Carnaval 2018: Baile da Vogue

Acordei hoje e o Baile da Vogue 2018 ainda estava rolando! A diferença de +6 horas no fuso horário entre Brasil e Armênia tem dessas coisas: tomei meu café da manhã acompanhando os stories em tempo real e já fui elegendo as minhas fantasias favoritas – e as minhas não tão favoritas também.

O tema do Baile da Vogue 2018 foi “Divino Maravilhoso“, uma celebração do Brasil, das nossas tradições e da nossa cultura. A minha cabeça musical já associa o tema à Gal Costa, Secos e Molhados, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes. Vamos aos looks?

Baile da Vogue 2018 - Valesca Popozuda

Valesca, essa maravilhosa, eu não esperava nada diferente dela! A fantasia não só é super adequada ao tema, ao celebrar a fauna brasileira, mas também combina muito com a personalidade dela!

Baile da Vogue 2018 - Patrícia Poeta

Patrícia Poeta também celebrou a fauna brasileira num vestido justíssimo e muito elegante. A interpretação dela do tema me pareceu muito condizente com a figura de jornalista/apresentadora/mãe, sensualizando mas sem exageros. Amei o conjunto da obra.

Baile da Vogue 2018 - Dudu Bertholini

Dudu Bertholini de Elke Maravilha é, pra mim, um dos grandes destaques da noite. Os anéis de sol e lua de Elke deram aquele toque pessoal sensacional à fantasia. Elke é patrimônio nacional e a homenagem é mais do que justa.

Baile da Vogue 2018 - Ticiane Pinheiro

Tici Pinheiro foi de brigadeiro! Achei justo: se tem uma coisa do Brasil que é divino and maravilhoso é brigadeiro! E, em todas as fotos/vídeos que eu vi, ela parecia estar mesmo se divertindo, aproveitando cada segundo. Me senti representada: falou em comida, principalmente comida tradicional brasileira, eu já tô celebrando o patrimônio nacional!!

Baile da Vogue 2018 - Débora Nascimento

A gravidíssima Débora Nascimento compareceu representando Oxum, orixá feminino das águas doces, rios, cachoeiras, da riqueza, amor e prosperidade. Achei a fantasia chique, porém tem algo na maquiagem dela que me incomoda – possívelmente a sombra. Em todas as fotos que vi, ela me pareceu pálida, sem o brilho característico da gravidez. Uma pena, porque ela é linda demais!

Baile da Vogue 2018 - Marina Ruy Barbosa

Uma das rainhas do Baile da Vogue, Marina Ruy Barbosa também optou pelo look chique, e a referência lúdica ao tema ficou por conta do cocar adereço da cabeça. Andei lendo por aí que a fantasia era de arara azul, mas achei confuso! Eu adoro a Marina Ruy Barbosa, acho que ela acerta muito nas produções, mas tem algo nesse longo que me pareceu errado – talvez a cor? Se esse vestido fosse de uma cor quente (pensei em vermelho, laranja, dourado), acho que ficaria mais exuberante.

Baile da Vogue 2018 - Thássia Naves

Agora, falando em acertar nas produções, Thássia Naves está sempre de parabéns: ela não erra uma! Chegou no Baile fantasiada de Maria Bonita, e é provavelmente a minha fantasia favorita da noite. Não sei se eu amo mais o “chapéu” ou o cantil; talvez ame os dois igualmente. A fantasia de cangaceira está adequada ao tema, e a sensualidade velada deixou o conjunto da obra ainda mais elegante; a maquiagem tá com cara de saúde, e ela tá brilhando. Eu reciclaria essa fantasia numa boa então, Thássia, pode mandar aqui pra Armênia que eu aceito! Hihihi!

Baile da Vogue 2018 - Lari Duarte

Achei a fantasia da Lari Duarte apenas deslumbrante. A inspiração em Tarsila do Amaral e esse tanto de folhagens verdes resultaram numa fantasia elegantíssima, que também dá pra ver que é muito condizente com o estilo dela. Roupas com transparências de tule me incomodam 98% do tempo, mas não foi o caso nesse vestido: tá tudo em harmonia, e extremamente elegante.

Baile da Vogue 2018 - Helena Bordon

Falando em elegância e fantasia deslumbrante, Helena Bordon sempre incorpora esses adjetivos, e neste ano não foi diferente: a fantasia de arara azul ficou espetacular. Exaltou a fauna brasileira da maneira mais elegante possível, e esse tom de azul é maravilhoso pra ela.

Baile da Vogue 2018 - Lu Tranchesi

Lu Tranchesi acertou muito na fantasia de Jaci (a deusa da Lua na mitologia Tupi),  que cria a ilusão de uma pintura corporal Tupi. Tá linda, tá chique, e ela mesma contou que se fantasiou de índia muitas e muitas vezes na infância: ou seja, tem memória afetiva envolvida, e isso certamente deixa tudo mais especial.

Baile da Vogue 2018 - Camila Coutinho

Essa fantasia da Camila Coutinho me deu preguiça, e pareceu que ela também teve preguiça ao pensar no look carnavalesco. A justificativa é o sincretismo religioso e a fé brasileira, mas pra mim foi mais uma vontade de sensualizar ao extremo do que seguir o tema e/ou fantasiar-se. Talvez se trocasse a capa por uma saia armada, ainda que desta mesma renda transparente, eu conseguiria ver uma baiana carnavalesca, que também tem essa tradição de sincretismo religioso, e ficaria menos incomodada.

Baile da Vogue 2018 - Julia Faria

Julia Faria escolheu homenagear a Timbalada, e eu gostei bastante: tá adequada ao tema e ainda faz referência à Bahia que ela tanto ama.

Baile da Vogue 2018 - Rafaella Brites e Felipe Andreoli

Rafa Brites, acompanhada do marido Felipe Andreoli, também foi de cangaceira. Essa fantasia de cangaceira tá bem mais roots do que a da Thássia, e não menos bela. Tem sensualidade na medida certa, e tá bem elegante. E ela, que é super gente como a gente, disse que prefere abraçar as coisas deliciosas da vida do que vestir tamanho 36. Maravilhosa!

