Afinal, o que é contraste?

Eu já andei falando por aqui sobre contraste em alguns posts, mas esse é um tema que ainda gera muitas dúvidas. Então resolvi escrever um texto exclusivamente para explicar o que é o tal do contraste.

Contraste é a diferença da profundidade entre os olhos + as sobrancelhas + o cabelo e o tom da sua pele. Na análise cromática, a temperatura e o contraste se complementam. Reforço aqui que só é possível ter certeza de qual é a sua cartela de cores e se a sua coloração é quente, fria ou neutra exata com a análise cromática realizada pessoalmente. Além disso, todas as cores tem tonalidades mais quentes e mais frias, então não é que uma pessoa de pele fria não possa usar vermelho ou uma pessoa de pele quente não possa usar cinza.

No entanto, é possível identificar se o seu contraste é alto, baixo ou médio apenas se olhando no espelho – talvez essa seja a única parte da análise cromática que você pode fazer em casa. O contraste é, também, o único aspecto visual que pode mudar longo da vida, porque depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções.

A análise cromática existe para indicar quais cores valorizam os traços e características pessoais, e é importante coordenar a cartela de cores individual com o seu contraste. O contraste é uma ferramenta importante na consultoria de imagem porque o personal stylist pode te ensinar a manter o equilíbrio de cores perto do rosto, que é o nosso primeiro “cartão de visitas”. Além disso, o consultor de estilo, com seu olhar treinado, poderá indicar se o seu contraste atual é realmente a sua melhor versão, já que o contraste pode não estar completamente equilibrado. Nesse caso, é possível ajustar o contraste, que depende das mudanças capilares, do bronzeamento, da sobrancelha, etc.

Eu costumo dizer que o contraste natural é “o contraste que Deus te deu”, ou seja: contraste natural é aquele que não teve interferência de tinta de cabelo, por exemplo, ou por bronzeamentos. O seu contraste natural pode ser alto, médio-alto, médio-baixo ou baixo.

O contraste é alto quando a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; o contraste é médio quando essa diferença não é muito pronunciada, mas ainda visível. Vale destacar que duas pessoas podem ter a mesma cartela de coloração pessoal mas contrastes distintos.

Para ilustrar os tipos de contraste, vamos observar algumas personagens da Disney:

Elsa

Elsa é um típico exemplo de baixo contraste: o tom da pele, a cor dos olhos e do cabelo são muito claros e muito próximos, e quase não vemos diferença na tonalidade dos elementos de contraste. Por acaso, Elsa também tem tonalidade de pele fria (não é por acaso que ela é a rainha do gelo).

Anna

Anna é um bom exemplo de contraste médio-alto: reparem que a pele clara e os olhos claros não destoam muito do tom avermelhado do cabelo e das sobrancelhas.

Jasmine e Aladdin

Por sua vez, Jasmine é um bom exemplo de contraste médio-baixo: há pouca diferença da cor dos olhos + sobrancelhas + cabelo para a pele, porém ainda conseguimos identificar uma diferença de tonalidade (principalmente do cabelo em relação aos outros elementos do contraste). E, já que ele aparece nessa imagem também, Aladdin é um exemplo de contraste baixo (afinal de contas, o contraste dos rapazes também pode e deve ser avaliado and respeitado).

Mulan

Mulan exemplifica bem o contraste alto: a cor do cabelo, das sobrancelhas e dos olhos (bem pretos) é muito diferente do tom de pele (muito clara).

Tiana

Tiana é outro exemplo de contraste baixo: reparem que a cor do cabelo + a cor da sobrancelha + a cor dos olhos é muito próxima do tom de pele dela.

Branca de Neve

E a Branca de Neve? Contraste alto, altíssimo! Reparem como há uma diferença pronunciada principalmente da cor dos cabelos em relação ao tom da pele.

Rapunzel

Rapunzel é dona de um contraste baixo mas, ao contrário da Elsa, ela tem características de tonalidade quente (notem que há um certo rubor na face).

Ariel

E Ariel? Mais um contraste alto! Há uma diferença gritante da cor dos seus cabelos principalmente para a cor dos olhos e tom da pele.

Merida

De uma ruiva pra outra: na minha avaliação, Merida tem um contraste médio-alto. Há sim uma diferença entre os elementos do contraste, mas não tão pronunciadas a ponto de colocá-la na tabela dos contrastes altos.

