Análise cromática e a Coloração capilar

Ah, o cabelo. O drama de tantas mulheres, e também de alguns homens. A cor do cabelo é algo que nós não deveríamos copiar de ninguém, nem seguir modas ou tendências porque o segredo das cores mais adequadas e que mais valorizam nossa beleza está em nós mesmas! A análise cromática revela a nossa harmonia e contraste naturais de tons de pele, cabelos, sobrancelhas e olhos. É por isso que, na hora da mudança, não devemos nos espelhar em ninguém!

Já sabemos que, quanto mais fiéis somos à nossa cartela de cores, mais amenizamos os efeitos negativos das cores sobre nosso rosto e podemos até mesmo diminuir o uso da maquiagem sem nos arriscar a ouvir que estamos abatidas e/ou cansadas.

fepa
Fernanda Paes Leme e um dos maiores (talvez o maior) erros da história recente da coloração capilar (nada contra FêPa, inclusive admiro desde os tempos de Sandy & Junior na TV)

O cabelo é a moldura do nosso rosto, e isso que minha vó dizia (e provavelmente a sua também) é a mais pura verdade. Quando escolhemos as cores erradas para o cabelo e ignoramos a harmonia e contrastes naturais, caímos numa cilada! Com todo respeito aos profissionais cabeleireiros, muitos simplesmente assassinam a beleza de suas clientes ao tingir com cores frias cabelos que deveriam manter tons quentes, ou que sequer prestam atenção ao contraste.

A análise cromática ajuda muito a evitar esse tipo de erro e garantir que haja coerência no seu rosto. Na consultoria de estilo, devemos nos guiar sempre pelo rosto, pois é o nosso principal cartão de visitas; portanto, é importante valorizar o seu contraste para garantir a harmonia visual 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Cabeleireiros, nada contra vocês, muito pelo contrário, sou admiradora do trabalho que realizam nos cabelos das mais diferentes texturas.  Mas, além de garantir a harmonia do rosto das clientes, é preciso que cabelos sejam pensados para a vida real: eu já perdi a conta de quantas vezes cortei meu cabelo e saí com ele belíssimo do salão só pra chegar em casa, lavá-lo e deixá-lo secar naturalmente (quem me acompanha no instagram sabe do ranço que eu tenho de secador!) pra ver que ficou absolutamente diferente do que eu queria e que só funcionaria mesmo arrumado daquele jeito (coisa que jamais fiz). Eu (ainda) não pinto o meu cabelo, então por experiência própria só posso falar dos cortes frustrantes que já fiz; mas, como consultora de estilo, posso avaliar estes erros de coloração e dar meus dois dedinhos de contribuição para que quem pinta o cabelo evite cair nestas ciladas.

weasley
a definição de “ruivo Weasley”

A harmonia do seu rosto tem a ver com todas as suas características físicas. Por exemplo: uma pessoa muito alta provavelmente não ficaria bem com um cabelo chanel, do mesmo modo que uma pessoa muito baixa não ficaria bem com um cabelo ultra longo; uma pessoa de coloração fria e altamente contrastada (pele muito clara + olhos escuros + sobrancelha escura) dificilmente teria sua beleza natural valorizada por um cabelo ruivo Weasley, enquanto uma pessoa de coloração quente tem sua harmonia assassinada por cabelos platinados. Não significa que são cortes ou cores feios, mas é preciso avaliar individualmente qual corte funciona para as suas proporções e os seus traços e feições, se a coloração está compatível com a sua e, principalmente, avaliar se o todo (corte + cor) combina com a sua personalidade e com o seu estilo de vida.

sandy
Sandy, que eu amo desde que me entendo por gente, tem errado muito no contraste! Mesmo com maquiagem, dá pra notar que o cabelo um pouco mais escuro deixa a pele dela mais viçosa e a aparência mais jovem, enquanto as madeixas platinadas a deixam com cara de bem mais velha!

Um cabelo que requer alta manutenção (babyliss, escova, etc) jamais funcionaria para mim porque eu simplesmente não tenho paciência. Acho que foi por isso que fiquei tão frustrada da última vez que cortei meu cabelo curtinho: ele só ficava bom com babyliss ou quando usava o secador para dar volume, e é óbvio que se eu me dei esse trabalho 3 vezes foi muito. Esse corte foi feito em outubro de 2016, e foi só em janeiro que eu comecei a gostar do corte, porque o cabelo já tinha crescido um pouco e harmonizava melhor com as minhas feições e estilo de vida.

