Análise cromática: o que é e pra que serve?

Quando eu fiz meu curso de formação na London College of Style, tive a maravilhosa oportunidade de aprender sobre as cores e como fazer a análise cromática com Jules Standish, autora de 2 livros e referência no assunto. Com ela, aprendi o método chamado Colourflair system of image consultancy, que foca na genética e na personalidade de cada indivíduo para descobrir quais são os tons e as cores que mais valorizam cada pessoa.

Durante uma consultoria de estilo e análise cromática, é preciso avaliar a pele do rosto com o mesmo cuidado que um cirurgião e/ou dermatologista teria para melhorar a aparência individual: a escolha correta das cores para cada tom de pele pode rejuvenescer instantaneamente, e o objetivo é garantir que a sua aparência e os seus traços sejam o mais saudáveis e atraentes quanto possível!

As paletas de cores são divididas em 4 estações (primavera, verão, outono e inverno), e cada uma destas 4 estações tem 3 subdivisões: primavera leve, primavera clara, primavera quente, inverno profundo, inverno claro, inverno frio, outono profundo, outono suave, outono quente, verão leve, verão suave, verão frio. Por ser altamente complexa, a única maneira de descobrir a cartela de cores de uma pessoa é por meio de uma análise cromática presencial!

roda de cores

Como eu falei no primeiro parágrafo, não é só a genética que importa na análise cromática: a personalidade também é um fator muito importante. A análise cromática tem uma relação intensa com a psicologia e é importante considerar as características psicológicas de cada indivíduo quando se está analisando a cartela de cores pessoal. Sociabilidade, humor, entusiasmo, curiosidade, teimosia, lealdade, criatividade, otimismo, perfeccionismo, disciplina e autoconfiança são algumas das características psicológicas que precisam ser avaliadas para ajudar na definição da cartela de cores de um indivíduo.

psicologia das cores

A cartela de cores só é realmente importante nas áreas próximas ao rosto, então é importante observá-la quando estiver escolhendo maquiagem, cabelo, acessórios (gorro e cachecóis podem fazer toda a diferença!), blusa, camisa e vestido. Com exceção do branco e do preto, as cartelas de cada estação tem pelo menos algum tom de cada cor. Ninguém precisa amar todas as cores que estão na sua cartela: afinal, você não é obrigado a usar todas elas! Aliás, dependendo do seu contraste, o ideal será evitar algumas destas cores perto do seu rosto. No mais, as restrições podem ser contornadas: quem tem tom de pele quente, por exemplo, deve evitar preto preto do rosto, ou então  “errar com consciência”, buscando amenizar os efeitos ruins da cor preta com os acessórios e/ou batom, por exemplo.

Aliás, vou usar algumas fotos minhas como exemplos de erros x acertos na coloração pessoal, usando três exemplos de óculos de grau: uma armação cinza, uma armação preta, e uma armação tartaruga. Em todas as fotos, eu estou sem maquiagem – exceto quando apareço de batom (mas aí estou só de batom mesmo).

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óculos de grau cinza: na foto da esquerda, eu estou muito mais pálida do que na foto da direita! na foto da esquerda, estou com cachecol preto: ou seja, são 2 cores erradas muito próximas do meu rosto! já na foto da direita, o cachecol vinho equilibra o a cor “errada” dos óculos e eu pareço menos pálida.
coloração pessoal errada 02
óculos de grau preto: na foto da direita eu estou mais pálida do que na foto da esquerda! embora eu esteja toda de preto na foto da esquerda, o batom vermelhinho traz o equilíbrio necessário, e até minhas bochechas estão mais rosadas. na foto da direita, o tom de bege do casaco e o tom de rosa do suéter não compensaram o efeito da armação de óculos preta!
a cor do meu cabelo está diferente na foto da direita porque, na Escócia, eu sou ruiva! hihihi! tem alguma coisa na luz escocesa que muda a cor do meu cabelo!!
óculos com armação tartaruga: embora essa cor de óculos seja muito boa pra mim, na foto da esquerda eu estou mais pálida, mesmo no sol, porque estou usando um cachecol predominantemente cinza! na foto da direita, o gorro e o cachecol nas cores certas não só compensam o casaco bege como garantiram uma carinha saudável!

O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida: o contraste depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções. O contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele: o contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio.

Como vocês podem ver pelas fotos acima, o meu contraste é alto: meu cabelo, minha sobrancelha e meus olhos são muito mais escuros do que o meu tom de pele! O óculos cinza é o pior de todos pra mim porque é uma cor muito clara, que não dá certo no meu contraste. O óculos preto pode até enganar e parecer bom pra mim porque a cor escura harmoniza um pouco melhor com o meu contraste. O óculos tartaruga é o melhor dos 3 pra mim porque a cor dele é muito próxima das cores do meu cabelo e olhos, e o contraste fica bem equilibrado.

A análise cromática existe para indicar quais cores valorizam os traços e características pessoais, e é importante coordenar a cartela de cores com o contraste. O contraste é uma ferramenta importante na consultoria de imagem porque o personal stylist te ensinará a manter o equilíbrio de cores perto do rosto. Além disso, o profissional, com seu olhar treinado, poderá indicar se o seu contraste atual é realmente a sua melhor versão, já que o contraste pode não estar completamente equilibrado. Nesse caso, é possível ajustar o contraste – como eu falei no parágrafo anterior, o contraste depende das mudanças capilares, do bronzeamento, da sobrancelha, etc.

