/blusa pra fora da calça/short e faça uma nota mental – ou, melhor ainda, tire uma foto – de como a sua silhueta se apresenta. Agora coloque um pedacinho da camisa/blusa pra dentro da calça/short/saia e repita a nota menta/foto. O que você vê? Eu tenho certeza de que a imagem projetada é de uma silhueta mais enxuta, menorzinha. E também tenho certeza de que, se você adotar esse truque na próxima vez que sair de casa, ninguém vai notar a sua barriguinha charmosa. Na verdade, na maior parte do tempo, a gente costuma se preocupar demais com umas partes do nosso corpo que as outras pessoas nem notam.

Por fim, eu proponho mais um exercício: toda vez que você se olhar no espelho, imagine que está falando com um amigo/amiga. Coloque nessa conversa o mesmo amor, carinho e gentileza que você tem com outras pessoas e seus corpos. A linguagem que usamos para falar com aquela imagem refletida no espelho é tão importante quanto a linguagem que usamos ao conversar com outras pessoas. Eu prometo que, se você se olhar no espelho todos os dias focando sua energia em duas ou três coisas que você ama em você e/ou no seu corpo, ao invés de direcionar seus pensamentos somente para as coisas que você gostaria de mudar, a sua mentalidade, confiança e autoimagem vão melhorar muitíssimo.

Zona de conforto ou look assinatura?

Estamos sempre ouvindo que é preciso sair da zona de conforto – ou melhor, das muitas zonas de conforto: seja no trabalho, no que fazemos em momentos de lazer, no que vestimos, etc. Pois eu venho humildemente contestar esse tipo de afirmação – pelo menos no que diz respeito a ter uma zona de conforto dentro do seu armário.

Não, você não leu errado. Não, eu não to doida. Na verdade, eu acho que o papel de um consultor de imagem e estilo pessoal é justamente ajudar cada indivíduo a encontrar a sua zona de conforto, transformando-a no que podemos chamar de “look assinatura”.

Pensa comigo: quantas vezes você já abriu seu armário abarrotado de roupas e teve a certeza de que não tinha o que vestir? Quantas vezes você comprou um acessório, um sapato ou uma bolsa da moda e acabou não usando? Em meio a todas as tendências de moda que consumimos, é fácil confundir-se e lotar o armário de coisas que simplesmente não fazem sentido para nós. Mas eu também tenho certeza de que, no meio de todas essas roupas que te levam a acreditar que não tem o que vestir, você tem algumas peças do coração, aquelas na direção das quais você sempre gravita, aquelas que te fazem sentir segurança e que te ajudam a ter mais gás pra enfrentar o mundo. Acertei?

Essa seria a sua zona de conforto – ou melhor, as peças que podem compor o seu look assinatura.

Se você ama usar terninho, este pode se tornar seu look assinatura. Se você ama vestidos, eles podem ser seu look assinatura. Se você gosta do comprimento midi, você pode adotá-lo como seu look assinatura. E você também pode ter mais de um look assinatura. Aliás, eu diria que a gente deve ter alguns looks assinatura, algumas combinações de peças que nos dão muita segurança e tranquilidade ao vestir para as mais diversas situações.

Em tempos de quarentena, muita gente tem descoberto a importância do conforto no home office, e tenho certeza de que muitas pessoas vão querer implementar o conforto nos looks de trabalho uma vez que a rotina fora de casa for retomada no “novo normal” (ainda não sei se gosto desse termo). E eu diria que o seu look assinatura deve ser, sim, muito confortável. 

Eu reconheço que tenho alguns looks assinatura, que compõem a minha “zona de conforto” pra facilitar a minha vida. Até mesmo para o home office eu tenho um look assinatura, já que (mesmo antes do coronavirus) eu passo muito tempo estudando, escrevendo e trabalhando de casa: calça de moletom + t-shirt, com um casaco de moletom sempre por perto. Aliás, acho que já falei por aqui que não vejo nada de errado em trabalhar de casa usando moletom; muito pelo contrário, acho a melhor opção desde que esteja num estado decente (no mínimo, sem furos ou rasgos). Para o look do home office, a minha regra é não usar nada que não pudesse usar na rua ou numa chamada de vídeo.