Eu tenho a ligeira impressão de que erros de cortes são mais fáceis de contornar porque “cabelo cresce”, enquanto corrigir um erro de tintura pode agredir e comprometer a saúde do seu cabelo. É claro que esperar o cabelo crescer requer paciência (ou extensões dos fios), mas não compromete a saúde dos seus fios, e você não precisa ficar horas sentada numa cadeira de salão.

Se você pode fazer a análise cromática e pode ter a ajuda de um consultor de estilo na hora de mudar a cor dos cabelos, maravilha. Mas se você ainda não sabe sua cartela de cores, uma dica fácil para saber se um determinado tom de cabelo ou de reflexos fica bom para você é observar os outros fatores que determinam o seu contraste em relação ao seu tom de pele: as cores dos seus olhos e suas sobrancelhas. O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida, porque depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções.

Já falei por aqui, mas não custa lembrar: o contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele. O contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio. Pensando em mudar a cor do cabelo, restam os outros três fatores a serem analisados, levando-se em consideração se você é uma pessoa que se bronzeia muito e/ou com facilidade (porque aí seu tom de pele muda com alguma frequência e pode influenciar no seu contraste) e aí você pode ter um direcionamento para qual tom de cabelo favorecerá mais a sua beleza natural!

Final de ano é uma boa hora para reconciliar-se consigo mesmo

Final de ano, verão no Brasil, aquele calorão, todo mundo querendo aproveitar as belas praias. Por aqui, eu tô só no frio, mas acompanhando pela internet as altíssimas temperaturas brasileiras! Mas, em qualquer lugar do mundo, muita gente costuma aproveitar este período para rever o que aconteceu de bom e de ruim, e estabelecer suas metas e objetivos para o novo ano.

metas & objetivos para o ano novo

No verão, o natural é que as roupas diminuam para deixar mais pele à mostra, mas tem muita gente que sofre com essas questões porque vivemos uma cultura de construção de imagens que privilegia a “boa forma”, com incontáveis formas de emagrecimento e alternativas para que alcancemos o “corpo perfeito”.

As mulheres, naturalmente, são as que mais sofrem com estas imposições de buscar uma perfeição corporal inexistente. Quanto mais perto do verão, mais aumenta a pressão para alcançar o “corpo do verão”: barriga zerada, celulite zero, bumbum durinho, braço magrinho, pernas definidas (se esqueci de alguma parte do corpo, complete nos comentários!). Com isso, progressivamente deixamos de amar a nós mesmas e passamos muito tempo da nossa vida brigando com nossos corpos.

“A aparência do corpo exerce grande influência em nossas vidas, afinal, a forma como nos apresentamos para os outros determina a maneira como nos relacionamos, as oportunidades que temos socialmente, as reações e atitudes dos outros para conosco, bem como nossa vida afetiva e profissional”

(Stenzel IN Nunes e Appolinario, Transtornos Alimentares e Obesidade, Artmed, 2006).

Os padrões de beleza impostos pela nossa sociedade e a consequente escravização a que nos sujeitamos tem sido um dos principais fatores associados ao aumento da incidência de transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia. E podemos afirmar, com segurança, que as redes sociais tem contribuído muito para este movimento. Se, antigamente, éramos influenciados apenas pela televisão e pelas celebridades que estampavam as revistas, hoje vemos “corpos perfeitos” e “vidas perfeitas” nas telas dos nossos celulares.

Nas redes sociais, seguimos perfis de homens e mulheres com corpos esculturais e uma beleza dentro do “padrão” que, em geral, aproveitam para vender os segredos para que todos nos tornemos belos dentro destes mesmos padrões. O desejo da padronização torna a sociedade cada vez mais frustrada e doente, porque simplesmente não conseguimos alcançar aquela imagem. E aí nos torturamos porque comemos uma sobremesa, jantamos uma massa e tomamos um vinho.

