Os clichês e as delícias de Emily in Paris

A série do Netflix “Emily in Paris” é, provavelmente, o assunto mais comentado do mês de outubro. Eu assisti logo que foi lançada – confesso que estava ansiosa! – e não poderia deixar de dar meus pitacos sobre alguns dos aspectos mais debatidos em torno da série.

*toca Edith Piaff ao fundo*

Eu gosto bastante da Lily Collins – talvez tenha algo relacionado ao fato de termos nascido no mesmo ano – e fiquei feliz de vê-la produzindo uma série que já nasceu com potencial. Particularmente, eu adoro uma série tranquilinha assim, que tem um pouquinho de drama mas nada que me faça perder o sono – o tipo de entretenimento que eu classifico como ideal para a hora do chá.

“Emily in Paris” tem um styling discutível, diria até um pouco preguiçoso em alguns momentos. Principalmente quando se trata do figurino da personagem principal, tenho várias ressalvas – a começar pela coleçãozinha de bolsas da Chanel que a personagem desfila e não seria condizente com o paycheck que ela recebe. Por sua vez, o styling de Camille é bastante acertado para a jovem francesa cool dona do je ne sais quoi. Se você quer ter uma ideia de como a francesa se veste, é para Camille que você deve olhar, e não para Emily.

E aí que uma das muitas discussões sobre a série, e também sobre o styling, fica em torno dos clichês. O que eu acho que a gente não pode esquecer é que, em primeiro lugar, todo entretenimento também é uma alegoria, lançando uma lupa sobre coisas do cotidiano, como se a gente pudesse ver a realidade com um zoom.

Longe de mim querer me colocar como especialista no estilo francês ou estadunidense, mas já tive algumas oportunidades de observar in loco como cada uma dessas nacionalidades se veste e se porta. E, para além da observação in loco, basta olhar para as marcas estadunidenses e para as marcas com DNA francês que podemos notar as diferenças gritantes.

Letícia in Paris: minha primeira vez na cidade, em 2009

Emily chega em Paris pronta para viver o clichê que outras milhares de jovens (ou não tão jovens assim) estadunidenses compreendem como la vie en rose. Ninguém quer ser chamado de ringarde mas, aos olhos de um francês raiz, é isso mesmo que os estadunidenses são. E não se trata só da maneira de vestir-se, mas do lifestyle como um todo. São muitas as diferenças culturais que influenciam no estilo de cada nacionalidade. A gente não pode nunca esquecer que muito do que somos é um resultado das influências que recebemos.

Por exemplo: um francês raiz jamais vai comer em pé ou andar pela rua tomando um café, porque as refeições são entendidas como um ritual a ser seguido, diferentemente dos estadunidenses que, de tão habituados a um ritmo frenético, acham super normal beber um café (quase sempre meio frio) enquanto dirigem. Outro exemplo: os franceses e, particularmente, os parisienses prezam muito pelo conforto. O trânsito em Paris é caótico e a melhor maneira de você se locomover sempre será a pé – ou, no máximo, pegando metrô. Assim, usar roupas muito “montadas”, que exigem uma preocupação extra se está tudo no lugar, não é uma opção. Mas eles crescem assim, é uma coisa cultural. Por sua vez, são pouquíssimas as cidades estadunidenses nas quais as pessoas tem liberdade suficiente pra locomoção a pé, sendo quase sempre muito dependentes dos seus carros. A grande diferença é na maneira como cada um compreende o que é conforto: enquanto a ideia de uma roupa confortável para um estadunidense médio será, por exemplo, um conjunto de moletom, ou uma roupa larga, o francês médio prefere peças de alfaiataria com corte impecável e um bom suéter.

Pra mim, a série teve várias delícias e eu aguardo a segunda temporada. Em tempos tão esquisitos, em que eu me privo de ir mesmo ao centro de Berna pra pesquisar as novidades (ou mesmo buscar um pão que acabou antes da próxima entrega de mercado agendada), poder “andar” pelas ruas de Paris com cada episódio da série foi um deleite.

