Análise cromática e a Coloração capilar

Ah, o cabelo. O drama de tantas mulheres, e também de alguns homens. A cor do cabelo é algo que nós não deveríamos copiar de ninguém, nem seguir modas ou tendências porque o segredo das cores mais adequadas e que mais valorizam nossa beleza está em nós mesmas! A análise cromática revela a nossa harmonia e contraste naturais de tons de pele, cabelos, sobrancelhas e olhos. É por isso que, na hora da mudança, não devemos nos espelhar em ninguém!

Já sabemos que, quanto mais fiéis somos à nossa cartela de cores, mais amenizamos os efeitos negativos das cores sobre nosso rosto e podemos até mesmo diminuir o uso da maquiagem sem nos arriscar a ouvir que estamos abatidas e/ou cansadas.

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Fernanda Paes Leme e um dos maiores (talvez o maior) erros da história recente da coloração capilar (nada contra FêPa, inclusive admiro desde os tempos de Sandy & Junior na TV)

O cabelo é a moldura do nosso rosto, e isso que minha vó dizia (e provavelmente a sua também) é a mais pura verdade. Quando escolhemos as cores erradas para o cabelo e ignoramos a harmonia e contrastes naturais, caímos numa cilada! Com todo respeito aos profissionais cabeleireiros, muitos simplesmente assassinam a beleza de suas clientes ao tingir com cores frias cabelos que deveriam manter tons quentes, ou que sequer prestam atenção ao contraste.

A análise cromática ajuda muito a evitar esse tipo de erro e garantir que haja coerência no seu rosto. Na consultoria de estilo, devemos nos guiar sempre pelo rosto, pois é o nosso principal cartão de visitas; portanto, é importante valorizar o seu contraste para garantir a harmonia visual 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Cabeleireiros, nada contra vocês, muito pelo contrário, sou admiradora do trabalho que realizam nos cabelos das mais diferentes texturas.  Mas, além de garantir a harmonia do rosto das clientes, é preciso que cabelos sejam pensados para a vida real: eu já perdi a conta de quantas vezes cortei meu cabelo e saí com ele belíssimo do salão só pra chegar em casa, lavá-lo e deixá-lo secar naturalmente (quem me acompanha no instagram sabe do ranço que eu tenho de secador!) pra ver que ficou absolutamente diferente do que eu queria e que só funcionaria mesmo arrumado daquele jeito (coisa que jamais fiz). Eu (ainda) não pinto o meu cabelo, então por experiência própria só posso falar dos cortes frustrantes que já fiz; mas, como consultora de estilo, posso avaliar estes erros de coloração e dar meus dois dedinhos de contribuição para que quem pinta o cabelo evite cair nestas ciladas.

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a definição de “ruivo Weasley”

A harmonia do seu rosto tem a ver com todas as suas características físicas. Por exemplo: uma pessoa muito alta provavelmente não ficaria bem com um cabelo chanel, do mesmo modo que uma pessoa muito baixa não ficaria bem com um cabelo ultra longo; uma pessoa de coloração fria e altamente contrastada (pele muito clara + olhos escuros + sobrancelha escura) dificilmente teria sua beleza natural valorizada por um cabelo ruivo Weasley, enquanto uma pessoa de coloração quente tem sua harmonia assassinada por cabelos platinados. Não significa que são cortes ou cores feios, mas é preciso avaliar individualmente qual corte funciona para as suas proporções e os seus traços e feições, se a coloração está compatível com a sua e, principalmente, avaliar se o todo (corte + cor) combina com a sua personalidade e com o seu estilo de vida.

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Sandy, que eu amo desde que me entendo por gente, tem errado muito no contraste! Mesmo com maquiagem, dá pra notar que o cabelo um pouco mais escuro deixa a pele dela mais viçosa e a aparência mais jovem, enquanto as madeixas platinadas a deixam com cara de bem mais velha!

Um cabelo que requer alta manutenção (babyliss, escova, etc) jamais funcionaria para mim porque eu simplesmente não tenho paciência. Acho que foi por isso que fiquei tão frustrada da última vez que cortei meu cabelo curtinho: ele só ficava bom com babyliss ou quando usava o secador para dar volume, e é óbvio que se eu me dei esse trabalho 3 vezes foi muito. Esse corte foi feito em outubro de 2016, e foi só em janeiro que eu comecei a gostar do corte, porque o cabelo já tinha crescido um pouco e harmonizava melhor com as minhas feições e estilo de vida.

Eu tenho a ligeira impressão de que erros de cortes são mais fáceis de contornar porque “cabelo cresce”, enquanto corrigir um erro de tintura pode agredir e comprometer a saúde do seu cabelo. É claro que esperar o cabelo crescer requer paciência (ou extensões dos fios), mas não compromete a saúde dos seus fios, e você não precisa ficar horas sentada numa cadeira de salão.

