7 dicas para investir no luxo de maneira inteligente

Quem me segue no Instagram já notou que meus looks do dia costumam ser pontuados por bolsinhas lindas de algumas das renomadas maisons de luxo. Isso porque, desde 2010, eu comecei a “investir na bolsa” e escolher com cautela cada acessório que entra no meu armário, que é pra usar muito as coisas que tem uma qualidade singular e que podem durar muito muito muito tempo na minha vida (preferencialmente, para sempre).

Sou uma entusiasta desse tipo de compra, e gosto de pesquisar modelos incríveis que poderão fazer a diferença no meu vestir diário, mas cada compra desse tipo é feita de maneira super consciente! Resolvi dividir aqui com vocês um pouquinho do meu processo que leva a cada compra de luxo, em 7 dicas para investir de maneira inteligente.

1- Conheça o seu armário

Mais uma vez, a dica de ouro, fundamental pra qualquer compra inteligente: é preciso conhecer o seu armário, saber o que vai fazer a real diferença na hora de montar seus looks. Se isso vale pra qualquer compra, para compras de luxo isso é ainda mais importante, já que a meta é ter a tal peça para sempre e usar muito. Se a sua compra de luxo se encaixar perfeitamente no seu estilo de vida e combinar com tudo do seu armário, você certamente multiplicará os usos, o que diminui o custo por uso daquela peça.

2- Namore MUITO o que você quer antes de comprar

Você TEM QUE AMAR MUITO aquela coisa que você quer comprar, porque é um investimento. Quando você compra uma coisa cara, de luxo, a meta deve ser ter aquela peça PARA SEMPRE e pra usar MUITO – o que não significa comprar só coisas básicas (até porque o conceito de básico é subjetivo). Na minha opinião, é mais fácil aplicar esse princípio aos acessórios, por isso eu prefiro as bolsas. Pesquise muito sobre o item que você quer comprar, inclusive indo na loja pra ver ao vivo e experimentar. Não tenha vergonha de entrar numa loja de luxo e pedir para experimentar uma coisa (ou duas, ou três) e não comprar imediatamente. Olhe-se no espelho vestindo aquela peça, tire fotos, e depois saia pra dar uma volta antes de fazer a compra definitiva.

IMG_0361
experimentando a nano belt na Céline do Le Bon Marché

Já aconteceu comigo, por exemplo, de namorar muito uma bolsa da Céline – a mini luggage -, definir que queria comprá-la e, quando eu cheguei na loja e a experimentei, ela simplesmente ficou horrível pra mim. O formato da bolsa e o tamanho da alça crossbody ficaram péssimos pra minha altura e tipo físico, e então eu acabei não comprando a bolsa. No mesmo dia, experimentei a nano belt mas decidi não comprar naquele momento; quando voltei na loja 2 dias depois, experimentei a nano belt de novo e também a large trio, e foi justamente a large trio que ganhou meu coração e voltou comigo pra casa. Não é que eu não tenha gostado da nano belt, eu gostei e, inclusive, quando vejo essa foto me dá vontade de comprar uma, talvez um dia quem sabe (mas em outra cor) mas, naquele momento, foi a large trio que fez meu coração de fato bater mais forte. Aliás, nessas horas, tirar foto portando a peça (conselho: sempre peça autorização ao vendedor, por uma questão de cortesia e educação) é muito útil, porque você pode rever aquela foto muito tempo depois e considerar se ainda seria uma compra inteligente, se ainda combina com o seu estilo e o seu armário.

3- Pense o propósito da sua compra

Investir numa peça de luxo não pode ser uma compra leviana – aliás, nenhuma compra deveria ser leviana, porém quanto mais dinheiro envolvido na peça, aí é que a gente precisa pensar mesmo na compra. Itens de luxo costumam ter informação de moda, mas um acessório com informação de moda em excesso pode complicar os seus usos no dia a dia. Por isso, as dicas 1 + 2 + 3 andam muito juntinhas, já que conhecer o seu armário e namorar a peça que você quer ajudarão a definir o propósito da sua compra, aumentando as chances de acertar em cheio e não se arrepender nem por um segundo.

4- Estude as marcas e procure aquela com a qual você mais se identifica

Se você quer comprar alguma coisa bacana, mas você ainda não sabe exatamente o que você quer, pense na marca. Saber um pouquinho de história de cada maison de luxo pode ser um ótimo meio de saber se aquela peça se encaixa na sua vida, se tem a ver com o seu estilo, se você se identifica. Essas compras mais pensadas precisam envolver pesquisa. Por exemplo, quando o Alessandro Michele entrou na Gucci, ele revolucionou a marca e foi um boom de Gucci por tudo quanto é lado: lembro que, quando comprei minha primeira bolsa da maison italiana (lá nos idos de 2010), a marca não tinha a mesma potência fashion que tem hoje, tanto que eu escolhi um modelo bem basicão; já a minha última compra da Gucci, no ano passado, foi uma bolsa cheia de informação de moda, em camurça azul com couro vermelho no modelo Ophidia, que foi resgatado pelo Michele nos arquivos da maison de Florença da década de 1970 e tem uma pegada vintage que eu adoro.

5- Faça a matemática do custo por uso

Se você compra uma coisa muito barata e não usa nunca, o custo por uso desta peça foi altíssimo. Se você compra uma coisa cara (do tipo do investimento que estamos falando aqui) e usa muito, o custo por uso dessa peça cai. Eu gosto de pensar no custo por uso como uma versão aprimorada do custo-benefício porque, na verdade, custo-benefício é uma coisa ainda mais relativa e que eu acho que não presta muito para compras de luxo. Por sua vez, o custo por uso é bem mais objetivo: se eu compro uma bolsa de US$1000 e uso 100 vezes, o custo por uso foi US$10; mas se eu compro uma bolsa de US$50 e uso duas vezes, o custo por uso foi de US$25.

