O que Michael Jordan tem a ver com a moda?

Aqui em casa, assistimos no Netflix a série “Arremesso Final”, que conta um pouco da história do time de basquete da NBA Chicago Bulls até a temporada de 1997-98. Não, você não tá no blog errado. É que eu quero trazer pra cá a reflexão sobre como um super atleta – um dos maiores da NBA – influenciou a moda. Ou melhor, ainda influencia!

Michael Jordan é um daqueles casos especiais, que aparecem de tempos em tempos, que misturam um talento único com uma capacidade incrível de transformar em ouro tudo o que ele toca. Isso é particularmente verdade para os anos em que ele passou no Chicago Bulls, mesmo considerando o interregno em que ele se dedicou ao baseball.

No começo de 1984, Michael Jordan assinou contrato com a Nike, que então produziria o primeiro par de Air Jordan para ele, para que ele usasse nas quadras de basquete. No mesmo ano, o icônico tênis seria produzido também para venda ao público, e renderia milhares de dólares para a empresa que, até então, não tinha tanta força no mercado.

O protótipo para o Air Jordan I, Nike Air Ship, foi desenhado por Peter C. Moore nas cores vermelho e preto. Esta primeira versão foi banida pelo então comissário da NBA David Stern, porque o tênis não tinha branco suficiente (conhecida como “regra dos 51%”, em tradução livre). Depois que o Nike Air Ship foi banido, Michael Jordan e Nike introduziram o Jordan I em cores com mais branco, como os modelos “Chicago” e “Black Toe”. A Nike foi esperta em usar o banimento do Nike Air Ship como ferramenta de promoção do tênis em seus anúncios, insinuando que os sapatos dariam uma vantagem competitiva desleal. O Air Jordan I foi originalmente comercializado entre 1985 e 1986, com relançamentos (conhecidos como “retrôs”) em 1994, 2001-2004, e a partir de 2007.

O sucesso (diga-se de passagem, inesperado) do Air Jordan I encorajou a Nike a lançar um novo Air Jordan em 1986 para a nova temporada de basquete. Desenhado por Peter Moore e Bruce Kilgore, o Air Jordan II original era único, no sentido de que era produzido na Itália. Esse modelo introduziu um melhor amortecimento, com uma entressola de poliuretano e uma bolha de ar Nike encapsulada em comprimento total para o máximo conforto; o Air Jordan II foi o primeiro Jordan a não ter o Nike swoosh na parte superior. Esse modelo foi originalmente vendido por USD100, comercializado entre 1986 e 1987. Mais tarde, foi relançado em 1994, 2004-2005, 2008, 2010, e entre 2014 e 2018.

O Air Jordan III foi desenhado em 1988 por Tinker Hatfield, que trabalha para a Nike como designer de lojas e escritórios. Na época, Michael Jordan estava pronto para deixar a Nike, mas o Jordan III fez com que ele mudasse de ideia: era o primeiro Air Jordan a ter uma unidade de ar visível no calcanhar, o novo logo “Jumpman”, uma estampa de elefante e couro trabalhado para dar uma aparência de luxo. O Air Jordan III ficou famoso pelos seus anúncios bem humorados que traziam o diretor Spike Lee como Mars Blackmon, o personagem que ele fez em seu filme She’s Gotta Have It. Essa campanha ficou conhecida como “Mars and Mike”, e foi uma das campanhas mais bem sucedidas na história da Nike. O Air Jordan III também foi o primeiro modelo da linha a ter o logo “Nike Air” na parte de trás. Em 2007, Jordan Brand colaborou com o diretor Spike Lee para lançar uma edição limitada de Air Jordan III com uma cartela de cores pautada no poster azul-e-amarelo do filme Do the Right Thing. Dois anos depois, a Jordan Brand reintroduziu o Air Jordan III na paleta True Blue, num lançamento internacional que deixou os EUA de fora. Em 2011, a marca lançou o Black History Month Air Jordan III, com uma paleta de cores que celebrava os 35 anos do Mês da História Preta. Outros modelos foram lançados no mesmo ano. Em 2013, Jordan lançou uma edição especial do Jordan III, conhecido como “Air Jordan III Retro ’88”. Em 15 de fevereiro de 2020, foi lançada a versão mais recente, Air Jordan III SE Red Cement, em comemoração a Chicago como cidade anfitriã do 2020 NBA All-Star Game. A marca também lançou uma versão exclusiva de paleta de cores para Chicago. Desde 1994, foram vários os lançamentos de Air Jordan III, a saber: 2001, 2007, 2009, 2011, 2013, 2014, e entre 2016 e 2020.

Em 1989, a Nike lançou o Air Jordan IV, com design de Tinker Hatfield. Este foi o primeiro Air Jordan a ser lançado no mercado global, com quatro paletas de cores: preto/branco, preto/cinza, branco/fogo vermelho-preto, e off White/azul marinho. A Nike trouxe novamente Spike Lee para os comerciais, e Lee também colocou os Air Jordan IV no seu filme Do the Right Thing. Foi esse sapato que Michael Jordan usou quando fez “The Shot”, que foi uma jogada de basquete ocorrida durante um jogo de playoff da NBA entre o Chicago Bulls e o Cleveland Cavaliers em 1989. “The Shot” ocorreu durante o decisivo jogo 5 da série First Round da Conferência Leste, em Ohio. Cada um dos times tinha vencido dois jogos, ou seja, estavam empatados, e o Cavaliers liderava o jogo por um ponto. Faltando três segundos para o final do 5º jogo, Michael Jordan recebeu um passe inbound e fez um passe buzzer-beater que deu ao Bull uma vitória por 101-100, e a vitória da Conferência Leste. Somente nesse jogo, Michael Jordan fez 44 pontos, e The Shot é considerado um dos seus maiores momentos, e esse jogo é considerado um clássico. O Air Jordan IV foi relançado em 1999, 2000, 2004, 2006, 2008, entre 2010 e 2013, e entre 2015 e 2020, mais recentemente com o lançamento da paleta de cores “Black Cat” (um dos muitos apelidos de Jordan).

