Você deve ter uma peça nobre

A “peça nobre” (ou hero piece, como diria um dos meus professores na LCS) é um detalhe essencial que te valoriza da cabeça aos pés, que eleva o seu guarda-roupa, que te deixa mais confiante, que te dá a certeza de que você pode conquistar o mundo.

Mas não se engane: quando a gente fala em “detalhe”, podemos pensar que a peça nobre se restringe a algo pequeno, como um acessório. Na verdade, a hero piece pode ser basicamente qualquer coisa que você usa quando precisa se sentir forte.

Também não pense que a peça nobre precisa custar uma fortuna: você pode encontrá-la num brechó ou, com sorte, recebê-la como uma herança de família. Pode ser até que você a encontre numa fast fashion. A peça nobre é rara, bem conservada e, acima de tudo, imponente: pode ser um trench coat espetacular, um incrível par de sapatos, um vestido com caimento perfeito, um terno bem cortado, uma bolsa de couro de qualidade inquestionável, uma joia atemporal.

A peça nobre deve te vestir maravilhosamente bem, com um caimento perfeito, sem limitar seus movimentos mas ajudando a tornar os seus gestos em amplos, ágeis e graciosos. A sua peça nobre quer durar muitos anos na sua vida. O material da sua hero piece é impecável e o acabamento é perfeito, mas jamais será um manifesto.

Ao contrário do que a princípio possamos pensar, a hero piece não deve ser chamativa, mas quase um segredo; sua peça nobre deve ser atemporal, acima da moda, sem exageros, sem exibir marcas ou logotipos. Há quem diga que o luxo não deve exibir o seu nome.

A hero piece tem o poder de transformar-nos em verdadeiros heróis e heroínas: invencíveis.

O “french tuck” e a sua silhueta

Aproveitando que estamos falando sobre o je ne sais quoi francês por aqui, queria abordar um truque de styling muito simples que pode fazer maravilhas pela sua silhueta: o french tuck ou tucking in. Infelizmente eu não conheço uma tradução perfeita dessa expressão para o português, mas significa, simplesmente, enfiar apenas um pedacinho da sua camisa/blusa pra dentro da calça/saia/short/bermuda, geralmente na direção do umbigo.

Eu já falei por aqui que a silhueta mais proporcional, no caso feminino, é a ampulheta e, no caso masculino, trapezóide. Em geral, na consultoria de imagem, um dos objetivos principais é criar uma silhueta proporcional, que resulta num visual mais harmônico. É claro que este objetivo, como qualquer outro propósito dentro da consultoria de imagem (que, como eu sempre reforço, é algo absolutamente pessoal), pode ser ajustado de acordo com a projeção de imagem desejada.

Numa sociedade que está constantemente nos lembrando de que estamos fora do padrão e que precisamos nos encaixar, é muito comum que, tão logo ganhemos uns quilinhos a mais, recorramos a roupas mais largas, porque anos e anos de opressão nos levaram a acreditar que isso disfarça o que queremos esconder. Se você ainda não sabia, isso é uma mentira gigantesca.

Quando você usa roupas maiores e mais largas, o efeito causado é justamente o oposto: ao esconder a sua silhueta verdadeira, você perde perde a oportunidade de ressaltar as suas melhores características e apropriar-se de quem você é.

Eu mesma devo confessar que tenho passado por uma fase estranha quanto a isso: por ter um bumbum acima da média europeia, e por ter engordado um bocadinho durante o período de isolamento, precisei comprar algumas calças e shorts novos (meu closet definitivamente não estava preparado pro calorão que fez no verão por aqui). Ao comprar calças/bermudas/shorts, eu muitas vezes recorro a tamanhos maiores que podem de fato acomodar as minhas características físicas mas que, ao mesmo tempo, acabam adicionando volume onde não existe de verdade. Ideal seria se eu mandasse ajustá-las – fica aqui a nota mental para mim mesma.

E é aí que o french tuck também se torna uma ferramenta poderosa porque permite realçar a parte mais fina do meu corpo – que, em geral, é a parte mais fina do corpo de muita gente, mesmo que você não perceba isso em si mesmo.

Se você, como eu, tem uma barriguinha cultivada com carinho, uma pancinha charmosa de quem não se priva de um chocolate ou de um vinho, ou simplesmente ganhou uns quilinhos no período de isolamento, estou aqui para te dizer que, ao esconder o seu corpo dentro de roupas largas, você pode parecer até 2 tamanhos maiores do que você realmente é.

Não acredita? Então vou te propor um exercício: vá para a frente do espelho. Deixe a sua camisa/blusa pra fora da calça/short e faça uma nota mental – ou, melhor ainda, tire uma foto – de como a sua silhueta se apresenta. Agora coloque um pedacinho da camisa/blusa pra dentro da calça/short/saia e repita a nota menta/foto. O que você vê? Eu tenho certeza de que a imagem projetada é de uma silhueta mais enxuta, menorzinha. E também tenho certeza de que, se você adotar esse truque na próxima vez que sair de casa, ninguém vai notar a sua barriguinha charmosa. Na verdade, na maior parte do tempo, a gente costuma se preocupar demais com umas partes do nosso corpo que as outras pessoas nem notam.