A gente nunca pode confundir conforto com desleixo. É absolutamente possível e nem um pouco difícil montar um look confortável com cara de pensei-muito-me-esforcei-e-o-lookinho-ficou-ótimo sem, de fato, gastar muito tempo pensando no look. Para isso, bastam algumas ferramentas de styling. É lógico que a ajuda de um consultor de imagem profissional será valiosa nesse momento, o que não significa que você não possa aprender alguns truques sozinho.

Caí na tinta: looks monocromáticos

A tendência dos looks monocromáticos está em alta já há algumas temporadas, o que nos leva a crer que é uma trend que chegou para ficar. Particularmente, eu curto muito, e acho bastante prático também, principalmente se o seu armário for organizado por cores; certamente você será capaz de vestir-se em pouquíssimos minutos!

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Os looks monocromáticos costumam ser uma porta de entrada pra quem gosta de cor mas não curte muito, por exemplo, colour blocking. Um look colorido é sempre mais jovial e moderno, ao mesmo tempo que transmite uma mensagem de sofisticação e refinamento.

Muita gente, inclusive, corre pro look todo preto na intenção de alongar a silhueta, quando poderia fazer o mesmo usando cores!! Muito mais divertido e transmite muito mais personalidade ao look. Para alongar a silhueta com monocromia, basta escolher tons semelhantes ou com a mesma profundidade. Isso criará uma linha vertical, alongando toda vida.

Para quem quer uma dose extra de personalidade, criando um look visualmente muito interessante, uma ideia é combinar tons de características opostas: quentes e frios, claros e escuros, brilhantes e foscos. Pareceu complicado? Aguenta aí que eu explico: imagina uma camisa vermelho-tomate com uma calça vermelho-cereja. Imaginou? Pronto, misturou tons de características opostas!

Mas, Letícia, eu gosto de neutros. Como faz?

Ninguém falou que você precisa abrir mão dos neutros para criar looks monocromáticos! Pelo contrário: tons como bege, caramelo, marinho e cinza enriquecem os looks monocromáticos. Preto e branco também criam looks monocromáticos incríveis.

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Se o uso de cores ainda parece muito ousado para o seu estilo, você pode começar usando tons neutros, como falei ali em cima, ou tons fechados, como o marinho (sempre ele!), mostarda ou verde garrafa.

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monocromático com estampa

Para quem já está num nível avançado de monocromia nas peças lisas, é possível começar a compor looks monocromáticos com estampas. O segredo está na escolha de cores comuns nas peças, ainda que as estampas sejam diferentes, pois é a cartela cromática que vai harmonizar o visual.

Looks monocromáticos podem ajudar a valorizar a beleza natural do rosto quando as peças de roupa combinam com a sua coloração pessoal: quem tem pele rosada pode usar e abusar dos tons de rosa, azul, lilás e marinho; quem tem pele dourada vai se pivilegiar de tons terrosos, verde-folha e vermelho aberto; para quem tem alto contraste (cabelos e olhos escuros + pele clara) pode abusar de roupas altamente contrastantes, pois elas tendem a valorizar a beleza natural sem abater; por sua vez, quem tem baixo contraste terá sua beleza valorizada por tons que acompanhem o contraste.

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texturas trazendo interessância para o look monocromático!

Outra dica de ouro: qualquer look monocromático fica mais interessante com texturas! Texturas sempre dão interessância ao look, então considere as rendas, relevos, tecidos brilhantes, transparências e elasticidade dos tecidos quando estiver criando seu look monocromático.

Pra finalizar, o mais importante de tudo: olhe-se no espelho e reconheça o quão incrível você está!