Além dos vários relançamentos destes modelos, ainda há os Air Jordan V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII (ou XX2), XX3, 2009, 2010, 2011, 2012, XX8, XX9, XXX, XXXI, XXXII, e XXXIII (o primeiro Air Jordan sem cadarço).

O Air Jordan V ficou muito popular porque Will Smith usou modelos da linha várias vezes na série “Um Maluco no Pedaço” (ou, no original, “The Fresh Prince of Bei-Air“), principalmente nas paletas de cores “Metallic Silver”, “Grape”, e “Fire Red”. Para homenagear ator e personagem, Jordan lançou o Air Jordan 5 Bel Air em 2013.

E, hoje, eu recebi um email da Dior anunciando o Air Dior. De acordo com o email, muito em breve, a tradicional Maison lançará a edição limitada Air Jordan 1 OG sneakers. A parceria entre Dior, Kim Dones e Jordan Brand resultou na edição limitada do tênis Air Jordan 1 High OG Dior, e uma coleção de roupas prêt-à-porter e acessórios completam a colaboração.

Contei essa história toda para exemplificar como um branding pessoal bem feito, numa época em que não se podia contar com os meios de divulgação que temos hoje e a globalização ainda era insipiente, transformou um sapato em um ícone de estilo, muito desejado por sinal. Na série “Arremesso Final”, é possível ver a história de que o tênis Air Jordan foi o primeiro item de vestimenta esportiva (sports wear) a transitar para o guarda-roupa que se veste no dia a dia, fora das quadras esportivas, muito por conta das suas aparições em filmes e seriados de TV. Até então, o uso de tênis era realmente muito limitado às atividades esportivas, e era algo impensável usar um tênis com vestido, por exemplo. Por tudo isso, pode-se dizer que hoje usamos tênis com basicamente qualquer peça de roupa graças ao Michael Jordan!

Zona de conforto ou look assinatura?

Estamos sempre ouvindo que é preciso sair da zona de conforto – ou melhor, das muitas zonas de conforto: seja no trabalho, no que fazemos em momentos de lazer, no que vestimos, etc. Pois eu venho humildemente contestar esse tipo de afirmação – pelo menos no que diz respeito a ter uma zona de conforto dentro do seu armário.

Não, você não leu errado. Não, eu não to doida. Na verdade, eu acho que o papel de um consultor de imagem e estilo pessoal é justamente ajudar cada indivíduo a encontrar a sua zona de conforto, transformando-a no que podemos chamar de “look assinatura”.

Pensa comigo: quantas vezes você já abriu seu armário abarrotado de roupas e teve a certeza de que não tinha o que vestir? Quantas vezes você comprou um acessório, um sapato ou uma bolsa da moda e acabou não usando? Em meio a todas as tendências de moda que consumimos, é fácil confundir-se e lotar o armário de coisas que simplesmente não fazem sentido para nós. Mas eu também tenho certeza de que, no meio de todas essas roupas que te levam a acreditar que não tem o que vestir, você tem algumas peças do coração, aquelas na direção das quais você sempre gravita, aquelas que te fazem sentir segurança e que te ajudam a ter mais gás pra enfrentar o mundo. Acertei?

Essa seria a sua zona de conforto – ou melhor, as peças que podem compor o seu look assinatura.

Se você ama usar terninho, este pode se tornar seu look assinatura. Se você ama vestidos, eles podem ser seu look assinatura. Se você gosta do comprimento midi, você pode adotá-lo como seu look assinatura. E você também pode ter mais de um look assinatura. Aliás, eu diria que a gente deve ter alguns looks assinatura, algumas combinações de peças que nos dão muita segurança e tranquilidade ao vestir para as mais diversas situações.

Em tempos de quarentena, muita gente tem descoberto a importância do conforto no home office, e tenho certeza de que muitas pessoas vão querer implementar o conforto nos looks de trabalho uma vez que a rotina fora de casa for retomada no “novo normal” (ainda não sei se gosto desse termo). E eu diria que o seu look assinatura deve ser, sim, muito confortável. 

Eu reconheço que tenho alguns looks assinatura, que compõem a minha “zona de conforto” pra facilitar a minha vida. Até mesmo para o home office eu tenho um look assinatura, já que (mesmo antes do coronavirus) eu passo muito tempo estudando, escrevendo e trabalhando de casa: calça de moletom + t-shirt, com um casaco de moletom sempre por perto. Aliás, acho que já falei por aqui que não vejo nada de errado em trabalhar de casa usando moletom; muito pelo contrário, acho a melhor opção desde que esteja num estado decente (no mínimo, sem furos ou rasgos). Para o look do home office, a minha regra é não usar nada que não pudesse usar na rua ou numa chamada de vídeo.

A gente nunca pode confundir conforto com desleixo. É absolutamente possível e nem um pouco difícil montar um look confortável com cara de pensei-muito-me-esforcei-e-o-lookinho-ficou-ótimo sem, de fato, gastar muito tempo pensando no look. Para isso, bastam algumas ferramentas de styling. É lógico que a ajuda de um consultor de imagem profissional será valiosa nesse momento, o que não significa que você não possa aprender alguns truques sozinho.

Caí na tinta: looks monocromáticos

A tendência dos looks monocromáticos está em alta já há algumas temporadas, o que nos leva a crer que é uma trend que chegou para ficar. Particularmente, eu curto muito, e acho bastante prático também, principalmente se o seu armário for organizado por cores; certamente você será capaz de vestir-se em pouquíssimos minutos!

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Os looks monocromáticos costumam ser uma porta de entrada pra quem gosta de cor mas não curte muito, por exemplo, colour blocking. Um look colorido é sempre mais jovial e moderno, ao mesmo tempo que transmite uma mensagem de sofisticação e refinamento.

Muita gente, inclusive, corre pro look todo preto na intenção de alongar a silhueta, quando poderia fazer o mesmo usando cores!! Muito mais divertido e transmite muito mais personalidade ao look. Para alongar a silhueta com monocromia, basta escolher tons semelhantes ou com a mesma profundidade. Isso criará uma linha vertical, alongando toda vida.