IMG_6029

A vasta maioria das minhas bolsas tem um custo por uso baixíssimo, porque eu as uso muito, e eu compreendi que, particularmente, não adianta eu ficar comprando bolsas muito baratinhas, porque eu perco o interesse rápido e o custo por uso delas fica muito alto; já as bolsas mais caras, que tem uma qualidade superior e costumam carregar uma história herdada da maison, despertam muito mais o meu interesse e me fazem ter muito mais vontade de escrever a minha própria história tendo-as como acessórios. O mesmo aconteceu com meu trench coat da Burberry (por enquanto, minha única roupa de luxo): ele foi caro sim, porém o custo por uso dele ficou baixíssimo já nos 5 primeiros meses, pois eu o uso muito desde que o comprei.

6- Não descarte os outlets

Seja em viagens ou mesmo no Brasil (que agora tem marcas renomadas em alguns outlets pelo país), não deixe de pesquisar nos outlets as muitas opções de luxo. De novo, a compra tem que ser pensada, estudada, que tenha um propósito na sua vida e, preferencialmente, com um custo por uso maneiro. Se a ideia é ter aquela peça para a vida toda, não precisa comprar na loja com preço cheio, e o outlet tem a redução do preço simplesmente porque não são mais da estação, enquanto as peças continuam sendo incríveis. É fato que no outlet é mais difícil de planejar tanto, porque nem sempre a gente sabe o que vai encontrar por lá, e aí o conhecimento profundo do seu armário vai te ajudar e muito a definir se a compra vai encaixar no seu estilo de vida.

7- Se o orçamento permitir, siga o seu coração

É, eu sei, eu falei tanto no planejamento, na importância de pesquisar, etc, etc, pra agora falar pra você simplesmente seguir o seu coração? Sim, e isso é absolutamente coerente com todo o resto que escrevi! Basta olhar o exemplo que dei na dica nº 2: eu experimentei 3 bolsas na Céline (me recuso a escrever sem o acento agudo) pra acabar comprando aquela que, no fim das contas, fez o meu coração bater mais forte. É lógico que eu fiz isso porque já tinha pesquisado a história da maison, estava querendo há muito tempo adicionar uma bolsa dessa marca francesa ao meu armário, mas no fim das contas o modelo que eu tinha planejado comprar não funcionaria pra mim e, ao invés de simplesmente desistir da compra, experimentei outros modelos e deixei meu coração decidir – tudo dentro do orçamento, sem a menor chance de me deixar no vermelho.

IMG_5606
o meu chapéu da D’ESTRËE

Algo semelhante aconteceu com o chapéu da D’ESTRËE que é o meu xodó. Eu amo chapéus desde que me entendo por gente e, ao conhecer essa marca francesa super chique e cool, eu não resisti e comprei um chapéu azul. Naquele dia, eu não tinha a menor intenção de comprar mais um chapéu pra minha coleção, muito menos um de uma marca de luxo, mas ele era lindo demais e combinava demais com as outras coisas que moram no meu armário pra eu simplesmente ignorar as palpitações do meu coração ao experimentá-lo. Mesmo tendo sido uma compra cara, o custo por uso dele já se tornou baixíssimo porque eu o uso muito. Por isso que é importante, também, seguir o coração se o orçamento permitir. Assim, a sua compra ainda será consciente e inteligente, e você viverá a sensação luxuosa de comprar algo incrível sem tanto planejamento.

Os looks da première mundial de Crimes of Grindelwald em Paris

Pra quem ainda não sabe, eu sou fã confessa do Wizarding World criado por J. K. Rowling, que começou com Harry Potter e agora encanta com a série de filmes Fantastic Beasts. Ontem teve a première mundial do 2º filme da série – Crimes of Grindelwald – em Paris, e venho aqui analisar os looks do elenco que riscou o red carpet montado no 12ème arrondissement! Essa análise pode ser bem enriquecedora quando observamos os truques de styling que vão para o tapete vermelho e que podem ser aplicados no dia a dia!

5949264-6368993-image-a-54_1541708364928.jpg

Vamos começar por ela, a rainha de tudo, J. K. Rowling, também conhecida como tia Jo! Ela usou um longo verde maravilhoso, que eu tenho 99% de certeza de que está na cartela de cores dela.

gettyimages-1059193974-1024x1024.jpg

Joanne Rowling é ruiva de nascença e, embora já tenha tido fases mais loira, está assumindo o ruivo com louvor nos últimos anos. Durante a transmissão ao vivo, deu pra ver claramente o quanto o vestido verde acendeu o cabelo ruivo, o olho brilhando, a pele ficou viçosa, e ela ficou ainda mais bonita.

5945454-6368993-image-m-65_1541703589672.jpg

Tia Jo foi acompanhada do marido, Neil Michael Murray, que escolheu cruzar o red carpete de kilt! Eu particularmente adorei o styling, e amei que o tartan de Neil tem um tom de verde muito próximo da cor do vestido da tia Jo, criando uma harmonia visual entre o casal.