Por fim, eu proponho mais um exercício: toda vez que você se olhar no espelho, imagine que está falando com um amigo/amiga. Coloque nessa conversa o mesmo amor, carinho e gentileza que você tem com outras pessoas e seus corpos. A linguagem que usamos para falar com aquela imagem refletida no espelho é tão importante quanto a linguagem que usamos ao conversar com outras pessoas. Eu prometo que, se você se olhar no espelho todos os dias focando sua energia em duas ou três coisas que você ama em você e/ou no seu corpo, ao invés de direcionar seus pensamentos somente para as coisas que você gostaria de mudar, a sua mentalidade, confiança e autoimagem vão melhorar muitíssimo.

O que nunca te contaram sobre o estilo de vida francês

Eu queria refletir, de modo um pouco mais aprofundado, sobre o estilo francês, sobre esse je ne sais quoi que encanta tanto e que desperta tanto desejo. Eu não sou a maior especialista no assunto, mas sempre fui muito observadora e nunca perdi a oportunidade de reparar nos franceses nas vezes em que na terra deles estive. Além disso, já li uma parcela (jamais suficiente) de literatura sobre moda e estilo francês, tendo notado que um tema recorrente como característica marcante do estilo de vida deles é o bem-estar (bien-être), o sentir-se bem na sua própria pele (bien dans sa peau).

Se você já viu um francês/uma francesa porque esteve na França presencialmente ou por meio de filmes e séries, convido a uma breve reflexão: qual é a primeira imagem que vem a sua cabeça? Com certeza não é uma boina vermelha, porque isso, sim, é um clichê daqueles (não é que não exista, mas é algo demasiadamente caricato). Se eu fecho os olhos e me lembro de Paris, eu imediatamente me transporto para os parques e jardins espalhados pela cidade. Temos, aí, a primeira grande marca do bien-être: a conexão com o ar livre e, diretamente ligado a isso, o exercício físico praticado de modo inconsciente.

*toca Charles Aznavour ao fundo*

Na França, academias não fazem muito sucesso. Pra que ficar numa esteira, por exemplo, se você mora num prédio de escada, se pode subir e descer as escadas do metrô, se pode caminhar pelas ruas entre um compromisso e outro? Em Paris, como em outras cidades europeias, elevador é artigo de luxo – no prédio em que moramos, por exemplo, temos um elevador minúsculo, para apenas 2 pessoas, e que não chega exatamente até nosso andar, precisando subir sempre “meio lance” de escada (sim, prédios na Suíça, ou pelo menos em Berna, são estranhos). Da mesma forma, contratar alguém para desempenhar as tarefas domésticas é algo absolutamente restrito a uma camada muito rica da sociedade. E quem nunca entendeu que uma bela faxina em casa é um excelente exercício físico, está perdendo uma bela oportunidade!

E, por falar em caminhar, a mulher francesa jamais usará um sapato que não lhe seja absolutamente confortável e adequado para as suas tarefas diárias. Salto no dia a dia? Esqueça. Se parte do je ne sais quoi francês é o bien dans sa peau, jamais faria sentido usar peças no vestuário que possam limitar ou até mesmo atrapalhar os seus movimentos.

Vamos voltar um pouquinho no tempo e pensar, por exemplo, em Mademoiselle Chanel e na icônica bolsa Chanel 2.55: Gabrielle estava cansada de ter que carregar bolsas nos braços e decidiu criar um modelo que deixasse as suas mãos livres. É muito interessante pensar que, como marca, a Chanel sempre prezou pelo conforto feminino, e algumas fontes dizem que as bolsas transpassadas usadas por militares nos anos 1920 inspiraram o design da bolsa Chanel 2.55 (que leva esse nome por conta do mês e ano de sua criação: Fevereiro de 1955. E, imagine só: este modelo custava apenas USD220 naquela época!). Com esta criação, Coco Chanel revolucionou a história das bolsas femininas: pela primeira vez na história, era aceitável que mulheres de determinado status social carregassem bolsas em seus ombros, deixando as mãos livres.

Estar bem na sua própria pele é, com certeza, o primeiro passo para ter uma boa autoestima, uma autoconfiança elevada. Pensando na mulher francesa, ela investe muito mais no cuidado com a sua pele do que em maquiagem. De novo, um exercício: feche os olhos por um segundo e pense nas prateleiras de produtos para skin care da sua farmácia mais próxima. Quantas marcas francesas estão ali? Tudo isso tem uma razão de ser. Se uma francesa usa maquiagem, ela não quer que você saiba que ela está usando maquiagem. Tudo é milimetricamente pensado para parecer que não foi pensado – a diferença é que elas se acostumam desde a infância a isso, aprendendo em casa, com suas mães e avós, a cuidar da pele, a sentir-se bem na própria pele.