* todas as imagens deste post foram retiradas do site da Zara (BR e CH).

O exercício diário de vestir-se

Vestir-se é um exercício diário, que nos permite aprofundar o autoconhecimento e detectar traços da nossa personalidade que são externalizados nas peças que escolhemos usar. Esse exercício diário nos propõe criar, a partir do que temos no armário, os looks que reflitam muito mais do que tendências ou modismos, mas sim o nosso verdadeiro estilo.

Definir seu próprio estilo pode não ser tarefa simples, seja porque você se identifica com mais de um estilo universal ou mais de uma categoria de estilo contemporâneo, seja porque você precisa de uma ajudinha nessa caminhada (e ninguém melhor do que um personal stylist para te dar a mão nesse processo).

Um armário recheado pode ser uma faca de dois gumes na hora do exercício diário de vestir-se. Se você já se conhece muito bem e sabe exatamente quais estilos formam o seu próprio estilo, tudo ótimo, fica muito fácil se arrumar para qualquer ambiente ou ocasião. Mas se você ainda não consegue ter clareza do seu estilo individual, um armário abarrotado pode mais confundir do que ajudar.

Esse exercício diário de vestir-se se torna mais prazeroso quando a gente começa a questionar cada etapa do processo, começando pela busca do autoconhecimento: quem eu sou? Essa roupa mostra quem eu sou? O que essa roupa fala de mim? Como eu estou me sentindo hoje? Qual a mensagem que eu quero passar para o mundo?

No mundo globalizado em que vivemos, é claro que tendências e modismos sempre vão interferir na nossa maneira de pensar sobre as roupas que vestimos. Um olhar crítico para o nosso próprio armário faz parte desse exercício diário, que nos ajuda a nos vestir de acordo com o que somos de verdade. Roupas e acessórios são muito mais do que o que se veste, mas o que de fato demonstram as suas vivências e a sua personalidade da maneira mais adequada possível para o resto do mundo; isso é estilo.

Muito mais importante do que usar uma tendência, é analisar se ela combina com você ou não, se ela pode ser adequadamente incorporada ao seu dia a dia sem que você se torne uma caricatura do que está na moda (ou seja, sem que você se torne um fashion victim que consome desenfreadamente sem refletir).

O exercício diário de vestir-se requer, além do autoconhecimento, paciência e bom humor. Escolher no seu armário o que você vai vestir pode ser uma experiência completamente diferente se você começa pela escolha de uma calça ou se o seu ponto de partida é um cinto, por exemplo. Se a gente entende que óculos (escuros ou não) são muito mais do que lentes corretoras e/ou protetoras contra raios UV, podemos usar esse acessório para nos expressar. Quando a gente se veste, é bom perder um pouco o medo de ousar e permitir-se externar pro mundo quem nós somos de verdade aqui dentro.

Os 7 estilos universais

A Consultoria de Imagem e Estilo é algo absolutamente individualizado, que respeita a premissa de que cada pessoa é única e que seu estilo será melhor projetado para o mundo na medida em que refletir verdadeiramente o que cada um é.

Isto posto, é inegável que todas as instituições de estudo tem uma ciência definitiva, e essa premissa também se aplica à moda. Na moda como ciência, foi criado o conceito de Estilos Universais. Existem sete estilos universais, e cada um tem seu conjunto de características principais e mensagens inerentes que enviam para o mundo ao nosso redor. De acordo com a teoria, cada um de nós se enquadra em pelo menos um estilo universal; há grande probabilidade de nos identificarmos com dois estilos universais, e o nosso estilo pode resultar, por vezes, de uma combinação de três estilos universais.