5944430-0-image-a-1_1541701339916.jpg

Outro casal digno de destaque foi Eddie Redmayne (Newt Scamander) e Hannah Bagshawe. Eddie estava super elegante com um terno cinza e casaco caramelo, e o equilíbrio das cores ficou maravilhoso: eu acho que o Eddie tem subtom de pele quente, então a frieza do cinza fica mais aquecida com o casaco caramelo e a gravata vinho. Repare bem como os olhos do Eddie brilham! Hannah, que recentemente deu à luz ao segundo filho do casal, escolheu um Dior couture da coleção de primavera/verão 2018. O vestido é uma verdadeira obra de arte, parte de uma coleção inspirada pelos efeitos ousados do Surrealismo. Só tenho um pouco de dúvidas sobre o penteado escolhido: preso, com certeza, mas acho que um pouco mais de volume talvez tivesse ficado mais interessante!

gettyimages-1059198110-1024x1024.jpg

Embora eu tenha um pouco de implicância com vestido sobre calça, Katherine Waterston (Tina Goldstein) estava bem chique com esse vestido de tule por cima de calça de alfaiataria. O vestido tinha um volume interessante, que Katherine fazia questão de acentuar para as fotos ao levar as mãos aos bolsos da calça. Durante a transmissão, a atriz confessou que estava sentindo frio, e me solidarizei com ela.

gettyimages-1059197968-1024x1024.jpg

Zoë Isabella Kravitz (Leta Lestrange) escolheu um Yves Saint Laurent tomara-que-caia preto & rosa de paetês. Por mais que eu ache a Zoë maravilhosa, esse Saint Laurent foi uma escolha bem ruim pra ela, e eu explico: a primeira coisa que a gente nota quando observa a atriz é que o vestido está ultra apertado e provavelmente bastante desconfortável! Fica difícil até de notar a cara da atriz quando os seios estão praticamente pulando pra fora do vestido. Ademais, estamos no meio do outono, e as temperaturas já não pedem ombros de fora assim. Uma pena, porque a Zoë é uma das referências de estilo desse elenco! Vamos ver o que ela vai escolher para a première de Londres na próxima terça-feira!

gettyimages-1059194112-1024x1024.jpg

Callum Turner (Theseus Scamander) interpreta o par romântico de Zoë no filme, e foi correto de costume. Durante a transmissão, deu pra ver que ele estava claramente se divertindo muito na première, e certamente a escolha de um costume corretamente ajustado ao ator contribuiu para isso – afinal, roupa apertada ou larga demais pode atrapalhar e muito um ser humano!

gettyimages-1059193732-1024x1024.jpg

Quem também escolheu um modelo Yves Saint Laurent foi Claudia Kim (Nagini). Naturalmente faltou coordenação dos looks entre as atrizes, já que ambas escolheram modelos em paetê preto da mesma maison! Claudia fez uma escolha mais inteligente: o vestido parece que foi feito pra ela, e ao optar por mangas compridas ficou mais adequado à temperatura outonal (compreendo as pernas de fora, tem muita gente que ainda está andando assim mesmo com os termômetros marcando 6ºC!). Eu particularmente gostaria de vê-la com uma roupa verde escura no red carpet! Quem sabe na première de Londres?!

5947156-6368961-image-a-28_1541704943414.jpg

Ezra Miller (Credence Barebone) não surpreendeu ao surpreender! Calma, eu explico: Ezra é certamente o mais excêntrico do elenco, e os looks dele sempre fogem do óbvio. Por isso eu não fiquei surpresa ao vê-lo com um look Moncler que seria super adequado para temperaturas baixíssimas e muita neve, embora essa saia(?) talvez fosse um pouco inconveniente. Pra mim, Ezra compareceu vestido de Obscurus, que, no universo criado por Rowling, é uma força mágica das trevas parasitária, desenvolvida por um bruxo quando tem sua magia suprimida física ou psicologicamente. No primeiro filme da série (Fantastic Beasts & Where to Find Them), nós vimos que Credence é hospedeiro de um Obscurus!

gettyimages-1059197522-1024x1024.jpg

Entre as estrelas femininas, o meu look favorito da noite foi certamente o da Alison Sudol (Queenie Goldstein). Alison foi de Lanvin e eu achei que ela ficou uma visão com essa roupa, cabelo e maquiagem! Eu tenho um palpite de que Alison tenha subtom de pele frio e seja inverno puro (ela fica MUITO bem de branco, o que pode ser um indicativo da cartela de cores da atriz e cantora), e a escolha do azul marinho metalizado próximo (mas nem tanto) do rosto foi muito inteligente: repara como o olho dela BRILHA!

gettyimages-1059193710-1024x1024.jpg

Dan Fogler (Jacob Kowalski) também não quis passar frio e jogou um casaco por cima do costume. A solução seria ótima (basta ver como Eddie fez o mesmo e acertou em cheio), se o restante do look estivesse correto. A impressão que eu tive durante a transmissão, e que fica reforçada com essa foto, é de que o costume não estava adequadamente ajustado: o paletó parece um pouco apertado (a ponto de não abotoar mais um botão?!), e parece que faltou bainha na calça. O caimento perfeito teria beneficiado – e muito – o nosso querido Dan!

gettyimages-1059193512-1024x1024.jpg

Aparentemente também que faltou ajuste pra William Nadylan (Yusuf Kama)! O paletó parecia bem apertado. Eu também tenho um pouco de problema com costume sem gravata, sei lá, parece que fica faltando alguma coisa. Uma solução ótima teria sido trocar o paletó de costume por um blazer usado aberto; um tweed em tons frios talvez? Eu tenho a impressão de que ia ficar bem melhor.

Na minha humilde opinião, o campeão no styling foi Jude Law (Albus Dumbledore). O ator misturou várias texturas, o que enriquece o visual, e usou essa scarf, que tem sido sua marca registrada, a seu favor; tem truque de styling ao dar esse nó quase de gravata! O blazer de veludo azul repete a cor dos olhos do ator, o que é um truque de styling excelente e faz não só os olhos brilharem mas a pele também fica com mais cara de saúde. Ainda sobre o blazer, eu adorei o detalhe da gola levantada para mostrar a estampa.