Quem me segue no instagram viu nos meus stories semana passada um alerta sobre esse tipo de cobrança que nos fazemos, e que muitos influenciadores acabam postando em seus perfis. Se você ainda não viu, estes vídeos estão salvos nos meus destaques. Essa minha reflexão foi desencadeada por ter ouvido uma pessoa que eu sigo dizer que foi “um horror” jantar massa, tomar vinho e comer um tiramisù de sobremesa. Foi aí que eu propus a reflexão de que comida nunca é um horror, mas é sempre um privilégio. Nós vivemos num mundo com tanta gente passando fome! Não podemos nos dar ao luxo de achar nenhuma comida um horror.

A nossa relação com a comida está diretamente relacionada ao modo como enxergamos nosso corpo. Toda vez que comemos algo que foge do que é saudável, nos condenamos, e a nossa insatisfação com nosso corpo parece aumentar progressivamente. Chegamos ao ponto de nos perguntar, por exemplo, quanto tempo precisamos andar/correr na esteira para poder comer um hambúrguer.  Nossa insatisfação com nosso corpo influencia a maneira como os outros nos vêem: se estamos felizes e satisfeitos com as pessoas que somos, naturalmente teremos uma imagem mais leve e transmitiremos segurança, e os outros vão nos perceber também desta maneira. Estamos constantemente oscilando entre o olhar ruim que nos destrói, e o olhar bom, que nos constrói. Isso tudo tem um enorme peso, também, na construção da nossa imagem e estilo pessoal.

“Por uma internet mais verdadeira
Com menos maquiagem 
Com mais comida de verdade
Com menos culpa
Com mais amor próprio 
Com menos padrões inatingíveis 
Com mais empatia e muito mais sorrisos sinceros”

Cada corpo tem sua potencialidade, e reflete todas as experiências que vivemos. Não podemos querer vestir um corpo que não temos, mas podemos vestir da melhor maneira possível o corpo que nós temos e amamos. Não precisamos responder a um padrão imposto para que nossos corpos sejam os melhores possíveis: o melhor possível não pode ser o que a mídia ou as redes sociais impõem, mas o que nos deixa verdadeiramente felizes.

Olhar para si mesmo com carinho é o primeiro passo para reconciliar-se consigo mesmo, ganhar auto-confiança e construir o seu estilo verdadeiro. É importante identificar quem eu realmente sou, e não aquilo que eu acho que o outro pensa sobre mim. É importante olhar no espelho e amar cada pedacinho do que somos, cada marca individual que temos, pois isso nos torna únicos. A construção de uma boa auto-estima não é um caminho fácil ou rápido de se percorrer, mas é importante darmos o primeiro passo.

No final de cada ano, muita gente costuma estabelecer metas e objetivos para o ano que vai começar. Eu proponho que você comece hoje mesmo a realizar a importante meta de reconciliar-se consigo, amando quem você é por inteiro.

Tecido plano X Malha

Já conversamos por aqui sobre a importância de ler a etiqueta de composição do que já temos no nosso armário, e do que estamos pensando em incorporar ao nosso guarda-roupas. Esse conhecimento é muito útil e definitivamente nos ajuda a fazer escolhas melhores na hora das compras, mas a experiência fica muito mais completa quando sabemos diferenciar tipos de tecidos para além das etiquetas de composição.

Se as etiquetas de composição contam uma história para nós (de onde a peça veio, com qual fibra foi feita, quais os cuidados devemos ter com ela), os tecidos contam uma história para o mundo – afinal, as pessoas não vêem o que está escrito na etiqueta interna das nossas peças, e sim a própria peça que vestimos.

Vamos começar por um conceito bem simples: todo tecido que não estica quando a gente puxa duas pontas em direções opostas é um tecido plano, enquanto um tecido que “deforma” e “cresce” quando esticado é malha. Tecidos planos e malhas podem ser feitos tanto de fibras naturais e não-naturais. Mas qual é a utilidade prática de saber diferenciar malhas de tecidos planos?

Bem, esses dois tipos de tecidos tem efeitos diferentes na nossa silhueta, e esses efeitos variam de acordo com as partes que cobrem, além de render sensações diferentes para quem os usa! Ademais, cada um tem uma função a desempenhar, e cada um desses tecidos se encaixa melhor em alguns ambientes e situações do que em outros.

As peças em malha são extremamente maleáveis e acompanham as formas de quem veste, podendo marcar mais quaisquer gordurinhas e volumes extras. Já as peças em tecido plano tem um caimento mais reto (mesmo quando são maleáveis, como a seda), e por isso criam formas mais lisas e estruturadas, que podem ser ideais para quem quer disfarças as próprias formas, “desarredondando” a silhueta.