Baile da Vogue 2018 - Thaila Ayala e Renato Góes

Mas no quesito casal, não tem pra ninguém: Thaila Ayala e Renato Góes arrasaram como Rita Lee e Sergio Dias! A referência aos Mutantes foi um tiro certo, eles ficaram extremamente elegantes e eu adoro quando os homens entram no clima e também vão além do smoking. Thaila ainda teve o bônus da franjinha, que cortou recentemente para interpretar uma Letícia no cinema (franja é tão Letícia, gente hihihi), e que é uma marca registrada da Rita Lee. Esses aí tão mesmo divinos e maravilhosos, exaltando uma das maiores parcerias do rock nacional, meus parabéns.

Baile da Vogue 2018 - Sabrina Sato

E é claro que eu tinha que deixar o melhor para o final: ela, Sabrina Sato, fantasiada de Miss Amazonas, é uma visão deslumbrante. Essa fantasia poderia facilmente ser um dos seus trajes como rainha de bateria: está luxosa, sexy, exuberante. Eu confesso que tenho um girl crush na Sabrina desde que a vi sambando pela Sapucaí pela primeira vez, lá nos idos de 2012, principalmente porque ela ama mesmo o carnaval e nunca decepciona nas fantasias, na alegria e no rebolado. Ela veste mesmo a fantasia que escolhe, brilha muito, bota o corpão pra jogo, e deixa todo mundo no chinelo. É como eu sempre digo: Sabrina é rainha, o resto é princesinha.

O Baile da Vogue 2018 contou com um super buffet com diversas comidas tradicionais brasileiras, e eu confesso que fiquei babando, morrendo de saudade de um torresminho, uma goiabada, uma bolinha de queijo, uma coxinha, um pão de queijo e, principalmente, de uma água de côco!

Fantasias de Carnaval

Quem aí gosta de carnaval? Eu amo! Sempre adorei carnaval, desde pequenininha! É claro que as maneiras de curtir o carnaval foram mudando ao longo dos anos – quando era criança, me esbaldava nas matinês! – mas uma coisa não mudou: minha paixão pelos desfiles das escolas de samba!

Algumas cidades já estão tomadas pelos bloquinhos, e as escolas de samba já tomam as ruas com seus últimos ensaios. E, em meio à tanta folia, há muitas possibilidades para brincar o carnaval cheia de estilo!

Já faz alguns anos que algumas marcas cariocas têm investido pesado em coleções de carnaval com fantasias lindíssimas. Por 2 anos consecutivos, recorri à Farm para me vestir de foliã e fui fantasiada pra Sapucaí! Infelizmente passarei mais um ano longe da Avenida, mas não deixei de bisbilhotar as coleções carnavalescas e eleger minhas fantasias favoritas – o que foi bem difícil, já que TODAS pareceram atender a um padrão que não agrada muito meu gosto pessoal!

A Farm mais uma vez caprichou na coleção de carnaval e fez fantasias lindas – embora muito curtas e/ou cavadas pro meu gosto pessoal.  Além de apostar pesado nos bodies, há muito tule e transparência, que eu pessoalmente tenho dificuldade de usar. Eu até poderia dar a desculpa de que estou ficando velha, mas a verdade é que desde criança eu não me sinto confortável com roupas que deixam muito à mostra! Lembro que, no carnaval de 1999, eu usei uma fantasia à la É o Tchan no Hawaii e fiquei SUPER incomodada por que era um biquíni! E isso foi há 19 anos atrás #velha

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Mas esta foi a minha fantasia favorita da coleção de carnaval 2018 da Farm! Amei a simplicidade e o frescor da jardineira, o chapéu fundamental pra proteger do sol e, principalmente, porque foi a única fantasia que não deixou o bumbum em evidência. Eu entendo que o body, o tule e tudo mais façam parte e sentido quando pensamos no empoderamento feminino que nossa sociedade tem vivenciado, mas, particularmente, eu escolheria essa fantasia um pouquinho mais vestida porque é mais do meu jeitinho. Além disso, acho que daria pra reaproveitar a jardineira jeans pros looks de verão!!

A Dress To também criou sua coleção de carnaval e o investimento também ficou para os muitos bodies! Essa fantasia de sereia roubou meu coração! Imagina com uma saia longa branca, bem leve? Ficaria chique até pra um baile de carnaval mais classudo!!

Mas a minha fantasia favorita da Dress To foi, sem a menor dúvida, essa Carmen Miranda bem fresquinha, com uma saia tão fofa que daria até pra usar depois do carnaval.

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Se no RJ eu estivesse, acho que reciclaria minhas fantasias de borboleta e melindrosa! E também recorreria ao truque maravilhoso de usar algum adereço na cabeça pra dar aquela cara de foliã a uma roupa comum, como um conjuntinho de short e/ou saia + camiseta.

Acima, alguns cliques meus na Sapucaí ao longo de 3 anos: teve fantasia de borboleta no carro alegórico da Alegria da Zona Sul, teve saia de plumas + adereço de flores na cabeça, teve top de paetê com mais de 20 anos de história, teve melindrosa e teve blusa de soldadinha reaproveitando a cabeça de baiana!

O importante mesmo é curtir bastante o carnaval, seja nos blocos, nas matinês, nos bailes classudos ou na Sapucaí! E, lembrem-se: depois do NÃO, tudo é assédio! Se, por acaso, vocês virem alguém numa situação de assédio, mesmo que de longe, finge que é sua prima, ou sua amiga, e já chega no “ai menina quanto tempo!!” – afinal, todo mundo sabe que é horrível passar por essas situações, e #mexeucomumamexeucomtodas!

Ternos e suas heranças

Se terno não é tudo igual, as diferenças significativas de um terno para outro podem revelar qual a herança de cada um deles! Por conta das suas tradições em alfaiataria, os estilos britânico, italiano e americano conseguem ser facilmente identificados pelas suas silhuetas.

 

Cada uma destas tradições apresenta diferentes formas e dimensões, e por isso é interessante conhecer cada uma delas, escolhendo a herança mais adequada para cada tipo físico. Um terno slim fit, escolhido por muitos homens, pode se encaixar em qualquer uma destas heranças. No Brasil, há uma preferência pela alfaiataria italiana, mas é comum que uma mesma loja venda ternos das três tradições. Por isso, é sempre interessante saber como identificar cada uma das três heranças.