Se você pode fazer a análise cromática e pode ter a ajuda de um consultor de estilo na hora de mudar a cor dos cabelos, maravilha. Mas se você ainda não sabe sua cartela de cores, uma dica fácil para saber se um determinado tom de cabelo ou de reflexos fica bom para você é observar os outros fatores que determinam o seu contraste em relação ao seu tom de pele: as cores dos seus olhos e suas sobrancelhas. O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida, porque depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções.

Já falei por aqui, mas não custa lembrar: o contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele. O contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio. Pensando em mudar a cor do cabelo, restam os outros três fatores a serem analisados, levando-se em consideração se você é uma pessoa que se bronzeia muito e/ou com facilidade (porque aí seu tom de pele muda com alguma frequência e pode influenciar no seu contraste) e aí você pode ter um direcionamento para qual tom de cabelo favorecerá mais a sua beleza natural!

Final de ano é uma boa hora para reconciliar-se consigo mesmo

Final de ano, verão no Brasil, aquele calorão, todo mundo querendo aproveitar as belas praias. Por aqui, eu tô só no frio, mas acompanhando pela internet as altíssimas temperaturas brasileiras! Mas, em qualquer lugar do mundo, muita gente costuma aproveitar este período para rever o que aconteceu de bom e de ruim, e estabelecer suas metas e objetivos para o novo ano.

metas & objetivos para o ano novo

No verão, o natural é que as roupas diminuam para deixar mais pele à mostra, mas tem muita gente que sofre com essas questões porque vivemos uma cultura de construção de imagens que privilegia a “boa forma”, com incontáveis formas de emagrecimento e alternativas para que alcancemos o “corpo perfeito”.

As mulheres, naturalmente, são as que mais sofrem com estas imposições de buscar uma perfeição corporal inexistente. Quanto mais perto do verão, mais aumenta a pressão para alcançar o “corpo do verão”: barriga zerada, celulite zero, bumbum durinho, braço magrinho, pernas definidas (se esqueci de alguma parte do corpo, complete nos comentários!). Com isso, progressivamente deixamos de amar a nós mesmas e passamos muito tempo da nossa vida brigando com nossos corpos.

“A aparência do corpo exerce grande influência em nossas vidas, afinal, a forma como nos apresentamos para os outros determina a maneira como nos relacionamos, as oportunidades que temos socialmente, as reações e atitudes dos outros para conosco, bem como nossa vida afetiva e profissional”

(Stenzel IN Nunes e Appolinario, Transtornos Alimentares e Obesidade, Artmed, 2006).

Os padrões de beleza impostos pela nossa sociedade e a consequente escravização a que nos sujeitamos tem sido um dos principais fatores associados ao aumento da incidência de transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia. E podemos afirmar, com segurança, que as redes sociais tem contribuído muito para este movimento. Se, antigamente, éramos influenciados apenas pela televisão e pelas celebridades que estampavam as revistas, hoje vemos “corpos perfeitos” e “vidas perfeitas” nas telas dos nossos celulares.

Nas redes sociais, seguimos perfis de homens e mulheres com corpos esculturais e uma beleza dentro do “padrão” que, em geral, aproveitam para vender os segredos para que todos nos tornemos belos dentro destes mesmos padrões. O desejo da padronização torna a sociedade cada vez mais frustrada e doente, porque simplesmente não conseguimos alcançar aquela imagem. E aí nos torturamos porque comemos uma sobremesa, jantamos uma massa e tomamos um vinho.

Quem me segue no instagram viu nos meus stories semana passada um alerta sobre esse tipo de cobrança que nos fazemos, e que muitos influenciadores acabam postando em seus perfis. Se você ainda não viu, estes vídeos estão salvos nos meus destaques. Essa minha reflexão foi desencadeada por ter ouvido uma pessoa que eu sigo dizer que foi “um horror” jantar massa, tomar vinho e comer um tiramisù de sobremesa. Foi aí que eu propus a reflexão de que comida nunca é um horror, mas é sempre um privilégio. Nós vivemos num mundo com tanta gente passando fome! Não podemos nos dar ao luxo de achar nenhuma comida um horror.

A nossa relação com a comida está diretamente relacionada ao modo como enxergamos nosso corpo. Toda vez que comemos algo que foge do que é saudável, nos condenamos, e a nossa insatisfação com nosso corpo parece aumentar progressivamente. Chegamos ao ponto de nos perguntar, por exemplo, quanto tempo precisamos andar/correr na esteira para poder comer um hambúrguer.  Nossa insatisfação com nosso corpo influencia a maneira como os outros nos vêem: se estamos felizes e satisfeitos com as pessoas que somos, naturalmente teremos uma imagem mais leve e transmitiremos segurança, e os outros vão nos perceber também desta maneira. Estamos constantemente oscilando entre o olhar ruim que nos destrói, e o olhar bom, que nos constrói. Isso tudo tem um enorme peso, também, na construção da nossa imagem e estilo pessoal.