ESTILO ESPORTIVO/CASUAL

As pessoas com Estilo Esportivo costumam ser afáveis e casuais. Este estilo comunica uma mensagem amigável, energética, natural, casual, feliz e otimista. O estilo esportivo não deve ser confundido com “roupas para atividades desportivas”. Em geral, pessoas que são completamente ou majoritariamente esportivas no seu estilo costumam ser tranquilas, despretensiosas, valorizam um guarda-roupa fácil e, em geral, tem profissões que requerem relacionamento com o público.

Alguns elementos que ajudam a reconhecer o Estilo Esportivo são as roupas funcionais, semi-estruturadas, com cores e estampas neutras (por exemplo, listras e xadrez), em tecidos de fibra natural. O conforto é uma prioridade para quem se encaixa no Estilo Casual, combinado à praticidade, pensando em peças de fácil manutenção e que não amassam muito. Peças como o blazer são grandes aliadas das pessoas donas de um Estilo Esportivo/Casual porque imprimem um pouco mais de estrutura e seriedade ao look sem interferir no conforto.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas de Estilo Esportivo: Banana Republic, GAP, J Crew, Polo, Old Navy, Timberland, Ann Taylor, Talbots, American Eagle Outfitters, Levi’s, Kate Spade, Lacoste, Hering, Farm.

ESTILO CLÁSSICO/TRADICIONAL

As pessoas com Estilo Tradicional costumam ser mais conservadoras e businesslike. Não confundir estilo tradicional com “caretice”. Por meio deste estilo, comunicam-se mensagens de confiança e lealdade, precisão, credibilidade, respeito, maturidade, responsabilidade, organização e honestidade. De modo geral, as pessoas que se encaixam neste estilo costumam trabalhar na área da educação ou nas áreas financeira, governamental, administrativa.

O Estilo Tradicional comunica uma imagem businesslike, sempre polida, elegante e arrumada, em cores escuras e neutras, sem detalhes chamativos. Peças atemporais e de design clássico, linhas retas e alfaiataria definem o Estilo Tradicional. Alguns elementos que permitem reconhecer facilmente o Estilo Tradicional são os costumes para os homens e  os terninhos para as mulheres, calças retas, blusas de corte reto, saias abaixo do joelho (alô midi!), e sapatos clássicos sem muitos enfeites. Estampas tradicionais como xadrez e pied poule se encaixam no Estilo Tradicional. Os acessórios preferidos das mulheres de Estilo Tradicional são jóias pequenas e discretas, e bolsas com linhas retas, mais estruturadas e clássicas.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Tradicional: Brooks Brothers, Calvin Klein, Jones of New York, Talbot’s, Brooksfield, Maria Filó, Burberry.

ESTILO ELEGANTE

Refinado e imponente, o Estilo Elegante comunica um ar de confiança, perfeição, atemporalidade, distinção, segurança e graça, com uma postura sempre digna, polida e contida. Há um elemento de formalidade e prestígio neste estilo. As pessoas que se encaixam no Estilo Elegante costumam ocupar posições de visibilidade e high-profile.

O Estilo Elegante é definido por roupas simples e excepcionalmente bem feitas, monocromáticas ou de cores com tom sobre tom. Os tecidos costumam ser leves e naturais. Os homens usam ternos e costumes extremamente bem cortados, e as roupas femininas alongam e mostram suavemente as curvas.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Elegante: Ann Klein, DKNY, St. John, Valentino, Armani, Ralph Lauren, Chanel, Massimo Dutti.

ESTILO ROMÂNTICO

Doçura e leveza definem o Estilo Romântico, que geralmente projeta uma figura lady like e delicada. As mulheres que se encaixam neste estilo costumam ser moderadas nas suas ações e cuidadoras naturais, interessando-se por atividades tradicionalmente femininas como educação e enfermagem, entre outras.

O Estilo Romântico é facilmente reconhecido pelas roupas discretas, que criam silhueta ampulheta solta, mostrando as curvas de maneira sutil, com comprimentos mais longos, cores leves e neutras, tons pastéis, e bastante fluidez. Os tecidos escolhidos são macios, leves e aconchegantes, e as estampas costumam ser florais, paisley, pois.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Romântico: Chanel, Dior, YSL, Eileen Fisher, Anthropologie, Free People, Maria Filó, Eva, Animale, A.Brand.