A Croácia e a história da gravata

Dia 18 de outubro é comemorado o dia da gravata. Mas o que isso tem a ver com a Croácia?

A gravata foi uma invenção Croata: a antecessora da gravata moderna foi usada pioneiramente como item de vestuário pelos soldados croatas no século XVII, durante a guerra dos 30 anos na França.

O Rei Louis XIII contratou mercenários croatas que usavam um lenço vermelho em volta do pescoço como parte do uniforme. Enquanto estas primeiras gravatas cumpriam uma função ao amarrar as golas das jaquetas, também cumpriam função decorativa, e criavam um look do qual o Rei gostava. Na verdade, ele gostou tanto que ele transformou estas gravatas em acessório obrigatório nos encontros reais, e, para honrar os soldados croatas, batizou esta peça do vestuário como La Cravate.

O registro mais antigo de uma pessoa usando uma gravata é uma pintura do grande poeta croata Ivan Gundulic que data de 1622, na qual Gundulic usa um lenço em torno do pescoço usado como uma cravat.

640px-de_gondola-222x300
Ivan Gundulic

A palavra em francês “cravate” é uma derivação de “Croate”. Por sua vez, a palavra “cravat” como foi adotada pelos croatas deriva do nome francês da gravata. A cravat é um símbolo croata, conhecido e reconhecido em todo o mundo e, desde 2008, o dia 18 de outubro celebra a cravat, como declarado pela Academia Cravatica.

Pelas ruas de Zagreb, os monumentos estão adornados com gravatas vermelhas, incluindo as estátuas do Rei Tomislav e Ban Josip Jelacic.

Musée Yves Saint Laurent em Paris

Estava devendo este post faz tempo! Em março, visitei o Musée Yves Saint Laurent, inaugurado recentemente em Paris. Desde outubro de 2017, o endereço 5 avenue Marceau abriga um museu dedicado à vida e aos trabalhos desse verdadeiro artista da moda, no lugar onde, outrora, funcionava a maison de couture de Saint Laurent.

85

Yves Mathieu-Saint-Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia. Filho de Lucienne e Charles Mathieu-Saint-Laurent, que dirigia uma companhia de seguros e era dono de uma cadeia de cinemas. Yves e suas duas irmãs, Michèle e Brigitte, cresceram no coração da brilhante sociedade de Oran. Nos bancos da escola primária e nas cadeiras do colégio, o jovem rapaz tímido e sensível consumia com assiduidade a literatura e as revistas de moda da sua mãe.

IMG_0132
“As modas passam, o estilo é eterno.”

Aos 13 anos, na sua cidade natal, Yves assistiu a uma apresentação da Escola Feminina, junto de Louis Jouvet. As decorações eram de Christian Bérard, um artista-prodígio, e que foi para Yves um grande choque. Na época, existiam turnês teatrais de qualidade extraordinária, e foi assim que o jovem Yves pode descobrir “La Machine Infernale” de Jean Cocteau, com Jean Marais, Elvire Popesco e Jean-Pierre Aumont, com as decorações de Bérard. Em seguida à tais descobertas, Yves constrói seu “Illustre Petit Théâtre”, uma miniatura sobre a qual os personagens de papel vestiam os trajes inventados pelo jovem rapaz. Essa paixão se junta ao seu amor pela literatura, e ele escreve seus primeiros poemas. Foi durante a adolescência que Yves Saint Laurent descobriu, com admiração, a obra de Marcel Proust, que continuaria a fascinar-lhe por toda a sua vida. Os primeiros croquis de figurinos de Yves Saint Laurent deixaram claros o seu dom para o desenho.

Entre 1953 e 1954, Yves começa a imaginar a maison de couture dos seus sonhos: “Yves Mathieu Saint Laurent Haute Couture Place Vendôme”. As revistas de moda preferidas de Lucienne, sua mãe, passam a ser recortadas por Yves, que selecionava as silhuetas das suas manequins preferidas e cria um guarda-roupas inteiro de papel, usando também guache e/ou aquarela.

Em 1953, aos 17 anos, Yves Saint Laurent participou do concurso anual do Secretariado Internacional da Lã, com um juri composto de célebres couturiers como Hubert de Givenchy e Christian Dior. O Secrétariat International de la Laine representava os produtores de lã do Hemisfério Sul, e se incumbia de promover o material, natural ou sintético. Este concurso contemplava três categorias: casacos, alfaiataria e vestidos. Yves Saint Laurent recebe o prêmio de terceiro lugar na categoria de vestidos, que ele vai receber em Paris acompanhado de sua mãe. Na sua primeira visita à capital francesa, Yves se encontra com Michel de Brunhoff, redator chefe da revista Vogue, que era conhecido de seu pai. A influência de seu pai será decisiva ao encorajá-lo a perseverar em tudo enquanto se aplicava para tornar-se bacharel.

Em setembro de 1954, Yves Saint Laurent se instala em um pequeno quarto no número 209 do Boulevard Pereire em Paris, e começa a estudar na Câmara Sindical de Costura. Em novembro do mesmo ano, ele participa em outro concurso do Secrétariat International de la Laine e, desta vez, ganha o primeiro e o terceiro prêmios na categoria de vestidos, entre os 6000 desenhos anônimos enviados. O modelo que ganhou o primeiro prêmio – um vestido coquetel em crepe preto – foi costurado nos ateliês de Hubert de Givenchy. Karl Lagerfeld, com 21 anos, ganhou o primeiro prêmio na categoria de casacos daquele mesmo concurso.