Uma das coisas que a Jules disse, e que eu acho que nunca vou esquecer, é que, acima de tudo, a gente quer é deixar o cliente feliz: sempre vai existir aquela cor UAU, que vai causar um sorriso no rosto e uma felicidade impossível de conter. E é esse o meu objetivo como personal stylist: fazer cada pessoa sentir uma felicidade impossível de conter quando estiver de frente pro espelho, trazendo o melhor de dentro pra fora!

07 dias só com mala de bordo em Dubai!

Estamos viajantes por aqui essa semana, não é mesmo?! Acontece que, graças a Deus, realmente tivemos a oportunidade de viajar muito nos meses de novembro e dezembro e, como é época de férias, acho útil compartilhar informações que ajudem viajantes fashion a arrumarem suas malas de maneira inteligente!

Em dezembro, passamos 1 semana em Dubai, com direito a uma day trip pra Abu Dhabi, e obviamente não queríamos despachar bagagem. Com a organização certa, pensando direitinho na nossa programação, foi possível montar uma mala de bordo inteligente pra mim e outra pro marido!

Essa viagem tinha uma programação interessante: queríamos aproveitar as ofertas da culinária internacional em Dubai, ao mesmo tempo em que iríamos para 1 parque aquático e 3 parques temáticos! Eu queria uma mala prática, com looks bonitos e confortáveis e que, preferencialmente, não desrespeitassem a cultura árabe. Com as temperaturas beirando os 30ºC, um ventinho um pouco inconveniente à noite, e muitos lugares climatizados, era importante estar preparado pra tudo!

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vestido Eva, suéter Cath Kidston, bolsa Saint Laurent, tênis Converse All Star, óculos Ray Ban
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quando o suéter Cath Kidston entrou em ação pra me proteger do vento na Marina de Dubai, o vestido Eva ficou parecendo uma saia!
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maiô Tryia para Riachuelo, short comprado em Walt Disney World
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camisa de chamois e vestido Eva (que, usada desse jeito, ficou parecendo uma saia), bolsa Chanel, sapatilhas Usaflex
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aqui dá pra ver o vestido melhor – o escolhido para a noite de Natal!

Pros parques temáticos, eu gosto de muito conforto e praticidade, então combinei t-shirts com a calça jeans. Pro parque Ferrari World, acabei indo com esse conjunto de moletom azul marinho – o que foi a minha sorte, já que é totalmente indoor e era o parque mais gelado de todos! – que é bem soltinho e muito confortável também.

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t-shirt Uniqlo, bolsa Saint Laurent, calça jeans Levis, tênis Converse All Star
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t-shirt comprada no Wizarding World of Harry Potter, calça jeans Levis, tênis Converse All Star, óculos Aldo, mochila Uncle K
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blusa e calça de moletom Farm, bolsa Saint Laurent, tênis Converse All Star

Além destas peças de roupa, eu ainda levei mais 3 t-shirts, 2 saias midi, 1 suéter de cashmere, 1 lenço de seda, 1 sapatilha e 1 chinelo Havaianas, além de meias, underwear e pijama. Só quando estava escolhendo as fotos pro post é que me dei conta de que não tirei foto de todos os looks que usei! My bad. No vôo, usei a calça jeans Levis e o tênis Converse All Star que aparecem nas fotos, uma camisa jeans, um cardigan de cashmere, um cachecol e o casacão. Dessa vez, levei a bolsa da Longchamp dobrada dentro da mala, caso fosse necessário usá-la pra acomodar alguma compra (mas graças a Deus não foi preciso! Consegui arrumar tudo tão direitinho que até o Nintendo Switch coube na mochila do marido hihihihi) e viajei com a mochila da Uncle K que aparece em uma das fotos.

Com isso, tá comprovado que dá pra levar muita roupa numa mala de mão, viajando com praticidade e mantendo a dignidade em temperaturas elevadas!

Looks de viagem no inverno europeu

É inverno no Hemisfério Norte, e as temperaturas nesta época do ano são bem mais baixas por aqui do que os brasileiros costumam estar acostumados. Nós passamos 1 mês viajando pelo Reino Unido e Irlanda e, embora ainda fosse outono, as temperaturas estavam muito baixas – principalmente no interior da Inglaterra e na Irlanda do Norte! – o que exigia roupas de inverno.

Eu já contei sobre a minha mala de verão e desmistifiquei o glamour que vemos nas redes sociais dos globetrotters: não tem nada de errado a gente querer ficar bonito durante as férias, mas a praticidade e o conforto são fundamentais pra quem caminha pela cidade inteira e/ou anda de metrô e ônibus, e não tem orçamento pra táxis, ubers e/ou motoristas particulares o tempo todo.

E, se já fomos econômicos naquela mala de verão, conseguimos nos superar pra essa viagem invernal: despachamos uma única mala grande, e cada um tinha uma bagagem de mão, além da minha bolsa pessoal Longchamp que acomoda todas as nossas coisas que poderíamos precisar acessar com facilidade durante o vôo.

Dessa vez eu não fiz post sobre a organização da mala por um motivo simples: eu só levei 6 peças de roupas minhas na mala, além do meu pijama, underwear, e a bolsa tiracolo e a mochila Prada. Como eu tinha planejado comprar mais roupas de inverno na Uniqlo (eu não sou ninguém sem a linha Heattech deles), eu não levei nem roupa térmica, só a que já foi no corpo. Pra viajar, eu usei uma tshirt de manga comprida, a calça cinza da GAP, o casaco preto da Zara, um suéter da Stradivarius (que eu usei um monte mas acabou não aparecendo em nenhuma foto aqui), e a bota marrom da UGG, que foi o único sapato que eu levei: depois comprei em Londres mais uma bota e um tênis. Então não seria justo mostrar uma mala arrumada sem nada né?