Por fim, vou deixar aqui um pequeno conto da minha última passagem por Paris (que foi muito rápida, há 8 meses atrás, mas que parece que foi em outro século): não é segredo pra ninguém que eu sou muito apaixonada pela Disney e não existe a menor possibilidade de ir pra Paris e não ir na Disneyland Paris. Na verdade, essa passagem por Paris em fevereiro, no começo das férias, só tinha mesmo esse objetivo: ir na Disneyland Paris em comemoração (atrasada) pelo meu aniversário de 30 anos; de lá, seguimos as férias pela Bélgica e Alemanha. Em função do meu aniversário, e aproveitando que estávamos de carro, eu tinha planejado fazer algumas compras audaciosas no parque: queria o Lumière, o Horloge, e a Madame Samovar com o Zip. Audaciosas porque, além de serem consideradas peças de colecionador, estavam em caixas de tamanho considerável para proteção.

Pois bem, acabou que saímos da Disneyland Paris direto pra um lugarzinho tipicamente francês, daqueles de insider mesmo, pra jantar com uns amigos que estavam na cidade, hospedados na casa de um amigo que mora em Paris já há alguns anos. Estava com uma sacola imensa da Disneyland Paris carregando minhas aquisições (na verdade eram duas sacolas porque eu não tenho expediente e comprei outras coisas também), Disney bounding de Woody muito feliz da minha vida.

Na hora de ir embora do bistrô (aliás vocês sabiam que bistrô é uma palavra derivada do russo?), notei que a francesa na mesa ao lado me julgava com todas as forças por estar com uma sacola tão grande da Disneyland Paris (tem muito bad blood na história da relação dos parisienses com a Disneyland Paris). Aos olhos dela, eu era uma completa ringarde. E aí eu olhei bem no fundo dos olhos dela, e sorri; ela podia me julgar o quanto quisesse, porque aquelas compras que eu fiz na Disney faziam (e fazem) todo sentido pra mim, e só isso verdadeiramente importa.

Em busca do #aerolook perfeito

Bem, pra começo de conversa, a perfeição pode ser discutível; afinal de contas, o que é perfeito pra mim pode não ser perfeito pra você por diversos motivos.

Entretanto, podemos pensar em algumas linhas gerais que ajudam a montar um #aerolook elegante & confortável – afinal de contas, é sempre bom vestir-se com elegância e conforto.

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meu #aerolook voltando do Rio agora em maio

Quando eu penso em #aerolook, penso em confortáveis camadas de roupa, preferencialmente em cores escuras. Já aconteceu de cair bebida, molho e comida nas minhas roupas em vários aviões e aeroportos desse mundo, e roupas de cores escuras escondem melhor esse tipo de acidente, uma vez que a próxima oportunidade de tomar um banho e trocar-se ainda pode estar a horas de distância.

Ao vestir-se para um vôo, as camadas de roupa são úteis porque podemos enfrentar diferentes temperaturas desde a hora que saímos de casa ou do hotel até o momento de chegar ao destino. No verão, por exemplo, eu geralmente viajo de t-shirt de manga curta, com um casaco quentinho sempre à mão. Se o destino for de inverno, o casaco mais pesado já vai na mão/corpo, economizando espaço na mala. Eu lembro de uma época em que o Galeão estava sem ar condicionado funcionando na área de embarque internacional, eu estava levando grupo pra Orlando em janeiro (ou seja, inverno nos EUA), e o único jeito de sobreviver ao calor do Rio em pleno verão foi tirando os casacos e cachecóis até a hora de entrar no avião.