Yves e Michel de Brunhoff continuaram se correspondendo. Em junho de 1955, o jovem apresenta a Brunhoff alguns croquis. O redator chefe da Vogue Paris fica estupefato com a semelhança dos traços desenhados por Christian Dior, e decide mostrá-los a ele. Em 20 de junho de 1955, Yves Saint Laurent se encontra com Christian Dior no número 30 da Avenue Montaigne. Igualmente impressionado pelo talento do jovem, Dior o contrata imediatamente para trabalhar com ele. Um dos primeiros vestidos de Yves Saint Laurent na Dior foi imortalizado por Richard Avedon na famosa foto “Dovima et les éléphants”, fotografada no Cirque d’Hiver. Naquela época, Saint Laurent reencontra as manequins-vedettes Victoire Doutreleau e Anne-Marie Muñoz, que se tornaria sua colaboradora no estúdio depois da criação da sua maison de couture.

Ao longo de pouco mais de dois anos, Yves Saint Laurent vai aprender, ao lado do mestre Christian Dior, todos os segredos do meio do couturier. Entre desenhos de croquis e peças piloto, eles criaram juntos coleções de cerca de 200 modelos. Fica confiada à Yves a tarefa de decorar as boutiques, além de participar da confecção de muitos vestidos de alta costura. Yves Saint Laurent ganha rapidamente a confiança de Christian Dior, que lhe confia mais responsabilidades.

Em 24 de outubro de 1957, Christian Dior morre de ataque cardíaco enquanto se tratava em Montecatini, na Itália. Conforme tinha sonhado, Yves Saint Laurent, com apenas 21 anos, sucede M. Dior e é nomeado diretor artístico da maison de couture. Se, naquela época, eles ainda não se conheciam, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé estiveram no enterro de Christian Dior. Pierre Bergé era amigo íntimo de Dior. Poucos meses depois, Yves e Pierre se conhecem.

Enquanto o mundo ainda chorava a morte de Dior, Yves Saint Laurent não tinha muito mais do que alguns meses para preparar a coleção de primavera/verão de 1958, com apresentação prevista para o dia 30 de janeiro. Ele volta para Oran, como era seu hábito, para desenhar os croquis que apresentaria em seguida: em 15 dias, ele tinha mais de 600 desenhos.

Às 10h da manhã do dia 30 de janeiro de 1958, uma quinta-feira, a primeira coleção de Yves Saint Laurent para Christian Dior estava prestes a ser apresentada; todos estavam impacientes, desde a imprensa internacional até Pierre Bergé que assistia, ao lado de Bernard Buffet, ao seu primeiro desfile de moda. Uma hora mais tarde, Yves foi ovacionado. A imprensa estava eufórica em imortalizar os primeiros passos do “Petit Prince de la mode”, o mais jovem couturier do mundo enquanto admiradoras choravam de felicidade. Os modelos eram refinados com linhas geométricas. A silhueta era diferente daquele New Look definido por Dior em 1947. Os vestidos não seguiam mais os corpos: eles flutuavam e se apoiavam mais nos ombros do que na silhueta – e eram, portanto, mais leves.

O reencontro entre Pierre Bergé e Yves Saint Laurent aconteceu alguns dias mais tarde, em um jantar organizado por Marie-Louise Bousquet, diretora da edição francesa da revista americana Harper’s Bazaar. Poucos meses depois, Pierre e Bernard Buffet terminam seu relacionamento, e o casal fora de série Yves e Pierre nunca mais se separa. Essa verdadeira comunhão de vida formará a base para a fundação da maison de couture de Yves Saint Laurent em 1961.

Depois de comandar seis coleções na maison Dior, em setembro de 1960, o conflito na Argélia se intensifica e Yves Saint Laurent é convocado aos frontes de batalha. Tomado por uma depressão, ele é hospitalizado no Val-de-Grâce. A maison Dior decide removê-lo de seu cargo, escolhendo Marc Bohan para substituí-lo. Quando Pierre Bergé contou a Yves esta decisão da maison Dior, Saint Laurent lhe disse que eles criariam uma maison de couture juntos, e que Pierre seria o diretor.

Assim, Pierre Bergé começou a coletar os fundos necessários para fundar uma maison de couture. Ele vendeu seu apartamento na Île Saint-Louis, e assinou um contrato com um investidor americano. Enquanto isso, Yves Saint Laurent já dava suas primeiras entrevistas antes mesmo da abertura da sua maison. Em seguida, a maison se instala no número 11 da rue Jean-Goujon, nos antigos ateliês Manguin, onde Christian Dior, em 1945, pensou em abrir sua própria maison antes de decidir pelo número 30 da Avenue Montaigne. As instalações na rue Jean-Goujon são provisórias, esperando que as obras no número 30 bis da rue Spontini terminem para abrigar definitivamente a maison, no antigo hôtel particulier do artista Jean-Louis Forain. No dia 4 de dezembro de 1961, a maison abre as suas portas, e o primeiro vestido, chamado “00001”, é entregue à Patricia Lopez-Willshaw, personalidade importante do Café Society no pós-guerra.

Desde o começo, Yves Saint Laurent buscava inspiração no vestuário masculino. Em 1962, ele busca o caban, um casaco de lã usado pelos oficiais da marinha para proteger-lhes do frio. Era uma peça de vestuário prática, de formas simples que esculpiam a silhueta. O fato de que o caban não era ajustado e que cobria os quadris era uma vantagem para as mulheres que não ousavam usar calças compridas e buscavam uma silhueta mais feminina.