Numa viagem de 28 dias, nós pegamos trem 2 vezes, avião 1 vez, e viajamos 2 trechos de carro, e sabíamos que não ficaríamos só em perímetros urbanos, o que pedia roupas confortáveis de verdade. Nos organizamos para lavarmos nossas roupas 4 vezes, e nós nos viramos muito bem com uma única mala pra nós dois, que não excedeu 20kg até chegarmos à Irlanda do Norte. Foi só mesmo na Irlanda, nos últimos dias das nossas férias, que precisamos reorganizar a bagagem por conta dos meus livros ilustrados do Harry Potter, que são pesadíssimos!

Acreditem: em algumas dessas fotos, eu estou usando 3 calças, uma por baixo da outra! Consequentemente, a saia da Le Lis Blanc acabou virando peso morto (ainda bem que ela é leve, mas mesmo assim eu detesto carregar peso morto em viagens). E, em viagens de inverno, não tem jeito: o que vai aparecer mesmo é o casaco. A menos que você esteja disposto a ter uma bagagem imensa, é melhor não exagerar: eu fui com um casaco e levei mais um na mala, e acabei comprando mais um da Uniqlo (e acabei achando 3 casacos demais, podia ter me virado bem só com o da Zara e o da Uniqlo). Por mais que todo dia eu trocasse de blusa/camisa e suéter (à disposição, eu tinha 6 camisas, 8 blusas de gola alta, e 3 suéteres), nenhuma delas apareceu nestas fotos! E por quê?! Porque a gente acaba tirando mais fotos ao ar livre e, no frio, não dá pra tirar o casaco!

Os acessórios são, sem dúvida, os melhores amigos pra mudar a cara dos looks de inverno – no dia a dia e em viagens. Eu adoro cachecóis, e aproveitei pra comprar mais alguns de cashmere na Uniqlo (a cashmere deles é ótima!), além do cachecol enorme de lã que o marido me deu no dia do meu aniversário. Acabei comprando também o gorro vinho e as earmuffs da Accessorize, e antes do meio da viagem eu aposentei a boina da Stradivarius porque ela não protegia minhas orelhas.

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casaco Zara, cachecol e meia calça Heattech Uniqlo, saia Le Lis Blanc, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, calça de veludo Heattech Uniqlo, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, bolsa Prada, calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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boina Stradivarius, casaco Zara, calça Heattech Uniqlo, botas UGG, bolsa Prada
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casaco e cachecol Zara, earmuffs Accessorize, calça GAP, botas UGG, bolsa Prada
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mochila Prada, earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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cachecol, luvas e calça Heattech Uniqlo, earmuffs Accessorize, óculos Ray Ban, casaco Zara, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol e casaco Uniqlo, calça John Lewis, bolsa Chanel, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woolen Mill, casaco Zara, calça John Lewis, mochila Prada
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gorro Aran Tradition, casaco e cachecol Zara, calça Uniqlo, botas UGG, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, cachecol Edinburgh Woollen Mill, bolsa Prada, casaco Zara, luvas Uniqlo, calça GAP, botas UGG
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cachecol, blusa de gola alta e calça Heattech Uniqlo, casaco Zara, mochila Prada (embora não esteja na foto, eu estava com o tênis Vans nesse dia) – eu comprei várias cores dessa blusa de gola alta na Uniqlo e, embora não apareça nas outras fotos, foi praticamente o que eu usei durante a viagem!
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, mochila Prada, calça GAP, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG

 

 

10 dicas para fazer compras inteligentes nas liquidações

Começou o ano e é tradicional que em janeiro as lojas estampem suas vitrines com enormes letreiros indicando a época das liquidações!

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Eu acho que a época de liquidação é perfeita para aproveitar os descontos e fazer boas compras: aquele vestido de festa maravilhoso com o qual você passou meses sonhando, uma boa bolsa ou um bom sapato, um acessório que faça a diferença no seu armário. É o tipo de compra que eu chamo de “investimento”, priorizando peças de qualidade superior e que vão durar muitas estações.

Ao mesmo tempo, o calendário absolutamente louco da moda favorece a compra de itens da estação para uso imediato: no verão, as roupas frescas, como shorts, camisetas, biquínis, etc; no inverno, casacos, cachecóis, etc.

Tendo sempre em mente o mantra de que “a moda passa, o estilo permanece”, eis as minhas dicas para fazer compras inteligentes e consumir com consciência na época das liquidações.

1- Arrume o seu armário

É isso mesmo: o primeiro passo para uma compra inteligente é (re)organizar o closet, para verificar o que se tem, o que está faltando, e o que precisa ser substituído. Anote tudo o que falta e precisa de substituição, e leve a listinha com você.

2- Entenda o que é moda, o que é tendência e o que é estilo

Um pouquinho de informação na hora de fazer compras pode fazer muita diferença. É claro a ajuda de um personal stylist é muito valiosa, mas, se você se interessa pelo que se veste, é bom procurar se informar para que seja mais fácil distinguir o que é moda do que é estilo – e o estilo é eterno. Como nada no mundo é imutável, há também os casos de modismos que permanecem, deixando de ser modismos, a exemplo do militarismo.