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óculos escuros + casaco quentinho + tricô + calça de moletom + all star

Eu SEMPRE viajo de calça porque, além de ser friorenta, acho que as calças nos dão mais liberdade de movimento nesse lugar desconfortável que é o avião. Entretanto, eu particularmente não gosto de viajar de calça jeans; prefiro calças de moletom (tenho sempre uma ou duas calças de moletom pretas da Hering novinhas em casa!), ou de tencel, ou outros tecidos molinhos e quentinhos. E eu sempre carrego uma echarpe/cachecol dentro da bolsa, que eu consiga pegar fácil e rapidamente, que faz as vezes de manta quando o ar condicionado do avião está gelado demais.

Roupas muito apertadas não são amigas de longos vôos, porque nós costumamos inchar enquanto voamos. Quando inchamos, roupas apertadas não só incomodam como também atrapalham a circulação – que já sofre nas alturas. Para garantir o bem-estar do nosso corpo, outra boa dica é escolher tecidos respiráveis (alô fibra natural!) que, além de garantirem o conforto, reduzem as chances de odores indesejados e são mais elegantes. E, falando em elegância, as roupas apertadas não só são menos práticas como também são escolhas menos elegantes.

Saltos altos não tem espaço na minha vida por conta de uma dor crônica que eu tenho no tornozelo direito, mas mesmo pra quem pode andar de salto eu não recomendo essa escolha para encarar aeroportos e aviões. Nos aeroportos, a gente nunca sabe o quanto vai andar, ou quanto tempo vai ficar em pé, e nem mesmo se vai conseguir um carrinho para empurrar as malas. Para viajar, é preferível usar tênis, ou então optar por sapatilhas. Se você for sair do avião direto pra um compromisso profissional e você queira muito usar salto, recomendo ir de sapatilha e levar o salto na bolsa.

Outro item indispensável num #aerolook é um bom par de óculos escuros. Além de proteger do sol, inclusive nas alturas durante os vôos diurnos, pode esconder as olheiras depois de uma noite mal dormida (ou nada dormida).

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Particularmente, eu não gosto de viajar de mochila, porque me cansa muito mais rápido; já que eu tenho MUITA dificuldade de dormir em avião, eu tento salvar toda a energia que eu puder guardar nessa “rotina de aeroporto”. Isso não significa que eu não viaje de mochila, pelo contrário, tem acontecido até com frequência ultimamente. Mas o jeitinho que eu mais gosto de carregar minhas coisinhas na bagagem de mão é numa mala de rodinhas (preferencialmente daquelas que giram 360˚) com uma bolsa Longchamp Le Pliage, que vai embaixo do banco da frente. Eu sou MUITO FÃ do modelo Le Pliage da Longchamp, tenho de várias cores e tamanhos porque eu uso MUITO; eu confesso que fico até meio perdida quando viajo sem uma delas!

Para os homens, o  #aerolook também deve seguir a máxima do conforto + elegância, e a dica das cores escuras nas roupas também tá valendo. Carregar seus itens pessoais numa bela mochila de couro pode elevar seu look, e também não esqueça seus óculos escuros.

Mala Inteligente = viagem feliz

Foi-se o tempo em que viajar com uma mala grande, lotada de roupas e sapatos, foi sinônimo de segurança. Eu mesma já perdi a conta de quantas vezes voltei pra casa com várias peças de roupa que sequer saíram da mala durante uma viagem, e não existe nada pior do que ter peso morto em viagem.

E o que é um peso morto numa viagem? É tudo aquilo que a gente carrega sem necessidade, que usa uma única vez ou acaba nem mesmo usando, que toma espaço desnecessário dentro da mala e que aumenta o peso inoportunamente.

Pensa aqui comigo: você vai fazer aquele sonhado tour pela Europa nas suas férias, viajando de trem entre uma capital e outra. Enquanto carrega sua mala de um lado pro outro, tomando metrô, subindo escada, o peso parece que vai ficando insuportável, e você começa a listar mentalmente todas as coisas que estão ali dentro, até que se lembra daquela peça extra que você colocou na mala “para o caso de uma necessidade” (pode ser uma calça jeans a mais, uma saia, uma t-shirt, etc). Você vai desejar com todas as suas forças que pudesse voltar no tempo e não colocar aquela peça ali, só pra aliviar o peso que está carregando. Acredite, eu já passei por isso. O mesmo acontece na hora de pegar um vôo e ver que a balança acusou excesso de peso na bagagem; e lá vamos nós pagar taxas exorbitantes cobradas pelas companhias aéreas.