“Por uma internet mais verdadeira
Com menos maquiagem 
Com mais comida de verdade
Com menos culpa
Com mais amor próprio 
Com menos padrões inatingíveis 
Com mais empatia e muito mais sorrisos sinceros”

Cada corpo tem sua potencialidade, e reflete todas as experiências que vivemos. Não podemos querer vestir um corpo que não temos, mas podemos vestir da melhor maneira possível o corpo que nós temos e amamos. Não precisamos responder a um padrão imposto para que nossos corpos sejam os melhores possíveis: o melhor possível não pode ser o que a mídia ou as redes sociais impõem, mas o que nos deixa verdadeiramente felizes.

Olhar para si mesmo com carinho é o primeiro passo para reconciliar-se consigo mesmo, ganhar auto-confiança e construir o seu estilo verdadeiro. É importante identificar quem eu realmente sou, e não aquilo que eu acho que o outro pensa sobre mim. É importante olhar no espelho e amar cada pedacinho do que somos, cada marca individual que temos, pois isso nos torna únicos. A construção de uma boa auto-estima não é um caminho fácil ou rápido de se percorrer, mas é importante darmos o primeiro passo.

No final de cada ano, muita gente costuma estabelecer metas e objetivos para o ano que vai começar. Eu proponho que você comece hoje mesmo a realizar a importante meta de reconciliar-se consigo, amando quem você é por inteiro.

Os looks da première de Crimes of Grindelwald em Londres

Se ontem teve blue carpet em Londres, é claro que hoje tinha que ter análise por aqui – não só outros integrantes do elenco (e também velhos conhecidos dos filmes da série Harry Potter!) participaram da première londrina, mas também vários dos atores parecem ter lido meu post sobre a première francesa para escolher seus looks de ontem! Brincadeiras a parte, deu pra perceber que muitos corrigiram importantes “erros” cometidos em Paris.

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Vamos de novo começar por J. K. Rowling, porque se não for pra começar pela rainha, a gente nem analisa! Afinal, se não fosse por ela, nem ia ter blue carpet pra analisarmos os looks!

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Tia Jô foi combinando com o blue carpet ao escolher um vestido azul em crepe. Eu amo roupa de crepe, acho esse tecido chique até não poder mais, e acho que a textura leve combinou muito com a ocasião. Azul marinho é o neutro mais democrático de todos e, no caso de Rowling, foi certeiro ao ser repetido nos acessórios.

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Tia Jô nem é gente, é anjo! Reparem só como os olhos da rainha brilham. Lindíssima! Agora imagina tia Jô com esse vestido numa versão verde? Divina.

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Eddie Redmayne (Newt Scamander) foi novamente acompanhado de sua esposa Hannah Bagshawe, que estava um deslumbre com este vestido Alexander McQueen, integrante da coleção de pré-outono de 2015. A golinha alta, as mangas compridas e a renda belíssima deixaram Hannah impecável, e eu amei MUITO o cabelo solto, achei que valorizou muito a beleza natural dela.

 

Agora vamos parar um minuto para analisar os detalhes do look do Eddie, que estava maravilhoso. Primeiro, esse costume vinho de abotoação dupla ficou um desbunde, tá tudo equilibrado e eu achei que a cor ressaltou as sardinhas do nosso querido Newt. O relógio foi o toque final de um look perfeito, a correia era quase da cor do costume, criou-se uma harmonia ímpar. Nota 10 pro truque de styling da gravata preta combinando com os botões pretos do costume e o sapato preto.

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Johnny Depp, como eu estava ansiosa pra te ver nesse blue carpet! Eu sou super fã dele desde os meus 12 anos, e eu fiquei muito muito muito feliz quando ele surgiu como Gellert Grindelwald no final de Fantastic Beasts and Where to Find Them. Depp está acostumado com grandes premières, mas ontem achei que ele estava visivelmente emocionado em ser acolhido pelo fandom do Wizarding World de uma maneira tão calorosa (melhor fandom, né, mores).

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Eu amo o estilo do Johnny Depp, essa coisa meio rockstar meets Captain Jack Sparrow, e achei o styling certeiro ao escolher esse blazer de suede (olha a importância da textura aí, gente) com o mix de colares fazendo as vezes de gravata. Em um dos colares, acho que vi a foto da filha de Depp quando era criança, achei fofo. Eu tenho 99% de certeza de que a cartela do Johnny é inverno profundo, o que explica ele ficar tão bem de preto e com acessórios prateados. Reparem que Depp ainda está com o corte de cabelo que adotou para Grindelwald, e eu fico cada vez mais ansiosa pra ver o que mais ele trouxe pro personagem de maneira brilhante.