Pocahontas

Por sua vez, eu diria que Pocahontas tem contraste médio-baixo. Não é exatamente baixo porque notamos uma diferença entre a cor do cabelo e os outros elementos de contraste, porém essa diferença não é muito pronunciada.

Alice

Alice é outro bom exemplo de baixo contraste, principalmente porque o tom do cabelo é muito próximo ao tom da pele.

Cinderella

Cinderella? Mais um baixo contraste pra nossa conta.

Aurora

Já Aurora tem um contraste médio-alto por conta da cor dos olhos, que são bem mais escuros do que o restante dos elementos de contraste que, por sua vez, tem tons bem próximos.

Belle

Por último, mas não menos importante, Belle também integra o time do contraste médio-baixo. Notem que há uma diferença entre o tom de pele e os outros elementos do contraste, mas essa diferença não é pronunciada o suficiente para classificá-la como contraste alto.

E pra que serve o contraste? Bem, a análise cromática pessoal serve, em primeiro lugar, para identificar as tonalidades mais harmônicas para cada pessoa, e cada pessoa tem uma beleza única. Se o objetivo é alcançar uma aparência harmônica, o ideal é repetir a coloração e o contraste na cor do cabelo, na maquiagem, nas roupas, nas estampas, nos acessórios… enfim, em tudo que estiver próximo ao rosto. Quanto mais próximo do rosto, o ideal é respeitar ao máximo o seu contraste e a sua cartela de cores.

Mas o que acontece se uma pessoa adota um contraste diferente do natural? Há vários resultados possíveis: a sua aparência pode ficar abatida, os traços de que você menos gosta podem ficar pronunciados, a sua roupa pode chamar mais atenção do que a pessoa que a veste, etc. Quando nós consultores de imagem falamos em harmonia, estamos destacando que a sua expressão e a sua fisionomia são sempre mais importantes do que a roupa.

Várias maneiras de usar uma camisa social de acordo com Dior

Estamos chegando perto do final da semana de moda de Paris, a última das semanas de moda desta temporada, e um dos meus desfiles preferidos até agora foi o prêt-à-porter primavera/verão 2020 da Dior.

Sob direção criativa de Maria Grazia Chiuri, a maison francesa (que já teve Yves Saint Laurent no comando) lançou um olhar crítico sobre a crise climática e na sustentabilidade, ao mesmo tempo em que homenageou Catherine Dior (a Miss Dior original), irmã de Monsieur Christian Dior que muito o inspirou durante a sua vida, que era apaixonada por jardinagem. Miss Dior participou da Resistência Francesa e chegou a ficar em um campo de concentração alemão durante a Segunda Guerra Mundial.

O desfile idealizado por Chiuri transformou o Hippodrome de Longchamp em uma verdadeira floresta a partir do trabalho conjunto com o coletivo Coloco (que trabalha com espaços verdes e regeneração urbana) com 160 árvores de origens diversas que serão plantadas em projetos por toda a cidade de Paris. O conceito do desfile revelava, então, que o respeito pela diversidade e pela natureza poderá nos libertar.

Particularmente, eu amei os chapeuzinhos presentes em vários looks, e também sou fã do coturno. Mas o que eu quero trazer do desfile da Dior pra esse nosso cantinho são as diversas maneiras de usar uma camisa social. Sim, uma peça tão básica, clássica e que todos temos no armário apareceu num total de 13 looks de um dos desfiles mais importantes de qualquer temporada de moda, em várias propostas diferentes.

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A camisa social de cor azul foi escolhida pela Dior para compor diversas produções, das mais clássicas até as mais fashionistas. O primeiro look do desfile foi um macaquinho com a camisa social azul. A sobreposição das duas peças é uma alternativa interessante para dias mais frescos.

Alfaiataria com camisa social é uma combinação comum, mas fica mais moderna por conta da cor da camisa.

Por sua vez, quando combinada com saia longa, a camisa social azul ganhou uma vibe meio boho, resultando num look sofisticado, moderno e confortável.

Já com os vestidos acinturados e ligeiramente rodados, a camisa azul ganha ares românticos. Reparem que em 2 dos looks as golas da camisa ficam por dentro dos vestidos, em mais um truque de styling que tira a peça do lugar comum. O coturno faz o contrapeso perfeito ao romantismo do look, deixando tudo muito atual.