E, por falar da pele, os franceses acreditam que a cultura deixa a pele rosada (a famosa “cara de saúde”), tanto quanto consumir produtos frescos. O interesse por arte, cultura e política permeia o dia a dia e molda todo o estilo de vida.

Por fim, pra quem acha que a unha francesinha nasceu na França e é moda entre as francesas, devo informar que elas não entendem o porquê desse tipo de pintura, nem jamais o usariam: na verdade, elas consideram que representa exatamente o contrário do chique francês…

Os clichês e as delícias de Emily in Paris

A série do Netflix “Emily in Paris” é, provavelmente, o assunto mais comentado do mês de outubro. Eu assisti logo que foi lançada – confesso que estava ansiosa! – e não poderia deixar de dar meus pitacos sobre alguns dos aspectos mais debatidos em torno da série.

*toca Edith Piaff ao fundo*

Eu gosto bastante da Lily Collins – talvez tenha algo relacionado ao fato de termos nascido no mesmo ano – e fiquei feliz de vê-la produzindo uma série que já nasceu com potencial. Particularmente, eu adoro uma série tranquilinha assim, que tem um pouquinho de drama mas nada que me faça perder o sono – o tipo de entretenimento que eu classifico como ideal para a hora do chá.

“Emily in Paris” tem um styling discutível, diria até um pouco preguiçoso em alguns momentos. Principalmente quando se trata do figurino da personagem principal, tenho várias ressalvas – a começar pela coleçãozinha de bolsas da Chanel que a personagem desfila e não seria condizente com o paycheck que ela recebe. Por sua vez, o styling de Camille é bastante acertado para a jovem francesa cool dona do je ne sais quoi. Se você quer ter uma ideia de como a francesa se veste, é para Camille que você deve olhar, e não para Emily.

E aí que uma das muitas discussões sobre a série, e também sobre o styling, fica em torno dos clichês. O que eu acho que a gente não pode esquecer é que, em primeiro lugar, todo entretenimento também é uma alegoria, lançando uma lupa sobre coisas do cotidiano, como se a gente pudesse ver a realidade com um zoom.

Longe de mim querer me colocar como especialista no estilo francês ou estadunidense, mas já tive algumas oportunidades de observar in loco como cada uma dessas nacionalidades se veste e se porta. E, para além da observação in loco, basta olhar para as marcas estadunidenses e para as marcas com DNA francês que podemos notar as diferenças gritantes.

Letícia in Paris: minha primeira vez na cidade, em 2009

Emily chega em Paris pronta para viver o clichê que outras milhares de jovens (ou não tão jovens assim) estadunidenses compreendem como la vie en rose. Ninguém quer ser chamado de ringarde mas, aos olhos de um francês raiz, é isso mesmo que os estadunidenses são. E não se trata só da maneira de vestir-se, mas do lifestyle como um todo. São muitas as diferenças culturais que influenciam no estilo de cada nacionalidade. A gente não pode nunca esquecer que muito do que somos é um resultado das influências que recebemos.

Por exemplo: um francês raiz jamais vai comer em pé ou andar pela rua tomando um café, porque as refeições são entendidas como um ritual a ser seguido, diferentemente dos estadunidenses que, de tão habituados a um ritmo frenético, acham super normal beber um café (quase sempre meio frio) enquanto dirigem. Outro exemplo: os franceses e, particularmente, os parisienses prezam muito pelo conforto. O trânsito em Paris é caótico e a melhor maneira de você se locomover sempre será a pé – ou, no máximo, pegando metrô. Assim, usar roupas muito “montadas”, que exigem uma preocupação extra se está tudo no lugar, não é uma opção. Mas eles crescem assim, é uma coisa cultural. Por sua vez, são pouquíssimas as cidades estadunidenses nas quais as pessoas tem liberdade suficiente pra locomoção a pé, sendo quase sempre muito dependentes dos seus carros. A grande diferença é na maneira como cada um compreende o que é conforto: enquanto a ideia de uma roupa confortável para um estadunidense médio será, por exemplo, um conjunto de moletom, ou uma roupa larga, o francês médio prefere peças de alfaiataria com corte impecável e um bom suéter.

Pra mim, a série teve várias delícias e eu aguardo a segunda temporada. Em tempos tão esquisitos, em que eu me privo de ir mesmo ao centro de Berna pra pesquisar as novidades (ou mesmo buscar um pão que acabou antes da próxima entrega de mercado agendada), poder “andar” pelas ruas de Paris com cada episódio da série foi um deleite.