Os tecidos planos quase sempre parecem mais sofisticados e formais, enquanto as malhas parecem ser sempre mais confortáveis e esportivas. Eventos elegantes, como festas e casamentos, e ambientes profissionais muito formais não são lugares adequados para se usar peças em malhas, ao passo que as peças feitas de tecido plano podem ir para qualquer lugar – e, de quebra, garantir um visual sempre mais sofisticado.

Mas não se assuste: a malha não é vilã nem inimiga do povo! Na verdade, são inúmeras as situações em que ela é o investimento mais certo. Por ser maleável e mais confortável, a malha é uma ótima companheira de viagem, uma vez que amassa menos e é mais fácil de “desamassar” do que tecidos planos. A malha também veste bem em momentos quando todo o resto do armário nos aperta, sendo especialmente boa para as grávidas, pra quem tá amamentando, pra quem se movimenta muito em função dos filhos e/ou animais de estimação, etc. A malha é também o tecido perfeito para o homewear. As peças de malha geralmente são (ou, pelo menos, deveriam ser) mais baratinhas.

Existem, também, algumas maneiras de deixar a malha mais refinada. As peças em malha podem ter modelagens mais interessantes, ou podem ser mais fininhas e ter uma leve transparência, ou podem ter cores mais neutras. Pode reparar que quase todas as marcas mais caras fazem camisetas em malhas finas, com cortes e recortes que as transformam em algo além de uma simples camiseta.

Já as peças em tecido plano, que em geral são bem mais elegantes e mais refinadas, podem também parecer mais modernas quando as modelagens são menos óbvias e/ou menos clássicas, tem mais cores e/ou estampas, e também mais texturas. As peças em tecido plano geralmente custam mais, mas também duram muito mais se adotarmos os cuidados indicados na etiqueta de composição.

Misturar peças de malha e tecido plano em um único look é uma outra maneira bastante interessante de refinar um pouco mais a malha e circular por diversos ambientes sem estar desarrumada ou arrumada demais. É o tipo de truque que pode, por exemplo, fazer render ainda mais uma mala inteligente!

Midi, o comprimento mais chique

Que me perdoem os curtos e os longos, mas o midi é o comprimento mais chique para os nossos looks! Se o tecido tiver um belo caimento, o visual sofisticado está garantido, mesmo que façamos escolhas simples e práticas! Quer ver?

img_1775
chapéu Parfois, t-shirt Zara, óculos Ray Ban, saia Forever 21, tênis Converse All Star (e mochila Fjällräven Kånken)

No último final de semana, fizemos uma road trip até Tbilisi, a capital da Geórgia. Mais do que aplicar os conceitos da mala inteligente, eu realmente não queria levar muita coisa pra um final de semana rapidinho de verão! Então advinha qual foi a peça chave que eu escolhi? Isso mesmo, uma saia midi!!

Essa saia midi azul marinho da Forever 21, que eu comprei há uns 3 anos, tem a cintura de elástico (= conforto!) e umas pregas bem suaves, que garantem o caimento perfeito do tricoline. E ela tem bolsos, que são sempre bem vindos em viagens!

img_1751
chapéu Parfois, óculos Ray Ban, t-shirt Alhma, bolsa Gucci, saia Forever 21, sandália Usaflex

Nessa outra foto, a mesma saia (e o mesmo chapéu) com outra t-shirt e outro sapato, num combo escolhido pra ficar super confortável no carro (a viagem entre Yerevan e Tbilisi dura cerca de 5h!!) e que ficou bastante adequado pra paradinha que fizemos no Lago Sevan.

 “Ah, mas midi é um comprimento ingrato! Nem todo mundo pode usar!”

Gentes, eu tenho 1,62m – ou seja, não sou exatamente alta! – e adoro usar saia midi! E minhas pernocas são bem roliças também. O comprimento midi definitivamente faz parte da minha vida, e se encaixa perfeitamente no meu estilo e no meu dia a dia. Para escolher o midi correto pra você, aqui estão algumas dicas interessantes, que independem do seu tipo físico:

  • escolha um comprimento que fique ligeiramente acima da metade da sua panturrilha;
  • opte por um tecido leve e com caimento perfeito, que não adicionará muito peso ao seu look. Nesse caso, é melhor evitar malhas! As malhas costumam ser mais pesadas e marcar tudo o que (geralmente) queremos esconder;
  • marque a sua cintura! Mesmo se você pensar que não tem uma cintura, ela existe, e está só esperando ser descoberta;
  • e escolha uma silhueta A, que costuma ficar bem em todo mundo e cria uma silhueta perfeita com muita elegância.