Para quem quer uma dose extra de personalidade, criando um look visualmente muito interessante, uma ideia é combinar tons de características opostas: quentes e frios, claros e escuros, brilhantes e foscos. Pareceu complicado? Aguenta aí que eu explico: imagina uma camisa vermelho-tomate com uma calça vermelho-cereja. Imaginou? Pronto, misturou tons de características opostas!

Mas, Letícia, eu gosto de neutros. Como faz?

Ninguém falou que você precisa abrir mão dos neutros para criar looks monocromáticos! Pelo contrário: tons como bege, caramelo, marinho e cinza enriquecem os looks monocromáticos. Preto e branco também criam looks monocromáticos incríveis.

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Se o uso de cores ainda parece muito ousado para o seu estilo, você pode começar usando tons neutros, como falei ali em cima, ou tons fechados, como o marinho (sempre ele!), mostarda ou verde garrafa.

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monocromático com estampa

Para quem já está num nível avançado de monocromia nas peças lisas, é possível começar a compor looks monocromáticos com estampas. O segredo está na escolha de cores comuns nas peças, ainda que as estampas sejam diferentes, pois é a cartela cromática que vai harmonizar o visual.

Looks monocromáticos podem ajudar a valorizar a beleza natural do rosto quando as peças de roupa combinam com a sua coloração pessoal: quem tem pele rosada pode usar e abusar dos tons de rosa, azul, lilás e marinho; quem tem pele dourada vai se pivilegiar de tons terrosos, verde-folha e vermelho aberto; para quem tem alto contraste (cabelos e olhos escuros + pele clara) pode abusar de roupas altamente contrastantes, pois elas tendem a valorizar a beleza natural sem abater; por sua vez, quem tem baixo contraste terá sua beleza valorizada por tons que acompanhem o contraste.

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texturas trazendo interessância para o look monocromático!

Outra dica de ouro: qualquer look monocromático fica mais interessante com texturas! Texturas sempre dão interessância ao look, então considere as rendas, relevos, tecidos brilhantes, transparências e elasticidade dos tecidos quando estiver criando seu look monocromático.

Pra finalizar, o mais importante de tudo: olhe-se no espelho e reconheça o quão incrível você está!

* todas as imagens deste post foram retiradas do site da Zara (BR e CH).

Você não deve beleza a ninguém

Você não tem que ser bonito/bonita, porque você não deve beleza a ninguém.

Em um mundo onde cada vez mais há uma ditadura da beleza, você não deve beleza a ninguém.

Não é que você não deva ser bonito(a) ou não queira ser bonito(a). Você deve colocar o seu bem-estar em primeiro lugar, sempre. É divertido ser bonito(a), se arrumar pra ficar mais bonito(a), se sentir bonito(a). O legal é se olhar no espelho e sorrir com o que se vê.

É, acho que o legal mesmo é ser feliz com a imagem que se vê no espelho. É legal seguir o seu instinto ao se arrumar, não pensando exatamente em ficar bonito(a), mas para ficar mais feliz. É deixar que o seu interior fique refletido na imagem que o resto do mundo vê. É buscar a felicidade, e deixar que ela te faça uma pessoa mais bonita.

Um rápido guia dos Estilos Contemporâneos

Já conversamos aqui sobre os 7 estilos universais, e agora quero dar um panorama pra vocês dos estilos contemporâneos. A classificação dos estilos contemporâneos foi criada para complementar as classificações dos estilos universais, como um desdobramento das categorias criadas a partir dos primeiros estudos teóricos sobre o tema.

URBANO

O estilo urbano é adotado por pessoas que priorizam o conforto, principalmente para poder explorar os espaços urbanos sem que uma peça de roupa interfira na programação. O estilo urbano permite uma mistura de muitos estilos, gosta de misturar peças hi-lo, chique com casual, com uma pitada de esporte. A nova trend dos tênis, que agora circulam nos mais diversos ambientes dando uma cara de fashionista aos looks que poderiam ser mais formais, é um dos exemplos dessa mistura que caracteriza o estilo urbano.

As pessoas que curtem o estilo urbano precisam estar cientes de que podem parecer um pouco informais dependendo da ocasião, sendo preciso dosar e equilibrar a mensagem que se quer transmitir. A informalidade inerente ao estilo urbano acaba dando uma cara mais jovem e despojada aos looks, o que transmite também uma mensagem de pessoa receptiva.

CLÁSSICO MODERNO

O estilo clássico moderno mistura peças de alfaiataria com corte impecável, bolsas e acessórios de qualidade com pitadas de atualidade nos looks, transmitindo a mensagem de que está antenada com as tendências. Um look clássico moderno pode ser minimalista, monocromático, monocromático com acessórios coloridos, com um belo tênis, e assim por diante. O clássico moderno é facilmente identificado por um único elemento que quebra o que seria um look absolutamente certinho.

O clássico moderno pode ser uma mão na roda para pessoas jovens que estão iniciando suas carreiras no mercado de trabalho, já que transmite uma mensagem de maior seriedade e confiabilidade.

DIVERTIDO CASUAL

As tendências divertidas entraram na moda há tempo, misturando, por exemplo, estampas de desenhos animados a saias plissadas (alô Prada S/S 2018). As cores vivas, estampas e frases divertidas se encaixam nessa categoria, que facilitam composições práticas e criam um look leve.

Assim como a categoria urbana, é preciso ter cuidado com os ambientes onde se circula com esse estilo, pois o divertido casual, por ter características muito jovens, pode resultar numa perda de credibilidade nos momentos mais sérios. Por outro lado, é um estilo ideal para quem trabalha em áreas onde a criatividade é determinante, demonstrando toda a sua alegria.

FASHIONISTA

Homens e mulheres apaixonados por tendências de moda são os típicos fashionistas. Essas pessoas gostam de consumir tudo o que é mostrado nas passarelas com rapidez, e costumam consumir muito em lojas do tipo fast fashion. O fashionista costuma demonstrar muita segurança e confiança por meio do seu estilo. Entretanto, por conta de vestir-se de acordo com as tendências, o fashionista precisa ter cuidado para não virar refém da moda e esquecer-se do seu próprio estilo. O equilíbrio entre usar o que está na moda e o que realmente se encaixa no seu estilo é tênue, mas é possível com uma boa dose de autoconhecimento.