Nos looks com casacos mais amplos, a gola da camisa aparecendo é um detalhe que faz toda a diferença. O contraste das cores das peças também traz informação fashionista para o look.

Uma gola alta por cima da camisa, como nos looks acima, deixa todo o destaque para as mangas, num truque de styling muito simples mas que modifica completamente o look.

Pra mim, esse desfile da Dior foi um exemplo perfeito da importância das semanas de moda: muito mais do que querer reinventar a roda, os estilistas e diretores criativos das grandes maisons podem aproveitar seus desfiles para apresentar truques de styling que podem atualizar nossos looks com peças básicas que já temos nos nossos armário.

 

*todas as imagens deste post foram divulgadas no site da Dior.

Caí na tinta: looks monocromáticos

A tendência dos looks monocromáticos está em alta já há algumas temporadas, o que nos leva a crer que é uma trend que chegou para ficar. Particularmente, eu curto muito, e acho bastante prático também, principalmente se o seu armário for organizado por cores; certamente você será capaz de vestir-se em pouquíssimos minutos!

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Os looks monocromáticos costumam ser uma porta de entrada pra quem gosta de cor mas não curte muito, por exemplo, colour blocking. Um look colorido é sempre mais jovial e moderno, ao mesmo tempo que transmite uma mensagem de sofisticação e refinamento.

Muita gente, inclusive, corre pro look todo preto na intenção de alongar a silhueta, quando poderia fazer o mesmo usando cores!! Muito mais divertido e transmite muito mais personalidade ao look. Para alongar a silhueta com monocromia, basta escolher tons semelhantes ou com a mesma profundidade. Isso criará uma linha vertical, alongando toda vida.

Para quem quer uma dose extra de personalidade, criando um look visualmente muito interessante, uma ideia é combinar tons de características opostas: quentes e frios, claros e escuros, brilhantes e foscos. Pareceu complicado? Aguenta aí que eu explico: imagina uma camisa vermelho-tomate com uma calça vermelho-cereja. Imaginou? Pronto, misturou tons de características opostas!

Mas, Letícia, eu gosto de neutros. Como faz?

Ninguém falou que você precisa abrir mão dos neutros para criar looks monocromáticos! Pelo contrário: tons como bege, caramelo, marinho e cinza enriquecem os looks monocromáticos. Preto e branco também criam looks monocromáticos incríveis.

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Se o uso de cores ainda parece muito ousado para o seu estilo, você pode começar usando tons neutros, como falei ali em cima, ou tons fechados, como o marinho (sempre ele!), mostarda ou verde garrafa.

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monocromático com estampa

Para quem já está num nível avançado de monocromia nas peças lisas, é possível começar a compor looks monocromáticos com estampas. O segredo está na escolha de cores comuns nas peças, ainda que as estampas sejam diferentes, pois é a cartela cromática que vai harmonizar o visual.

Looks monocromáticos podem ajudar a valorizar a beleza natural do rosto quando as peças de roupa combinam com a sua coloração pessoal: quem tem pele rosada pode usar e abusar dos tons de rosa, azul, lilás e marinho; quem tem pele dourada vai se pivilegiar de tons terrosos, verde-folha e vermelho aberto; para quem tem alto contraste (cabelos e olhos escuros + pele clara) pode abusar de roupas altamente contrastantes, pois elas tendem a valorizar a beleza natural sem abater; por sua vez, quem tem baixo contraste terá sua beleza valorizada por tons que acompanhem o contraste.

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texturas trazendo interessância para o look monocromático!

Outra dica de ouro: qualquer look monocromático fica mais interessante com texturas! Texturas sempre dão interessância ao look, então considere as rendas, relevos, tecidos brilhantes, transparências e elasticidade dos tecidos quando estiver criando seu look monocromático.

Pra finalizar, o mais importante de tudo: olhe-se no espelho e reconheça o quão incrível você está!

* todas as imagens deste post foram retiradas do site da Zara (BR e CH).

O exercício diário de vestir-se

Vestir-se é um exercício diário, que nos permite aprofundar o autoconhecimento e detectar traços da nossa personalidade que são externalizados nas peças que escolhemos usar. Esse exercício diário nos propõe criar, a partir do que temos no armário, os looks que reflitam muito mais do que tendências ou modismos, mas sim o nosso verdadeiro estilo.