 

Podia ser só um momento para apreciação da amizade e abraçoes entre Dumbledore e Grindelwald, mas quero mesmo que vocês reparem em duas coisas:

  1. notem os acessórios escolhidos por Depp e Jude Law. Depp tem um acessório azul pendurado na calça, que parece um chaveiro displicentemente colocado no bolso mas que eu tenho certeza de que estava ali cumprindo uma função de styling. Por sua vez, Law escolheu um chapéu fedora marrom para arrematar seu look.
  2. tanto Depp quanto Law optaram pela “terceira peça” com textura diferente, o que é um super truque de styling que não requer muito esforço.
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“You know, Minister, I disagree with Dumbledore on many counts… but you cannot deny he’s got style …” – Phineas Nigellus Black

Então vamos falar dele, Jude Law, que ganhou o prêmio do meu look preferido na première de Paris e não decepcionou em Londres. Já reparamos na textura da jaqueta, e agora vamos focar na cor: beringela. Escolher uma jaqueta beringela foi um ótimo truque pra fugir do preto porque, dependendo da luz, parece preto mas sem trazer o peso da cor para peles quentes. Adorei também a bainha da calça um pouquinho mais curta pra deixar aparecer um pedacinho da meia, é o tipo de truque de styling que dá mais personalidade ao look. De fato, Dumbledore tem muito estilo!

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Ezra Miller (Credence Barebone) acertou em cheio ao vestir-se de Hedwig! Ezra é um espetáculo ambulante, e eu achei muito legal que ele usou as duas oportunidades de première para homenagear personagens do Wizarding World. O look é Givenchy, e nenhuma ave foi machucada para que essa roupa fosse feita (preocupação do ator). Reparem nas mãos de Ezra: além de uma pequena Hedwig, as palmas das mãos do ator tem escrito “Avada Kedavra”, uma das três maldições imperdoáveis. Ezra é muito fã de Harry Potter, já contou isso várias vezes, e vê-lo parte do Wizarding World é praticamente uma realização do sonho de todo Potterhead.

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Quem brilhou muito foi Katherine Waterston (Tina Goldstein): além de escolher uma cor que foi super adequada para seu tom de pele, a atriz revelou sua gravidez! Talvez por isso ela tenha escolhido aquele vestido volumoso para a première de Paris, querendo deixar a surpresa para ser revelada só na última première! Esse vestido amarelo foi lindo, e na transmissão deu pra ver que ela também estava com um trench coat verde bem escuro pra não sentir frio.

 

Zoë Isabella Kravitz (Leta Lestrange) foi de Giorgio Armani fúcsia brilhante (pequenas lantejoulas, de novo), custom-made. O look estava muito glamuroso, bem diva de Hollywood e, o melhor de tudo, não parecia estar sufocando o busto da atriz. Adorei o brinco verde, adoro verde e rosa, viva a Mangueira!

 

Callum Turner (Theseus Scamander) foi de novo correto, mas acho que gostei mais deste costume do que daquele que o ator usou em Paris – talvez seja o bolso duplo, mais característico da tradição britânica, acho elegante. Se eu tivesse que chutar, me parece que Turner tem tom de pele frio; repare como os olhos dele brilham mesmo de camisa branco puro e terno preto!

 

William Nadylan (Yusuf Kama) parece que leu meu post analisando os looks de Paris! Gentes, isso é que é look com interessância pro red blue carpet! Não teve tweed como eu tinha sugerido, mas teve textura de sobra, e muita personalidade. Ele até me pareceu mais feliz, e podem ter certeza de que os nossos outfits influenciam e muito na maneira como nós nos sentimos e expressamos.

 

Lembram que eu disse que a Alison Sudol (Queenie Goldstein) fica muito bem de branco? Olha ela toda maravilhosa com esse MiuMiu longo branco de detalhes prateados! É outra que parece um anjo! Amei o cabelo meio bagunçadinho, com essas ondas quase cariocas de quem foi pra praia e deixou o cabelo secar naturalmente. A make quase nada também valoriza a beleza natural de Alison. Perfeição!

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Claudia Kim (Nagini) acertou de novo no look, com mais um pretinho nada básico e muito perfeito, by Christian Siriano. O que eu realmente quero comentar é a perfeição do único acessório escolhido pela atriz:

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um brinco que parece uma presa! De acordo com minhas investigações, o brinco é Shaun Leane. Tem também um anelzinho bem discreto, mas fato é que com um vestido desses não precisava mesmo de muita coisa, e a escolha do styling de usar o brinco só numa orelha, e ainda com uma forma que faz referência a sua personagem na história, foi truque de mestre!