Por fim, vou deixar aqui um pequeno conto da minha última passagem por Paris (que foi muito rápida, há 8 meses atrás, mas que parece que foi em outro século): não é segredo pra ninguém que eu sou muito apaixonada pela Disney e não existe a menor possibilidade de ir pra Paris e não ir na Disneyland Paris. Na verdade, essa passagem por Paris em fevereiro, no começo das férias, só tinha mesmo esse objetivo: ir na Disneyland Paris em comemoração (atrasada) pelo meu aniversário de 30 anos; de lá, seguimos as férias pela Bélgica e Alemanha. Em função do meu aniversário, e aproveitando que estávamos de carro, eu tinha planejado fazer algumas compras audaciosas no parque: queria o Lumière, o Horloge, e a Madame Samovar com o Zip. Audaciosas porque, além de serem consideradas peças de colecionador, estavam em caixas de tamanho considerável para proteção.

Pois bem, acabou que saímos da Disneyland Paris direto pra um lugarzinho tipicamente francês, daqueles de insider mesmo, pra jantar com uns amigos que estavam na cidade, hospedados na casa de um amigo que mora em Paris já há alguns anos. Estava com uma sacola imensa da Disneyland Paris carregando minhas aquisições (na verdade eram duas sacolas porque eu não tenho expediente e comprei outras coisas também), Disney bounding de Woody muito feliz da minha vida.

Na hora de ir embora do bistrô (aliás vocês sabiam que bistrô é uma palavra derivada do russo?), notei que a francesa na mesa ao lado me julgava com todas as forças por estar com uma sacola tão grande da Disneyland Paris (tem muito bad blood na história da relação dos parisienses com a Disneyland Paris). Aos olhos dela, eu era uma completa ringarde. E aí eu olhei bem no fundo dos olhos dela, e sorri; ela podia me julgar o quanto quisesse, porque aquelas compras que eu fiz na Disney faziam (e fazem) todo sentido pra mim, e só isso verdadeiramente importa.

Editando um armário cápsula de outono

Há mais de 2 anos, eu escrevi um post apresentando algumas dicas para fazer uma versão real do armário cápsula, que é um dos posts mais acessados na história desse blog. Com o começo do outono por aqui, que veio acompanhado de uma queda drástica nas temperaturas, eu resolvi editar um armário cápsula para a minha estação favorita a partir de peças que já habitam o meu armário.

Mais uma vez, meu ponto de partida foi uma paleta de cores restrita, buscando montar um grupo coerente de peças que funcionem entre si, permitindo multiplicar o máximo possível o número de combinações. O grupo de cores de base é formado pelos tons neutros de caramelo/cinza/preto, o grupo de suporte ficou por conta dos azuis, e as cores vinho e verde pontuam esse armário cápsula.

Para esse capsule wardrobe de outono, que poderia ser um armário cápsula de inverno em algumas cidades do Brasil, eu escolhi:

  • um trench coat longo
  • uma parka impermeável que tem forro removível
  • um blazer xadrez
  • um “chunky” suéter de lã
  • um suéter de algodão
  • um suéter de cashmere
  • uma camisa com pérolas aplicadas na pala
  • uma camisa social de veludo cotelê
  • uma camisa social xadrez
  • uma calça xadrez
  • uma calça de veludo cotelê
  • uma calça jeans
  • uma estola de cashmere
  • um cachecol de lã
  • uma bolsa grande
  • uma bolsa média
  • uma bolsa pequena
  • um par de tênis branco
  • um par de mocassim preto
  • um par de botas modelo “Chelsea”

Note que, das 20 peças escolhidas para o meu armário cápsula de outono, 4 delas já formavam conjuntinhos: o blazer e a calça xadrez compõem um terninho, look clássico para situações mais formais, enquanto a camisa e a calça de veludo cotelê já garantiriam um look caí na tinta. Além disso, esse armário cápsula segue o princípio de ter mais peças de cima (tops) do que peças de baixo (bottoms), o que sempre garante uma maior versatilidade.

O grande twist desse armário cápsula é, pra mim, o tênis branco. Um tênis branco tem a capacidade de modernizar o que é clássico, de dar personalidade ao look. Por sua vez, a bota modelo “Chelsea” é um clássico, diria até um básico para estações mais frias.

Com essas 20 peças, eu consigo pensar em incontáveis combinações: todas as calças combinam com todas as camisas, todas as calças combinam com todos os suéteres, resultando em 18 combinações possíveis. Se pensarmos nos casacos, esse número ainda triplica!

Como a matemática do custo por uso pode te ajudar a comprar menos e melhor

Eu lembro bem da primeira vez que comecei a pensar na lógica do custo por uso na minha vida: foi em 2009, quando eu era guia pra Orlando. Consequentemente, visitava outlets e shoppings a cada 6 meses numa época em que a cotação dólar x real permitia fazer várias comprinhas por temporada. Na época, nem se pensava em ter Forever 21 no Brasil, e a ideia de comprar várias brusinhas por preços baixíssimos (estamos falando de no máximo US$5 numa época em que a cotação do dólar turismo ficava entre R$1,70 e R$2,40) era muito atrativa para uma pessoa de 19 anos que estava na faculdade (da graduação ao mestrado) e queria fazer render ao máximo o dinheirinho que ganhava. Até então, eu achava que fazer render o meu dinheirinho era comprar muitas peças de roupas diferentes.