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mala inteligente: planejamento é tudo!

É por isso que eu sou uma veemente defensora da mala inteligente, e tenho tentado diminuir, a cada viagem, o número de coisas que vão pra minha mala e pra mala do marido. O planejamento é uma parte fundamental pra que tudo dê certo: nas nossas últimas férias, eu sabia que ia comprar roupas de inverno (inclusive roupas e meias térmicas), então eu saí de casa com menos de 10 peças, contando a roupa do corpo. Se eu ia comprar até meia, eu não levaria nada que pudesse se tornar um peso morto!

Quanto menos coisas a gente leva, menor a confusão na hora de se vestir, e também na hora de trocar de hotel, se este for o caso (como, por exemplo, no cenário do tour europeu que eu falei ali em cima). É claro que, pra mala inteligente funcionar, é preciso fazer um exercício na hora de organizar a mala, pensando muito bem nas peças escolhidas para que elas combinem entre si e possam ser usadas de maneiras diferentes. No(s) destino(s), pode ser que seja preciso lavar as roupas, dependendo do tempo de viagem em questão.

Para que a mala inteligente dê certo, é importante acertar não só na quantidade de peças mas também na proporção: mais partes de cima do que de baixo. Além disso, ao escolher um grupo de cores coeso, tudo vai combinar com tudo (acredite, é mais fácil do que parece). E eu também sugeriria olhar essa listinha com ideias para uma manutenção bem fácil das suas roupas on the go, elaborada segundo as minhas últimas experiências viajando com menos coisas – e, consequentemente, sendo mais feliz por carregar menos peso de um lado pro outro.

LAVAR A ROUPA NO CHUVEIRO

Essa é a mais básica de todas as dicas: sujou? Então já entra no chuveiro de roupa e tudo. Durante o banho, ensaboa a roupa pra soltar qualquer sujeira ou cheirinho, e, depois de tirar, esfrega rapidinho o que for preciso, e enxágua. Se você achar que aquela peça precisa de um amaciante, é só usar um pouquinho do seu condicionador! Depois que acabar o seu banho, tire o excesso de água (mas cuidado: torcer é ruim pra qualquer roupa! Geralmente eu vou apertando as peças cuidadosamente pra tirar esse excesso de água), pendura num cabide e deixa ventilar. Até em casa eu gosto de deixar as roupas secarem no cabide, porque aí elas já secam esticadas, e evita em 95% dos casos o uso do ferro de passar. Se der pra improvisar um varal no próprio banheiro, melhor ainda. Tudo isso vale também principalmente para as roupas íntimas.

LAVAR SÓ A ÁREA ONDE SUJOU

Caiu um tiquinho de molho na blusa/calça, ou só o cós da calça/short/macacão e/ou o sovaquinho da blusa/vestido estão precisando de uma refrescada? Lava só aquela área na pia do banheiro: vai ser mais rápido pra lavar e pra secar. Aliás, use o secador de cabelo pra secar a área molhada: secar uma peça encharcada com o secador demoraria uma eternidade, mas, nesse caso, vai levar apenas alguns minutinhos. Essa dica de lavar só uma área pequena da roupa pode ser um pouco mais difícil se a peça for delicada e/ou colorida. O que me leva para a próxima dica…

USE OS SERVIÇOS DE LAVANDERIA DO HOTEL

Se uma peça é delicada, ou se você está com medo de estragar, não tema: use os serviços de lavanderia do hotel. Em geral, são bem menos caros do que a gente pensa, e os hotéis costumam entregar tudo limpinho e passadinho em 24h.