HERANÇA BRITÂNICA

A herança (ou tradição) britânica é percebida naqueles ternos com mais estrutura, com o paletó bem ajustado junto ao tronco e na cintura, com foco moderado nos ombros mas destacando a área do tórax. Estes ternos destacam os ombros fortes e a cintura definida. Os paletós da tradição britânica costumam apresentar fendas laterais um pouquinho armadas, para criar um pouco de volume no quadril. Tudo isso faz sentido quando pensamos no homem médio britânico, que costuma não ter muito quadril. Os paletós podem ter abotoamento simples ou duplo (double-breasted). A costura dos ternos de herança britânica não é aparente nem nas mangas e nem nas calças de caimento reto, com tecidos mais pesados que conferem ao terno um visual firme, digno da realeza. Esta herança tem forte influência dos uniformes militares, com o paletó mais longo e bem ajustado, o que cria, de maneira sutil, uma silhueta ampulheta. Ternos com abotoamento duplo costumam ficar ótimos para homens muito magros, pois criam uma silhueta mais forte no torso.

Os ternos da Burberry respeitam claramente esta tradição, e os filmes Kingsman também celebram a herança britânica nos figurinos dos personagens de Colin Firth (Harry Hart) e Taron Egerton (Eggsy).

HERANÇA ITALIANA

A herança (ou tradição) italiana é muito diferente, e em geral tem um caimento mais relaxado do que os ternos de tradição britânica. Esta tradição também é conhecida como continental e costuma valorizar as tendências de moda em alfaiataria. Estes ternos são modernos e apresentam uma silhueta muito estilosa. Os ombros tem uma estrutura menos rígida, e há uma ênfase na cintura. Os paletós abotoam criando um claro formato V. Originalmente, os paletós italianos não tinham fendas, mas a tradição foi atualizada com 2 fendas. Os tecidos costumam ser mais leves, e de alta qualidade, como seda e cashmere. As mangas dos paletós são mais curtas, deixando os punhos das camisas bem  mais aparentes do que os ternos britânicos, mas menos do que os americanos. As calças italianas tem a cintura afinada, mais justas ao corpo e com a bainha mais curta, geralmente deixando os tornozelos à mostra. Os ternos italianos geralmente seguem as tendências da estação, e podem não ter tanta durabilidade.

A grife Dolce & Gabbana é uma referência importante na alfaiataria de herança continental. Um estilista que combina a tradição britânica à tradição italiana com maestria é Tom Ford, escolhendo os melhores atributos de cada herança e misturando-os para criar belos ternos.

HERANÇA AMERICANA

A herança (ou tradição) americana tem tem origem no século XIX, a partir do trabalho dos alfaiates  das lojas Brooks Brothers e J. Press. Os ternos atuais derivam das décadas de 1920/1930, bastante largos e com caimento muito reto, o que torna fácil notar que há um excesso de tecido numa silhueta nada marcada.

Os paletós dão grande visibilidade aos colarinhos e punhos das camisas. Em geral, os paletós que carregam esta herança tem abotoamento simples, com 2 ou 3 botões. Os ombros não são nada destacados, e nem sempre estes paletós tem ombreiras ou mesmo ênfase na cintura. Prezando pelas linhas retas, os bolsos também apresentam abas retas. As gravatas mais grossas são características desta tradição. A herança americana preza muito pelo conforto e, ao longo dos anos, nota-se uma pequena adaptação no caimento para que ficasse mais ajustado, ainda que continue com linhas bastante retas. Homens do tipo físico largo ficam ótimos em ternos de herança americana.

Notem o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, com um terno de herança americana ligeiramente slim fit: há uma sobra de tecido notável nas mangas, as lapelas são bem grossas, não há um V definido pelo abotoamento, e o colarinho da camisa está em destaque.

E O BRASIL?

No Brasil, o principal estilista de alfaiataria é Ricardo Almeida, que tem forte influência da herança italiana. Os ternos da Vila Romana, Brooksfield e Via Venetto, entre outras lojas brasileiras especializadas em roupa masculina, também costumam priorizar a alfaiataria continental.

Em terras tupiniquins, é mais comum encontrarmos ternos de tecidos de fibra sintética, como o poliéster, ou, quando são de fibra natural, de lã fria – ou mesmo uma composição mista de fibra sintética com fibra natural.

Os ternos de lã fria são classificados de acordo com a espessura dos fios: os fios Super 100 tem as tramas mais grossas, passando pelos fios Super 120, Super 130, Super 150 e, finalmente, o Super 180, que tem a trama mais fina o que, consequentemente, proporciona mais conforto e confere um melhor caimento. Tá aí mais um exemplo da importância de prestar atenção na etiqueta de composição!

Terno não é tudo igual!

Falar de vestuário masculino é um desafio porque a vasta maioria dos homens não se interessa (muito) pelo que veste. Mas, durante o curso de personal stylist na London College of Style, e também nas experiências que eu tive montando looks para rapazes, eu me diverti MUITO trabalhando com vestuário masculino. Talvez por esse desinteresse que os homens costumam ter, a experiência de consultoria de imagem e estilo seja muito gratificante. Então, rapazes, hoje o papo é com vocês!

Todo homem usa terno – seja no dia a dia pra trabalhar, ou pra alguma ocasião especial. E, se é um traje tão usado pela população masculina, é bom entender um pouquinho mais sobre esse potencial uniforme. A análise cromática também é muito útil para os homens neste momento, já que é difícil fugir das cores muito escuras como o preto, cinza e azul marinho para os ternos: uma gravata na cor certa pode equilibrar o visual por completo, fazendo este homem parecer mais jovem e atraente – e também mais confiante.

O terno é o conjunto da calça, paletó e colete, mas é raro que se veja homens usando colete no dia a dia: o terno passou a ser socialmente aceito como o conjunto apenas da calça com o paletó. Eu já vi muitos vendedores brasileiros diferenciando “terno” e “costume”, adotando o termo “terno” para identificar o conjunto completo (calça + paletó + colete), e “costume” para o traje simplificado (calça + paletó). Na verdade, “terno” e “costume” são sinônimos (tanto quanto “fato”, no português de Portugal).

E ternos (ou costumes, ou fatos) não são todos iguais, ainda que as peças sejam sempre as mesmas: há algumas diferenças significativas de um terno para outro, que podem revelar qual a herança de cada um deles! Um terno pode ter herança britânica, italiana ou americana, e um terno slim fit pode se encaixar em qualquer uma destas heranças.