3- Vá às compras com calma

A pressa é a maior inimiga das compras. E não é só porque uma peça está barata que você precisa comprá-la. Pense bem se aquele item vai fazer diferença no seu armário, se ele se a peça se encaixa no seu estilo pessoal se você vai usá-la de verdade, e verifique se  está tudo em perfeito estado. Antes de finalizar a compra, confira a política de troca da loja; alguns lugares mudam as políticas de troca em períodos de liquidação, então é sempre bom confirmar mesmo naquela loja que você está super habituado a frequentar. Isso é ainda mais importante em casos de presentes: ganhar ou dar um presente que não pode ser trocado é muito deselegante.

4- Leia a etiqueta interna de todas as peças com atenção

A etiqueta interna de cada peça é como se fosse um manual de instruções: ela te diz de que é feito (composição do tecido) e quais os cuidados para manutenção daquele item. Uma peça que precisa ser sempre lavada à seco, por exemplo, acaba tendo seu valor aumentado por conta deste custo de manutenção.

5- Opte (sempre) por tecidos de fibra natural

Quero dedicar um post exclusivamente sobre esse assunto, mas já fica a dica: quando estiver comprando, procure sempre peças de tecidos de fibra natural. Algodão, linho, lyocel e seda são os melhores amigos de quem mora em climas quentes e de quem gosta de praticidade. Além do caimento dos tecidos de fibras naturais ser melhor, estas peças tendem a durar mais se forem tratadas do jeito certo (de novo, as informações estão todas nas etiquetas internas) e dificilmente encolhem.

6- Invista em uma roupa de festa

Foi-se o tempo em que era deselegante repetir roupa de festa. Estas peças já são naturalmente mais caras e, mesmo em liquidações, podem mostrar preços altos nas suas etiquetas. Mas é certamente melhor pagar o preço da liquidação do que o preço cheio, né? Então, se você quer atualizar suas opções festivas/formais, aproveite para comprar um longo ou um curto (ou os dois, se a conta bancária permitir!) que sejam atemporais e  que você poderá usar em muitas ocasiões depois.

7- Evite os modismos…

Eu recomendaria evitar os modismos porque as modas passam e uma peça datada certamente não vai durar muito tempo no seu armário. Não é melhor guardar esse dinheiro pra outra coisa que dure mais na sua vida?

8-… mas permita-se uma extravagância

Relativizando o item anterior: se você está doido para usar uma determinada peça que você sabe que não vai durar muito mais do que esta estação, é preferível pagar por ela com desconto do que o preço cheio. Como já conversamos, o calendário das liquidações é louco o suficiente pra permitir que compremos uma tendência com desconto enquanto ainda está na moda. Se este for o caso, meu conselho é permitir-se a extravagância, mas, preferencialmente, depois que tiver suprido todas as necessidades mais permanentes do seu armário.

9- Invista naquela peça que faz o seu coração bater mais forte

Pode ser um vestido de couro, um casaco maravilhoso, uma bolsa atemporal, um sapato incrível, uma calça jeans com caimento perfeito, um short jeans que vai te acompanhar por muitos verões: você sabe qual é aquela peça com a qual você está sonhando há meses, ou até anos, e ela finalmente entrou na liquidação. Pode ser que, mesmo com desconto, seja uma peça cara mas, se a conta bancária permitir, e se ela vai mesmo fazer diferença no seu armário – e, porque não, na sua vida -, este é o momento de investir nela.

10- Tenha um orçamento

Em alguns dos itens anteriores eu destaquei o aspecto da conta bancária, e com motivo: liquidações não justificam entrar no vermelho. É muito importante fazer um orçamento para gastar nesse período, porque é muito fácil ceder à tentação, comprando desenfreadamente e acabar endividado. Seguindo estas dicas, e com um orçamento organizado, será mais fácil definir suas prioridades e fazer suas compras da maneira mais inteligente possível!

E, depois de tantas orientações, só me resta desejar boas compras!

 

 

 

Típos físicos (Bodyshape)

Compreender e analisar os tipos físicos é o ponto de partida mais importante na consultoria de imagem, quando o personal stylist começará a trabalhar com o seu cliente usando as peças de roupa certas para atingir o melhor senso de estilo pessoal possível.

Cada cliente tem potencial para ficar incrível, e se sentir confiante com sua aparência, a partir da ajuda profissional do personal stylist. É importante enfatizar a personalidade do cliente, e transformar os diferentes atributos corporais em verdadeiros triunfos pessoais.

O objetivo primário de um personal stylist é criar uma silhueta proporcional para seus clientes, independente do tamanho na etiqueta de uma roupa. Pouquíssimas pessoas tem uma silhueta naturalmente proporcional: uma mulher pode ter mais quadril do que busto, ou nenhuma cintura e quadris estreitos, ou mais busto do que quadril; um homem pode ser alto ou baixo, ter os ombros e cintura do mesmo tamanho, magro, largo ou atlético (ombros mais largos do que a cintura). Cada pessoa é diferente, e não há nada de errado nisso!

Mas, uma vez que o personal stylist analisa o tipo físico do seu cliente e usa os estilos, estampas e cores mais adequados para cada indivíduo, ajustando qualquer desproporção, o cliente terá a alegria de olhar no espelho e ver uma silhueta proporcional, resultando numa pessoa mais confiante.

É claro que o estilo pessoal precisa de consistência e equilíbrio. Quando um personal stylist trabalha com os tipos físicos, ele já tem uma compreensão de quais estilos funcionam melhor para cada tipo físico, mas o estilo de vida, os gostos individuais e as atividades pessoais influenciarão diretamente nos conselhos que o profissional oferecerá ao seu cliente. É por isso que chama estilo pessoal, e o personal stylist é treinado para lidar com cada indivíduo, respeitando a diversidade.