 

Dan Fogler (Jacob Kowalski) foi certamente o maior upgrade da noite se compararmos os looks das duas premières. Olha que coisa mais linda mais cheia de graça! Estava elegantíssimo com um tux que alongou a silhueta. Não tem nem muito mais o que falar, look perfeito, parabéns pela escolha, nota mil pro rei do Brasil!

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Jamie Campbell Bower (jovem Grindelwald) já é velho conhecido do fandom do Wizarding World porque ele já tinha assumido o papel do jovem Grindelwald no filme Harry Potter and the Deathly Hallows pt1! Muito legal vê-lo de volta ao papel, e cruzando o blue carpet com o truque de styling da camisa abotoada até em cima e sem gravata; ficou jovem, moderno e super elegante.

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Outro velho conhecido do fandom é Jason Isaacs! O ator, que desempenhava o papel de Lucius Malfoy nos filmes da série Harry Potter, é fã confesso do Wizarding World e eu fiquei super feliz de vê-lo prestigiando o lançamento de Crimes of Grindelwald. Sobre o look, tá meio desarrumado, né? Como ele não faz parte do elenco, de fato não precisava ir de smoking nem nada assim, mas podia ter rolado um pouquinho mais de esforço. Pra não dizer que não falei de flores, o acerto fica por conta da escolha da cor da jaqueta, que repete o tom de azul dos olhos de Isaacs.

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Helena Bonham Carter (Bellatrix Lestrange) também compareceu à première londrina para deleite dos potterheads! Infelizmente essa foi a única foto que achei da atriz no blue carpet, mas dá pra ver que ela se manteve fiel ao seu estilo ao escolher um look meio grunge chic, com botas pesadas, tule e renda. Helena é muito amiga de Johnny Depp e achei fofo ela ter ido prestigiar o amigo que agora também faz parte do Wizardig World.

Desde a noite de ontem, o filme Fantastic Beasts: Crimes of Grindelwald está em exibição em algumas (muitas) salas do Brasil em caráter de pré-estreia. Se no Brasil eu ainda morasse, já teria visto o filme! Mas aqui na Armênia o filme só começa a ser exibido amanhã mesmo, então se Deus quiser amanhã estaremos lá no cinema pra matar a curiosidade e acabar com a ansiedade!

Os looks da première mundial de Crimes of Grindelwald em Paris

Pra quem ainda não sabe, eu sou fã confessa do Wizarding World criado por J. K. Rowling, que começou com Harry Potter e agora encanta com a série de filmes Fantastic Beasts. Ontem teve a première mundial do 2º filme da série – Crimes of Grindelwald – em Paris, e venho aqui analisar os looks do elenco que riscou o red carpet montado no 12ème arrondissement! Essa análise pode ser bem enriquecedora quando observamos os truques de styling que vão para o tapete vermelho e que podem ser aplicados no dia a dia!

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Vamos começar por ela, a rainha de tudo, J. K. Rowling, também conhecida como tia Jo! Ela usou um longo verde maravilhoso, que eu tenho 99% de certeza de que está na cartela de cores dela.

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Joanne Rowling é ruiva de nascença e, embora já tenha tido fases mais loira, está assumindo o ruivo com louvor nos últimos anos. Durante a transmissão ao vivo, deu pra ver claramente o quanto o vestido verde acendeu o cabelo ruivo, o olho brilhando, a pele ficou viçosa, e ela ficou ainda mais bonita.

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Tia Jo foi acompanhada do marido, Neil Michael Murray, que escolheu cruzar o red carpete de kilt! Eu particularmente adorei o styling, e amei que o tartan de Neil tem um tom de verde muito próximo da cor do vestido da tia Jo, criando uma harmonia visual entre o casal.

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Outro casal digno de destaque foi Eddie Redmayne (Newt Scamander) e Hannah Bagshawe. Eddie estava super elegante com um terno cinza e casaco caramelo, e o equilíbrio das cores ficou maravilhoso: eu acho que o Eddie tem subtom de pele quente, então a frieza do cinza fica mais aquecida com o casaco caramelo e a gravata vinho. Repare bem como os olhos do Eddie brilham! Hannah, que recentemente deu à luz ao segundo filho do casal, escolheu um Dior couture da coleção de primavera/verão 2018. O vestido é uma verdadeira obra de arte, parte de uma coleção inspirada pelos efeitos ousados do Surrealismo. Só tenho um pouco de dúvidas sobre o penteado escolhido: preso, com certeza, mas acho que um pouco mais de volume talvez tivesse ficado mais interessante!

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Embora eu tenha um pouco de implicância com vestido sobre calça, Katherine Waterston (Tina Goldstein) estava bem chique com esse vestido de tule por cima de calça de alfaiataria. O vestido tinha um volume interessante, que Katherine fazia questão de acentuar para as fotos ao levar as mãos aos bolsos da calça. Durante a transmissão, a atriz confessou que estava sentindo frio, e me solidarizei com ela.