ESCOLHA UM HOTEL COM LAVANDERIA

Essa também faz parte do planejamento: quando estiver escolhendo sua hospedagem, tente optar por um hotel que ofereça lavanderia para os hóspedes (Guest Laundry). Isso é principalmente comum nos EUA, mas já vi em alguns hotéis pela Europa também. Geralmente, as lavanderias para uso dos hóspedes contam com lavadora e secadora de roupas, e algumas já disponibilizam sabão e amaciante.

DESCUBRA QUAL A LAVANDERIA MAIS PRÓXIMA 

Você se hospedou em um lugar onde não tem lavanderia para hóspedes, ou mesmo está hospedado na casa de um amigo/parente (pedir pra lavar roupa na casa dos outros é uma tremenda deselegância): pega o Google Maps e já faz a busca pela lavanderia (launderette) mais próxima. Nas nossas andanças, eu e o marido já gastamos o equivalente a menos de R$20 pra lavar e secar 2 máquinas de roupa. Acredite: vale muito mais a pena pagar pra lavar a roupa e separar umas horinhas da programação de férias pra essa atividade do que carregar malas abarrotadas.

MAIS BLUSAS, CAMISAS E/OU CAMISETAS

Se o destino é frio, ou tem temperatura amena, levar camisetas extras para fazer sobreposições ou mesmo usar como segunda-pele vai fazer render qualquer peça que vá por cima. Se o destino for calorento, partes de cima ocupam menos espaço na mala e são mais leves do que partes de baixo.

ESTRUTURE AS OCASIÕES

Saber a programação da viagem, nem que seja mais ou menos, permite organizar uma estrutura para o uso de roupas. Por exemplo: uma única blusa pode ser, primeiro, usada num jantar mais arrumado ou numa ida ao teatro e, depois, usada de dia, pra passear. Se o seu destino for de praia ou incluir uma piscininha, a mesma blusa pode ter um terceiro uso: complemento de praia/piscina.

 

COISAS QUE EU AINDA NÃO TESTEI, JÁ LI SOBRE E QUE PARECEM FUNCIONAR

LEVE UM MINI-STEAMER

Acho que isso é válido principalmente para uma viagem de negócios: o steamer (ferro de passar roupas à vapor) vai deixar sempre sua roupa impecável e cheirosa, e hoje em dia existem vários pequenininhos, próprios pra carregar em viagens. O steamer não só alisa a roupa, mas também higieniza a peça, o que colabora com a sensação de frescor.

DESODORANTE DE ROUPAS

Hoje em dia, existem desodorantes de roupas líquidos ou em folhas, como se fossem lenços umedecidos. Isso pode ser uma boa alternativa para multiplicar o uso das roupas durante as viagens, antes de precisar lavá-las de fato. No caso do líquido, o ideal seria colocar uma quantidade num borrifador – e, caso viaje só com mala de mão, lembre-se sempre de prestar atenção ao limite de 100ml.

 

DICA COMPLEMENTAR

LEVE UMA ROUPA EXTRA

Sim, eu sei que eu falei lá em cima sobre como é horrível carregar peso morto e como é importante evitar carregar o que não é absolutamente necessário. Mas, se tem uma coisa que as minhas viagens me ensinaram, é que a gente nunca sabe o que pode rolar, por mais que a programação esteja bem definida. E, no fim das contas, uma mala inteligente também significa precaver-se para enfrentar qualquer situação com o melhor look possível. Mesmo que eu não tenha nada programado nesse sentido, eu não deixo de levar uma roupa mais arrumada (seja um vestido, ou uma blusa mais elegante), pro caso de uma ocasião importante e inesperada surgir. Numa viagem de inverno, acho importante levar sempre uma roupa de banho (biquíni/maiô/sunga): vai que o hotel tem uma piscina interna ou uma jacuzzi pra aproveitar? E, claro, numa viagem de verão, não abra mão de um casaquinho leve e uma calça comprida (pense em jeans, linho, tencel…): vai que a temperatura cai, ou tem um destino mais frio no meio do caminho? Quem faz uma mala inteligente, está sempre prevenido para tudo!