Em geral, são 5 tipos físicos femininos, e outros 5 tipos físicos masculinos. Os tipos físicos não tem necessariamente a ver com peso ou o número do manequim de cada indivíduo.

típos físicos femininos

  • TIPOS FÍSICOS FEMININOS
    • RETÂNGULO
      • é aquele corpo sem curvas ou cintura. É um tipo físico proporcional, mas esta mulher pode querer criar mais curvas a partir das suas roupas.
    • TRIÂNGULO
      • é aquele corpo com mais curvas na cintura, quadris, coxas, sem muita barriga. O ideal é criar proporção usando mais formas e roupas estruturadas acima da cintura, aumentando os ombros estreitos.
    • AMPULHETA
      • é aquele corpo com uma cintura muito definida, geralmente com um busto proporcional ao bumbum, que contrastam com a cintura fina. É, certamente, a silhueta mais proporcional. É uma silhueta que pede um caimento impecável, de roupas que se movam de acordo com as curvas.
    • OVAL
      • é uma silhueta quase proporcional, mas a qual geralmente falta definição na cintura, parecida com o tipo físico retângulo. Esta mulher costuma ter um belo busto e pernas incríveis, então o ideal é destacar o busto, os quadris e as pernas, porque a cintura costuma ultrapassar a linha entre o ombro e o quadril.
    • TRIÂNGULO INVERTIDO
      • é aquela silhueta com um busto farto e fina na cintura, quadris, bumbum e coxas. A proporção ideal é alcançada quando usamos formas e estruturas abaixo da cintura.

típos físicos masculinos

  • TIPOS FÍSICOS MASCULINOS
    • TRAPEZÓIDE
      • os ombros e tórax são largos, a cintura e quadris são estreitos, o torso superior é maior do que o torso inferior. Este é o tipo físico masculino mais fácil de vestir, porque é naturalmente proporcional.
        • ATLÉTICO
          • sub categoria do trapezóide, que fica mais proporcional ao criar um efeito retangular nos ombros, uma vez que a cintura e quadris costumam ser do mesmo tamanho que os ombros e tórax.
    • ALTO
      • parece um triângulo, então precisa de estrutura, roupas com caimento perfeito, e fica muito bem com estampas.
    • BAIXO
      • ombros estruturados e um caimento perfeito ajudam a adicionar centímetros na altura deste homem.
    • LARGO
      • o caimento perfeito também é muito importante para o homem largo, sem usar muitas estampas e optando por detalhes proporcionais à silhueta.
    • MAGRO
      • ao trabalhar com um homem magro, o personal stylist vai recomendar que ele adicione peso a sua imagem por meio das roupas, com linhas horizontais, tecidos mais pesados e texturizados, casacos e jaquetas com dupla abotoação. O homem magro fica muito bem usando diversas camadas de roupa, e cores.

Os tipos físicos são um guia para descobrirmos o que mais favorece cada indivíduo, e podemos usar essa informação como uma ferramenta para nos sentirmos melhores ao nos olharmos no espelho, com uma confiança que será reconhecível. O personal stylist bem treinado não irá ditar regras, mas sim irá orientar e ensinar as ferramentas para que o seu cliente possa sempre se apresentar da melhor forma possível; em primeiro lugar, para si mesmo e, depois, para o mundo.

Moda tradicional da Geórgia

A Geórgia, país vizinho da Armênia, também tem uma cultura riquíssima (e uma culinária deliciosa!). Embora ainda não tenhamos visitado o país, a proximidade entre eles nos permite conhecer bastante da cultura georgiana mesmo do lado de cá da fronteira. E foi um pouquinho disso que aconteceu dia desses, quando fomos a uma exibição de roupas tradicionais georgianas, organizado pela Embaixada da Geórgia na Armênia.

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Na exibição, pude aprender um pouquinho mais sobre os trajes tradicionais georgianos, de acordo com as regiões históricas do país.

Mtskheta-Mitianeti

As roupas femininas eram relativamente lisas, com predominância da cor preta, e o tecido tingido naturalmente. O padrão de costura dos vestidos era em formato de túnica, com a frente decorada com longas peças prateadas, e o conjunto das roupas femininas era inimaginável sem acessórios prateados. Na cabeça, um lenço duplo de lã; para sobreposição, uma capa quente com mangas falsas; nos pés, meias listradas de lã.

As roupas masculinas, por sua vez, consistiam de uma blusa (juba) e um casaco, que parece uma túnica do Cáucaso. A vestimenta é decorada com bordados. Tecidos coloridos, com apliques, listras e cruzes. No inverno, os pachiches eram usados para aquecer e proteger os joelhos, costurados com lã e decorados com bordados. Na cabeça, um chapéu de pele de ovelhas, típico dos pastores.

Os criadores deste tipo de roupa tentaram fazê-las de uma maneira prática, bonita e que refletisse o seu espírito de mundo e a natureza que os cercava.

Kakheti

As roupas da região de Kakheti, tradicionalmente de viticultura e vinícolas, é caracterizada principalmente pelas saias masculinas relativamente curtas, ajustada logo abaixo da cintura, e presas por um cinto. Na cabeça, um pequeno chapéu preto. Era a roupa dos habitantes de uma região fazendeira, adequada para os trabalhos na vinícola.