Ao escolher uma saia ou um vestido midi, você garante uma certa elegância sem precisar de muito esforço. O comprimento midi chama a atenção positivamente, mesmo sem muitos acessórios! É como se fosse um atalho para um look chique!

Pra vestir e amar o corpo que se tem

Já conversamos muito por aqui sobre as maneiras como a consultoria de imagem pode nos empoderar e garantir um olhar mais gentil com aquela pessoa que nos observa no espelho, e a importância de termos a autoestima bem trabalhada, mas esse é um assunto inesgotável e, por mais que eu tente a cada dia melhorar a minha autoimagem, sempre há o que superar.

Estamos de férias no Brasil e passamos alguns dias em Brasília, e nos hospedamos no Brasília Palace Hotel. Estava um calor de matar e a piscina do hotel era convidativa. Mas e a coragem de colocar o corpo pra jogo, principalmente depois da comilança intensa desde o dia que cheguei ao Brasil?

Em pouco mais de 2 semanas em terras brasilis, eu acho que já engordei uns 3 quilos. Estou me permitindo comer tudo o que eu amo e sinto falta quando estamos na Armênia. Minha barriga está demonstrando isso pra quem quiser ver. Mas eu vesti o maiô e fui pra piscina mesmo assim, sem vergonha nem medo de aproveitar o sol.

E não foi só isso: eu tirei fotos de maiô relaxando à beira da piscina, e ainda tive coragem de postar no Instagram. Sim, coragem. Porque é claro que é preciso coragem pra expor a celulite, a pança proeminente, o bracinho gorducho e as pernas roliças na rede social sem nenhum retoque.

Mas a coragem maior é a aceitação diária do corpo que se tem, e amar incondicionalmente a pele onde se habita. Quanto mais eu respeito o meu corpo e me visto de acordo com as minhas medidas e proporções, mais autêntica é a imagem que eu transmito pro mundo, e mais confiança eu sinto. Da próxima vez que você for se vestir e se olhar no espelho, que tal tentar isso também?

Roupas não-óbvias para trabalhar

Escolher os looks para trabalhar nem sempre é uma tarefa fácil. Na verdade, pode ser bem mais difícil escolher e construir um armário de trabalho do que o seu armário de roupas casuais, dependendo do seu estilo! E é aí que o consultor de imagem pode ajudar – e muito -, traduzindo o seu estilo pessoal para o seu armário de roupas de trabalho, encontrando, junto com você, um jeito de traduzir a sua personalidade para os looks do seu dia a dia profissional. Eu sou fã da alfaiataria da Zara (excelente custo/benefício), e escolhi algumas peças/looks que podem ser encontradas nas lojas para ilustrar esse post.

super formal X formal X informal
super formal X formal X informal: qual é o seu ambiente de trabalho?

Cada ambiente de trabalho requer um código de vestimenta; entretanto, independentemente do código de vestimenta do ambiente onde você trabalha, a roupa de trabalho tem características próprias, que devem evidenciar, ao mesmo tempo e de modo coerente, a sua personalidade e o lugar onde você trabalha. Seja num ambiente de trabalho super formal ou super informal, eu recomendaria sempre fugir de peças muito sensuais, dedinhos de fora, decotes profundos e jeans rasgados. Num mundo cada vez mais conectado e interligado, nós nunca sabemos quando vai surgir uma reunião super importante no meio do dia, que pode até mesmo ser com alguém de um outro universo de trabalho – e você certamente quer que sua imagem seja sempre o mais profissional possível.

Se o seu trabalho é super formal, será bem difícil que os homens consigam fugir do terno e que as mulheres tenham muitas alternativas ao tailleur – afinal, nestes ambientes muito formais, o que se espera é uma aparência mais convencional e séria, traduzindo eficiência e inspirando segurança. Neste caso, já que é praticamente impossível fugir da alfaiataria, de cores mais neutras, das saias na altura do joelho, de decotes mais fechados, e das calças confortáveis e não tão justas, é ainda mais importante prestar atenção na etiqueta de composição das peças, priorizando sempre tecidos de fibra natural, que esquentam menos e deixam a pele respirar com maior facilidade, ou a viscose, e evitando ao máximo o poliéster, o nylon e o acrílico.