Um terno com caimento correto cria uma silhueta forte e um visual elegante. Muito mais do que a cor e o tecido, é preciso observar a estrutura dos ombros, a escolha da lapela e da altura do recorte, a quantidade e a posição dos botões (simples ou dupla?), onde ficam os bolsos e se devem ser mais ou menos aparentes, quanta ênfase se quer dar à cintura, o número de fendas na parte traseira do paletó, o tamanho das mangas, as costuras e o forro, as pregas nas calças. Além disso tudo, é preciso observar a regra do polegar!

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A regra do polegar é um jeito fácil de saber qual é a altura correta da manga do paletó com relação à camisa: o correto é que só apareça uma parte do punho da camisa, equivalente a um polegar (deitado, é claro), como mostra a ilustração acima.

O tamanho da gravata também pode variar, mas é importante que ela sempre preencha o espaço existente do colarinho. Os ternos podem variar de acordo com as heranças e/ou tendências e, numa consultoria de imagem e estilo, o personal stylist ajudará a compreender e a escolher o melhor tamanho de gravata, o melhor caimento para cada tipo físico, e também quais tendências cada tipo físico pode e deve incorporar ou evitar.

Alongando a silhueta sem usar preto

Já conversamos um pouquinho por aqui sobre os tipos físicos, e hoje quero mostrar pra vocês um truque que eu uso muito pra criar um efeito de silhueta alongada sem usar preto. Nós também já conversamos um pouquinho sobre análise cromática e, ao contrário do que fomos induzidos a acreditar a vida inteira, preto não é uma cor universal. Muitas vezes apostamos no “pretinho básico” porque queremos aparentar uma silhueta mais alongada, mas o efeito real que conseguimos é um envelhecimento das nossas feições se a cor for usada muito próxima ao rosto!

Então como conseguir alongar a silhueta com as nossas roupas sem usar preto? Semana passada eu usei 2 looks muito parecidos que colocam esse truque em prática, e eu vou explicar pra vocês o porquê.

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casaco Luigi Bertolli, suéter de cashmere Uniqlo, cachecol Heattech Uniqlo, calça de veludo Uniqlo, tênis Vans, bolsa Zara, óculos Ray Ban e colar Filho do Céu
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casaco Luigi Bertolli, suéter de gola alta Stradivarius, calça de veludo Uniqlo, bota Uno Shoes, óculos Ray Ban, mochila Uncle K

Como vocês podem ver, eu repeti o meu casaco velho de guerra nas duas ocasiões (esse casaco é um xodó; há quem diga que ele já tá precisando de uma aposentadoria mas tô cuidando dele com o maior carinho pra ele poder continuar na minha vida por mais tempo!). Mas o que eu quero que vocês prestem atenção mesmo é nas cores das calças e dos sapatos que eu usei!

Ambos os looks foram bem coloridos, sem usar nenhuma peça preta. No primeiro look, a calça goiaba se junta ao tênis vinho; no segundo look, a calça mostarda faz dupla com a bota caramelo. Repararam que as cores são as mesmas, apenas em tons diferentes?

O meu tipo físico é o triângulo (ou pera), e eu tenho 1,63m de altura. Ou seja: eu sou baixa e não tenho uma silhueta naturalmente proporcional. O ideal é que, pra equilibrar as curvas que eu tenho abaixo da cintura, eu use peças que chamem atenção para a região acima da cintura, como blusas coloridas e casacos com ombros estruturados, entre outros, e opte por calças de cores mais escuras. Mas eu estou de calças coloridas e mesmo assim consegui o efeito alongador!

Isso é para mostrar que há muito mais truques na manga de um personal stylist do que a se pensa! Além disso, um consultor de imagem e estilo que consegue pensar fora da caixa, considerando a personalidade e a individualidade, compreende que não há verdadeiramente regras, mas sim linhas gerais para ajudar todo mundo a se vestir e sempre alcançar o melhor possível, de acordo com as preferências pessoais. E é justamente por isso que se trata de um serviço tão pessoal: cada indivíduo é único e merece ter suas necessidades e expectativas respeitadas. Guidelines, not rules! 

Ao usar a calça e o sapato em tons próximos de uma mesma cor, eu alongo a silhueta, porque há uma suave transição visual entre calça e sapato. O mesmo seria válido com uma calça e botas pretas, ou tênis preto, mas muito menos divertido. Eu amo preto e uso muito! Já falei isso aqui e vou repetir sempre: amo preto! Mas eu também adoro cores e amo roupas de inverno coloridas, que não só fogem do mar de preto que tomam as ruas mas também injetam mais cor em dias frios e que costumam ser cinzas. Além disso, uma das coisas que aprendi com a análise cromática e a psicologia das cores é que, ao escolhermos as cores adequadas, podemos nos sentir mais dispostos para enfrentar as tarefas do dia, enquanto o preto pode drenar a nossa energia – principalmente se não fizer parte da cartela de cores individual.

Nas outras estações, em que não usamos calças compridas e botas, o truque de tons próximos de uma mesma cor continua valendo: sandálias e sapatilhas que tenham tons próximos da sua pele também criarão uma silhueta mais harmônica e alongada. É claro que, com as pernocas de fora, há outros truques para conseguir uma silhueta alongada, mas isso será assunto para outro post!

silhueta achatada
casaco Zara, calça de veludo Uniqlo, botas UGG, cachecol de cashmere Uniqlo, bolsa Prada, boina Stradivarius, óculos Tom Ford, guarda chuva Primark

Coloquei aqui também um exemplo de outro look que eu usei, com a mesma calça mostarda, pra que vocês possam comparar. O resultado é uma silhueta achatada! Eu pareço muito menor do que eu já sou, por conta do corte visual entre a calça e a bota preta! E olha que estou de casaco preto – o que, supostamente, criaria a ilusão de uma silhueta alongada! Eu não só pareço menor mas também minhas pernas parecem bem mais roliças!

Tenho escolhido fotos minhas para usar como exemplos para poder apontar todos os erros sem medo. Assim, posso explicar pra vocês quais são as melhores ferramentas para sempre atingirmos um look impecável e mostrarmos para o mundo a melhor versão de nós mesmos!

A importância da etiqueta de composição

Sabe aquela etiqueta interna que vem em todas as suas peças de roupa, e que também está presente nas bolsas e nos lençóis que a gente compra? Sim, aquela etiqueta que pode “pinicar” ou “fazer cosquinha” e que muita gente ignora solenemente, ou até mesmo acaba cortando fora? E se eu te falar que a etiqueta de composição é da maior importância?