Eis que em 2009 eu comprei muito mais do que brusinhas na Forever 21 (tô usando Forever 21 como exemplo principal porque era a mais baratinha de todas, mas isso valia também pra H&M e até Abercrombie/Hollister, que bombavam na minha época de jovem): em seguida do meu grupo de julho, eu viria para a Suíça(!) pela primeira vez, participar de uma semana de simulações dos comitês da Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Genebra. Com isso, eu olhei a forevinha de outro jeito, comprando brusinhas sim porém tentando também fazer alguns achados que eu pudesse aproveitar nos looks formais nessa semana que eu passaria na ONU. Só que aí a American Airlines não colocou as malas do nosso grupo no nosso voo (sério, t-o-d-o-s chegamos no Brasil sem a bagagem que tínhamos despachado), e eu fiquei de mãos abanando, já que meu voo pra Genebra era, literalmente, no dia seguinte, e as malas não chegariam a tempo.

Ou seja: eu tinha enchido UMA MALA INTEIRA de coisas da forevinha que simplesmente não chegaram em tempo de cumprir o seu propósito principal, e ainda tive que sair correndo pra comprar roupas pra viajar no dia seguinte – sem contar que tive que comprar mala também. Sem contar que eu coloquei os cabos e fonte da minha câmera digital novinha na mala despachada e tive que viajar pra zoropa com uma câmera mais velha. Desde então, eu nunca na minha vida mais despachei nem um único cabo/fonte.

Corta pra quando eu cheguei de volta em Niterói depois de 2 semanas entre Genebra e Paris (essa foi a minha primeira viagem pra Europa e eu literalmente implorei pra minha mãe pra eu passar uns dias em Paris, mesmo sozinha, mesmo pegando dia dos pais e aniversário da Mivó, e ela deixou). Abri as malas que vieram de Orlando, e aquele monte de roupa que eu comprei na forevinha simplesmente não fazia sentido pra mim. Eu lembro que, enquanto eu fazia essas compras, desde antes de virar guia, eu me convencia de que valia a pena porque eu chegaria no Brasil com um armário completo pra nova estação e não precisaria comprar mais n-a-d-a nas lojas brasileiras (pense em Farm, Dress To, Cantão, Maria Filó, Animale, etc). Veja bem, era um bom argumento, bastante convincente. Só que aí era só sair coleção nova que eu já tava lá, conferindo as novas estampas, as novidadinhas, gastando minha mesada/bolsa de estudos todinha naquelas roupas que também acabariam vivendo por pouco tempo no meu armário – afinal de contas, pra tudo que entrava, alguma coisa tinha que sair.

Foi justamente nesse período que o conceito de custo por uso começou a ser formulado. Ao ver as notas de compras na forevinha, que eu sempre guardava, eu notei que a soma de todas aquelas brusinhas dava pra comprar uma bolsa de luxo. Imagina a ficha caindo?! Eu fiquei pasma: quase não acreditava que tinha gasto o equivalente a uma bolsa da Louis Vuitton (que, na época, ainda era objeto de cobiça) em brusinha/óculos escuros de qualidade questionável.

Seria injusto eu dizer que nunca fiz uma compra verdadeiramente boa na Forever 21 (ou equivalente): algumas peças tinham qualidade bastante razoável, tendo durado alguns anos no meu guarda-roupa, e cheguei até a ir a mais de um casamento vestida com lookinhos forevinha que custaram uma bagatela e faziam bonito. Essas peças realmente tiveram um custo por uso MUITO baixo, mas são itens que eu conto nos dedos da mão. Em geral, tudo isso que eu comprava a cada 6 meses nos EUA, tinha um tempo de vida útil muito curto no meu armário, sendo doadas muito rapidamente.

Isso era um tipo de consumo insustentável. E foi aí que eu entendi que, se eu comprasse coisas muito baratas que não usava nunca, o custo por uso foi altíssimo. Mas se eu comprasse uma coisa cara que eu usasse por muitos anos (preferencialmente, a vida inteira), o custo por uso seria baixíssimo. Por exemplo: se eu usasse 2 vezes uma brusinha de US$5 antes de doá-la, o custo por uso dela seria de US$2,50; por sua vez, se eu usasse cinquenta vezes uma blusa de US$50, o custo por uso dessa peça seria US$1.