Acho que é mesmo nos ambientes mais formais de trabalho que os tecidos e texturas diferentes ganham mais importância, pois poderão adicionar personalidade ao seu look e fazer com que o seu armário diário passe longe da chatice! Tailleurs de linho usados com uma bela camiseta de seda podem ser uma ótima solução para dias muito quentes, ao passo que um tailleur de veludo cotelê será quentinho o suficiente pro inverno e nada óbvio, com uma bela camisa de algodão. É possível incorporar as tendências nesse armário ultra formal: o xadrez (principalmente o Príncipe de Gales) está (e ainda continuará por mais um bom tempo) SUPER em alta. Estampas muito tradicionais podem ser facilmente adotadas nestes ambientes formais de trabalho sem chamar muita atenção.

Se o seu ambiente de trabalho é um pouco menos formal (o que não significa mostrar a barriga, usar saias muito curtas ou muito justas), você tem um pouco mais de espaço de manobra pra se vestir. As cores já começam a ter um pouco mais de chance, e estampas clássicas podem fazer parte do seu look. Neste ambiente de trabalho, o comprimento midi (que é um comprimento da moda) pode ser usado: saias midi ficam ótimas com sapatilhas e, se for rodadinha, não vai grudar no corpo. Eu adoro usar saia midi com t-shirt de algodão no verão: fica bem fresquinho e “arrumadinha sem esforço”, sabe? E dá espaço pra colocar um colar mais comprido (efeito alongador da silhueta!) sem deixar o visual com informações demais. Um look de saia midi com camisa também fica muito chique. Já no inverno, acho que as saias um pouco acima do joelho, em tweed, combinadas com seus blazers, também tem vez – principalmente se usadas com meia calça preta.

Mas se o seu ambiente de trabalho é super informal (por exemplo, no meio artístico ou criativo), o código de vestimento é o mais desencanado, ousado e criativo possível – o que não significa vulgar. Então, mesmo nesses ambientes bem informais, é bom ficar longe de looks que você usaria numa noitada, que sejam muito sensuais, ou que você usaria na academia. Pra quem trabalha nessas áreas criativas, eu recomendaria abusar das estampas e peças em jacquard, e aproveitar pra usar acessórios mais chamativos, mas buscando sempre uma coerência no look – afinal, você não sabe com quem vai encontrar e se relacionar ao longo do dia!

Quanto aos sapatos, o styling dessas fotos não ajudou muito… mas pensemos em scarpins ou sapatilhas sem decotes muito evidentes. Botas baixas ou com salto médio, sem muitos detalhes e/ou ferragens exóticas, também tem sua vez. Em geral, os sapatos que circulam nos ambientes de trabalho não devem ter saltos muito altos nem finos.

E, ao pensarmos no universo das bolsas, livre-se do compromisso de combinar bolsa com o sapato – essa dobradinha não tem mais nada a ver! A bolsa e o sapato devem conversar, mas não precisam ser iguais, da mesma cor ou material.

O armário de trabalho não deve ser muito conservador, já que poderia passar uma imagem de desatualizado, mas também não deve adotar todas as últimas tendências da moda porque, nesse caso, a imagem transmitida pode ser de futilidade. Como sempre, o ideal é ter equilíbrio!

Quebrando a rotina (também) do seu estilo

Muita gente se sente preso numa rotina, e não aproveita as ferramentas de estilo para quebrar as correntes e se libertar. Acredite: não é porque você está se sentindo assim agora que se sentirá assim pra sempre. É por isso que decidi listar algumas sugestões de estilo pra sair da rotina!

Untitled design

1- Faça exercícios físicos

Eu não sou o maior exemplo de vida fitness que você vai encontrar por aí – na verdade, eu tô mais pro oposto disso – e parece até uma piada que eu fale disso antes de qualquer outra coisa. Mas a verdade é que exercitar o corpo é um dos melhores jeitos de mudar o jeito como você se sente e se enxerga! Encontre uma atividade física da qual você goste e mexa-se, nem que seja por 15 minutos. Isso é uma maneira eficaz de refrescar suas ideias e ajudar a fazer com que você enxergue as coisas de uma nova perspectiva – inclusive suas roupas.