A etiqueta interna de cada peça é um verdadeiro manual de instruções: nela, você vê escrita desde a composição do tecido até quais os cuidados que você terá que ter com aquele item. Quem corta essa etiqueta fora, ou simplesmente ignora estas informações, possivelmente está diminuindo a vida útil daquela peça!! Isso sem contar a relação custo x benefício que você já pode calcular quando estiver dentro da loja!

Você não precisa se tornar um especialista em tecidos e na composição de cada material, mas é bom ter uma noção do que é fibra natural e do que é fibra sintética. Assim, você terá mais uma ferramenta para consumir de maneira mais inteligente, compreendendo o que é melhor pra cada ocasião e estação, e no que vale a pena gastar mais ou menos dinheiro. Eu não levo uma única de peça de roupa pro provador de uma loja sem antes olhar, ali na arara mesmo, o que tá escrito na etiqueta de composição! Em alguns casos, eu olho a etiqueta de composição antes mesmo de ver o preço!

As fibras naturais são encontradas prontas na natureza: é o caso do algodão, do linho, da seda, do couro e da lã. As fibras artificiais são produzidas quimicamente a partir de matérias-primas naturais, geralmente a partir da celulose: a viscose, o cupro, o tencel/liocel, o rayon e o acetato fazem parte deste grupo. Por sua vez, as fibras sintéticas são produzidas a partir de matérias-primas não-naturais, principalmente petróleo: poliéster, poliamida, acrílico, nylon e elastano são materiais sintéticos.

Quando estamos comprando uma peça de roupa ou um sapato/bolsa, geralmente os reconhecemos por outros nomes: peças de seda, malhas, crepes, microfibras, tafetás, tricôs podem ser feitos a partir de fibras naturais, artificiais ou sintéticas. E é na etiqueta interna que está a descrição certinha dos fios que compõem aquele tecido, com direito à porcentagem de cada uma destas fibras, e poderemos avaliar melhor se o preço cobrado corresponde mesmo ao material usado.

As peças feitas a partir de fibras naturais tem geralmente um toque mais agradável à nossa pele e são mais gostosas de vestir, além de terem um caimento melhor. Os tecidos naturais acabam conferindo à peça uma aparência mais refinada e clássica. Embora o algodão, o linho, a seda e a lã sejam fáceis de amassar, desamassam com o próprio uso, o que acaba garantindo um look impecável por mais tempo. O look impecável também se garante porque as fibras naturais são sempre mais fresquinhas e, no calor, esquentam menos do que as peças sintéticas. As fibras naturais são mais resistentes, o que garante uma maior durabilidade das peças, desde que sejam cuidadas com o carinho que merecem (e todas as informações necessárias pra fazer sua peça durar bastante tempo tão linda quanto no momento em que ela saiu da loja estão ali, na etiqueta de composição!).

Já as fibras sintéticas tem um toque mais áspero, mesmo quando maleáveis: o teste infalível é comparar seda sintética com seda natural, e dá pra notar a diferença imediatamente. Estes materiais não-naturais costumam ter um brilho extra (que vem do plástico usado para sua produção), o que dá um aspecto bem menos sofisticado. Toda regra tem sua exceção, e existem alguns materiais sintéticos muito tecnológicos que, dependendo do design, ficam muito elegantes. Para o frio, as fibras sintéticas são muito úteis, já que aquecem mais sem precisar de muito volume (a menos que você more num lugar onde faz -20ºC, ou menos, e aí eu acho que será inevitável usar muitas e muitas camadas de roupa). As fibras sintéticas criam bolinhas com mais facilidade, e precisam de cuidado e atenção extra na hora de lavar e passar, já que um ferro super quente pode deixar marcas na sua peça, ou até mesmo derreter e queimar.

E o preço? Acho que, a partir destas informações, podemos concordar que o valor cobrado é justificado na proporção de material natural que foi usado para confeccionar aquela peça. O preço tem que ser compatível com o material e com o design da peça. Afinal, as fibras que são encontradas diretamente na natureza são recursos naturais, com processos de obtenção e desenvolvimento mais específicos. Um exemplo prático: uma t-shirt 100% algodão que custe R$100 tem um custo x benefício muito melhor do que uma t-shirt de poliéster ou viscose que custe R$20. Quando vamos comprar uma peça de fibra não-natural, temos que avaliar se o valor é justo considerando o design, o caimento e a função (de novo, é difícil sobreviver ao inverno sem fibras sintéticas). Além disso, um tecido natural requer menos processos industrializados, demandando menos do meio-ambiente, o que é mais um motivo pelo qual as fibras naturais acabam sendo uma opção mais sustentável.

Análise cromática: o que é e pra que serve?

Quando eu fiz meu curso de formação na London College of Style, tive a maravilhosa oportunidade de aprender sobre as cores e como fazer a análise cromática com Jules Standish, autora de 2 livros e referência no assunto. Com ela, aprendi o método chamado Colourflair system of image consultancy, que foca na genética e na personalidade de cada indivíduo para descobrir quais são os tons e as cores que mais valorizam cada pessoa.

Durante uma consultoria de estilo e análise cromática, é preciso avaliar a pele do rosto com o mesmo cuidado que um cirurgião e/ou dermatologista teria para melhorar a aparência individual: a escolha correta das cores para cada tom de pele pode rejuvenescer instantaneamente, e o objetivo é garantir que a sua aparência e os seus traços sejam o mais saudáveis e atraentes quanto possível!