Definir seu próprio estilo pode não ser tarefa simples, seja porque você se identifica com mais de um estilo universal ou mais de uma categoria de estilo contemporâneo, seja porque você precisa de uma ajudinha nessa caminhada (e ninguém melhor do que um personal stylist para te dar a mão nesse processo).

Um armário recheado pode ser uma faca de dois gumes na hora do exercício diário de vestir-se. Se você já se conhece muito bem e sabe exatamente quais estilos formam o seu próprio estilo, tudo ótimo, fica muito fácil se arrumar para qualquer ambiente ou ocasião. Mas se você ainda não consegue ter clareza do seu estilo individual, um armário abarrotado pode mais confundir do que ajudar.

Esse exercício diário de vestir-se se torna mais prazeroso quando a gente começa a questionar cada etapa do processo, começando pela busca do autoconhecimento: quem eu sou? Essa roupa mostra quem eu sou? O que essa roupa fala de mim? Como eu estou me sentindo hoje? Qual a mensagem que eu quero passar para o mundo?

No mundo globalizado em que vivemos, é claro que tendências e modismos sempre vão interferir na nossa maneira de pensar sobre as roupas que vestimos. Um olhar crítico para o nosso próprio armário faz parte desse exercício diário, que nos ajuda a nos vestir de acordo com o que somos de verdade. Roupas e acessórios são muito mais do que o que se veste, mas o que de fato demonstram as suas vivências e a sua personalidade da maneira mais adequada possível para o resto do mundo; isso é estilo.

Muito mais importante do que usar uma tendência, é analisar se ela combina com você ou não, se ela pode ser adequadamente incorporada ao seu dia a dia sem que você se torne uma caricatura do que está na moda (ou seja, sem que você se torne um fashion victim que consome desenfreadamente sem refletir).

O exercício diário de vestir-se requer, além do autoconhecimento, paciência e bom humor. Escolher no seu armário o que você vai vestir pode ser uma experiência completamente diferente se você começa pela escolha de uma calça ou se o seu ponto de partida é um cinto, por exemplo. Se a gente entende que óculos (escuros ou não) são muito mais do que lentes corretoras e/ou protetoras contra raios UV, podemos usar esse acessório para nos expressar. Quando a gente se veste, é bom perder um pouco o medo de ousar e permitir-se externar pro mundo quem nós somos de verdade aqui dentro.

Você não deve beleza a ninguém

Você não tem que ser bonito/bonita, porque você não deve beleza a ninguém.

Em um mundo onde cada vez mais há uma ditadura da beleza, você não deve beleza a ninguém.

Não é que você não deva ser bonito(a) ou não queira ser bonito(a). Você deve colocar o seu bem-estar em primeiro lugar, sempre. É divertido ser bonito(a), se arrumar pra ficar mais bonito(a), se sentir bonito(a). O legal é se olhar no espelho e sorrir com o que se vê.

É, acho que o legal mesmo é ser feliz com a imagem que se vê no espelho. É legal seguir o seu instinto ao se arrumar, não pensando exatamente em ficar bonito(a), mas para ficar mais feliz. É deixar que o seu interior fique refletido na imagem que o resto do mundo vê. É buscar a felicidade, e deixar que ela te faça uma pessoa mais bonita.

Um rápido guia dos Estilos Contemporâneos

Já conversamos aqui sobre os 7 estilos universais, e agora quero dar um panorama pra vocês dos estilos contemporâneos. A classificação dos estilos contemporâneos foi criada para complementar as classificações dos estilos universais, como um desdobramento das categorias criadas a partir dos primeiros estudos teóricos sobre o tema.

URBANO

O estilo urbano é adotado por pessoas que priorizam o conforto, principalmente para poder explorar os espaços urbanos sem que uma peça de roupa interfira na programação. O estilo urbano permite uma mistura de muitos estilos, gosta de misturar peças hi-lo, chique com casual, com uma pitada de esporte. A nova trend dos tênis, que agora circulam nos mais diversos ambientes dando uma cara de fashionista aos looks que poderiam ser mais formais, é um dos exemplos dessa mistura que caracteriza o estilo urbano.