Samtskhe-Javakheti

As roupas tradicionais são inspiradas nos retratos seculares preservados nas pinturas medievais Georgianas, com pedaços característicos de plásticos, e as roupas da corte real da Geórgia, principalmente da Rainha Tamar, registrada em afrescos.

Achara

A silhueta dos vestidos femininos é simples, ajustada ao corpo, marcando a cintura, com uma ampla saia, e frente triangular. A estampa do vestido é tipicamente Georgiana, mas abaixo da cintura é enrolado decorativamente de modo efetivo, amarrado na cintura com uma longa corda multicolorida. Na cabeça, o bashlyk (qabalakhi) é usado amarrado em torno da cabeça. Este tipo de adereço é usado pelos homens nas regiões de Achara e Guria.

Guria

Os homens usavam, em geral, a chakura, uma túnica curta, e calças com um amplo gancho, e peças especiais para os joelhos costurados nesta altura. A estampa tradicional é parecida com as roupas tradicionais dos homens na região de Achara. As roupas eram costuradas a partir de lã, linho ou veludo. Estas roupas eram sempre usadas com um bakhlyk, decorado com outro e prata.

Samegrelo-Zemo Svaneti

As roupas das mulheres de Megrelian consistiam de duas partes: um colete curto de veludo, com longas mangas falsas e fechos prateados (chaprastes) eram usados com uma longa saia, com mais tecido na parte de trás. Nas cabeças, em geral usavam apenas um véu, livremente colocado sobre a cabeça.

Kvemo Kartli

A chokha também era muito usada nessa região, e pode ser considerada a sucessora dos vestidos masculinos. Na Geórgia, existem variedades de chokhas, diferenciadas de acordo com as regiões, seus comprimentos, número de lapelas, formato das mangas, bolsos de pólvora decorativos, etc. O material das chokhas é a lã, geralmente nas cores preta, terra, azul, ou outros tons escuros. Em Kartli, a chokha era costurada com uma estampa mais festiva. Era usada com o cinto de couro, decorado com prata, e atributos necessários como espada ou adaga.

Os vestidos femininos tinham uma frente lisa que, para ocasiões festivas ou casamentos, eram ajustados na cintura e decorados com bordados ou pedras preciosas. A principal decoração do vestido é o cinto. Uma jaqueta curta, feita basicamente de veludo, com mangas falsas, era por vezes usada sobre o vestido. Um dos principais elementos dos vestidos femininos era a chikhiti-kopi, uma peça usada na cabeça como uma faixa, geralmente feita de veludo e brocados. Acima desta feita, usava-se um lenço ou véu, comumente feito de seda ou outro tecido fino.

  

Imereti

Um grande casaco chokha era o tipo de roupa mais comumente usado em todo o Cáucaso. Tornou-se uma roupa secular no século 17. Na Geórgia Ocidental, as chokhas eram mais compridas, usadas com um cinto prateado ou de couro para ajustada-las. Alguns acessórios necessários para o casaco eram bolsos para cartuchos, que, antigamente, eram usados para armazenar pólvora e, posteriormente, se tornaram apenas adereço decorativo das chokhas. Por baixo das chokhas, usava-se uma túnica com botões e ajustada ao corpo.

Shida Kartli 

Diversas peças compunham os trajes femininos. Uma saia e uma jaqueta longa e com mangas falsas; as mãos eram cobertas com um fino tecido transparente; nas cabeças, um chapéu alto, decorado com bordados, e um véu ou um longo pedaço de seda ou cetim, decorado com pedras aplicadas ou bordados. Acessórios de prata eram sempre usados com esse tipo de roupa na região.

 

Looks de viagem no verão europeu

Quando a gente viaja, é claro que a gente quer ficar bonitinha nas fotos: afinal, são estes registros aos quais vamos recorrer quando sentirmos saudade daquela viagem, além de mostrar pra nossa família e nossos amigos.

Mas manter a dignidade nos looks de uma viagem nem sempre é fácil, principalmente quando a ideia é carregar pouca coisa. Some-se a isso as longas horas andando pelas cidades, tomando transporte público, e ainda prestando atenção pra não sofrer um furto (os pick pockets estão por toda parte!) que pode transformar a alegria de uma viagem num transtorno sem fim.

Com o advento das redes sociais, o que a gente mais vê são pessoas lindas e glamurosas passeando por Paris, Berlim, Londres, Nova Iorque, etc etc, com seus saltos altíssimos e suas peças de luxo, porque tem carro à disposição e pode ser até que só desçam do carro pra fazer o #lookdodia ou pra entrar em algum restaurante caríssimo. Na vida real, não é assim que funciona: a gente entra no metrô e no ônibus, caminha pela cidade inteira, torce o pé nas calçadas nem sempre muito bem conservadas, entre outros.

Nas nossas últimas férias, que começaram no finalzinho de maio e se estenderam até o final de junho, a gente quis carregar a menor quantidade de coisas possível, o que naturalmente limitava os meus looks. Mas acho que consegui manter alguma dignidade, mesmo com o calor surreal que estava fazendo em Nice, Cannes, Mônaco, Milão, Berlim, Potsdam e Praga, combinando todas as peças que carreguei, e adicionando uns vestidinhos que comprei ao longo da viagem. Em Vienna, 2 dos 3 dias foram mais frescos; o dia em que fomos à Bratislava também estava um pouco mais fresco. Em Moscou e São Petersburgo estava frio – principalmente em São Petersburgo, onde as temperaturas não passaram dos 12ºC!