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Zoë Isabella Kravitz (Leta Lestrange) escolheu um Yves Saint Laurent tomara-que-caia preto & rosa de paetês. Por mais que eu ache a Zoë maravilhosa, esse Saint Laurent foi uma escolha bem ruim pra ela, e eu explico: a primeira coisa que a gente nota quando observa a atriz é que o vestido está ultra apertado e provavelmente bastante desconfortável! Fica difícil até de notar a cara da atriz quando os seios estão praticamente pulando pra fora do vestido. Ademais, estamos no meio do outono, e as temperaturas já não pedem ombros de fora assim. Uma pena, porque a Zoë é uma das referências de estilo desse elenco! Vamos ver o que ela vai escolher para a première de Londres na próxima terça-feira!

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Callum Turner (Theseus Scamander) interpreta o par romântico de Zoë no filme, e foi correto de costume. Durante a transmissão, deu pra ver que ele estava claramente se divertindo muito na première, e certamente a escolha de um costume corretamente ajustado ao ator contribuiu para isso – afinal, roupa apertada ou larga demais pode atrapalhar e muito um ser humano!

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Quem também escolheu um modelo Yves Saint Laurent foi Claudia Kim (Nagini). Naturalmente faltou coordenação dos looks entre as atrizes, já que ambas escolheram modelos em paetê preto da mesma maison! Claudia fez uma escolha mais inteligente: o vestido parece que foi feito pra ela, e ao optar por mangas compridas ficou mais adequado à temperatura outonal (compreendo as pernas de fora, tem muita gente que ainda está andando assim mesmo com os termômetros marcando 6ºC!). Eu particularmente gostaria de vê-la com uma roupa verde escura no red carpet! Quem sabe na première de Londres?!

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Ezra Miller (Credence Barebone) não surpreendeu ao surpreender! Calma, eu explico: Ezra é certamente o mais excêntrico do elenco, e os looks dele sempre fogem do óbvio. Por isso eu não fiquei surpresa ao vê-lo com um look Moncler que seria super adequado para temperaturas baixíssimas e muita neve, embora essa saia(?) talvez fosse um pouco inconveniente. Pra mim, Ezra compareceu vestido de Obscurus, que, no universo criado por Rowling, é uma força mágica das trevas parasitária, desenvolvida por um bruxo quando tem sua magia suprimida física ou psicologicamente. No primeiro filme da série (Fantastic Beasts & Where to Find Them), nós vimos que Credence é hospedeiro de um Obscurus!

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Entre as estrelas femininas, o meu look favorito da noite foi certamente o da Alison Sudol (Queenie Goldstein). Alison foi de Lanvin e eu achei que ela ficou uma visão com essa roupa, cabelo e maquiagem! Eu tenho um palpite de que Alison tenha subtom de pele frio e seja inverno puro (ela fica MUITO bem de branco, o que pode ser um indicativo da cartela de cores da atriz e cantora), e a escolha do azul marinho metalizado próximo (mas nem tanto) do rosto foi muito inteligente: repara como o olho dela BRILHA!

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Dan Fogler (Jacob Kowalski) também não quis passar frio e jogou um casaco por cima do costume. A solução seria ótima (basta ver como Eddie fez o mesmo e acertou em cheio), se o restante do look estivesse correto. A impressão que eu tive durante a transmissão, e que fica reforçada com essa foto, é de que o costume não estava adequadamente ajustado: o paletó parece um pouco apertado (a ponto de não abotoar mais um botão?!), e parece que faltou bainha na calça. O caimento perfeito teria beneficiado – e muito – o nosso querido Dan!

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Aparentemente também que faltou ajuste pra William Nadylan (Yusuf Kama)! O paletó parecia bem apertado. Eu também tenho um pouco de problema com costume sem gravata, sei lá, parece que fica faltando alguma coisa. Uma solução ótima teria sido trocar o paletó de costume por um blazer usado aberto; um tweed em tons frios talvez? Eu tenho a impressão de que ia ficar bem melhor.

Na minha humilde opinião, o campeão no styling foi Jude Law (Albus Dumbledore). O ator misturou várias texturas, o que enriquece o visual, e usou essa scarf, que tem sido sua marca registrada, a seu favor; tem truque de styling ao dar esse nó quase de gravata! O blazer de veludo azul repete a cor dos olhos do ator, o que é um truque de styling excelente e faz não só os olhos brilharem mas a pele também fica com mais cara de saúde. Ainda sobre o blazer, eu adorei o detalhe da gola levantada para mostrar a estampa.

Tecido plano X Malha

Já conversamos por aqui sobre a importância de ler a etiqueta de composição do que já temos no nosso armário, e do que estamos pensando em incorporar ao nosso guarda-roupas. Esse conhecimento é muito útil e definitivamente nos ajuda a fazer escolhas melhores na hora das compras, mas a experiência fica muito mais completa quando sabemos diferenciar tipos de tecidos para além das etiquetas de composição.