MODERNO CHIQUE

Estar bem vestido é uma prioridade para quem se encaixa nessa categoria. A sofisticação e a elegância se encontram com toques atuais e tendências que se adequam a este estilo. Peças de cortes impecáveis ajudam a demonstrar confiança, embora seja necessário cuidado para não parecer pra frentex demais em alguns ambientes.

PREPPY GEEK

O estilo preppy geek mistura elementos divertidos, muitas vezes relacionados ao universo dos desenhos animados e super heróis, com peças de estampas clássicas como o xadrez e cortes de alfaiataria, abusando de camisas sociais e suéteres. Para quem usa óculos, um dos elementos que ajuda a dar muita personalidade ao estilo preppy geek são as armações de acetado, que dão um destaque excelente o rosto.

GRUNGE

Não adianta fugir, o grunge sempre estará rodando a moda. Muito além de camisas xadrez e calças rasgadas, o grunge inspira coleções que desfilam nas principais semanas de moda do mundo. Marc Jacobs costuma fazer muitas coleções com toques grunge, e até mesmo Anthony Vacarello (na frente da  direção criativa da maison YSL) tem adotado elementos grunges nas coleções, com várias peças que misturam couro e renda a recortes inusitados. A coleção A/W 2020 de Maria Grazia Chiuri também traz muitos elementos grunges para peças clássicas da Dior, como o xadrez, couro, cintos amplos e chapéus misturados a pérolas e peças da alta joalheria.

ROMÂNTICO COOL

Esta é uma categoria identificável predominantemente entre as mulheres. Romântico cool é caracterizado por um look fluido, com babados, rendas, detalhes e estampas delicados. Devidamente dosado, ajuda a transmitir leveza em profissões que exigem tremenda seriedade e por vezes tornam a mulher inacessível.

Em busca do #aerolook perfeito

Bem, pra começo de conversa, a perfeição pode ser discutível; afinal de contas, o que é perfeito pra mim pode não ser perfeito pra você por diversos motivos.

Entretanto, podemos pensar em algumas linhas gerais que ajudam a montar um #aerolook elegante & confortável – afinal de contas, é sempre bom vestir-se com elegância e conforto.

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meu #aerolook voltando do Rio agora em maio

Quando eu penso em #aerolook, penso em confortáveis camadas de roupa, preferencialmente em cores escuras. Já aconteceu de cair bebida, molho e comida nas minhas roupas em vários aviões e aeroportos desse mundo, e roupas de cores escuras escondem melhor esse tipo de acidente, uma vez que a próxima oportunidade de tomar um banho e trocar-se ainda pode estar a horas de distância.

Ao vestir-se para um vôo, as camadas de roupa são úteis porque podemos enfrentar diferentes temperaturas desde a hora que saímos de casa ou do hotel até o momento de chegar ao destino. No verão, por exemplo, eu geralmente viajo de t-shirt de manga curta, com um casaco quentinho sempre à mão. Se o destino for de inverno, o casaco mais pesado já vai na mão/corpo, economizando espaço na mala. Eu lembro de uma época em que o Galeão estava sem ar condicionado funcionando na área de embarque internacional, eu estava levando grupo pra Orlando em janeiro (ou seja, inverno nos EUA), e o único jeito de sobreviver ao calor do Rio em pleno verão foi tirando os casacos e cachecóis até a hora de entrar no avião.

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óculos escuros + casaco quentinho + tricô + calça de moletom + all star

Eu SEMPRE viajo de calça porque, além de ser friorenta, acho que as calças nos dão mais liberdade de movimento nesse lugar desconfortável que é o avião. Entretanto, eu particularmente não gosto de viajar de calça jeans; prefiro calças de moletom (tenho sempre uma ou duas calças de moletom pretas da Hering novinhas em casa!), ou de tencel, ou outros tecidos molinhos e quentinhos. E eu sempre carrego uma echarpe/cachecol dentro da bolsa, que eu consiga pegar fácil e rapidamente, que faz as vezes de manta quando o ar condicionado do avião está gelado demais.

Roupas muito apertadas não são amigas de longos vôos, porque nós costumamos inchar enquanto voamos. Quando inchamos, roupas apertadas não só incomodam como também atrapalham a circulação – que já sofre nas alturas. Para garantir o bem-estar do nosso corpo, outra boa dica é escolher tecidos respiráveis (alô fibra natural!) que, além de garantirem o conforto, reduzem as chances de odores indesejados e são mais elegantes. E, falando em elegância, as roupas apertadas não só são menos práticas como também são escolhas menos elegantes.

Saltos altos não tem espaço na minha vida por conta de uma dor crônica que eu tenho no tornozelo direito, mas mesmo pra quem pode andar de salto eu não recomendo essa escolha para encarar aeroportos e aviões. Nos aeroportos, a gente nunca sabe o quanto vai andar, ou quanto tempo vai ficar em pé, e nem mesmo se vai conseguir um carrinho para empurrar as malas. Para viajar, é preferível usar tênis, ou então optar por sapatilhas. Se você for sair do avião direto pra um compromisso profissional e você queira muito usar salto, recomendo ir de sapatilha e levar o salto na bolsa.

Outro item indispensável num #aerolook é um bom par de óculos escuros. Além de proteger do sol, inclusive nas alturas durante os vôos diurnos, pode esconder as olheiras depois de uma noite mal dormida (ou nada dormida).

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Particularmente, eu não gosto de viajar de mochila, porque me cansa muito mais rápido; já que eu tenho MUITA dificuldade de dormir em avião, eu tento salvar toda a energia que eu puder guardar nessa “rotina de aeroporto”. Isso não significa que eu não viaje de mochila, pelo contrário, tem acontecido até com frequência ultimamente. Mas o jeitinho que eu mais gosto de carregar minhas coisinhas na bagagem de mão é numa mala de rodinhas (preferencialmente daquelas que giram 360˚) com uma bolsa Longchamp Le Pliage, que vai embaixo do banco da frente. Eu sou MUITO FÃ do modelo Le Pliage da Longchamp, tenho de várias cores e tamanhos porque eu uso MUITO; eu confesso que fico até meio perdida quando viajo sem uma delas!