2- Desconecte-se um pouco

Ah, o mundo conectado. Que faca de dois gumes! O instagram, por exemplo, é um dos melhores lugares para encontrar inspirações de moda, mas pode ser tóxico se você não estiver se sentindo confortável com seu estilo e confiante com suas escolhas. Pra verdade, eu acho que a rede pode ser um verdadeiro campo minado se você estiver muito incerto sobre o seu estilo: nas redes sociais, você acaba se perdendo por muitas direções e nem sabe mais ao certo do que você realmente gosta. Nessas horas, uma boa ideia é ser old school: compre uma revista e tome um café folheando as páginas. Há publicações excelentes de moda disponíveis que podem render grandes inspirações de uma maneira menos opressiva e que pode te dar uma ideia mais clara das tendências da estação disponíveis nas lojas.

2

3- Organize seu armário (ou faça um closet editing com um profissional)

Se você acha que está usando as mesmas roupas todos os dias, é melhor recuar e reavaliar as peças que estão habitando no seu armário. Há grandes chances de que você esteja escolhendo as mesmas coisas porque são mais convenientes e fáceis! Ao reorganizar as peças do seu armário, não tenha pena de se desfazer das peças de que você não gosta ou simplesmente não usa. Se você mora em um lugar onde as estações do ano são bem definidas, tente guardar o que não é da estação num outro lugar, desocupando espaço e diminuindo a quantidade de informações na hora de se vestir. Dedique um tempo para avaliar tudo o que você tem, e pense nos diferentes jeitos de usar as coisas de que você gosta. Repensar as roupas que você já tem no armário certamente rende novos looks. Já comentei por aqui algumas vezes que o personal stylist tem um papel importante na edição e organização do armário porque, somando seu conhecimento profissional à isenção de sentimentalismos, poderá opinar e sugerir honestamente o que deve ficar e o que deve sair do seu armário, ainda que a decisão final seja sempre sua.

4- Tente evitar o jeans

Aqui, o ditado “casa de ferreiro, espeto de pau” faz todo sentido: afinal de contas, eu passei ANOS da minha vida usando calças jeans todos os dias. Sim, eu amo jeans, e é difícil viver sem eles, mas confesso que, nos últimos tempos, tenho procurado várias alternativas igualmente confortáveis (e, no inverno, muito mais quentinhas) ao bom e velho jeans. Para altas temperaturas, as calças de linho são muito mais elegantes e talvez até mais confortáveis. Para temperaturas frescas, meias calças pretas. Para o frio intenso, calças de lã. É uma questão de pensar fora da caixinha e encontrar alternativas que vão nos tirar da rotina e nos colocar numa direção mais divertida.

5- Atualize seu jeans

Isto posto, já concordamos que é difícil viver sem jeans e uma maneira interessante de mantê-los como bons atores do seu armário é atualizá-los. São muitos os modelos disponíveis (skinny, boot cut, reta, flare, boyfriend, mom, etc) e muitas lavagens diferentes para escolher. A simples mudança do corte do jeans que você está usando pode transformar o jeito como você se sente nas suas roupas. É claro que há um tipo ideal de jeans pra cada tipo físico, mas por aqui nós já estamos desconstruindo um pouco essas ideias de tipo físico e priorizando a alegria e a criatividade na hora de se vestir. Se você for comprar um novo par de calças jeans pra 2018, eu recomendaria evitar as calças skinny (que já viraram substantivo comum) e optar por modelos de cintura mais alta com pernas mais amplas, ou retas e ligeiramente cropped. O importante é que a sua calça jeans não achate o seu bumbum, não aperte a sua cintura e, principalmente, que não seja desconfortável.

6- Invista na terceira peça

A tal “terceira peça” é milagrosa, e o milagre já começa porque ela pode ser um cardigan, uma jaqueta, um casaco, um trench coat, um lenço, um cachecol, um colete, uma capa de chuva (tendência que tá firme desde o ano passado e mais forte ainda pro inverno/2018 no Brasil), e mais uma infinidade de peças. Se você morar num lugar onde o inverno é real, investir em bons casacos e cachecóis é fundamental: e, sim, eu usei o plural porque vai ser mais fácil sair da rotina no quesito estilo se você tiver pelo menos 2 opções entre as quais escolher. E nada de preto: pense em cores! Se você souber qual a sua cartela de cores, melhor ainda, já que poderá escolher os tons de cores que mais favorecem o seu rosto. Se você mora “num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”, a terceira peça ainda pode (e deve) existir no seu dia a dia, mesmo nos dias mais quentes: lenços de seda são frescos de usar e atualizam o look, enquanto capas de chuva protegem e incrementam o seu visual.

