La Galerie Dior em Paris

Pouco antes de chegarmos em Jerusalém, estivemos por uns (poucos) dias em Paris, e eu fiz questão de aproveitar a oportunidade para conferir uma das mais novas atrações imperdíveis da cidade pra quem ama moda: a Galerie Dior.

Localizada adjacente ao emblemático endereço 30 Avenue Montaigne (para quem não sabe, Monsieur Dior estava determinado a realizar o seu sonho ambicioso neste endereço), a Galerie Dior abriu suas portas ao público no dia 09 de março de 2022. A entrada para a galeria fica na 11 Rue François 1er, que abre todos os dias da semana, exceto às terças, entre 11h e 19h, com a última admissão às 17h30. A galeria não abre nos dias 01/01, 01/05 e 25/12.

Logo na entrada, somos impactados por uma incrível escada caracol circundada por uma gigantesca vitrine que expõe mais de mil peças (entre elas, miniaturas e acessórios em tamanho real) coloridas que enchem os olhos e já nos preparam para o impacto visual-histórico que a exposição permanente propõe.

O New Look de 1947

A Galerie Dior é um prato cheio não só pra quem ama moda mas também pra quem curte história, já que os looks criados por Monsieur Dior tem uma ligação direta com o momento histórico que ele viveu. O New Look, por exemplo, com sua silhueta Femme Fleur, revolucionou a moda ao ser revelado em 1947, e é um reflexo imediato dos desejos das mulheres no pós-Segunda Guerra Mundial, mantendo-se atual até hoje.

Para além da história e trajetória de vida de Christian Dior, a Galerie também apresenta a história da marca, destacando os outros diretores criativos da maison: Yves Saint Laurent (o imediato sucessor de Monsieur Dior, ocupando o cargo entre 1957 e 1960), Marc Bohan (sucessor de YSL, diretor criativo da Dior entre 1960 e 1989), Gianfranco Ferrè (que ocupou o cargo entre 1989 e 1997), John Galliano (sucessor de Ferrè e criador da icônica bolsa Saddle, comandou a maison entre 1997 e 2011), Raf Simons (à frente da direção criativa entre 2012 e 2015), e Maria Grazia Chiuri (atual diretora criativa da maison, desde 2015).

Les Jardins Enchantés

Embora toda a exposição seja absolutamente incrível, algumas das salas causam um impacto encantador, daqueles que deixam a gente meio inebriada por dias tamanha a beleza. Esse é o caso, por exemplo, da sala “jardins encantados” (Lee Jardins Enchantés), que apresentam ao visitante o amor de Christian Dior pelas flores e como ele passou a se inspirar na natureza após tornar-se couturier, ressaltando o cultivo dessa estética floral por seus sucessores. Os vestidos expostos nessa sala dão vida a um herbário de alta costura.

Les Ateliers du Rêve

Outra sala absolutamente impactante é aquela intitulada “os ateliês dos sonhos” (Les Ateliers du Rêve), expondo protótipos de diversas peças executadas nos ateliês Dior, todos em branco, ressaltando o trabalho meticuloso dos artesãos que trabalham para a maison. O cuidado na execução de cada peça a partir dos croquis transformava-as em verdadeiras criações arquitetônicas, e cada protótipo (também conhecidos como telas brancas) dá vida aos modelos de alta costura. Depois que as telas são apresentadas e aprovadas, o tecido adequado é escolhido entre as centenas de rolos que foram selecionados a partir de amostras pelo menos dois meses antes. Para Monsieur Dior, a alta costura representava um casamento entre forma e tecido, e a excelência dos ateliês encarna a alquimia que combina a preservação de inestimáveis técnicas com a perpétua inovação.

Le Bal Dior

A terceira sala totalmente arrebatadora é “o baile Dior” (Le Bal Dior), que reúne looks dignos das celebrações mais especiais. Christian Dior era fascinado pela magia do disfarce desde a infância e, por isso, sempre buscou inspiração nos grandes bailes do século XX, momentos em que a imaginação abraçava a realidade. Para Monsieur Dior, estas celebrações ofereciam a oportunidade de se transformar e ser o que quiser por meio de trajes extraordinários, e essa paixão dele foi homenageada por Maria Grazia Chiuri em sua primeira coleção de alta costura com um suntuoso baile de máscaras nos jardins do Musée Rodin.

Toda a galeria é uma festa para os olhos e, se ao final da sua visita você estiver com fome ou quiser apenas tomar um café, terá a oportunidade de desfrutar do Le Café Dior, acessível somente para quem curte a exposição. Eu particularmente não testei o cardápio do Café Dior nesta visita, e confesso ter me arrependido um pouquinho.

Os ingressos podem ser comprados online, com data e horário marcado. Cada bilhete custa 12 euros, com tarifa reduzida para jovens e estudantes (8 euros), e entrada gratuita para crianças até 10 anos. No caso de gratuidade ou tarifa reduzida, é necessário apresentar o respectivo comprovante – por exemplo: eu comprei a tarifa de estudante e apresentei meu comprovante de matrícula do semestre corrente junto do meu passaporte. Todas as informações sobre tarifas reduzidas e comprovantes necessários para justificar o benefício estão disponíveis no site.

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