Para os homens, o  #aerolook também deve seguir a máxima do conforto + elegância, e a dica das cores escuras nas roupas também tá valendo. Carregar seus itens pessoais numa bela mochila de couro pode elevar seu look, e também não esqueça seus óculos escuros.

Os 7 estilos universais

A Consultoria de Imagem e Estilo é algo absolutamente individualizado, que respeita a premissa de que cada pessoa é única e que seu estilo será melhor projetado para o mundo na medida em que refletir verdadeiramente o que cada um é.

Isto posto, é inegável que todas as instituições de estudo tem uma ciência definitiva, e essa premissa também se aplica à moda. Na moda como ciência, foi criado o conceito de Estilos Universais. Existem sete estilos universais, e cada um tem seu conjunto de características principais e mensagens inerentes que enviam para o mundo ao nosso redor. De acordo com a teoria, cada um de nós se enquadra em pelo menos um estilo universal; há grande probabilidade de nos identificarmos com dois estilos universais, e o nosso estilo pode resultar, por vezes, de uma combinação de três estilos universais.

ESTILO ESPORTIVO/CASUAL

As pessoas com Estilo Esportivo costumam ser afáveis e casuais. Este estilo comunica uma mensagem amigável, energética, natural, casual, feliz e otimista. O estilo esportivo não deve ser confundido com “roupas para atividades desportivas”. Em geral, pessoas que são completamente ou majoritariamente esportivas no seu estilo costumam ser tranquilas, despretensiosas, valorizam um guarda-roupa fácil e, em geral, tem profissões que requerem relacionamento com o público.

Alguns elementos que ajudam a reconhecer o Estilo Esportivo são as roupas funcionais, semi-estruturadas, com cores e estampas neutras (por exemplo, listras e xadrez), em tecidos de fibra natural. O conforto é uma prioridade para quem se encaixa no Estilo Casual, combinado à praticidade, pensando em peças de fácil manutenção e que não amassam muito. Peças como o blazer são grandes aliadas das pessoas donas de um Estilo Esportivo/Casual porque imprimem um pouco mais de estrutura e seriedade ao look sem interferir no conforto.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas de Estilo Esportivo: Banana Republic, GAP, J Crew, Polo, Old Navy, Timberland, Ann Taylor, Talbots, American Eagle Outfitters, Levi’s, Kate Spade, Lacoste, Hering, Farm.

ESTILO CLÁSSICO/TRADICIONAL

As pessoas com Estilo Tradicional costumam ser mais conservadoras e businesslike. Não confundir estilo tradicional com “caretice”. Por meio deste estilo, comunicam-se mensagens de confiança e lealdade, precisão, credibilidade, respeito, maturidade, responsabilidade, organização e honestidade. De modo geral, as pessoas que se encaixam neste estilo costumam trabalhar na área da educação ou nas áreas financeira, governamental, administrativa.

O Estilo Tradicional comunica uma imagem businesslike, sempre polida, elegante e arrumada, em cores escuras e neutras, sem detalhes chamativos. Peças atemporais e de design clássico, linhas retas e alfaiataria definem o Estilo Tradicional. Alguns elementos que permitem reconhecer facilmente o Estilo Tradicional são os costumes para os homens e  os terninhos para as mulheres, calças retas, blusas de corte reto, saias abaixo do joelho (alô midi!), e sapatos clássicos sem muitos enfeites. Estampas tradicionais como xadrez e pied poule se encaixam no Estilo Tradicional. Os acessórios preferidos das mulheres de Estilo Tradicional são jóias pequenas e discretas, e bolsas com linhas retas, mais estruturadas e clássicas.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Tradicional: Brooks Brothers, Calvin Klein, Jones of New York, Talbot’s, Brooksfield, Maria Filó, Burberry.

ESTILO ELEGANTE

Refinado e imponente, o Estilo Elegante comunica um ar de confiança, perfeição, atemporalidade, distinção, segurança e graça, com uma postura sempre digna, polida e contida. Há um elemento de formalidade e prestígio neste estilo. As pessoas que se encaixam no Estilo Elegante costumam ocupar posições de visibilidade e high-profile.

O Estilo Elegante é definido por roupas simples e excepcionalmente bem feitas, monocromáticas ou de cores com tom sobre tom. Os tecidos costumam ser leves e naturais. Os homens usam ternos e costumes extremamente bem cortados, e as roupas femininas alongam e mostram suavemente as curvas.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Elegante: Ann Klein, DKNY, St. John, Valentino, Armani, Ralph Lauren, Chanel, Massimo Dutti.

ESTILO ROMÂNTICO

Doçura e leveza definem o Estilo Romântico, que geralmente projeta uma figura lady like e delicada. As mulheres que se encaixam neste estilo costumam ser moderadas nas suas ações e cuidadoras naturais, interessando-se por atividades tradicionalmente femininas como educação e enfermagem, entre outras.

O Estilo Romântico é facilmente reconhecido pelas roupas discretas, que criam silhueta ampulheta solta, mostrando as curvas de maneira sutil, com comprimentos mais longos, cores leves e neutras, tons pastéis, e bastante fluidez. Os tecidos escolhidos são macios, leves e aconchegantes, e as estampas costumam ser florais, paisley, pois.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Romântico: Chanel, Dior, YSL, Eileen Fisher, Anthropologie, Free People, Maria Filó, Eva, Animale, A.Brand.

ESTILO EXUBERANTE/GLAMUROSO

O Estilo Exuberante/Glamuroso é sensual, sedutor, atraente, cativante. As pessoas donas deste estilo são confiantes, ousadas, extrovertidas, amam glamour e costumam ser muito sociáveis. Se tratando das mulheres do Estilo Sexy/Glamuroso, elas costumam estar muito confortáveis com seu corpo, revelando suas curvas. Em geral, pessoas de Estilo Sexy/Glamuroso costumam trabalhar nas indústrias do entretenimento, fitness, mídia, ou moda.