O caban abre o desfile de 1962 como a primeira peça a ser apresentada. A manequim vestia o caban combinado a uma calça de shantung branca e mules. Esse look definia o estilo Saint Laurent, que pegava emprestado peças do vestiário masculino para dar às mulheres mais conforto e confiança. O couturier continuaria a desenvolver o navy look de maneira elegante, e de maneira mais notável na coleção de 1966.

O trench coat é outro exemplo do estilo de Saint Laurent, que mais uma vez toma emprestado do vestuário masculino uma peça a ser incorporada no guarda-roupa feminino. Yves Saint Laurent conserva as mangas raglan, a abotoação dupla e o cinto que passa a acentuar a silhueta feminina. Por sua vez, Yves reinventa o tamanho do trench coat, que, originalmente, cobria as panturrilhas. O trench coat passa a vestir e acentuar as curvas do corpo feminino, e é até hoje uma peça essencial do vestiário feminino.

Em 1964, a maison Yves Saint Laurent lança seu primeiro perfume, Y. Em 1965, o diálogo com a arte é traduzido numa coleção de vestidos que homenageavam Piet Mondrian.  O jersey de lã, trabalhado com detalhes, nunca tinha aparecido em outra coleção de couture, e permitia a Yves Saint Laurent transpor a matéria artística pintada em material têxtil, destacando o senso geométrico do pintor holandês. Para esta coleção, Saint Laurent desenhou sapatos que foram feitos por Roger Viver: eram scarpins pretos enfeitados por uma grande fivela quadrada em metal dourado ou prateado. Estes sapatos foram escolhidos para Catherine Deneuve no papel de protagonista do filme Belle de Jour, e o sucesso foi tamanho que os sapatos passaram a ser conhecidos pelo nome do filme.

No ano de 1966, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé visitam o Marrocos pela primeira vez. O casal se apaixona pelo país imediatamente, a ponto de apresentar uma proposta de compra para uma pequena casa na medina de Marrakesh, Dar el-Hanch (a casa da serpente). A partir de então, Yves passará a visitar o Marrocos várias vezes por ano para desenhar suas coleções. Em 1974, o casal consegue finalmente comprar Dar el-Hanch, situada próxima ao Jardin Majorelle. Em 1980, o casal decide comprar também a Villa Oasis e o Jardin Marjorelle.

No mesmo ano, Yves Saint Laurent se torna o primeiro couturier a abrir uma boutique de prêt-à-porter com seu próprio nome. Durante os anos 1960, a evolução da sociedade tornava cada vez mais obsoletas as regras impostas pela alta costura, e um número crescente de mulheres desejava se vestir de maneira elegante e acessível. Yves Saint Laurent dá voz à sua vontade de criar roupas para todos, e não apenas para aqueles mais ricos, abrindo a sua primeira loja no dia 26 de setembro de 1966 no número 21 da rue de Tournon, no 6e arrondissement de Paris (SAINT LAURENT rive gauche). Ele não fazia do prêt-à-porter um derivado da alta costura com preço mais baixo, mas sim lança uma linha completa à qual ele dedicou a mesma atenção. O sucesso é incontestável: em 1968, abre sua primeira boutique além-mar em Nova Iorque, e no ano seguinte em Londres. Em 1969, Yves Saint Laurent abre sua primeira boutique de prêt-à-porter para os homens.

Na coleção de outono-inverno de 1966, Saint Laurent introduz a peça mais icônica do seu estilo: o smoking. Originalmente, era uma vestimenta masculina reservada ao ambiente de fumo, com o objetivo de proteger as outras peças de roupa do cheiro do cigarro. O smoking Saint Laurent não era uma simples cópia da peça masculina: ele utiliza todos os códigos para adaptar a peça ao corpo feminino. Muito inovador, a princípio não fez muito sucesso com os clientes da haute couture, passando muito tempo sem vender um único exemplar. Paradoxalmente, foi um sucesso de vendas na versão SAINT LAURENT rive gauche. A clientela mais jovem amou aquela inovação. O smoking se tornou, então, um clássico, revisitado em todas as suas coleções até 2002.

Yves Saint Laurent introduz a primeira saharienne nos desfiles de 1967, mas era um modelo único fora de coleção, imaginado para uma reportagem fotográfica da revista Vogue Paris, o que consagrou aquela peça rapidamente como um clássico. Com a saharienne, Yves Saint Laurent afirma a definição do seu estilo que pega emprestado dos códigos de vestimenta masculinos para revolucionar a moda feminina. Para a saharienne, ele se inspira pelo equipamento da Afrikakorps e, de maneira geral, dos modelos vestidos pelos homens ocidentais na África. A saharienne, em gabardine de algodão, é uma peça confortável e adaptada ao calor. Com Yves Saint Laurent, ela se torna um símbolo perfeito de libertação, impulsionado pelos anos 1960, mas também uma nova forma de sedução. Desde 1969, a saharienne está disponível em prêt-à-porter na boutique SAINT LAURENT rive gauche, e seu sucesso é imediato.

Como a saharienne, o macacão faz sua primeira aparição na apresentação da coleção de primavera-verão de 1968. Saint Laurent se inspira a partir de uma vestimenta funcional dos aviadores. Na versão masculina, há bolsos práticos e uma silhueta que não revela as formas. Yves inova ao criar um macacão que destaca as formas do corpo feminino: o macacão ajustado desenha uma silhueta muito elegante.

Não se pode falar em Yves Saint Laurent e não lembrar da coleção escandalosa de 1971. Em 29 de janeiro daquele ano, Saint Laurent apresenta a coleção chamada “Libération” ou “Quarante”, inspirada pela moda dos anos 1940, marcada pela guerra. Paloma Picasso inspira o couturier, porque ela se vestia com roupas mais velhas e de brechó. Vestidos curtos, solas baixas, ombros quadrados, maquiagem borrada, referencias à Paris da época da ocupação: tudo isso foi um escândalo. Violentamente criticado pela imprensa, a coleção dá eco à corrente retrô que tomará rapidamente as ruas.