No momento em que essa ficha caiu, eu me decidi que, na temporada de janeiro de 2010, a prioridade do meu orçamento de viagem seria comprar uma Speedy 30 da Louis Vuitton: eu era alucinada por esse modelo por vê-la nas mãos da Audrey Hepburn, que era uma referência de estilo muito grande pra mim na época (e ainda é, na verdade). Com o dinheiro que sobrasse, eu estaria livre pra comprar quaisquer outras coisas que quisesse (bota aí que boa parte do meu orçamento sempre ia nas coisas de parque, porque eu sempre fui assim).

toda faceira usando a Speedy pela primeira vez em Downtown Disney (hoje Disney Springs)

Eu gosto de pensar no custo por uso como uma versão do custo-benefício, principalmente considerando compras de luxo. Nesse caso, o custo por uso é bastante objetivo: se eu compro uma bolsa de US$1000 e uso 100 vezes, o custo por uso foi US$10; mas se eu compro uma bolsa de US$50 e uso duas vezes, o custo por uso foi de US$25. Ou seja: a bolsa de US$1000 tem um custo por uso menor do que a bolsa de US$50, e consequentemente corresponde a um uso melhor do meu dinheiro.

Sempre que eu fico com vontade de comprar alguma besteira, eu penso que aquela quantia poderia ser investida numa coisa mais duradoura e reflito MUITO sobre cada compra. Isso não significa que eu não compre mais nenhuma besteirinha, que eu não compre nenhuma coisinha baratinha; no entanto, significa que a minha reflexão sobre todas as minhas compras diminui o meu ritmo de consumo, me fazendo me perguntar o porquê de cada compra, e por vezes me fazendo desistir das besteirinhas em prol de uma coisa mais cara que tem mais potencial de uso e durabilidade na minha vida.

Desde a Speedy 30, todas as vezes que fui pra Orlando como guia eu aproveitei pra “investir na bolsa”; alguns investimentos foram melhores do que outros, e algumas bolsas eu acabei vendendo porque não eram usadas como deveriam (aumentando o custo por uso e ocupando espaço precioso no meu armário). Mas essa matemática que eu aprendi há mais de 10 anos atrás continua guiando as minhas compras até hoje, e eu procuro ensiná-la aos meus clientes da consultoria de imagem e estilo.

Slow fashion: ask why before you buy

O primeiro passo para adotar o slow fashion é perguntar-se o propósito de cada compra antes de efetivamente comprar (ask why before you buy) – ou seja, comprar com intenção.

Uma das principais funções do personal stylist é educar os seus clientes sobre como criar um armário que será verdadeiramente amado e valorizado.

Quando você compra com intenção e de fato se pergunta o porquê antes de comprar, você com certeza adicionará somente itens que você realmente ama ao seu guarda-roupa. Então, o vestir diário torna-se uma verdadeira diversão, e não simplesmente uma função, pois o seu armário só tem peças que você realmente ama e que serão usadas muitas e muitas vezes, diminuindo o custo por uso.

Ao questionar cada compra, você de fato diminui o ritmo do seu consumo, e isso é uma coisa ótima tanto para o meio ambiente quanto para o seu saldo bancário.

Você não precisa de um armário lotado de coisas. Você precisa de um armário com coisas boas, adquiridas por meio de compras pensadas de peças que você de fato vai amar por várias estações.

Elegância não depende de orçamento

Há um tempo atrás, eu escrevi um post que debatia, de maneira sucinta, como podemos ter um estilo elevado independente do orçamento. Hoje, eu quero entrar um pouco mais nesse debate, trazendo algumas dicas de como vestir-se de maneira mais elegante, seguindo a mesma linha de raciocínio de que ter um estilo polido não tem nada a ver com o seu orçamento.

Antes de entrar nas dicas práticas que podem nos ajudar a desenvolver um vestir mais elegante, eu devo dizer que, na minha humilde opinião, elegância vai muito além do que se veste. Pra mim, ser elegante é algo que está relacionado diretamente ao seu estilo de vida, desde a maneira como você trata as outras pessoas até o jeito de fechar uma gaveta.

Depois desse disclaimer, me sinto pronta pra falar sobre alguns aspectos que definem um estilo elegante.

Tecidos fluidos

Ainda que nem sempre sejam usados nas roupas mais práticas, os tecidos fluidos tem a capacidade de instantaneamente elevar um look. Pense, por exemplo, em blusas/camisas/camisetas de seda e sua fluidez: há uma elegância inata a essas peças.

Pouco contraste entre as cores

Embora looks super coloridos sejam muito interessantes visualmente, em geral eles são menos elegantes do que propostas que apresentam um menor contraste entre as cores. Nesse caso, um look branco e preto (que é altíssimo contraste) é menos elegante do que a combinação cinza e branco, ou azul marinho e preto, por exemplo.

Combinações monocromáticas ou análogas com intensidade suave

Quando a gente pensa que roupa preta é mais chique do que qualquer outra, ou que “preto emagrece”, é porque o nosso pensamento mais básico leva a perceber uma elegância inerente ao que é monocromático. Na verdade, o que tem essa “chiqueza” toda é o uso de uma única cor – o que também é percebido quando escolhemos tons suaves e análogas. Usadas corretamente, combinações monocromáticas podem ter o mesmo efeito “emagrecedor” de uma roupa toda preta, o que é um ótimo recurso para quem não tem preto na cartela.