É fácil reconhecer o Estilo Exuberante/Glamuroso pelas roupas justas, que destacam as curvas do corpo, pelas cores vibrantes, pelos tecidos com elasticidade e que podem variar da seda ao couro. Animal print é um básico do Estilo Sexy/Glamuroso. As mulheres que se identificam com o Estilo Sexy/Glamuroso costumam gostar de decotes e roupas justas, acessórios chamativos, sapatos e bolsas poderosos. O Estilo Sexy/Glamuroso pode ser muito elegante, dependendo do grau de sensualidade empregada no look.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Exuberante/Glamuroso: Versace, BCGB, Guess, Diane Von Furstenberg, Animale, Eva.

ESTILO CRIATIVO

As pessoas que se encaixam no Estilo Criativo costumam ser muito originais e artísticas, donas de uma imaginação fértil, muito livres e inventivas, espontâneas e, por vezes, peculiares (quirky é o meu adjetivo preferido pra esse estilo). Estas pessoas costumam trabalhar em áreas que estimulam a criatividade, ou tem hobbies criativos, interessando-se por arte, moda, dança, literatura, música, etc. Homens e mulheres de Estilo Criativo costumam se arriscar no seu guarda-roupa, que geralmente é uma janela das suas necessidades criativas.

O Estilo Criativo é reconhecido pela mistura de tudo com tudo, pela sua imprevisibilidade ou pela combinação única de tecidos, texturas e estilos, podendo ser por vezes exagerado. As peças de roupa podem ser sobrepostas, muito coloridas, sem muita preocupação ou muito foco na silhueta. Os looks podem ser temáticos, sem limites ou restrições pra todas as estampas, texturas e cores que fazem parte de um guarda-roupa de Estilo Criativo. Os acessórios que se encaixam no Estilo Criativo são coloridos e diferentes, sempre muito originais e inusitados.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Criativo: Anthropologie, Prada, Jean Paul Gautier, Farm, Dress To, Eva.

ESTILO DRAMÁTICO/FASHIONISTA

O Estilo Dramático/Fashionista é bastante sofisticado, e comunica uma imagem confiante, assertiva, ousada, urbana, poderosa, com uma inerente sedução. Esse estilo dá espaço para as tendências do momento, que são sempre combinadas com elegância. Pessoas de Estilo Dramático/Fashionista tem uma presença forte e sua maneira de vestir-se costuma ser carismática, intimidante e sem remorsos, combinando elementos que reflitam sua personalidade. Estas pessoas costumam trabalhar nas áreas de entretenimento, moda, marketing, arte, mídia, consultoria, relações públicas, etc.

É fácil reconhecer o Estilo Dramático/Fashionista porque ele não é nada clássico, embora tenha um shape estruturado, por vezes com linhas e silhuetas exageradas, com cores desde muito claras até bem escuras, e também cores bem saturadas e combinações de alto contraste. Os looks são sempre statement, transmitindo uma mensagem bem forte e muito clara.

Exemplos de marcas que produzem principalmente roupas que se encaixam no Estilo Dramático/Fashionista: Dior, Chanel, YSL, Karl Lagerfeld, Prada, Missoni, Animale, A.Brand, Eva, Fendi.

Elevar seu estilo não tem nada a ver com dinheiro

Ter estilo não está diretamente relacionado à grana que você tem no banco ou quanto gasta no seu guarda-roupa. Para encontrar seu estilo pessoal, você não precisa gastar um tostão; aliás, acho que a maneira mais eficaz de encontrar seu estilo pessoal e estabelecer diretrizes mentais que poderão guiar suas futuras compras é no seu próprio armário, encarando-o como se fosse uma loja, pensando se, hoje, eu compraria tal peça ou não.

Se você já passou por essa etapa, ou se está se preparando para fazê-lo (afinal, às vezes, é preciso uma boa dose de coragem pra fazer uma limpa honesta no guarda-roupa), e gostaria de elevar seu estilo, aqui vão quatro dicas práticas para fazê-lo.

Preste atenção às proporções do seu corpo em relação a sua roupa

Todos os corpos são lindos e temos liberdade total para nos vestir da maneira que bem entendemos. Mas é bom lembrar sempre que há algumas proporções que nos deixam mais elegantes do que outras. Por exemplo: uma saia midi será sempre mais elegante do que uma saia acima do joelho; uma bermuda no estilo mom jeans será uma alternativa mais elegante a um short curto para encarar o calor; e, em geral, cintura alta é mais elegante do que cintura baixa. No caso dos rapazes, uma bermuda lisa com corte de alfaiataria e sem muitos bolsos, por exemplo, é uma alternativa mais elegante do que um short ou bermuda estampada e/ou muito larga.

Proporção também é importante quando pensamos em bolsas e acessórios: uma bolsa muito grande para uma pessoa pequena pode ficar muito desproporcional; brincos, colares e/ou pulseiras muito grandes podem achatar a silhueta de uma pessoa; cintura marcada num lugar errado pode arruinar a imagem que você quer transmitir pro mundo.

Opte por tecidos de fibra natural

Olha eu defendendo a fibra natural de novo. Eu realmente faço o que eu digo, e acho que já contei por aqui que nem tiro uma peça de roupa da arara de uma loja antes de olhar a etiqueta de composição. Acontece que peças de roupa fabricadas com tecidos de fibra natural costumam ser bem mais elegantes, com um caimento melhor no corpo, abraçando cada parte do nosso ser com delicadeza. Além disso, costumam ser mais frescas pro verão e aquecer de verdade no inverno – tricô de acrílico num inverno hard, por exemplo, vai fazer qualquer um passar frio.

Para comprar roupas de fibra natural, não é preciso gastar uma fortuna – hoje, é possível encontrar muitas peças interessantes em lojas para os mais diversos bolsos. E, mais uma vez, antes de pensar em gastar mais dinheiro com roupas, o primeiro passo deve ser sempre olhar o seu próprio armário, observar quais são as matérias-primas com que suas roupas foram feitas, e quais delas são as suas favoritas – isso vai ajudar muito na construção do seu estilo.