Looks de viagem no verão europeu

Quando a gente viaja, é claro que a gente quer ficar bonitinha nas fotos: afinal, são estes registros aos quais vamos recorrer quando sentirmos saudade daquela viagem, além de mostrar pra nossa família e nossos amigos.

Mas manter a dignidade nos looks de uma viagem nem sempre é fácil, principalmente quando a ideia é carregar pouca coisa. Some-se a isso as longas horas andando pelas cidades, tomando transporte público, e ainda prestando atenção pra não sofrer um furto (os pick pockets estão por toda parte!) que pode transformar a alegria de uma viagem num transtorno sem fim.

Com o advento das redes sociais, o que a gente mais vê são pessoas lindas e glamurosas passeando por Paris, Berlim, Londres, Nova Iorque, etc etc, com seus saltos altíssimos e suas peças de luxo, porque tem carro à disposição e pode ser até que só desçam do carro pra fazer o #lookdodia ou pra entrar em algum restaurante caríssimo. Na vida real, não é assim que funciona: a gente entra no metrô e no ônibus, caminha pela cidade inteira, torce o pé nas calçadas nem sempre muito bem conservadas, entre outros.

Nas nossas últimas férias, que começaram no finalzinho de maio e se estenderam até o final de junho, a gente quis carregar a menor quantidade de coisas possível, o que naturalmente limitava os meus looks. Mas acho que consegui manter alguma dignidade, mesmo com o calor surreal que estava fazendo em Nice, Cannes, Mônaco, Milão, Berlim, Potsdam e Praga, combinando todas as peças que carreguei, e adicionando uns vestidinhos que comprei ao longo da viagem. Em Vienna, 2 dos 3 dias foram mais frescos; o dia em que fomos à Bratislava também estava um pouco mais fresco. Em Moscou e São Petersburgo estava frio – principalmente em São Petersburgo, onde as temperaturas não passaram dos 12ºC!

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casaco Uniqlo, t-shirt de manga comprida Zara, calça Zara, tênis Converse All Star, mochila Longchamp

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trench coat Burberry, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, t-shirt de manga comprida Zara, mochila Longchamp

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Camiseta de algodão e short jeans Animale, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci e cinto herdado da Mivó

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t-shirt Stradivarius, salopete Mango, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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salopete Mango, t-shirt Zara, mochila Longchamp, sandália Usaflex

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camiseta de algodão e short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex, jaqueta impermeável Zara

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Salopete Mango, camisa de tricoline Zara, mochila Longchamp, tênis Converse All Star

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macaquinho H&M, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, tênis Converse All Star

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vestido H&M, cardigan Tommy Hilfiger, bolsa Chloé, sandália Usaflex

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camiseta de algodão Animale, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, mochila Longchamp

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vestido H&M, mochila Longchamp, sandália Usaflex

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jaqueta impermeável e t-shirt Zara, calça jeans Cantão, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci

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t-shirt de manga comprida Zara, calça Cantão, mochila Fjällräven, tênis Usaflex

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camisa de tricoline Zara, short jeans Animale, mochila Fjällräven

Depois de 28 dias viajando de férias com o marido, voltamos pra Yerevan e eu fui pra Portugal encontrar meus pais! Foi uma continuação das férias, mas os looks foram outros, já que a maioria das peças que usei vieram do Brasil nas malas deles.

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t-shirt Bershka, calça Animale, cinto ABrand, mochila Fjällräven

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suéter Cantão, calça Animale, tênis Converse All Star, mochila Fjällräven, colar Monte Carlo

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t-shirt Bershka, short jeans Animale, mochila Fjällräven, tênis Converse All Star, meia do Mickey comprada na Disney