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casaco Uniqlo, t-shirt de manga comprida Zara, calça Zara, tênis Converse All Star, mochila Longchamp
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trench coat Burberry, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, t-shirt de manga comprida Zara, mochila Longchamp
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Camiseta de algodão e short jeans Animale, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci e cinto herdado da Mivó
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t-shirt Stradivarius, salopete Mango, bolsa Gucci, sandália Usaflex
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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex
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salopete Mango, t-shirt Zara, mochila Longchamp, sandália Usaflex
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camiseta de algodão e short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex, jaqueta impermeável Zara
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Salopete Mango, camisa de tricoline Zara, mochila Longchamp, tênis Converse All Star
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macaquinho H&M, bolsa Gucci, sandália Usaflex
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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, tênis Converse All Star
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vestido H&M, cardigan Tommy Hilfiger, bolsa Chloé, sandália Usaflex
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camiseta de algodão Animale, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, mochila Longchamp
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vestido H&M, mochila Longchamp, sandália Usaflex
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jaqueta impermeável e t-shirt Zara, calça jeans Cantão, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci
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t-shirt de manga comprida Zara, calça Cantão, mochila Fjällräven, tênis Usaflex
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camisa de tricoline Zara, short jeans Animale, mochila Fjällräven

Depois de 28 dias viajando de férias com o marido, voltamos pra Yerevan e eu fui pra Portugal encontrar meus pais! Foi uma continuação das férias, mas os looks foram outros, já que a maioria das peças que usei vieram do Brasil nas malas deles.

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t-shirt Bershka, calça Animale, cinto ABrand, mochila Fjällräven
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suéter Cantão, calça Animale, tênis Converse All Star, mochila Fjällräven, colar Monte Carlo
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t-shirt Bershka, short jeans Animale, mochila Fjällräven, tênis Converse All Star, meia do Mickey comprada na Disney

 

Bons socialistas podem usar peças caras

Outro dia eu estava lendo a GQ e me deparei com uma matéria muito interessante, e que me despertou vontade de discutir aqui.

Desde que eu me lembre, eu sou de esquerda e me defino como socialista. Na faculdade, os debates eram sempre quentes, porque eu costumava estar muito mais à esquerda nas minhas opiniões do que todos os colegas. E, por mim, tudo bem, porque eu acho que é assim que a gente cresce e aprende. Do mesmo jeito, eu sempre gostei de comprar boas peças de roupa e, principalmente, boas bolsas que terão vida longa no meu armário, o que significa, na maior parte do tempo, um investimento mais alto de dinheiro em uma única peça. Pra completar, eu sou Católica com cada fibra do meu ser, e defendo veementemente que Jesus Cristo foi o maior socialista que já existiu. Numa primeira e superficial avaliação, isso tudo pode parecer contraditório, e já sofri grandes condenações por conta desse meu jeitinho.

Esse post tem por objetivo explicar que gastar mais dinheiro em uma única coisa não me torna menos socialista do que quem usa roupas baratas. Na verdade, quem usa roupas baratas pode ser ainda menos socialista e ter um comportamento muito mais contraditório do que o meu porque, quanto mais baratas são as roupas, maior a probabilidade de que elas tenham sido confeccionadas a partir de uma mão de obra mal remunerada, explorada em fábricas espalhadas pelo mundo todo. De modo bastante simplificado, o socialismo nada mais é do que o controle democrático dos meios de produção, com a distribuição igualitária de renda para o proletariado.

Quem condena sumariamente o consumo de artigos mais caros pode ser culpado de saber o preço de tudo e o valor de nada. Explico: muitas marcas vendem excelentes produtos por um preço muito baixo, e deviam ser louvadas por fazê-lo, mas, na sua grande maioria, as peças mais baratas nas lojas são o resultado de enormes custos alheios ao consumidor final e, principalmente, ao dono da loja, que lucra – e muito – com cada venda. Na indústria têxtil, são inúmeras as denúncias de trabalho escravo, principalmente na China e na Índia, mas também no Brasil. Pra vender uma peça por um preço muito baixo, há que se questionar as duvidosas condições de trabalho no processo produtivo. Comprar em grandes lojas de fast fashion como Zara, Forever 21, H&M, C&A, Mango, entre tantas outras, significa financiar a desigualdade social no mundo: quanto mais um único ser humano acumula, menos as outras mais de 7 bilhões de pessoas terão para dividir.

A indústria de roupas de massa é uma das que mais polui no planeta, desde os pesticidas usados nos campos de algodão até os processos de lavagem e tingimento usados para criar um par de calças jeans. E, mesmo se o algodão é orgânico, o seu cultivo requer uma quantidade imensa de água: os têxteis usados para produzir uma t-shirt e um par de jeans podem consumir mais de 5 mil galões de água no seu processo produtivo, por exemplo. Para piorar, a tendência da moda rápida (ou fast fashion) significa que, hoje, os consumidores usam suas peças apenas metade do tempo em relação aos hábitos de 15 anos atrás – isso quando não usam só por um período minúsculo (geralmente, de 1 semana a 3 meses) em que “está na moda”, tornando-as peças descartáveis. Ademais, as roupas em si mesmas são fabricadas, em sua maioria, a partir de uma mistura de materiais, o que as torna produtos extremamente difíceis e custosos de se reciclar (poliéster, I’m talking to you). Fabricar roupas exige grande dispêndio de recursos ambientais: gasta-se dinheiro, água, luz, produtos químicos para tingir tecidos, mão de obra para produzir, transporte, armazenamento e venda, e dispor de todos esses recursos com roupa que é pouco usada ou descartada rapidamente é vergonhoso.