Equilibre as proporções das suas roupas

Essa é uma dica simples, mas podemos nos esquecer facilmente dela seja porquê motivo for: um look será sempre mais elegante se não somar decote + saia/short, calça muito apertada + blusa muito apertada, etc. Se você gosta de um decote mais generoso, o ideal é equilibrar com uma saia midi mais solta/rodada; se sua paixão é calça skinny, opte por combinar com t-shirt mais soltinha, ou mesmo uma regata de seda mais solta. Pensemos assim: se em algum lugar aperta ou mostra demais, do outro lado a gente “esconde” um pouquinho mais.

Para os homens, a proporção também é muito importante, principalmente quando pensamos em ternos! Ternos de herança americana, por exemplo, sempre deixarão os homens com proporções menos elegantes e até menos agradáveis aos olhos, porque são muito largos.

Menos moda, mais estilo

Por fim, lembremo-nos mais uma vez que de a moda passa, e o estilo permanece. A moda pode nos fazer gastar muito dinheiro com coisas das quais não precisamos verdadeiramente. Conhecendo nosso estilo e fazendo escolhas acertadas na hora de nos vestir, podemos adicionar pontualmente uma ou outra peça de roupa ao armário para atualizá-lo sem quebrar o banco, com peças atemporais e de qualidade para durar muitas temporadas.

Análise cromática e a Coloração capilar

Ah, o cabelo. O drama de tantas mulheres, e também de alguns homens. A cor do cabelo é algo que nós não deveríamos copiar de ninguém, nem seguir modas ou tendências porque o segredo das cores mais adequadas e que mais valorizam nossa beleza está em nós mesmas! A análise cromática revela a nossa harmonia e contraste naturais de tons de pele, cabelos, sobrancelhas e olhos. É por isso que, na hora da mudança, não devemos nos espelhar em ninguém!

Já sabemos que, quanto mais fiéis somos à nossa cartela de cores, mais amenizamos os efeitos negativos das cores sobre nosso rosto e podemos até mesmo diminuir o uso da maquiagem sem nos arriscar a ouvir que estamos abatidas e/ou cansadas.

O cabelo é a moldura do nosso rosto, e isso que minha vó dizia (e provavelmente a sua também) é a mais pura verdade. Quando escolhemos as cores erradas para o cabelo e ignoramos a harmonia e contrastes naturais, caímos numa cilada! Com todo respeito aos profissionais cabeleireiros, muitos simplesmente assassinam a beleza de suas clientes ao tingir com cores frias cabelos que deveriam manter tons quentes, ou que sequer prestam atenção ao contraste.

A análise cromática ajuda muito a evitar esse tipo de erro e garantir que haja coerência no seu rosto. Na consultoria de estilo, devemos nos guiar sempre pelo rosto, pois é o nosso principal cartão de visitas; portanto, é importante valorizar o seu contraste para garantir a harmonia visual 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Cabeleireiros, nada contra vocês, muito pelo contrário, sou admiradora do trabalho que realizam nos cabelos das mais diferentes texturas.  Mas, além de garantir a harmonia do rosto das clientes, é preciso que cabelos sejam pensados para a vida real: eu já perdi a conta de quantas vezes cortei meu cabelo e saí com ele belíssimo do salão só pra chegar em casa, lavá-lo e deixá-lo secar naturalmente (quem me acompanha no instagram sabe do ranço que eu tenho de secador!) pra ver que ficou absolutamente diferente do que eu queria e que só funcionaria mesmo arrumado daquele jeito (coisa que jamais fiz). Eu (ainda) não pinto o meu cabelo, então por experiência própria só posso falar dos cortes frustrantes que já fiz; mas, como consultora de estilo, posso avaliar estes erros de coloração e dar meus dois dedinhos de contribuição para que quem pinta o cabelo evite cair nestas ciladas.

A harmonia do seu rosto tem a ver com todas as suas características físicas. Por exemplo: uma pessoa muito alta provavelmente não ficaria bem com um cabelo chanel, do mesmo modo que uma pessoa muito baixa não ficaria bem com um cabelo ultra longo; uma pessoa de coloração fria e altamente contrastada (pele muito clara + olhos escuros + sobrancelha escura) dificilmente teria sua beleza natural valorizada por um cabelo ruivo Weasley, enquanto uma pessoa de coloração quente tem sua harmonia assassinada por cabelos platinados. Não significa que são cortes ou cores feios, mas é preciso avaliar individualmente qual corte funciona para as suas proporções e os seus traços e feições, se a coloração está compatível com a sua e, principalmente, avaliar se o todo (corte + cor) combina com a sua personalidade e com o seu estilo de vida.

Um cabelo que requer alta manutenção (babyliss, escova, etc) jamais funcionaria para mim porque eu simplesmente não tenho paciência. Acho que foi por isso que fiquei tão frustrada da última vez que cortei meu cabelo curtinho: ele só ficava bom com babyliss ou quando usava o secador para dar volume, e é óbvio que se eu me dei esse trabalho 3 vezes foi muito. Esse corte foi feito em outubro de 2016, e foi só em janeiro que eu comecei a gostar do corte, porque o cabelo já tinha crescido um pouco e harmonizava melhor com as minhas feições e estilo de vida.

Eu tenho a ligeira impressão de que erros de cortes são mais fáceis de contornar porque “cabelo cresce”, enquanto corrigir um erro de tintura pode agredir e comprometer a saúde do seu cabelo. É claro que esperar o cabelo crescer requer paciência (ou extensões dos fios), mas não compromete a saúde dos seus fios, e você não precisa ficar horas sentada numa cadeira de salão.

Se você pode fazer a análise cromática e pode ter a ajuda de um consultor de estilo na hora de mudar a cor dos cabelos, maravilha. Mas se você ainda não sabe sua cartela de cores, uma dica fácil para saber se um determinado tom de cabelo ou de reflexos fica bom para você é observar os outros fatores que determinam o seu contraste em relação ao seu tom de pele: as cores dos seus olhos e suas sobrancelhas. O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida, porque depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções.