ESTILO EXUBERANTE/GLAMUROSO

O Estilo Exuberante/Glamuroso é sensual, sedutor, atraente, cativante. As pessoas donas deste estilo são confiantes, ousadas, extrovertidas, amam glamour e costumam ser muito sociáveis. Se tratando das mulheres do Estilo Sexy/Glamuroso, elas costumam estar muito confortáveis com seu corpo, revelando suas curvas. Em geral, pessoas de Estilo Sexy/Glamuroso costumam trabalhar nas indústrias do entretenimento, fitness, mídia, ou moda.

É fácil reconhecer o Estilo Exuberante/Glamuroso pelas roupas justas, que destacam as curvas do corpo, pelas cores vibrantes, pelos tecidos com elasticidade e que podem variar da seda ao couro. Animal print é um básico do Estilo Sexy/Glamuroso. As mulheres que se identificam com o Estilo Sexy/Glamuroso costumam gostar de decotes e roupas justas, acessórios chamativos, sapatos e bolsas poderosos. O Estilo Sexy/Glamuroso pode ser muito elegante, dependendo do grau de sensualidade empregada no look.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Exuberante/Glamuroso: Versace, BCGB, Guess, Diane Von Furstenberg, Animale, Eva.

ESTILO CRIATIVO

As pessoas que se encaixam no Estilo Criativo costumam ser muito originais e artísticas, donas de uma imaginação fértil, muito livres e inventivas, espontâneas e, por vezes, peculiares (quirky é o meu adjetivo preferido pra esse estilo). Estas pessoas costumam trabalhar em áreas que estimulam a criatividade, ou tem hobbies criativos, interessando-se por arte, moda, dança, literatura, música, etc. Homens e mulheres de Estilo Criativo costumam se arriscar no seu guarda-roupa, que geralmente é uma janela das suas necessidades criativas.

O Estilo Criativo é reconhecido pela mistura de tudo com tudo, pela sua imprevisibilidade ou pela combinação única de tecidos, texturas e estilos, podendo ser por vezes exagerado. As peças de roupa podem ser sobrepostas, muito coloridas, sem muita preocupação ou muito foco na silhueta. Os looks podem ser temáticos, sem limites ou restrições pra todas as estampas, texturas e cores que fazem parte de um guarda-roupa de Estilo Criativo. Os acessórios que se encaixam no Estilo Criativo são coloridos e diferentes, sempre muito originais e inusitados.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Criativo: Anthropologie, Prada, Jean Paul Gautier, Farm, Dress To, Eva.

ESTILO DRAMÁTICO/FASHIONISTA

O Estilo Dramático/Fashionista é bastante sofisticado, e comunica uma imagem confiante, assertiva, ousada, urbana, poderosa, com uma inerente sedução. Esse estilo dá espaço para as tendências do momento, que são sempre combinadas com elegância. Pessoas de Estilo Dramático/Fashionista tem uma presença forte e sua maneira de vestir-se costuma ser carismática, intimidante e sem remorsos, combinando elementos que reflitam sua personalidade. Estas pessoas costumam trabalhar nas áreas de entretenimento, moda, marketing, arte, mídia, consultoria, relações públicas, etc.

É fácil reconhecer o Estilo Dramático/Fashionista porque ele não é nada clássico, embora tenha um shape estruturado, por vezes com linhas e silhuetas exageradas, com cores desde muito claras até bem escuras, e também cores bem saturadas e combinações de alto contraste. Os looks são sempre statement, transmitindo uma mensagem bem forte e muito clara.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Dramático/Fashionista: Dior, Chanel, YSL, Karl Lagerfeld, Prada, Missoni, Animale, A.Brand, Eva, Fendi.