As paletas de cores são divididas em 4 estações (primavera, verão, outono e inverno), e cada uma destas 4 estações tem 3 subdivisões: primavera leve, primavera clara, primavera quente, inverno profundo, inverno claro, inverno frio, outono profundo, outono suave, outono quente, verão leve, verão suave, verão frio. Por ser altamente complexa, a única maneira de descobrir a cartela de cores de uma pessoa é por meio de uma análise cromática presencial!

roda de cores

Como eu falei no primeiro parágrafo, não é só a genética que importa na análise cromática: a personalidade também é um fator muito importante. A análise cromática tem uma relação intensa com a psicologia e é importante considerar as características psicológicas de cada indivíduo quando se está analisando a cartela de cores pessoal. Sociabilidade, humor, entusiasmo, curiosidade, teimosia, lealdade, criatividade, otimismo, perfeccionismo, disciplina e autoconfiança são algumas das características psicológicas que precisam ser avaliadas para ajudar na definição da cartela de cores de um indivíduo.

psicologia das cores

A cartela de cores só é realmente importante nas áreas próximas ao rosto, então é importante observá-la quando estiver escolhendo maquiagem, cabelo, acessórios (gorro e cachecóis podem fazer toda a diferença!), blusa, camisa e vestido. Com exceção do branco e do preto, as cartelas de cada estação tem pelo menos algum tom de cada cor. Ninguém precisa amar todas as cores que estão na sua cartela: afinal, você não é obrigado a usar todas elas! Aliás, dependendo do seu contraste, o ideal será evitar algumas destas cores perto do seu rosto. No mais, as restrições podem ser contornadas: quem tem tom de pele quente, por exemplo, deve evitar preto preto do rosto, ou então  “errar com consciência”, buscando amenizar os efeitos ruins da cor preta com os acessórios e/ou batom, por exemplo.

Aliás, vou usar algumas fotos minhas como exemplos de erros x acertos na coloração pessoal, usando três exemplos de óculos de grau: uma armação cinza, uma armação preta, e uma armação tartaruga. Em todas as fotos, eu estou sem maquiagem – exceto quando apareço de batom (mas aí estou só de batom mesmo).

coloração pessoal errada 01
óculos de grau cinza: na foto da esquerda, eu estou muito mais pálida do que na foto da direita! na foto da esquerda, estou com cachecol preto: ou seja, são 2 cores erradas muito próximas do meu rosto! já na foto da direita, o cachecol vinho equilibra o a cor “errada” dos óculos e eu pareço menos pálida.
coloração pessoal errada 02
óculos de grau preto: na foto da direita eu estou mais pálida do que na foto da esquerda! embora eu esteja toda de preto na foto da esquerda, o batom vermelhinho traz o equilíbrio necessário, e até minhas bochechas estão mais rosadas. na foto da direita, o tom de bege do casaco e o tom de rosa do suéter não compensaram o efeito da armação de óculos preta!
a cor do meu cabelo está diferente na foto da direita porque, na Escócia, eu sou ruiva! hihihi! tem alguma coisa na luz escocesa que muda a cor do meu cabelo!!
óculos com armação tartaruga: embora essa cor de óculos seja muito boa pra mim, na foto da esquerda eu estou mais pálida, mesmo no sol, porque estou usando um cachecol predominantemente cinza! na foto da direita, o gorro e o cachecol nas cores certas não só compensam o casaco bege como garantiram uma carinha saudável!

O contraste é a única parte da análise cromática que pode ser identificada imediatamente, sem uso de material ou luz especial, e que pode mudar longo da vida: o contraste depende das mudanças capilares, do bronzeamento e de outras intervenções. O contraste é a diferença entre cor do cabelo, sobrancelha e olhos em relação ao tom da pele: o contraste é alto quando essa diferença é muito grande; o contraste é baixo quando essa diferença é pequena ou nenhuma; além disso, existe também o contraste médio.

Como vocês podem ver pelas fotos acima, o meu contraste é alto: meu cabelo, minha sobrancelha e meus olhos são muito mais escuros do que o meu tom de pele! O óculos cinza é o pior de todos pra mim porque é uma cor muito clara, que não dá certo no meu contraste. O óculos preto pode até enganar e parecer bom pra mim porque a cor escura harmoniza um pouco melhor com o meu contraste. O óculos tartaruga é o melhor dos 3 pra mim porque a cor dele é muito próxima das cores do meu cabelo e olhos, e o contraste fica bem equilibrado.

A análise cromática existe para indicar quais cores valorizam os traços e características pessoais, e é importante coordenar a cartela de cores com o contraste. O contraste é uma ferramenta importante na consultoria de imagem porque o personal stylist te ensinará a manter o equilíbrio de cores perto do rosto. Além disso, o profissional, com seu olhar treinado, poderá indicar se o seu contraste atual é realmente a sua melhor versão, já que o contraste pode não estar completamente equilibrado. Nesse caso, é possível ajustar o contraste – como eu falei no parágrafo anterior, o contraste depende das mudanças capilares, do bronzeamento, da sobrancelha, etc.

Uma das coisas que a Jules disse, e que eu acho que nunca vou esquecer, é que, acima de tudo, a gente quer é deixar o cliente feliz: sempre vai existir aquela cor UAU, que vai causar um sorriso no rosto e uma felicidade impossível de conter. E é esse o meu objetivo como personal stylist: fazer cada pessoa sentir uma felicidade impossível de conter quando estiver de frente pro espelho, trazendo o melhor de dentro pra fora!

07 dias só com mala de bordo em Dubai!

Estamos viajantes por aqui essa semana, não é mesmo?! Acontece que, graças a Deus, realmente tivemos a oportunidade de viajar muito nos meses de novembro e dezembro e, como é época de férias, acho útil compartilhar informações que ajudem viajantes fashion a arrumarem suas malas de maneira inteligente!

Em dezembro, passamos 1 semana em Dubai, com direito a uma day trip pra Abu Dhabi, e obviamente não queríamos despachar bagagem. Com a organização certa, pensando direitinho na nossa programação, foi possível montar uma mala de bordo inteligente pra mim e outra pro marido!

Essa viagem tinha uma programação interessante: queríamos aproveitar as ofertas da culinária internacional em Dubai, ao mesmo tempo em que iríamos para 1 parque aquático e 3 parques temáticos! Eu queria uma mala prática, com looks bonitos e confortáveis e que, preferencialmente, não desrespeitassem a cultura árabe. Com as temperaturas beirando os 30ºC, um ventinho um pouco inconveniente à noite, e muitos lugares climatizados, era importante estar preparado pra tudo!

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vestido Eva, suéter Cath Kidston, bolsa Saint Laurent, tênis Converse All Star, óculos Ray Ban
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quando o suéter Cath Kidston entrou em ação pra me proteger do vento na Marina de Dubai, o vestido Eva ficou parecendo uma saia!
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maiô Tryia para Riachuelo, short comprado em Walt Disney World
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camisa de chamois e vestido Eva (que, usada desse jeito, ficou parecendo uma saia), bolsa Chanel, sapatilhas Usaflex
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aqui dá pra ver o vestido melhor – o escolhido para a noite de Natal!