Já falei por aqui, mas não custa lembrar: o contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele. O contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio. Pensando em mudar a cor do cabelo, restam os outros três fatores a serem analisados, levando-se em consideração se você é uma pessoa que se bronzeia muito e/ou com facilidade (porque aí seu tom de pele muda com alguma frequência e pode influenciar no seu contraste) e aí você pode ter um direcionamento para qual tom de cabelo favorecerá mais a sua beleza natural!

Final de ano é uma boa hora para reconciliar-se consigo mesmo

Final de ano, verão no Brasil, aquele calorão, todo mundo querendo aproveitar as belas praias. Por aqui, eu tô só no frio, mas acompanhando pela internet as altíssimas temperaturas brasileiras! Mas, em qualquer lugar do mundo, muita gente costuma aproveitar este período para rever o que aconteceu de bom e de ruim, e estabelecer suas metas e objetivos para o novo ano.

metas & objetivos para o ano novo

No verão, o natural é que as roupas diminuam para deixar mais pele à mostra, mas tem muita gente que sofre com essas questões porque vivemos uma cultura de construção de imagens que privilegia a “boa forma”, com incontáveis formas de emagrecimento e alternativas para que alcancemos o “corpo perfeito”.

As mulheres, naturalmente, são as que mais sofrem com estas imposições de buscar uma perfeição corporal inexistente. Quanto mais perto do verão, mais aumenta a pressão para alcançar o “corpo do verão”: barriga zerada, celulite zero, bumbum durinho, braço magrinho, pernas definidas (se esqueci de alguma parte do corpo, complete nos comentários!). Com isso, progressivamente deixamos de amar a nós mesmas e passamos muito tempo da nossa vida brigando com nossos corpos.

“A aparência do corpo exerce grande influência em nossas vidas, afinal, a forma como nos apresentamos para os outros determina a maneira como nos relacionamos, as oportunidades que temos socialmente, as reações e atitudes dos outros para conosco, bem como nossa vida afetiva e profissional”

(Stenzel IN Nunes e Appolinario, Transtornos Alimentares e Obesidade, Artmed, 2006).

Os padrões de beleza impostos pela nossa sociedade e a consequente escravização a que nos sujeitamos tem sido um dos principais fatores associados ao aumento da incidência de transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia. E podemos afirmar, com segurança, que as redes sociais tem contribuído muito para este movimento. Se, antigamente, éramos influenciados apenas pela televisão e pelas celebridades que estampavam as revistas, hoje vemos “corpos perfeitos” e “vidas perfeitas” nas telas dos nossos celulares.

Nas redes sociais, seguimos perfis de homens e mulheres com corpos esculturais e uma beleza dentro do “padrão” que, em geral, aproveitam para vender os segredos para que todos nos tornemos belos dentro destes mesmos padrões. O desejo da padronização torna a sociedade cada vez mais frustrada e doente, porque simplesmente não conseguimos alcançar aquela imagem. E aí nos torturamos porque comemos uma sobremesa, jantamos uma massa e tomamos um vinho.

Quem me segue no instagram viu nos meus stories semana passada um alerta sobre esse tipo de cobrança que nos fazemos, e que muitos influenciadores acabam postando em seus perfis. Se você ainda não viu, estes vídeos estão salvos nos meus destaques. Essa minha reflexão foi desencadeada por ter ouvido uma pessoa que eu sigo dizer que foi “um horror” jantar massa, tomar vinho e comer um tiramisù de sobremesa. Foi aí que eu propus a reflexão de que comida nunca é um horror, mas é sempre um privilégio. Nós vivemos num mundo com tanta gente passando fome! Não podemos nos dar ao luxo de achar nenhuma comida um horror.

A nossa relação com a comida está diretamente relacionada ao modo como enxergamos nosso corpo. Toda vez que comemos algo que foge do que é saudável, nos condenamos, e a nossa insatisfação com nosso corpo parece aumentar progressivamente. Chegamos ao ponto de nos perguntar, por exemplo, quanto tempo precisamos andar/correr na esteira para poder comer um hambúrguer.  Nossa insatisfação com nosso corpo influencia a maneira como os outros nos vêem: se estamos felizes e satisfeitos com as pessoas que somos, naturalmente teremos uma imagem mais leve e transmitiremos segurança, e os outros vão nos perceber também desta maneira. Estamos constantemente oscilando entre o olhar ruim que nos destrói, e o olhar bom, que nos constrói. Isso tudo tem um enorme peso, também, na construção da nossa imagem e estilo pessoal.

“Por uma internet mais verdadeira
Com menos maquiagem 
Com mais comida de verdade
Com menos culpa
Com mais amor próprio 
Com menos padrões inatingíveis 
Com mais empatia e muito mais sorrisos sinceros”

Cada corpo tem sua potencialidade, e reflete todas as experiências que vivemos. Não podemos querer vestir um corpo que não temos, mas podemos vestir da melhor maneira possível o corpo que nós temos e amamos. Não precisamos responder a um padrão imposto para que nossos corpos sejam os melhores possíveis: o melhor possível não pode ser o que a mídia ou as redes sociais impõem, mas o que nos deixa verdadeiramente felizes.

Olhar para si mesmo com carinho é o primeiro passo para reconciliar-se consigo mesmo, ganhar auto-confiança e construir o seu estilo verdadeiro. É importante identificar quem eu realmente sou, e não aquilo que eu acho que o outro pensa sobre mim. É importante olhar no espelho e amar cada pedacinho do que somos, cada marca individual que temos, pois isso nos torna únicos. A construção de uma boa auto-estima não é um caminho fácil ou rápido de se percorrer, mas é importante darmos o primeiro passo.

No final de cada ano, muita gente costuma estabelecer metas e objetivos para o ano que vai começar. Eu proponho que você comece hoje mesmo a realizar a importante meta de reconciliar-se consigo, amando quem você é por inteiro.