Em 1974, a maison de couture Yves Saint Laurent, situada desde a sua criação em 1961 na rue Spontini, se muda para um hôtel particulier no número 5 da avenue Marceau. Este endereço vivia de acordo com o ritmo das coleções. A maison abrigava o estúdio onde trabalhava Yves Saint Laurent com seis ou sete colaboradores, e os ateliês de couture onde as criações eram realizadas por cerca de 200 costureiros e costureiras. No piso térreo, nos salões, as clientes eram recebidas individualmente para encomendar os modelos que desejavam.

Em 7 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent anuncia, numa coletiva de imprensa, que ele encerrava ali a sua carreira e fecha a maison de couture. Dois anos mais tardes, depois de muitos trabalhos, a Fundation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent abre suas portas naquele mesmo endereço, abrigando o Musée Yves Saint Laurent Paris a partir de outubro de 2017.

No dia 1º de junho de 2008, Yves Saint Laurent morre em Paris, aos 71 anos. Seu velório foi organizado na Igreja Saint-Roche, contando com a presença de muitas personalidades políticas e culturais, como o então Presidente da República Francesa Nicolas Sarkozy. Foram instalados muitos telões na área externa para que todos os admiradores pudessem homenagear e se despedir deste grande ícone. Pierre Bergé fez um discurso emocionado sobre aquele que foi seu companheiro de vida por 50 anos.

 

 

Midi, o comprimento mais chique

Que me perdoem os curtos e os longos, mas o midi é o comprimento mais chique para os nossos looks! Se o tecido tiver um belo caimento, o visual sofisticado está garantido, mesmo que façamos escolhas simples e práticas! Quer ver?

img_1775
chapéu Parfois, t-shirt Zara, óculos Ray Ban, saia Forever 21, tênis Converse All Star (e mochila Fjällräven Kånken)

No último final de semana, fizemos uma road trip até Tbilisi, a capital da Geórgia. Mais do que aplicar os conceitos da mala inteligente, eu realmente não queria levar muita coisa pra um final de semana rapidinho de verão! Então advinha qual foi a peça chave que eu escolhi? Isso mesmo, uma saia midi!!

Essa saia midi azul marinho da Forever 21, que eu comprei há uns 3 anos, tem a cintura de elástico (= conforto!) e umas pregas bem suaves, que garantem o caimento perfeito do tricoline. E ela tem bolsos, que são sempre bem vindos em viagens!

img_1751
chapéu Parfois, óculos Ray Ban, t-shirt Alhma, bolsa Gucci, saia Forever 21, sandália Usaflex

Nessa outra foto, a mesma saia (e o mesmo chapéu) com outra t-shirt e outro sapato, num combo escolhido pra ficar super confortável no carro (a viagem entre Yerevan e Tbilisi dura cerca de 5h!!) e que ficou bastante adequado pra paradinha que fizemos no Lago Sevan.

 “Ah, mas midi é um comprimento ingrato! Nem todo mundo pode usar!”

Gentes, eu tenho 1,62m – ou seja, não sou exatamente alta! – e adoro usar saia midi! E minhas pernocas são bem roliças também. O comprimento midi definitivamente faz parte da minha vida, e se encaixa perfeitamente no meu estilo e no meu dia a dia. Para escolher o midi correto pra você, aqui estão algumas dicas interessantes, que independem do seu tipo físico:

  • escolha um comprimento que fique ligeiramente acima da metade da sua panturrilha;
  • opte por um tecido leve e com caimento perfeito, que não adicionará muito peso ao seu look. Nesse caso, é melhor evitar malhas! As malhas costumam ser mais pesadas e marcar tudo o que (geralmente) queremos esconder;
  • marque a sua cintura! Mesmo se você pensar que não tem uma cintura, ela existe, e está só esperando ser descoberta;
  • e escolha uma silhueta A, que costuma ficar bem em todo mundo e cria uma silhueta perfeita com muita elegância.

Ao escolher uma saia ou um vestido midi, você garante uma certa elegância sem precisar de muito esforço. O comprimento midi chama a atenção positivamente, mesmo sem muitos acessórios! É como se fosse um atalho para um look chique!

Copa do Mundo: looks pra torcer com estilo

Quem aí ama futebol? Eu sou do time de apaixonados por futebol, e fico ainda mais empolgada em época de Copa do Mundo! Não tô perdendo um jogo, e hoje é a estreia do Brasil no campeonato mundial! Haja coração!

E foi-se o tempo em que a única opção para o look da torcida era a camisa oficial do Brasil! Embora ela continue sendo favorita em muitos casos, já tem algumas Copas em que as marcas de moda feminina investem pesado em coleções lindas pra gente torcer com muito estilo. Nesse post, quero fazer um apanhado dos meus looks favoritos pra torcer muito pelo Brasil!

Brasil (Amaro)
Amaro – R$99,90

A Amaro fez um vestidinho bem básico e bem fofo de malha de algodão, pra ficar fresquinha e no clima da torcida.

Brasil (Dress To) 01

Já a carioca Dress To fez uma coleção cápsula inteirinha dedicada ao Brasil, cheia de opções fofas pra torcer com muito estilo.

litt brasil

Outra marca que fez opções lindas pras torcedoras foi a LITT’, do grupo Agilità. Essas tshirts tem uma pegada mais chique, bem coerentes ao DNA da marca, e também são modelos mais exclusivos.