Pros parques temáticos, eu gosto de muito conforto e praticidade, então combinei t-shirts com a calça jeans. Pro parque Ferrari World, acabei indo com esse conjunto de moletom azul marinho – o que foi a minha sorte, já que é totalmente indoor e era o parque mais gelado de todos! – que é bem soltinho e muito confortável também.

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t-shirt Uniqlo, bolsa Saint Laurent, calça jeans Levis, tênis Converse All Star
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t-shirt comprada no Wizarding World of Harry Potter, calça jeans Levis, tênis Converse All Star, óculos Aldo, mochila Uncle K
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blusa e calça de moletom Farm, bolsa Saint Laurent, tênis Converse All Star

Além destas peças de roupa, eu ainda levei mais 3 t-shirts, 2 saias midi, 1 suéter de cashmere, 1 lenço de seda, 1 sapatilha e 1 chinelo Havaianas, além de meias, underwear e pijama. Só quando estava escolhendo as fotos pro post é que me dei conta de que não tirei foto de todos os looks que usei! My bad. No vôo, usei a calça jeans Levis e o tênis Converse All Star que aparecem nas fotos, uma camisa jeans, um cardigan de cashmere, um cachecol e o casacão. Dessa vez, levei a bolsa da Longchamp dobrada dentro da mala, caso fosse necessário usá-la pra acomodar alguma compra (mas graças a Deus não foi preciso! Consegui arrumar tudo tão direitinho que até o Nintendo Switch coube na mochila do marido hihihihi) e viajei com a mochila da Uncle K que aparece em uma das fotos.

Com isso, tá comprovado que dá pra levar muita roupa numa mala de mão, viajando com praticidade e mantendo a dignidade em temperaturas elevadas!

Looks de viagem no inverno europeu

É inverno no Hemisfério Norte, e as temperaturas nesta época do ano são bem mais baixas por aqui do que os brasileiros costumam estar acostumados. Nós passamos 1 mês viajando pelo Reino Unido e Irlanda e, embora ainda fosse outono, as temperaturas estavam muito baixas – principalmente no interior da Inglaterra e na Irlanda do Norte! – o que exigia roupas de inverno.

Eu já contei sobre a minha mala de verão e desmistifiquei o glamour que vemos nas redes sociais dos globetrotters: não tem nada de errado a gente querer ficar bonito durante as férias, mas a praticidade e o conforto são fundamentais pra quem caminha pela cidade inteira e/ou anda de metrô e ônibus, e não tem orçamento pra táxis, ubers e/ou motoristas particulares o tempo todo.

E, se já fomos econômicos naquela mala de verão, conseguimos nos superar pra essa viagem invernal: despachamos uma única mala grande, e cada um tinha uma bagagem de mão, além da minha bolsa pessoal Longchamp que acomoda todas as nossas coisas que poderíamos precisar acessar com facilidade durante o vôo.

Dessa vez eu não fiz post sobre a organização da mala por um motivo simples: eu só levei 6 peças de roupas minhas na mala, além do meu pijama, underwear, e a bolsa tiracolo e a mochila Prada. Como eu tinha planejado comprar mais roupas de inverno na Uniqlo (eu não sou ninguém sem a linha Heattech deles), eu não levei nem roupa térmica, só a que já foi no corpo. Pra viajar, eu usei uma tshirt de manga comprida, a calça cinza da GAP, o casaco preto da Zara, um suéter da Stradivarius (que eu usei um monte mas acabou não aparecendo em nenhuma foto aqui), e a bota marrom da UGG, que foi o único sapato que eu levei: depois comprei em Londres mais uma bota e um tênis. Então não seria justo mostrar uma mala arrumada sem nada né?

Numa viagem de 28 dias, nós pegamos trem 2 vezes, avião 1 vez, e viajamos 2 trechos de carro, e sabíamos que não ficaríamos só em perímetros urbanos, o que pedia roupas confortáveis de verdade. Nos organizamos para lavarmos nossas roupas 4 vezes, e nós nos viramos muito bem com uma única mala pra nós dois, que não excedeu 20kg até chegarmos à Irlanda do Norte. Foi só mesmo na Irlanda, nos últimos dias das nossas férias, que precisamos reorganizar a bagagem por conta dos meus livros ilustrados do Harry Potter, que são pesadíssimos!

Acreditem: em algumas dessas fotos, eu estou usando 3 calças, uma por baixo da outra! Consequentemente, a saia da Le Lis Blanc acabou virando peso morto (ainda bem que ela é leve, mas mesmo assim eu detesto carregar peso morto em viagens). E, em viagens de inverno, não tem jeito: o que vai aparecer mesmo é o casaco. A menos que você esteja disposto a ter uma bagagem imensa, é melhor não exagerar: eu fui com um casaco e levei mais um na mala, e acabei comprando mais um da Uniqlo (e acabei achando 3 casacos demais, podia ter me virado bem só com o da Zara e o da Uniqlo). Por mais que todo dia eu trocasse de blusa/camisa e suéter (à disposição, eu tinha 6 camisas, 8 blusas de gola alta, e 3 suéteres), nenhuma delas apareceu nestas fotos! E por quê?! Porque a gente acaba tirando mais fotos ao ar livre e, no frio, não dá pra tirar o casaco!

Os acessórios são, sem dúvida, os melhores amigos pra mudar a cara dos looks de inverno – no dia a dia e em viagens. Eu adoro cachecóis, e aproveitei pra comprar mais alguns de cashmere na Uniqlo (a cashmere deles é ótima!), além do cachecol enorme de lã que o marido me deu no dia do meu aniversário. Acabei comprando também o gorro vinho e as earmuffs da Accessorize, e antes do meio da viagem eu aposentei a boina da Stradivarius porque ela não protegia minhas orelhas.