Por outro lado, peças que apresentam preços mais altos, inclusive os itens de luxo, são feitas à mão por artesões que receberão salário condizente com o que produzem, usando das habilidades que desenvolveram ao longo de muitos anos. Em uma fábrica italiana de ternos, por exemplo, nota-se claramente que as peças são feitas por verdadeiros e cuidadosos artistas. Gastar mil euros em uma única bolsa francesa ou em uma jaqueta italiana corresponde a um investimento nas pessoas que participaram do processo produtivo e na economia; investe-se na hereditariedade, no treinamento e, muitas vezes, em negócios pequenos, que começaram a partir do sonho de uma única pessoa, ou de uma família, que investiu tempo, dinheiro e habilidade para produzir uma peça de qualidade única e incomparável. O preço de uma peça assim não é um valor arbitrário, ou escolhido aleatoriamente, mas para representar o custo dos materiais, da mão de obra e da sua chegada ao mercado. É claro que nem todo mundo pode gastar altas quantias em uma única peça, mas uma jaqueta que custa, por exemplo, mil libras, não é imoral, ou torna condenável o indivíduo que faz uma compra desse tipo.

Quanto à reciclagem e aos impactos ambientais, a lã de um terno, por exemplo, é totalmente biodegradável, o que não se pode dizer sobre os ternos mais baratos, fabricados com materiais sintéticos e que servem, apenas, para enriquecer o grande empreendedor. Uma bolsa de couro feita à mão poderá ser usada por diversas gerações sem perder sua beleza ou qualidade, enquanto uma peça de poliuretano estragará com mais facilidade e alimenta fungos que poluem o meio ambiente. De que adianta comprar vários ternos de poliéster quando poderia gastar a mesma quantia em um único terno de lã de alta qualidade, corte impecável e grande durabilidade? De que adianta comprar 10 bolsas de poliuretano produzidas em massa e em condições duvidosas quando podia comprar, com a mesma quantidade de dinheiro, uma única bolsa de couro, feita à mão, com altíssima qualidade e durabilidade?

Consumo é diferente de consumismo. Consumo consciente também não significa simplesmente parar de comprar na Zara, na C&A ou em qualquer outra loja fast fashion. Consumo consciente significa deixar de comprar em excesso sem propósito ou necessidade, dentro do orçamento e, principalmente, atendendo às suas reais necessidades.

Meu orçamento do dia a dia só permite que eu compre roupas em fast fashion, e isso ficou ainda mais evidente depois que chegamos na Armênia, agravado pelo fato de que tenho um gosto e estilos muito bem definidos, o que revela dificuldade de encontrar peças que me agradam, mesmo nas grandes redes. Mesmo comprando em lojas desse tipo, eu não abro mão de escolher peças que tenham qualidade, que me convençam que terão durabilidade e versatilidade que justifiquem gastar o meu dinheiro com elas. Eu avalio as costuras e terminações, e prefiro peças fabricadas a partir de fibras naturais, como algodão, linho, lã, caxemira e seda, que costumam ter melhor caimento, toque mais agradável no corpo, duram mais e são mais fáceis de cuidar, além de serem mais elegantes. Ao mesmo tempo, noto que, principalmente no inverno rigoroso, é impossível fugir das fibras sintéticas: o poliéster se for escolhido com responsabilidade pelo fabricante, é muito durável e pode até ter altíssima qualidade, o que é bom para o consumidor e diminui os impactos ambientais por conta do seu tempo de uso, protegendo da neve, da chuva e do vento.

Aprendi que, além de saber do que é feito o tecido, é fundamental avaliar a funcionalidade, o caimento, a forma e a estrutura da peça; nas minhas compras, eu sempre busco o design mais atemporal e clássico, pois assim as chances de não enjoar da peça aumentam, e ela realmente terá vida longa na minha vida. Nessas horas, ajuda muito saber exatamente qual é o seu estilo pessoal e, principalmente, respeitar o tipo de vida que se leva.

Consumismo é comprar em excesso, comprar o que a gente não precisa de verdade: quem faz isso, sucumbe ao modelo de sociedade de consumo imposto pelo capitalismo. Não adianta, por exemplo, comprar um monte de roupas muito baratas e/ou de 2ª mão sob a desculpa do consumo consciente, porque isso per se não é consumo consciente, não. O que a gente não pode fazer, em hipótese alguma, é comprar o que não se ama, o que não vai ser usado, o que não desempenhará uma função clara na nossa vida, e, principalmente, comprar o que já se tem no armário. Qualquer coisa nessa vida que é comprada com base no argumento de que “está barato” é questionável e, eu diria, condenável. A sociedade capitalista em que vivemos nos induz o tempo todo a querer muitas coisas que a gente compra e não usa porque a grande verdade é que a gente não precisa de tanto. Eu passei a perceber isso com mais clareza principalmente depois que passei a priorizar a compra exclusiva do que tem muita qualidade e que não faz o coração bater forte só na loja.

Comprar uma coisa que a gente ama, que faz os olhos brilharem, que faz o coração bater forte todas as vezes que a gente usa e, acima de tudo, que nos traz alegria a cada uso é consumo consciente. A gente não precisa parar de comprar: o que a gente precisa é mudar a nossa lógica de consumo.

O que é mais importante para os socialistas: a distribuição igualitária de recursos ou a compra desenfreada de peças cuja produção é injusta, desumana e que prejudicam o meio ambiente?

Eu sei qual é a minha resposta pra essa pergunta.