Não podia deixar de falar da coleção ma-ra-vi-lin-da que o Coletivo Lírico desenvolveu para a Copa! Essa marca slow fashion de t-shirts já ganhou meu coração faz tempo, e eu queria a coleção in-tei-ri-nha! Os preços das t-shirts dessa coleção especial futebolística variam entre R$89,90 e R$99,90, o frete é grátis nas compras acima de R$189 e, em dia de jogo do Brasil, rola promoção com código de desconto de acordo com o número de gols da Seleção Canarinho!!

farm.jpg

Mas quando o assunto é coleção cápsula pra Copa, não tem pra ninguém: é a Farm que investe mais pesado e coloca à venda uma infinidade de modelos e opções que é pra torcer de verde, amarelo e azul da cabeça aos pés!

E você já escolheu o look pra hoje? E pros próximos jogos? Conta aqui pra mim!

Mas o mais importante mesmo é torcer de todo o coração e curtir muito essa época feliz que é a copa do mundo!

Musée des Arts Décoratifs: Margiela, les années Hermès

Como parte da programação do curso Paris Style Week, visitamos a exposição Margiela, les annés Hermès, em exibição no Musée des Arts Décoratifs até o dia 22 de setembro de 2018. Esta exposição celebra os anos em que Martin Margiela esteve à frente de uma das principais maisons francesas no escopo da “Saison Margiela 2018 à Paris“!

Entre 1997 e 2003, Margiela comandou a direção criativa da Hermès, e esta homenagem apresenta, pela primeira vez na França, as coleções femininas de prêt-à-porter que o estilista desenhou para a célebre maison parisiense, sem perder a identidade das criações da sua própria maison. Entre a desconstrução inovadora e o luxo atemporal, as silhuetas dialogam entre si, expressando e dando voz à visão particular de Martin Margiela. Estes dois universos, muito próprios desse designer, constituem o ponto de partida da exposição, cuja direção artística é do próprio Margiela.

Considerado um dos criadores mais atípicos e misteriosos da sua geração, Martin Margiela faz parte do seleto grupo de estilistas que radicalizou e renovou bruscamente o universo da moda. Depois de fundar sua própria marca, a Maison Martin Margiela, em 1988, ele decidiu, desde o início, que faria do anonimato uma das suas características essenciais, recusando o aparecimento do seu nome nas suas criações, adotando a etiqueta branca costurada nos quatro cantos como sua marca registrada. O famoso “blanc de Meudon” é escolhido como assinatura dos seus desfiles. Desde o início, Margiela desenvolve um trabalho contra a corrente da época da logomania e da padronização, e se destaca em seu meio. Ele surpreende com seus cortes construídos-desconstruídos, suas silhuetas oversize, seus materiais reciclados, ou mesmo os tecidos monocromáticos, que destacam o aspecto artesanal das suas criações.

Foi em outubro de 1997 que Jean-Louis Dumas, então presidente e diretor artístico da Hermès, convidou Martin Margiela a desenhar as coleções de prêt-à-porter femininas, quando este já era considerado, depois de quase uma década, como uma das figuras vanguardistas mais influentes. Era uma escolha audaciosa, que rompia com as tendências do universo da moda de escolher estilistas estrelados. A maison Hermès tem, então, um fator surpresa ao convidar este criador iconoclasta que ninguém (ou quase ninguém) conhece o rosto, e que dispensa os holofotes e o mundo do entretenimento.

Entre 1997 e 2003, acompanhado da expertise do estúdio e dos ateliês da maison Hermès, da qual compartilhava seus valores, Martin Margiela instaura, por meio de 12 coleções consecutivas, uma visão coerente e profunda de um luxo contemporâneo. Conforto, atemporalidade, sensualidade e autenticidade são as palavras-chave para definir a visão de Margiela da mulher Hermès, associada a um estilo apurado. A nova paleta de cores sóbrias e monocromáticas que ele apresenta estão alinhadas ao universo colorido das estampas da Hermès, suscitando a surpresa da imprensa.

Desde a entrada da exposição, o visitante descobre dois estilos distintos que propõem um diálogo apaixonado entre as roupas que Margiela criou para a Hermès e aquelas que ele criou para sua própria Maison. O conjunto se desenvolve com uma sucessão de sequências temáticas de mais de 100 silhuetas, de fotos e de vídeos num percurso que alterna entre o laranja inconfundível da maison Hermès e o branco da Maison Martin Margiela.

Desse modo, o visitante aprende um pouco do processo criativo que navega sem confusão entre as duas maisons e de cada um dos seus códigos. É a primeira vez que o Musée des Arts Décoratifs se dedica a destacar um ícone da história da moda, com um criador que se desdobra entre as colaborações para as outras Maisons e a sua própria.

Conceitual e subversivo, Martin Margiela revolucionou totalmente o sistema da moda no fim dos anos 1980, e suas criações continuam sendo importantes impressões no universo da moda contemporânea, com uma silhueta vanguardista pautada na desconstrução, a reciclagem e recuperação de materiais. Margiela introduz na Hermès um esboço de cortes e colores com base nos materiais excepcionais da selaria parisiense, e integra numerosas inovações.

IMG_0471.JPG

A exposição no Musée des Arts Décoratifs homenageia esta figura única da moda, celebrando o estilista em comunhão com a retrospectiva “Margiela/Galliera, 1989-2009” e, até o dia 15 de julho, é possível comprar o 2º bilhete com tarifa reduzida na apresentação do bilhete da outra exposição. O bilhete integral (plein tarif) para o Musée des Arts Décoratifs custa €11, e o museu está aberto de terças a domingos das 11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h15), e às quintas-feiras fica aberto até as 21h (a bilheteria fecha às 20h15).