As pessoas que curtem o estilo urbano precisam estar cientes de que podem parecer um pouco informais dependendo da ocasião, sendo preciso dosar e equilibrar a mensagem que se quer transmitir. A informalidade inerente ao estilo urbano acaba dando uma cara mais jovem e despojada aos looks, o que transmite também uma mensagem de pessoa receptiva.

CLÁSSICO MODERNO

O estilo clássico moderno mistura peças de alfaiataria com corte impecável, bolsas e acessórios de qualidade com pitadas de atualidade nos looks, transmitindo a mensagem de que está antenada com as tendências. Um look clássico moderno pode ser minimalista, monocromático, monocromático com acessórios coloridos, com um belo tênis, e assim por diante. O clássico moderno é facilmente identificado por um único elemento que quebra o que seria um look absolutamente certinho.

O clássico moderno pode ser uma mão na roda para pessoas jovens que estão iniciando suas carreiras no mercado de trabalho, já que transmite uma mensagem de maior seriedade e confiabilidade.

DIVERTIDO CASUAL

As tendências divertidas entraram na moda há tempo, misturando, por exemplo, estampas de desenhos animados a saias plissadas (alô Prada S/S 2018). As cores vivas, estampas e frases divertidas se encaixam nessa categoria, que facilitam composições práticas e criam um look leve.

Assim como a categoria urbana, é preciso ter cuidado com os ambientes onde se circula com esse estilo, pois o divertido casual, por ter características muito jovens, pode resultar numa perda de credibilidade nos momentos mais sérios. Por outro lado, é um estilo ideal para quem trabalha em áreas onde a criatividade é determinante, demonstrando toda a sua alegria.

FASHIONISTA

Homens e mulheres apaixonados por tendências de moda são os típicos fashionistas. Essas pessoas gostam de consumir tudo o que é mostrado nas passarelas com rapidez, e costumam consumir muito em lojas do tipo fast fashion. O fashionista costuma demonstrar muita segurança e confiança por meio do seu estilo. Entretanto, por conta de vestir-se de acordo com as tendências, o fashionista precisa ter cuidado para não virar refém da moda e esquecer-se do seu próprio estilo. O equilíbrio entre usar o que está na moda e o que realmente se encaixa no seu estilo é tênue, mas é possível com uma boa dose de autoconhecimento.

MODERNO CHIQUE

Estar bem vestido é uma prioridade para quem se encaixa nessa categoria. A sofisticação e a elegância se encontram com toques atuais e tendências que se adequam a este estilo. Peças de cortes impecáveis ajudam a demonstrar confiança, embora seja necessário cuidado para não parecer pra frentex demais em alguns ambientes.

PREPPY GEEK

O estilo preppy geek mistura elementos divertidos, muitas vezes relacionados ao universo dos desenhos animados e super heróis, com peças de estampas clássicas como o xadrez e cortes de alfaiataria, abusando de camisas sociais e suéteres. Para quem usa óculos, um dos elementos que ajuda a dar muita personalidade ao estilo preppy geek são as armações de acetado, que dão um destaque excelente o rosto.

GRUNGE

Não adianta fugir, o grunge sempre estará rodando a moda. Muito além de camisas xadrez e calças rasgadas, o grunge inspira coleções que desfilam nas principais semanas de moda do mundo. Marc Jacobs costuma fazer muitas coleções com toques grunge, e até mesmo Anthony Vacarello (na frente da  direção criativa da maison YSL) tem adotado elementos grunges nas coleções, com várias peças que misturam couro e renda a recortes inusitados. A coleção A/W 2020 de Maria Grazia Chiuri também traz muitos elementos grunges para peças clássicas da Dior, como o xadrez, couro, cintos amplos e chapéus misturados a pérolas e peças da alta joalheria.

ROMÂNTICO COOL

Esta é uma categoria identificável predominantemente entre as mulheres. Romântico cool é caracterizado por um look fluido, com babados, rendas, detalhes e estampas delicados. Devidamente dosado, ajuda a transmitir leveza em profissões que exigem tremenda seriedade e por vezes tornam a mulher inacessível.

Em busca do #aerolook perfeito

Bem, pra começo de conversa, a perfeição pode ser discutível; afinal de contas, o que é perfeito pra mim pode não ser perfeito pra você por diversos motivos.

Entretanto, podemos pensar em algumas linhas gerais que ajudam a montar um #aerolook elegante & confortável – afinal de contas, é sempre bom vestir-se com elegância e conforto.