Se as etiquetas de composição contam uma história para nós (de onde a peça veio, com qual fibra foi feita, quais os cuidados devemos ter com ela), os tecidos contam uma história para o mundo – afinal, as pessoas não vêem o que está escrito na etiqueta interna das nossas peças, e sim a própria peça que vestimos.

Vamos começar por um conceito bem simples: todo tecido que não estica quando a gente puxa duas pontas em direções opostas é um tecido plano, enquanto um tecido que “deforma” e “cresce” quando esticado é malha. Tecidos planos e malhas podem ser feitos tanto de fibras naturais e não-naturais. Mas qual é a utilidade prática de saber diferenciar malhas de tecidos planos?

Bem, esses dois tipos de tecidos tem efeitos diferentes na nossa silhueta, e esses efeitos variam de acordo com as partes que cobrem, além de render sensações diferentes para quem os usa! Ademais, cada um tem uma função a desempenhar, e cada um desses tecidos se encaixa melhor em alguns ambientes e situações do que em outros.

As peças em malha são extremamente maleáveis e acompanham as formas de quem veste, podendo marcar mais quaisquer gordurinhas e volumes extras. Já as peças em tecido plano tem um caimento mais reto (mesmo quando são maleáveis, como a seda), e por isso criam formas mais lisas e estruturadas, que podem ser ideais para quem quer disfarças as próprias formas, “desarredondando” a silhueta.

Os tecidos planos quase sempre parecem mais sofisticados e formais, enquanto as malhas parecem ser sempre mais confortáveis e esportivas. Eventos elegantes, como festas e casamentos, e ambientes profissionais muito formais não são lugares adequados para se usar peças em malhas, ao passo que as peças feitas de tecido plano podem ir para qualquer lugar – e, de quebra, garantir um visual sempre mais sofisticado.

Mas não se assuste: a malha não é vilã nem inimiga do povo! Na verdade, são inúmeras as situações em que ela é o investimento mais certo. Por ser maleável e mais confortável, a malha é uma ótima companheira de viagem, uma vez que amassa menos e é mais fácil de “desamassar” do que tecidos planos. A malha também veste bem em momentos quando todo o resto do armário nos aperta, sendo especialmente boa para as grávidas, pra quem tá amamentando, pra quem se movimenta muito em função dos filhos e/ou animais de estimação, etc. A malha é também o tecido perfeito para o homewear. As peças de malha geralmente são (ou, pelo menos, deveriam ser) mais baratinhas.

Existem, também, algumas maneiras de deixar a malha mais refinada. As peças em malha podem ter modelagens mais interessantes, ou podem ser mais fininhas e ter uma leve transparência, ou podem ter cores mais neutras. Pode reparar que quase todas as marcas mais caras fazem camisetas em malhas finas, com cortes e recortes que as transformam em algo além de uma simples camiseta.

Já as peças em tecido plano, que em geral são bem mais elegantes e mais refinadas, podem também parecer mais modernas quando as modelagens são menos óbvias e/ou menos clássicas, tem mais cores e/ou estampas, e também mais texturas. As peças em tecido plano geralmente custam mais, mas também duram muito mais se adotarmos os cuidados indicados na etiqueta de composição.

Misturar peças de malha e tecido plano em um único look é uma outra maneira bastante interessante de refinar um pouco mais a malha e circular por diversos ambientes sem estar desarrumada ou arrumada demais. É o tipo de truque que pode, por exemplo, fazer render ainda mais uma mala inteligente!

Midi, o comprimento mais chique

Que me perdoem os curtos e os longos, mas o midi é o comprimento mais chique para os nossos looks! Se o tecido tiver um belo caimento, o visual sofisticado está garantido, mesmo que façamos escolhas simples e práticas! Quer ver?

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chapéu Parfois, t-shirt Zara, óculos Ray Ban, saia Forever 21, tênis Converse All Star (e mochila Fjällräven Kånken)

No último final de semana, fizemos uma road trip até Tbilisi, a capital da Geórgia. Mais do que aplicar os conceitos da mala inteligente, eu realmente não queria levar muita coisa pra um final de semana rapidinho de verão! Então advinha qual foi a peça chave que eu escolhi? Isso mesmo, uma saia midi!!

Essa saia midi azul marinho da Forever 21, que eu comprei há uns 3 anos, tem a cintura de elástico (= conforto!) e umas pregas bem suaves, que garantem o caimento perfeito do tricoline. E ela tem bolsos, que são sempre bem vindos em viagens!