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casaco Zara, cachecol e meia calça Heattech Uniqlo, saia Le Lis Blanc, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, calça de veludo Heattech Uniqlo, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, bolsa Prada, calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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boina Stradivarius, casaco Zara, calça Heattech Uniqlo, botas UGG, bolsa Prada
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casaco e cachecol Zara, earmuffs Accessorize, calça GAP, botas UGG, bolsa Prada
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mochila Prada, earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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cachecol, luvas e calça Heattech Uniqlo, earmuffs Accessorize, óculos Ray Ban, casaco Zara, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol e casaco Uniqlo, calça John Lewis, bolsa Chanel, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woolen Mill, casaco Zara, calça John Lewis, mochila Prada
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gorro Aran Tradition, casaco e cachecol Zara, calça Uniqlo, botas UGG, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, cachecol Edinburgh Woollen Mill, bolsa Prada, casaco Zara, luvas Uniqlo, calça GAP, botas UGG
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cachecol, blusa de gola alta e calça Heattech Uniqlo, casaco Zara, mochila Prada (embora não esteja na foto, eu estava com o tênis Vans nesse dia) – eu comprei várias cores dessa blusa de gola alta na Uniqlo e, embora não apareça nas outras fotos, foi praticamente o que eu usei durante a viagem!
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, mochila Prada, calça GAP, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG

 

 

10 dicas para fazer compras inteligentes nas liquidações

Começou o ano e é tradicional que em janeiro as lojas estampem suas vitrines com enormes letreiros indicando a época das liquidações!

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Eu acho que a época de liquidação é perfeita para aproveitar os descontos e fazer boas compras: aquele vestido de festa maravilhoso com o qual você passou meses sonhando, uma boa bolsa ou um bom sapato, um acessório que faça a diferença no seu armário. É o tipo de compra que eu chamo de “investimento”, priorizando peças de qualidade superior e que vão durar muitas estações.

Ao mesmo tempo, o calendário absolutamente louco da moda favorece a compra de itens da estação para uso imediato: no verão, as roupas frescas, como shorts, camisetas, biquínis, etc; no inverno, casacos, cachecóis, etc.

Tendo sempre em mente o mantra de que “a moda passa, o estilo permanece”, eis as minhas dicas para fazer compras inteligentes e consumir com consciência na época das liquidações.

1- Arrume o seu armário

É isso mesmo: o primeiro passo para uma compra inteligente é (re)organizar o closet, para verificar o que se tem, o que está faltando, e o que precisa ser substituído. Anote tudo o que falta e precisa de substituição, e leve a listinha com você.

2- Entenda o que é moda, o que é tendência e o que é estilo

Um pouquinho de informação na hora de fazer compras pode fazer muita diferença. É claro a ajuda de um personal stylist é muito valiosa, mas, se você se interessa pelo que se veste, é bom procurar se informar para que seja mais fácil distinguir o que é moda do que é estilo – e o estilo é eterno. Como nada no mundo é imutável, há também os casos de modismos que permanecem, deixando de ser modismos, a exemplo do militarismo.

3- Vá às compras com calma

A pressa é a maior inimiga das compras. E não é só porque uma peça está barata que você precisa comprá-la. Pense bem se aquele item vai fazer diferença no seu armário, se ele se a peça se encaixa no seu estilo pessoal se você vai usá-la de verdade, e verifique se  está tudo em perfeito estado. Antes de finalizar a compra, confira a política de troca da loja; alguns lugares mudam as políticas de troca em períodos de liquidação, então é sempre bom confirmar mesmo naquela loja que você está super habituado a frequentar. Isso é ainda mais importante em casos de presentes: ganhar ou dar um presente que não pode ser trocado é muito deselegante.

4- Leia a etiqueta interna de todas as peças com atenção

A etiqueta interna de cada peça é como se fosse um manual de instruções: ela te diz de que é feito (composição do tecido) e quais os cuidados para manutenção daquele item. Uma peça que precisa ser sempre lavada à seco, por exemplo, acaba tendo seu valor aumentado por conta deste custo de manutenção.

5- Opte (sempre) por tecidos de fibra natural

Quero dedicar um post exclusivamente sobre esse assunto, mas já fica a dica: quando estiver comprando, procure sempre peças de tecidos de fibra natural. Algodão, linho, lyocel e seda são os melhores amigos de quem mora em climas quentes e de quem gosta de praticidade. Além do caimento dos tecidos de fibras naturais ser melhor, estas peças tendem a durar mais se forem tratadas do jeito certo (de novo, as informações estão todas nas etiquetas internas) e dificilmente encolhem.

6- Invista em uma roupa de festa

Foi-se o tempo em que era deselegante repetir roupa de festa. Estas peças já são naturalmente mais caras e, mesmo em liquidações, podem mostrar preços altos nas suas etiquetas. Mas é certamente melhor pagar o preço da liquidação do que o preço cheio, né? Então, se você quer atualizar suas opções festivas/formais, aproveite para comprar um longo ou um curto (ou os dois, se a conta bancária permitir!) que sejam atemporais e  que você poderá usar em muitas ocasiões depois.

7- Evite os modismos…

Eu recomendaria evitar os modismos porque as modas passam e uma peça datada certamente não vai durar muito tempo no seu armário. Não é melhor guardar esse dinheiro pra outra coisa que dure mais na sua vida?

8-… mas permita-se uma extravagância

Relativizando o item anterior: se você está doido para usar uma determinada peça que você sabe que não vai durar muito mais do que esta estação, é preferível pagar por ela com desconto do que o preço cheio. Como já conversamos, o calendário das liquidações é louco o suficiente pra permitir que compremos uma tendência com desconto enquanto ainda está na moda. Se este for o caso, meu conselho é permitir-se a extravagância, mas, preferencialmente, depois que tiver suprido todas as necessidades mais permanentes do seu armário.

9- Invista naquela peça que faz o seu coração bater mais forte

Pode ser um vestido de couro, um casaco maravilhoso, uma bolsa atemporal, um sapato incrível, uma calça jeans com caimento perfeito, um short jeans que vai te acompanhar por muitos verões: você sabe qual é aquela peça com a qual você está sonhando há meses, ou até anos, e ela finalmente entrou na liquidação. Pode ser que, mesmo com desconto, seja uma peça cara mas, se a conta bancária permitir, e se ela vai mesmo fazer diferença no seu armário – e, porque não, na sua vida -, este é o momento de investir nela.

10- Tenha um orçamento

Em alguns dos itens anteriores eu destaquei o aspecto da conta bancária, e com motivo: liquidações não justificam entrar no vermelho. É muito importante fazer um orçamento para gastar nesse período, porque é muito fácil ceder à tentação, comprando desenfreadamente e acabar endividado. Seguindo estas dicas, e com um orçamento organizado, será mais fácil definir suas prioridades e fazer suas compras da maneira mais inteligente possível!

E, depois de tantas orientações, só me resta desejar boas compras!