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meu #aerolook voltando do Rio agora em maio

Quando eu penso em #aerolook, penso em confortáveis camadas de roupa, preferencialmente em cores escuras. Já aconteceu de cair bebida, molho e comida nas minhas roupas em vários aviões e aeroportos desse mundo, e roupas de cores escuras escondem melhor esse tipo de acidente, uma vez que a próxima oportunidade de tomar um banho e trocar-se ainda pode estar a horas de distância.

Ao vestir-se para um vôo, as camadas de roupa são úteis porque podemos enfrentar diferentes temperaturas desde a hora que saímos de casa ou do hotel até o momento de chegar ao destino. No verão, por exemplo, eu geralmente viajo de t-shirt de manga curta, com um casaco quentinho sempre à mão. Se o destino for de inverno, o casaco mais pesado já vai na mão/corpo, economizando espaço na mala. Eu lembro de uma época em que o Galeão estava sem ar condicionado funcionando na área de embarque internacional, eu estava levando grupo pra Orlando em janeiro (ou seja, inverno nos EUA), e o único jeito de sobreviver ao calor do Rio em pleno verão foi tirando os casacos e cachecóis até a hora de entrar no avião.

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óculos escuros + casaco quentinho + tricô + calça de moletom + all star

Eu SEMPRE viajo de calça porque, além de ser friorenta, acho que as calças nos dão mais liberdade de movimento nesse lugar desconfortável que é o avião. Entretanto, eu particularmente não gosto de viajar de calça jeans; prefiro calças de moletom (tenho sempre uma ou duas calças de moletom pretas da Hering novinhas em casa!), ou de tencel, ou outros tecidos molinhos e quentinhos. E eu sempre carrego uma echarpe/cachecol dentro da bolsa, que eu consiga pegar fácil e rapidamente, que faz as vezes de manta quando o ar condicionado do avião está gelado demais.

Roupas muito apertadas não são amigas de longos vôos, porque nós costumamos inchar enquanto voamos. Quando inchamos, roupas apertadas não só incomodam como também atrapalham a circulação – que já sofre nas alturas. Para garantir o bem-estar do nosso corpo, outra boa dica é escolher tecidos respiráveis (alô fibra natural!) que, além de garantirem o conforto, reduzem as chances de odores indesejados e são mais elegantes. E, falando em elegância, as roupas apertadas não só são menos práticas como também são escolhas menos elegantes.

Saltos altos não tem espaço na minha vida por conta de uma dor crônica que eu tenho no tornozelo direito, mas mesmo pra quem pode andar de salto eu não recomendo essa escolha para encarar aeroportos e aviões. Nos aeroportos, a gente nunca sabe o quanto vai andar, ou quanto tempo vai ficar em pé, e nem mesmo se vai conseguir um carrinho para empurrar as malas. Para viajar, é preferível usar tênis, ou então optar por sapatilhas. Se você for sair do avião direto pra um compromisso profissional e você queira muito usar salto, recomendo ir de sapatilha e levar o salto na bolsa.

Outro item indispensável num #aerolook é um bom par de óculos escuros. Além de proteger do sol, inclusive nas alturas durante os vôos diurnos, pode esconder as olheiras depois de uma noite mal dormida (ou nada dormida).

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Particularmente, eu não gosto de viajar de mochila, porque me cansa muito mais rápido; já que eu tenho MUITA dificuldade de dormir em avião, eu tento salvar toda a energia que eu puder guardar nessa “rotina de aeroporto”. Isso não significa que eu não viaje de mochila, pelo contrário, tem acontecido até com frequência ultimamente. Mas o jeitinho que eu mais gosto de carregar minhas coisinhas na bagagem de mão é numa mala de rodinhas (preferencialmente daquelas que giram 360˚) com uma bolsa Longchamp Le Pliage, que vai embaixo do banco da frente. Eu sou MUITO FÃ do modelo Le Pliage da Longchamp, tenho de várias cores e tamanhos porque eu uso MUITO; eu confesso que fico até meio perdida quando viajo sem uma delas!

Para os homens, o  #aerolook também deve seguir a máxima do conforto + elegância, e a dica das cores escuras nas roupas também tá valendo. Carregar seus itens pessoais numa bela mochila de couro pode elevar seu look, e também não esqueça seus óculos escuros.