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chapéu Parfois, óculos Ray Ban, t-shirt Alhma, bolsa Gucci, saia Forever 21, sandália Usaflex

Nessa outra foto, a mesma saia (e o mesmo chapéu) com outra t-shirt e outro sapato, num combo escolhido pra ficar super confortável no carro (a viagem entre Yerevan e Tbilisi dura cerca de 5h!!) e que ficou bastante adequado pra paradinha que fizemos no Lago Sevan.

 “Ah, mas midi é um comprimento ingrato! Nem todo mundo pode usar!”

Gentes, eu tenho 1,62m – ou seja, não sou exatamente alta! – e adoro usar saia midi! E minhas pernocas são bem roliças também. O comprimento midi definitivamente faz parte da minha vida, e se encaixa perfeitamente no meu estilo e no meu dia a dia. Para escolher o midi correto pra você, aqui estão algumas dicas interessantes, que independem do seu tipo físico:

  • escolha um comprimento que fique ligeiramente acima da metade da sua panturrilha;
  • opte por um tecido leve e com caimento perfeito, que não adicionará muito peso ao seu look. Nesse caso, é melhor evitar malhas! As malhas costumam ser mais pesadas e marcar tudo o que (geralmente) queremos esconder;
  • marque a sua cintura! Mesmo se você pensar que não tem uma cintura, ela existe, e está só esperando ser descoberta;
  • e escolha uma silhueta A, que costuma ficar bem em todo mundo e cria uma silhueta perfeita com muita elegância.

Ao escolher uma saia ou um vestido midi, você garante uma certa elegância sem precisar de muito esforço. O comprimento midi chama a atenção positivamente, mesmo sem muitos acessórios! É como se fosse um atalho para um look chique!

Melania Trump e a mensagem que as nossas roupas transmitem

Não se falou em outra coisa nessa última sexta feira (ok, talvez o assunto tenha dividido um pouco os holofotes depois da vitória sofrida do Brasil) a não ser sobre o casaco que Melania Trump, Primeira Dama dos Estados Unidos, usou para visitar os abrigos onde estão as crianças imigrantes que foram separadas de seus pais enquanto tentavam cruzar a fronteira dos EUA. O famigerado casaco – uma peça de US$39 da Zara – traz, nas costas, a mensagem “I really don’t care. Do u?” (ou, em bom português, “Eu realmente não me importo. E você?”).

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Todas as roupas que nós usamos comunicam uma mensagem. Em menos de 3 segundos, a nossa imagem causa um impacto visual e, se não temos controle absoluto da mensagem que queremos transmitir com o que estamos vestindo, podemos ser percebidos da maneira errada. Isso vale para qualquer pessoa, pública ou anônima, em qualquer ambiente.

A assessora de comunicações da Sra. Trump, Stephanie Grisham, disse, em comunicado a imprensa, que era “apenas uma jaqueta” e que “não havia mensagem oculta.” De fato, a mensagem não estava oculta; estava ESTAMPADA e muito VISÍVEL para todo o mundo (literalmente). Se foi uma escolha deliberada ou não, fato é que foi um erro grotesco. Aliás, na minha humilde opinião, eu acho que o erro começa pela Primeira Dama dos EUA ter essa peça no armário dela – não pelo preço ou por ser de uma marca fast fashion, mas justamente pela mensagem que a peça comunica.

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A diretora de moda do New York Times, Vanessa Friedman, deu uma entrevista ao The Guardian dizendo que não tem dúvidas de que esse episódio não foi um acidente, e que Melania tomou a decisão de usar aquela jaqueta. Friedman ainda nota que é sabido que a Primeira Dama dos EUA compra suas próprias roupas, e dá a palavra final sobre seus looks, mesmo se forem selecionados por um stylist.

Toda a polêmica envolvida nos serve para refletir, mais uma vez, sobre a importância das decisões e escolhas que fazemos quando nos vestimos. Neste episódio infeliz, a frase “I really don’t care. Do u?” se tornou ainda mais inadequada pelo contexto político em que está inserida – mas, na verdade, não acho uma mensagem como essa adequada para ninguém porque nós sempre temos algo (ou alguém) com o que nos importar.

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arte de @justinteodoro

Melania Trump já foi muito criticada pelas suas escolhas de roupas, muitas vezes tidas como inacessíveis, o que tornaria a própria Primeira Dama dos EUA inacessível. No caso dela, em meio de um closet recheado de marcas de luxo, um toque de fast fashion pode fazer bem como estratégia de aproximação – e, certamente, não foi o que esse casaco fez.

Seja uma camisa da Balmain de US$1.380 ou uma jaqueta da Zara de US$39, devemos  sempre fazer uma escolha consciente do que entra no nosso armário e do que nos veste. Assim, poderemos nos expressar, de maneira autêntica, por meio das peças que escolhemos, assumindo o controle da nossa imagem e tendo a certeza de que o mundo nos enxergará do jeito que nós queremos ser vistos.