Tom sobre tom

Uma cartela de cores é muito conveniente na hora de montar um look tom sobre tom, já que muitas delas tem as variações das cores e facilita visualmente a escolha dos tons que mais nos agradam e/ou temos a nossa disposição. Um look tom sobre tom não é só elegante mas pode ser até mesmo “calmante” não só para quem tá usando mas também pra quem encontra conosco – não podemos nos esquecer nunca da psicologia das cores.

Alfaiataria

Ternos, costumes, blazers, calças de corte reto, tailleurs (ou terninhos), vestidos tubinhos ou de outros cortes retos/simples, e até mesmo bermudas de corte reto fazem parte desta categoria de roupas, que tem uma elegância originada na história da alfaiataria, uma vez que essas peças costumavam ser feitas manualmente em oficinas, observando as medidas individuais de cada cliente, com caráter de exclusividade.

Corte e caimento

Uma peça bem cortada, com caimento perfeito, é garantia de elegância. Mas não se engane: não só apenas as peças de alfaiataria que são bem cortadas e/ou tem caimento perfeito. É possível usar uma simples t-shirt de algodão que é super bem cortada e veste perfeitamente, e isso já vai fazer toda a diferença para elevar o seu estilo.

Estampas mais suaves

Em geral, as estampas que tem a capacidade de deixar o seu look mais elegante são as mais suaves como, por exemplo, o tradicional floral Liberty. Estampas de cores análogas ou com intensidade suave também podem entrar nesse grupo.

Acessórios minimalistas

Acessórios em linhas retas/simples, menores, sem muitas cores costumam garantir um visual mais elegante. Pérolas pequenas, brincos discretos, pulseiras e colares mais finos, sem muitos pingentes, são alguns dos exemplos de acessórios minimalistas.

É lógico que você não precisa aplicar todas essas dicas de uma só vez, ou mesmo prender-se ao que eu escrevi aqui. Um dos caminhos da consultoria de estilo e imagem é a estratégia intencional, aplicando as diretrizes em alguns lugares e/ou determinados momentos nos quais o desejo é transmitir determinada mensagem por meio do vestir.

Um pouco da história da alfaiataria

A gente fala muito em peças de alfaiataria, muitas vezes sem nem se dar conta direito do que é essa técnica de modelagem e costura diferenciada, que é usada para construir roupas sociais, com um DNA de muita elegância.

A palavra “alfaiate” vem do árabe (al-ẖayyât) e significa costureiro. Consequentemente, alfaiataria foi o nome dado às oficinas onde as roupas eram feitas manualmente, com as medidas individuais do cliente, com caráter exclusivo. Nestas oficinas, eram feitos ternos, calças, casacos e blazers, e esses atendimentos eram originalmente direcionados ao público masculino. No pós-guerra, as peças de alfaiataria passaram a ser usadas também por mulheres, uma vez que, com a subsequente crise, o dinheiro para compra de tecidos era pouco, e as peças de alfaiataria tem corte mais reto e gastam menos tecido.

Até os anos 70, ternos, blazers e costumes eram feitos por alfaiates, sob medida, e a maior parte do acabamento era feito à mão, já que, até então, as máquinas de costura faziam apenas costura reta simples. Hoje, uma peça de alfaiataria pode ser feita em ateliês ou fábricas, exclusivas ou em série. Ao fazer uma peça de alfaiataria sob medida, é preciso prová-la para que fique perfeita no corpo, e os ajustes são inevitáveis; é necessário fazer, no mínimo, 3 provas antes de concluir uma peça de alfaiataria feita sob medida, com o objetivo de deixá-la perfeita no corpo.

As peças de alfaiataria são estruturadas, de corte mais reto e ajustado, feitas com tecidos mais estruturados, secos, com caimento impecável. Essas peças são elegantes e sociais, sem fluidez. Por exemplo: não podemos confundir com alfaiataria uma saia evasê ou godê, ou um vestido solto, fluido, feito de seda; esse tipo de peça pode ser alta-costura, caso seja feito em um ateliê onde o trabalho é artesanal, feito quase todo à mão – mas não é alfaiataria. Por sua vez, nada impede que uma peça esportiva seja alfaiataria, desde que siga as técnicas e padrões.

Outra característica importante nas peças de alfaiataria é o preciosismo com o acabamento, que deve ser invisível. A maioria das peças de alfaiataria são forradas, ou tem acabamento interno com viés.

Há vários tipos de alfaiataria, que correspondem à diferentes heranças da técnica. A mais antiga delas é a alfaiataria francesa. A alfaiataria alemã é caracterizada pelos uniformes militares impecáveis. A alfaiataria inglesa é a mais tradicional; por sua vez, a alfaiataria italiana é considerada a mais elegante.