7- Preste atenção aos detalhes e use mais acessórios

Até os 7 anos de idade, eu não tinha as orelhas furadas. Mas, desde então, eu não saio de casa sem meus brincos! Aliás, eu nem costumo tirar os brincos pra dormir, já que eles são pequenos e não me incomodam. Isso é um exemplo de detalhe que faz a diferença, tanto quanto a bainha no tamanho certo. Usar acessórios é uma chave para levar seu estilo para outros níveis. Cintos mais largos costumam dar personalidade, e mudar de bolsa ajuda muito para mudar o visual e injetar confiança. Chapéus, óculos escuros, ou mesmo um broche com história podem tornar uma roupa sem graça num look digno de capa de revista!

8- Evite preto e cinza

Outro item meio “casa de ferreiro, espeto de pau”, mas que eu tô me esforçando pra mudar. Se ali em cima eu já falei sobre evitar o preto na terceira peça, agora é hora de reforçar a importância de dar um descanso para essa cor, e também para os tons de cinza. Quando estamos presos numa rotina, geralmente isso se traduz no nosso armário como uma pilha de roupas cinzas e pretas – afinal, estas são as cores que nos cativam quando não estamos muito inspirados e queremos alguma segurança. Mas estas cores também nos fecham um pouco e podem até prejudicar nossa produtividade. Ao evitar o preto e o cinza, você olhará para as outras cores; isso não significa que você vai se vestir de mil cores da cabeça aos pés, ou começar a usar estampas chamativas da noite pro dia. O importante é você sair um pouquinho da sua zona de conforto. E, ao usar uma cor que favoreça as suas feições, você se sentirá mais confiante e ainda ouvirá alguns (muitos) elogios.

9- Vá numa loja onde você geralmente não compra

Todos nós temos as nossas lojas favoritas, e sempre tendemos a fazer nossas compras nessas mesmas lojas. Ao mesmo tempo em que ter lojas favoritas revelam um traço firme das nossas preferências, frequentar sempre as mesmas lojas pode transformar o nosso armário num loop eterno de peças iguais. Explorar uma loja nova, onde você geralmente não compra, pode abrir um mundo de possibilidades de formas e cores! Misturando diferentes marcas e designers, criamos um estilo único ao invés de reproduzir o que está num lookbook e expressamos, de fato, a nossa personalidade. Ao se desafiar a usar algo diferente e, possivelmente, fora da sua zona de conforto, você vai se divertir muito e terá a possibilidade de descobrir novas versões de si mesmo.

1

10- Mude o seu corte de cabelo

Embora essa dica também seja válida para os homens, esse item é direcionado principalmente para as mulheres. Se tem uma coisa que eu não entendo é o apego da mulher brasileira ao comprimento do cabelo, enquanto não tem medo nenhum de pintar os fios! Se 99% das vezes as brasileiras pintam o cabelo com um loiro que muito provavelmente está no tom errado para a pele, a síndrome de Rapunzel impede que exploremos plenamente nosso potencial de beleza! Cortar o cabelo pode ser revolucionário em tantos aspectos! Além de ter a possibilidade de criar um visual no qual você se reconheça plenamente, um corte de cabelo novo pode ser muito empoderador. Para as mamães de plantão, acho muito recomendável diminuir o comprimento dos fios para ganhar agilidade e praticidade no dia a dia (afinal, ninguém merece ficar de cabelo preso o dia inteiro). E, o que vale pra todas, é que cabelo curto dá menos trabalho, demora menos pra secar e a gente fica muito mais chique. Da minha experiência pessoal, posso contar que cortei meu cabelo bem curtinho 2 vezes num período de menos de 2 anos, doando mais de 20cm de cabelo em cada corte pra instituições que fazem perucas pra mulheres e crianças que perderam os cabelos no tratamento contra o câncer, e eu me sentia tão poderosa! Cortes de cabelo são transformadores, meninas. Acreditem em mim.