A alfaiataria passou a fazer parte da alta-costura pelas mãos de alfaiates renomados como Monsieur Guilson (França) nos anos 50 e 60, Hugo Boss (Alemanha) nos anos 50, Paul Smith (Inglaterra) nos anos 60 e 70, Ermenegildo Zegna e Giorgio Armani (Itália) nos anos 60 e 70. Foi pelas mãos destes alfaiates que as peças de alfaiataria foram elevadas, indo além do uniforme ou traje executivo, chamando atenção pela elegância e sofisticação.

Estilistas como Alexander Mcqueen, Jean Paul Gaultier e Yves Saint Laurent foram responsáveis por colocar nas passarelas de alta-costura feminina as peças de alfaiataria, feitas com tecidos luxuosos e as vezes bordadas com delicadeza, precisão e requinte. A Gucci também levou a alfaiataria para o universo da alta-costura feminina.

Na alfaiataria, a queda de ombro (altura da cava maior nas costas) comum na modelagem masculina é usada também na modelagem feminina; os casacos, blazer e paletós são entretelados, e feitos com ombreiras, para deixar o ombro mais reto. A manga dos casacos, blazer e paletós costumam ser de duas folhas, para melhor dar formato a curva do braço, perto do cotovelo. Por sua vez, as calças de alfaiataria não são justas demais e nem muito largas, e tem um corte mais reto.

O estilo clássico é determinante de uma peça de alfaiataria, embora possamos reconhecer variáveis que foram criadas por grandes estilistas ao longo do tempo. A criatividade é livre e pode-se brincar com a alfaiataria, mas não se pode destruí-la: a estrutura das peças e o corte reto prevalece.

Na alfaiataria, usa-se tecidos mais seco, que tenham caimento mais reto, liso e firme. De modo geral, são tecidos de alfaiataria: lãs frias, linho, crepe, jacquard, zibeline, gabardine, tweed, cashmere, microfibra two way, oxford. Entre os tecidos de alfaiataria, diferenciam-se os mais nobres, chamados tecidos de primeira linha, e os de segunda ou terceira linha: tudo depende da quantidade de fios usada para fabricar o tecido. Além disso, há muitos tecidos sintéticos usados em alfaiataria, e é por isso que é preciso ter cuidado ao comprar uma peça de alfaiataria: se ela tiver um preço muito barato, há grandes chances de ter sido feita com tecidos mais baratos, sintéticos. Ainda assim, uma peça alfaiataria precisa ser bem feita, independentemente do tecido ser barato ou caro, pois uma roupa de alfaiataria não é feita para ser descartável.

Sem dúvida, a escolha de tecidos de qualidade, a modelagem e o capricho na finalização da peça determinam a beleza de uma peça de alfaiataria.

O que é a estratégia intencional na imagem?

Em 2014, eu recebi o meu título de Mestre em Estudos Estratégicos da Defesa Nacional e Segurança Internacional. E o que isso tem a ver com esse post?

Simples: estratégia. Uma das primeiras disciplinas que eu cursei no mestrado versava sobre o pensamento estratégico e diversas maneiras possíveis de aplicá-lo. E é claro que eu aplico o pensamento estratégico que eu aprendi na pós-graduação na construção da imagem e do estilo (também continuo aplicando nos meus estudos de doutorado, mas isso é outra história).

Um dos caminhos da consultoria de estilo e imagem é a estratégia intencional, na qual são aplicadas certas diretrizes, em algumas situações, em determinados ambientes, com o objetivo de controlar a mensagem transmitida por meio do vestir.

Tudo o que a gente veste conta uma história sobre quem nós somos. Por isso, é tão importante prestarmos atenção a essa história que estamos contando. Ao ter plena consciência da história que estamos contando por meio das nossas roupas, acessórios, sapatos, podemos ter controle sobre essa narrativa visual e garantir que ela seja o mais verdadeira possível.

Essa comunicação do vestir é instantânea: podemos não falar nada e emitir uma mensagem clara do que somos pelas nossas roupas, acessórios, sapatos. Mas essa comunicação não acontece só para os outros, mas também para nós mesmos, no reflexo que vemos nos espelhos, na maneira como nos sentimos. Todas as escolhas que fazemos (cores, cortes, caimentos, texturas) contam um pouco do que somos, construindo uma expectativa. O vestir intencional, consciente, mesmo que para as mais simples atividades diárias, pode nos animar para o dia, dando um gás extra para todos os desafios.

Um armário consciente, bem editado, que atenda bem às demandas do cotidiano individual, certamente contribui para que o vestir intencional se dê de uma maneira mais simples, podendo ser aplicado a mais situações sem que seja necessário passar muito tempo pensando no que vestir.

Vestir-se intencionalmente não tem nada a ver com o tempo que você leva pensando no que vestir; pelo contrário, quanto mais consciente da mensagem que deseja transmitir, mais fácil se torna a aplicação da estratégia intencional e, consequentemente, você leva menos tempo para se arrumar.